O papel da cafeína associada aos analgésicos


A cafeína é um alcaloide presente em mais de 60 espécies de plantas. Sua estrutura molecular pertence a um grupo de xantinas trimetiladas que incluem seus compostos intimamente relacionados: teobromina (presente no cacau) e teofilina (presente no chá). A cafeína foi isolada em 1820, mas a estrutura correta desta metilxantina foi estabelecida na última década do século XIX.

Os efeitos não foram claramente reconhecidos até 1981, quando o bloqueio de receptores adenosina foi correlacionado às propriedades estimulantes da cafeína e de seus análogos. Provavelmente a cafeína é uma das substâncias psicoativas mais utilizadas no mundo, promovendo efeitos em inúmeras funções fisiológicas, incluindo resistência física, humor, sono e dor.

Este alcaloide tem uma longa história como adjuvante analgésico. Outros antagonistas de receptores de adenosina têm efeitos antinociceptivos, sendo que os receptores A2b parecem ser o alvo.




Em uma revisão, os autores mostram estudos pré-clínicos de ação antinociceptiva intrínseca da cafeína. A dose antinociceptiva variou entre 25 e 100 mg/kg. A antinocicepção parece ocorrer pelo bloqueio de receptores de adenosina A2a e A2b, principalmente.

Outros mecanismos não relacionados ao bloqueio da adenosina, como alterações na atividade e síntese de enzimas ciclo-oxigenases em certos locais, também estão implicadas no efeito analgésico adjuvante da cafeína.

Fonte: Scielo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares