Níveis altos de HDL protegem o coração, mas podem aumentar risco de infecções


Apelidado de "colesterol bom", o HDL (high density lipoprotein) é conhecido por evitar o acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos e proteger o coração. Por isso, o recomendado é sempre manter um nível elevado da substância no organismo, o que pode ser feito com a prática regular de exercícios e ingestão de alimentos que sejam fonte de ômega-3: azeite, salmão, sardinha e linhaça.

Porém, um novo estudo publicado no European Heart Journal apontou que pessoas com taxa de HDL elevada no organismo têm risco 43% maior de sofrerem uma doença infecciosa, tais como pneumonia e gastroenterite, quando comparadas a indivíduos com nível considerado normal. É importante ressaltar que em voluntários com HDL baixo esse risco foi 75% maior.




Børge  Nordestgaard, cientista da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e um dos autores do estudo, afirma que tanto o nível elevado quanto o baixo de colesterol HDL geram um grande perigo de hospitalização por causa de infecções.

No trabalho científico, que comparou o histórico de internação por infecções e o colesterol bom de mais de 100.00 pessoas, foi considerado nível baixo de HDL menos de 31 mg/dl; e elevado acima de 100 mg/dl

Os autores afirmam que são necessários novos estudos para entender exatamente como o colesterol bom aumenta o risco de doenças infecciosas e se o excesso da substância gera algum impacto negativo no sistema imunológico. Até o momento, trabalhos realizados nesta área haviam mostrado o contrário.




"O resultado indica que futuras pesquisas sobre as funções do HDL no organismo não devem apenas focar em problemas cardiovasculares, mas deverão ampliar o leque de investigação", acredita Nordestgaard.

Fonte: vivabem.uol.com.br

Produtos femininos de higiene íntima são associados a infecções


Produtos de higiene íntima para as mulheres têm amplo mercado no mundo todo, mas eles provavelmente fazem mais mal do que bem, afirma o Dr. Kieran O'Doherty, da Universidade de Guelph (Canadá).

A equipe descobriu que as mulheres que usam esses produtos - foram analisados produtos vendidos no mercado canadense - têm três vezes mais probabilidade de experimentar algum tipo de infecção vaginal.




Ocorre que, em muitos casos, as mulheres compram esses produtos justamente para tratar uma condição vaginal já existente, piorando um quadro que exigiria avaliação profissional e uso de medicamento.

Entre as 1.500 mulheres envolvidas no estudo, os produtos mais utilizados incluíam hidratantes, lubrificantes, cremes anti-coceira e lenços higiênicos.




As mulheres que usaram gel higienizador mostraram-se oito vezes mais propensas a ter uma infecção por fungos e quase 20 vezes mais propensas a ter uma infecção bacteriana. Mulheres que usaram lenços tiveram quase 3,5 vezes mais probabilidade de relatar uma infecção do trato urinário.

Aquelas que usaram lubrificantes ou hidratantes apresentaram 2,5 vezes mais chances de ter uma infecção por fungos.

Fonte: Diário da Saúde

Atualização nos medicamentos de referência


Confira as listas de medicamentos de referência atualizadas neste mês pela Anvisa:

Lista A - Medicamentos que contenham um único insumo farmacêutico: Lista A

Lista B - Medicamentos que contenham dois ou mais insumos farmacêuticos ativos em uma única forma farmacêutica: Lista B


A expansão da indústria farmacêutica e a competição por vendas pioram a saúde pública?


Dados de 30 países ao longo de mais de 27 anos, mostraram que a expansão da medicina em geral melhorou a saúde da população. Contudo, a expansão da indústria farmacêutica mostrou-se associada a efeitos negativos na saúde da população.

Os dados mostram que a indústria farmacêutica e médica sofreu uma expansão maciça em todo o mundo ocidental desde meados do século 20.

Para verificar se essa expansão beneficiou a saúde pública em geral, os pesquisadores usaram dados de 30 países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que inclui a maioria das democracias mais ricas do mundo.




Hui Zheng (Universidade Estadual de Ohio) e Linda George (Universidade Duke) analisaram como diferentes tipos de expansão médica se relacionaram à saúde da população entre 1981 e 2007. Especificamente, eles relacionaram a expansão da indústria e dos cuidados médicos à expectativa de vida ao nascer, à expectativa de vida de homens e mulheres aos 65 anos, e da mortalidade por todas as causas.

