Qual o risco de falha da pílula do dia seguinte?


Pode-se mensurar a efetividade da anticoncepção de emergência (AE) por duas formas diferentes. A primeira, denominada Índice de Pearl (ou Índice de Falha), calcula número de gestações por 100 mulheres que utilizam o método no período de um ano. Estima-se que este índice seja de cerca de 2%, em média, para a AE. A segunda forma mede a eficiência da AE pelo Índice de Efetividade, que calcula o número de gestações prevenidas por cada relação sexual.

A AE apresenta, em média, Índice de Efetividade de 75%. Significa dizer que ela pode evitar três de cada quatro gestações que ocorreriam após uma relação sexual desprotegida. No entanto, a eficácia da AE pode variar de forma importante em função do tempo entre a relação sexual e sua administração. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as taxas de falha são de 0,4% entre 0 e 24 horas, de 1,2% entre 25 e 48 horas e de 2,7% entre 49 e 72 horas. Entre o 4° e o 5° dia, seguramente a taxa de falha da AE é mais elevada.

Essas observações fundamentam a recomendação de utilizar a AE até o 5° dia da relação sexual desprotegida. Outro dado importante é a constatação de que a administração do levonorgestrel, em dose única ou a cada 12 horas, apresenta eficácia semelhante para prevenir a gestação. No entanto, é necessário lembrar que o uso repetitivo ou freqüente da AE compromete sua eficácia, que será sempre menor do que aquela obtida com o uso regular do método anticonceptivo de rotina.

Fonte: bvsms.saude.gov.br


Um comentário:

  1. Parabéns pela página, sempre com assuntos interessantes .
    Aproveitando o gap... tenho uma dúvida: caso a pessoa faça uso regular de um AOC, e queira usar um AE por precaução por ter pulado algum dia do AOC. A mesma deve interromper a cartela do AOC, para tomar o AE?

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