Qual o pior inimigo de um estudante de Farmácia?


Qualquer pessoa que se propõe a uma empreitada de estudo, dentro de um curso no qual permanecerá pelo período de 4 a 5 anos, de modo a experimentar privação de diversas possibilidades em seu âmbito pessoal, seja por questões de tempo, finanças ou ambos, encara diversos desafios. Isso exige planejamento e paciência em altas doses, sem dúvida alguma.

Saiba: você vai namorar menos, aproveitará menos momentos com amigos mais chegados, deixará de ir a festas, deixará de viajar, etc (parei, antes que alguém leia o texto e desista amanhã!). Tudo em prol da construção de um futuro que permitirá mais chances profissionais em um mercado altamente competitivo. Aliás, neste ponto eu gostaria de citar o Prof. Cortella que, em sua obra "Não se desespere!", diz sabiamente que a humanidade sempre prosperou com a colaboração, jamais com a competição. Nós competimos bastante atualmente (enfim).




O caso é que a intenção do texto é separar o que são desafios naturais, ou seja, aqueles previstos pelo estudante, de inimigos que este possa criar, perdendo-se em suas ideias. Conforme o título do texto, pretendo apontar o pior dos inimigos, de modo preventivo, é claro; a ideia não é assustar. Se você, graduando, julgar apropriado aceitar aquilo que é apenas uma opinião de quem já passou desta fase e está no mercado, afinal isso é um diálogo e não uma imposição de ideias, o pior inimigo é a ilusão.

A ilusão te fará alimentar diversas ideias a respeito da escolha assumida, supervalorizando algo que nem mesmo foi constatado. Professores te dirão que você terá um monte de possibilidades de atuação, "porque o farmacêutico pode fazer isso, pode aquilo, pode aquilo outro, etc." Cuidado com frases desse tipo, pois não funciona exatamente assim.




Um papo mais ou menos reto sobre o que você poderá fazer ao se formar é seguir na área onde possivelmente consiga um estágio que permita efetivação. Caso contrário, ao se formar, você deixará de ser quem poderia aprender o ofício e será o responsável por ele. Agora, uma pergunta importante: Como se responsabilizar por uma atividade desconhecida? Pois é, as empresas não abrirão as portas com facilidade em todas as atuações.

Sabe onde você terá a maior chance de trabalhar? Resposta na lata: em drogaria. Dica: caso ainda não conheça o funcionamento de uma drogaria, providencie isso e procure conversar com o profissional que atua no horário de sua visita. Busque informações a respeito de cada passo que pretenda dar, pois assim você não alimentará ilusões, mas acumulará bagagem de conhecimento e informação, além de criar amizades e contatos profissionais. Drogaria é ruim? Depende de cada um, não há uma resposta correta à questão. Contudo, é possível considerarmos outra questão à questão: Você gosta de trabalhar com público? Se não gostar, talvez a experiência seja mais dura.




Claro que posteriormente você poderá procurar especialização no que desejar, mas lembre-se de que será uma nova capacitação, exigindo nova busca. Estudar e buscar gera grande possibilidade de resultado, mas não gera certeza. Mais uma vez: informe-se ao invés de iludir-se. Acompanhe tendências para chegar à melhor escolha.

Diante de tudo isso, poderá surgir uma pergunta: compensa cursar Farmácia? A resposta só você terá. Converse com profissionais o quanto puder, mas lembre-se também de que cada um irá transmitir a sua experiência pessoal na área, podendo ser positiva ou negativa (as chances não são iguais para todos!) Busque autoconhecimento, aprenda mais sobre sua vocação e suas habilidades, entenda e aprenda sobre o caminho que deseja trilhar. Assim a direção estará mais correta, seja para abraçar a causa ou para reconsiderá-la.

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