Verificou-se que duas medidas de expansão da indústria farmacêutica - aumento nas vendas e mais recursos gastos em pesquisa e desenvolvimento pela própria indústria - mostraram-se diretamente associados à menor expectativa de vida entre as mulheres de 65 anos ou mais, e com o aumento das taxas de mortalidade em geral da população

"Nós descobrimos que, à medida que a indústria farmacêutica se expande, há uma diminuição no impacto benéfico da especialização médica na saúde da população," disse Zheng.




"Pode ser devido aos efeitos colaterais tóxicos dos medicamentos, às práticas de prescrição dos médicos, ao uso indevido dos medicamentos pelos pacientes, a razões relacionadas às estratégias de marketing da indústria farmacêutica ou a uma combinação desses fatores,"

O estudo foi publicado no Journal of Health and Social Behavior.

Fonte: Diário da Saúde

Desmistificando: sildenafila pode provocar ataque cardíaco?


De acordo com pesquisadores, o risco de ataque cardíaco com sildenafila ou outros inibidores de PDE5 (fosfodiesterase tipo 5) não existe, apesar de relatos de casos de homens que sofreram deste mal após usar o medicamento. No entanto, os especialistas explicam que a causa do problema foi o esforço excessivo e prolongado durante o sexo, ao invés de consequência atribuída à ação do fármaco.

Algumas vezes, efeitos colaterais comumente reportados por quem faz o uso, tais como calor na face, taquicardia e dor de cabeça podem levar o indivíduo a pensar que está sofrendo um problema no coração. Esses sintomas, entretanto, ocorrem devido à ação vasodilatadora do fármaco, não sendo associados à iminência de um ataque cardíaco.




Cardiopatas correm risco? A resposta é não. Diversas pesquisas mostram que o medicamento é seguro, mesmo para pessoas com doença coronariana. Inclusive, um estudo da Universidade de Manchester, no Reino Unido, com 6.000 homens portadores de diabetes tipo 2 e elevado risco cardíaco, revelou perigo menor de infarto entre aqueles que tomavam sildenafila, em comparação com quem não usava o comprimido. O trabalho foi publicado no periódico oficial da Sociedade Britânica de Cardiologia.

Outra pesquisa, da Universidade Sapienza, em Roma (Italia), publicada no periódico BMC Medicine, conclui que os inibidores da PDE5 (tadalafila, vardenafila e udenafila, além da sildenafila) podem ser usados com segurança por pacientes com doença cardíaca, inclusive melhorando a performance do coração.




A única contraindicação absoluta é a associação com medicamentos que contêm nitrato na fórmula (ex: propatilnitrato). Neste caso há risco de interação medicamentosa que pode causar hipotensão severa, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.

Fonte: vivabem.uol.com.br

Farmacologia da clonidina, princípio ativo da Atensina®


O cloridrato de clonidina atua essencialmente sobre o sistema nervoso central, reduzindo o fluxo adrenérgico simpático e diminuindo a resistência vascular periférica, resistência vascular renal, frequência cardíaca e pressão arterial. O fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular se mantêm praticamente inalterados.

Como os reflexos naturais posturais permanecem intactos, sintomas ortostáticos são leves e infrequentes. Com o tratamento prolongado, o débito cardíaco tende a voltar para os valores normais, enquanto a resistência vascular periférica permanece diminuída.




Na maioria dos pacientes tratados com clonidina, observa-se diminuição da frequência cardíaca, contudo, o medicamento não altera a resposta hemodinâmica normal ao exercício.

O fármaco possui atividade sobre os receptores alfa-2, tanto no tronco cerebral quanto nos periféricos pós-sinápticos, ativando-os. A dose usual recomendada é de 0,100mg ao deitar e os efeitos adversos possíveis são: boca seca, constipação, fraqueza muscular, dor nas articulações e redução da libido.

A clonidina é bem absorvida e sofre baixo efeito de primeira passagem hepática. A concentração plasmática máxima é atingida dentro de 1-3h após administração oral e a fixação às proteínas plasmáticas é de 30-40%. A clonidina é rápida e amplamente distribuída nos tecidos, atravessando as barreiras hematoencefálica e placentária.




A meia-vida de eliminação final varia de 5 a 25h e pode ser prolongada até 41h em pacientes com disfunção renal grave. Cerca de 70% da dose administrada é excretada pela urina, principalmente na forma inalterada.

Fonte: Fármacos e Medicamentos - Lourival Larini / Anvisa

Probióticos e Prebióticos


Alimentos probióticos são aqueles que melhoram a digestão da lactose e aumentam a absorção de minerais como cálcio, ferro e magnésio. Além disso, tratam e previnem episódios de diarreia, principalmente durante a terapia antimicrobiana. Exemplos destes alimentos são o iogurte e o leite fermentado.

Os alimentos prebióticos, por sua vez, melhoram o funcionamento do intestino, diminuem o risco de infecções e também a absorção de gorduras provenientes da dieta, fato que reduzirá, consequentemente, o colesterol total. Exemplos destes alimentos são: ervilha, soja, aveia, feijão, farelo de trigo, hortaliças com talo e frutas com casca.




Temos ainda os produtos simbióticos, os quais correspondem àqueles que associam os probióticos aos prebióticos. O objetivo dos produtos encontrados com esta denominação é o de intensificar os benefícios à saúde, ao unir as características conhecidas separadamente nos alimentos que consumimos no cotidiano.

O que é Hiperinsulinemia? Quais as causas e consequências?


O termo hiperinsulinemia se refere à elevação da insulina na corrente sanguínea. A elevação da insulina no plasma geralmente é conseqüência da resistência crônica à ação da insulina.




É uma situação em que o nosso organismo fica menos “sensível” ao estímulo/ação da insulina. Em outras palavras, a insulina produzida não consegue agir de forma adequada. Neste caso, o pâncreas “entende” que deve sintetizar e liberar o hormônio em concentrações mais altas, resultando em hiperinsulinemia.

 A origem pode ser genética ou adquirida. No segundo caso, a obesidade, o sobrepeso e o sedentarismo são as principais causas de resistência à insulina e hiperinsulinemia. Outras doenças também vinculadas ao aumento da resistência insulínica são: síndrome dos ovários policísticos, infecções pelo HIV e hepatite C.




Já existem vários estudos que comprovam que a resistência à insulina e hiperinsulinemia compensatória estão relacionadas a muitos distúrbios à saúde, os quais incluem lesões na parede de vasos sanguíneos, hipertensão arterial, aumento do colesterol sérico, “pré-diabetes” e o próprio diabetes, síndrome metabólica e doenças ateroscleróticas.

Fonte: sbemrj.org.br

Há femproporex na drogaria? Não, mas no Mercado Livre há


Recentemente mostramos o anúncio de clonazepam, um benzodiazepínico classificado como substância psicotrópica pela portaria 344/98, para venda "a pronta entrega" no Mercado Livre.

Importante dizer que aquele não era o único anúncio do gênero disponibilizado no site de vendas livres. Como podemos ver agora, há também anúncio de femproporex, um emagrecedor que atualmente não está liberado pela Anvisa para venda nas drogarias, mas o Mercado Livre consegue vender e ainda mostra a marca comercial do produto (provavelmente falsificado) na imagem do anúncio.




Voltamos a reforçar o desejo que temos de que a vigilância sanitária tome providências em relação a  esse tipo de venda tanto quanto as toma relacionadas à atividade profissional dos farmacêuticos que cumprem regularmente o seu dever nas drogarias.

Cabe a nós denunciar esse tipo de venda? Para que fique claro, não cabe. Quem quiser até pode denunciar, mas que não se entenda como dever de um cidadão comum ou de qualquer profissional de saúde fazer isso. Há pessoas muito bem pagas para demonstrar a sua autoridade nas drogarias, então a autoridade dessas mesmas pessoas deve valer para isso também.

Nota de esclarecimento do CFF sobre atuação dos farmacêuticos na área estética


O Conselho Federal de Farmácia (CFF) esclarece que, ao contrário do que tem sido equivocadamente divulgado, o recente acórdão desfavorável à atuação do farmacêutico na área estética (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), não abrange todo o âmbito profissional farmacêutico nesta área. A ação anula, APENAS E TEMPORARIAMENTE, A RESOLUÇÃO/CFF Nº 573/13.




As demais resoluções que versam sobre a estética continuam em pleno vigor. Ação impetrada contra as mesmas por entidades médicas na justiça federal de São Paulo foi extinta, inclusive, com parecer do Ministério Público Federal favorável aos farmacêuticos.

