Fluoroquinolonas: propriedades farmacológicas e mecanismos de resistência


As fluoroquinolonas (ex: ciprofloxacino, levofloxacino, moxifloxacino) inibem a atividade da DNA-girase, ou topoisomerase II, enzima essencial à sobrevivência bacteriana. A DNA girase torna a molécula de DNA compacta e biologicamente ativa.




Ao inibir essa enzima, a molécula de DNA passa a ocupar grande espaço no interior da bactéria e suas extremidades livres determinam síntese descontrolada de RNA mensageiro e de proteínas, resultando na morte das bactérias. São fármacos que também inibem, in vitro, a topoisomerase IV, porém não é conhecido se este fato contribui para a ação antibacteriana.

As fluoroquinolonas são bem absorvidas pelo trato gastrointestinal. A biodisponibilidade é superior a 50% e o pico sérico é atingido em 1 a 3 horas após a administração. Os alimentos não reduzem substancialmente a absorção, mas retardam o pico da concentração sérica e a ligação plasmática está normalmente entre 15 e 30%. O volume de distribuição geralmente é alto.




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A resistência às fluoroquinolonas ocorre, principalmente, por alteração na enzima DNA-girase, que passa a não sofrer a ação do antimicrobiano. Pode ocorrer por mutação cromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA-girase e topoisomerase IV) ou por alteração da permeabilidade ao fármaco pela membrana celular bacteriana. É possível ainda a existência de um mecanismo que aumente a retirada do antimicrobiano do interior da célula (bomba de efluxo).

Fonte: Anvisa - Antimicrobianos: bases teóricas e uso clínico

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