O CFF ressalta que a resolução anulada não inclui a aplicação de botox, restringindo-se aos procedimentos cosmetoterapia, eletroterapia, iontoterapia, laserterapia, luz intensa pulsada, peelings químicos e mecânicos, radiofrequência estética e sonoforese.




Informa, também, que já recorreu da liminar, pois o acórdão extrapola o âmbito previsto na Resolução/CFF nº 573/13, quando cita os “procedimentos estéticos”, tais como “bichectomias”, nunca regulamentadas por este conselho.

Ademais, em 3 de abril, foi publicada a Lei Federal nº 13.643/18, que implantou um paradigma inédito no país ao dispor que o “exercício da profissão de esteticista é livre em todo o território nacional”. A estética é, portanto, uma área multiprofissional, não sendo de atuação restrita aos médicos ou de qualquer outro profissional da saúde.

Fonte: cff.org.br

Cientistas criam mapa genético da depressão


Em esforço global para entender o peso genético da depressão, cientistas identificaram 44 genes relacionados a formas severas da condição. Isso é particularmente importante porque a ciência já sabe que, em casos mais graves, a hereditariedade tem peso na ocorrência da doença e era preciso conhecer os fatores que levam a isso.




Um outro ponto relevante é que apenas metade dos pacientes responde bem aos tratamentos existentes, então novas terapias podem surgir a partir desse mapeamento genético. A depressão mais grave afeta aproximadamente 14% da população global.

O estudo foi publicado na "Nature Genetics" e integra o "Psychiatric Genomics Consortium", um esforço global para mapear genes associados a disfunções psiquiátricas.  Dos 44 genes mapeados, 30 foram descritos pela 1ª vez nessa iniciativa.




Segundo os autores, o achado abre caminho para o surgimento de terapias mais específicas para a doença. Com o mapeamento genético, o alvo de novos fármacos pode consistir no bloqueio de substâncias produzidas a partir de informações desses genes.

Segundo os cientistas, os genes têm peso na depressão, mas não a determinam. Isso significa dizer o seguinte: se uma pessoa tem genes associados à doença, ela tem maior risco de desenvolvê-la, mas não será necessariamente depressiva por conta deste fator.

Fonte: G1

Você mudaria algo na profissão de Farmácia?


Há uma grande diferença entre quando se está cursando a graduação e quando o curso é concluído. Basicamente, saímos de um período que parecia penoso, mas que era também, de certo modo, "confortável". Afinal, durante a faculdade estamos no direito de sonhar com o que desejarmos e ainda somos aprendizes, além de não nos responsabilizarmos por equipes ou locais de trabalho.




A partir do momento em que conquistamos a profissão almejada, não podemos mais permanecer tanto tempo vislumbrando o que a vida será. Temos que fazer cair a ficha para a percepção de que o estudo que rompia a barreira de acesso ao mundo profissional já terminou. Agora as coisas já se tornaram o que lutamos para fazer acontecer.

Temos responsabilidades que antes não tínhamos e tampouco estamos na condição de exclusivos aprendizes. Sempre o seremos, porém ocorre que hoje as pessoas precisarão de nossa bagagem e de nossas decisões, não nos é permitido mais apenas absorver o que os professores têm a dizer.




E então? Agora que você chegou aqui (para o caso de já ter se formado), encontrou o que desejava? As coisas são como você queria que fossem e tudo está fluindo ou mudaria algo, se assim o pudesse fazer? Qual a sua sugestão para mudanças na atuação do farmacêutico, de modo a tornar o trabalho deste profissional mais produtivo e satisfatório?

Caso você ainda se encontre na condição de estudante, o que espera encontrar? Acredita estar remando na direção correta ou possui mais dúvidas do que certezas? Discorda de algo que já teve a oportunidade de observar na profissão e, se puder, fará diferente?

Participe!

Zika trata tumor cerebral em cobaias e pesquisadores se animam para iniciar testes em humanos


Quando as anomalias em fetos provocadas pelo vírus da zika começaram a surgir em 2015 no Brasil, pesquisadores descobriram que o vírus tem uma "preferência" por células que vão dar origem a neurônios. Quase três anos depois, a surpresa é que esse mesmo vírus que deflagrou uma emergência de saúde pública pode ser usado para o tratamento de crianças com tumores cerebrais.




O zika poderá ser usado como terapia pelo fato de as mesmas células que ele tem preferência para atacar em fetos estão presentes em alguns tumores. A premissa deu largada para uma série de iniciativas para terapias de cânceres cerebrais: uma delas, por exemplo, foi feita na Unicamp com o glioblastoma; posteriormente pesquisadores de grupos diferentes da USP e do Instituto Butantan de reuniram para estudar o caso.

Os pesquisadores trataram, pela 1ª vez em cobaias que receberam células humanas, dois cânceres mais comuns em crianças: o meduloblastoma e o tumor AT/RT (tumor teratóide rabdóide atípico). O meduloblastoma é um tumor cerebral que tem sua origem nas células da medula. Afeta em torno de 25 crianças a cada 1 milhão e atinge mais comumemente crianças entre 4 a 5 anos. Já o AT/RT, é mais comum até os dois anos.




Depois dos testes, o zika fez o tumor desaparecer em 9 cobaias e ainda teve efeitos positivos sobre a metástase (quando o câncer se espalha para o restante do organismo). Importante lembrar que os testes feitos no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-tronco da Universidade de São Paulo são iniciais, mas promissores.

O estudo foi publicado nesta quinta-feira (26) no prestigiado "Cancer Research", a publicação científica da American Association for Cancer Research. O trabalho teve como primeira autora a aluna Carolini Kaid, doutoranda da USP e orientanda do pesquisador Keith Okamoto, professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva da Universidade de São Paulo, que também assina o trabalho.

Fonte: G1

Reativação da fabricação de Atensina®


A Boehringer Ingelheim do Brasil disponibilizou comunicado em seu site informando sobre a reativação de fabricação do medicamento Atensina® (clonidina) nas concentrações de 0,150mg e 0,200mg, indicado para o tratamento da hipertensão arterial.




Segundo a empresa, a reativação irá possibilitar o reabastecimento gradual do produto no mercado. Com essa medida, os pacientes em breve já poderão encontrar novamente o medicamento. Se ainda houver alguma dificuldade na procura, a previsão é a de que a questão seja plenamente resolvida até o início do segundo semestre.




A apresentação de 0,100mg ainda não teve a fabricação reativada, mas isso deverá ocorrer em breve, conforme é informado em mesmo comunicado.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br

Farmacêutico deveria trabalhar no balcão?


Esta é uma pergunta que faz muita gente pensar, sendo que as opiniões divergem tanto quanto os argumentos que sustentam cada ponto de vista. Pensando nisso, vamos avaliar alguns aspectos de cada lado da moeda:

Lado positivo

Ao marcar presença no balcão, o profissional que é o responsável técnico pela dispensação de medicamentos pode tomar o contato direto com esta atividade, tanto quanto observar de perto a conduta dos membros de sua equipe no atendimento aos clientes. Isso irá facilitar a prevenção de erros na leitura de receitas, na intercambialidade e nos cálculos que envolvem a dispensação.

A disponibilidade do profissional de saúde no balcão também pode beneficiar a população, que muitas vezes não fica segura quando precisa fazer uma pergunta de cunho mais técnico a um atendente. Receber informação de alguém que cursou um estudo superior naquela área, afinal, deixa as pessoas mais tranquilas.




O farmacêutico pode ainda intervir na conduta dos clientes quando observa que estes apresentam alguma dúvida na compra de MIPs (medicamentos isentos de prescrição), tais como antigripais, analgésicos ou antiácidos. Pode ser a oportunidade para esclarecimento de posologia ou contraindicação, como exemplos.

Lado negativo

O farmacêutico no balcão irá lidar com uma série de procedimentos operacionais que são atribuições rotineiras de um atendente (ou balconista), tais como negociar preço de medicamentos durante todo o expediente, mostrar ofertas da loja e operar programa de farmácia popular.

Além disso, questiona-se o quão é realmente positivo para o próprio profissional a sua disponibilidade à população de forma gratuita em período integral do funcionamento de uma loja. Qual outro profissional de saúde se disponibiliza desta forma?




A população valoriza quem está ali a qualquer hora, sem exigir um agendamento ou cobrar um determinado valor para ser consultado por seus conhecimentos técnicos adquiridos como fruto de esforço pessoal? Nem sempre. Isso tende a gerar o pensamento de que o farmacêutico é mais um atendente, com a diferença de que pode dar mais informações.

Muitas pessoas não diferem o farmacêutico do atendente, desejando apenas receber o atendimento quando precisam de um medicamento que não está ao seu alcance. Será que é assim que um profissional de saúde deseja ser tratado?

Antibiótico natural apresenta resultados positivos contra "superbactérias"


Um novo antibiótico, capaz de virar o jogo contra as bactérias resistentes aos fármacos atualmente empregados e chamadas também de "superbactérias", foi sintetizado e usado pela primeira vez com sucesso para tratar uma infecção - o fármaco pode gerar a primeira classe nova de antibióticos em 30 anos de pesquisas.

É um avanço importante para o desenvolvimento de uma versão comercialmente viável baseada na teixobactina, um antibiótico natural descoberto em amostras de solo nos EUA em 2015, e que foi considerada a ferramenta capaz de mostrar eficácia contra os patógenos resistentes a antibióticos, como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) e VRE (Enterococcus resistente à vancomicina), resistentes aos antibióticos atuais.




Uma equipe da Universidade de Lincoln (Reino Unido) criou uma forma artificial simplificada da teixobactina, usando-a para tratar uma infecção bacteriana em camundongos. O resultado foi satisfatório e serve como prova de que versões mais simples do antibiótico natural podem ser eficazes contra infecções bacterianas difíceis de serem resolvidas.

Fonte: Diário da Saúde

Anticoncepcional não-hormonal pode ser lançado


Um anticoncepcional sem hormônios, presumidamente sem efeitos colaterais, pode estar nascendo com uma técnica desenvolvida por pesquisadores da Suécia que procuravam formas de reforçar a membrana mucosa - a primeira linha de defesa do corpo para proteger seu revestimento interno.

A abordagem consiste na ligação cruzada do muco natural com a quitosana, um tipo de polissacarídeo derivado da quitina, a substância que forma as camadas duras do esqueleto externo dos crustáceos, como o camarão.




O material reforça a malha da barreira de mucina que reveste o epitélio da mucosa das cavidades do nosso corpo. Falhas da barreira mucosa podem levar à inflamação, que é o problema por trás das doenças inflamatórias intestinais, da rinite, do refluxo ácido e outras síndromes.

Os cientistas começaram a cogitar sobre o uso da sua técnica como um anticoncepcional de natureza "mecânica" quando se deram conta de que, no colo do útero, a barreira mucosa geralmente impermeável fica naturalmente "frouxa" durante a ovulação, permitindo que o espermatozoide penetre e fertilize os óvulos.




"O material polimérico pode fechar essa possibilidade e impedir a fertilização. Dessa forma, obtém-se um contraceptivo que não é baseado em hormônios e não tem efeitos colaterais," disse o Dr. Thomas Crouzier, pesquisador do Instituto Real de Tecnologia em Estocolmo.

A equipe afirmou que já está trabalhando para colocar seu anticoncepcional no mercado, acrescentando que ele seria aplicado como uma cápsula vaginal que se dissolveria rapidamente, liberando o material, que faz efeito em poucos minutos.

Fonte: Diário da Saúde

Mercado Livre vende medicamentos controlados a "pronta entrega"



O Brasil parece ser, de fato, aquele país que fica difícil de ser levado a sério. Aqui é o lugar onde tudo o que é lícito é penoso e difícil, mas o que é ilícito sempre dá um jeito de ganhar passagem e pegar atalhos, com o bom e velho jeitinho brasileiro.




Como podemos ver na imagem, há anúncio no site de vendas Mercado Livre comercializando o medicamento clonazepam, um benzodiazepínico que é classificado como substância psicotrópica, inserido na lista B1 da portaria 344/98, a qual apresenta o regulamento técnico sobre substâncias e
medicamentos sujeitos a controle especial.

O farmacêutico é aquele profissional que superou todos os anos de faculdade para conquistar honestamente uma profissão. No exercício de seu ofício, mesmo fazendo tudo certo, está sempre sujeito a ser pressionado por fiscais de vigilância que de algum modo desejam demonstrar poder sobre aquele que é o responsável técnico pela dispensação de medicamentos em uma drogaria.




Esperamos, então, que esta fiscalização que (não raras vezes) gosta de ser temida por quem está apenas cumprindo seu dever na drogaria, apresente a mesma eficácia para vigiar este tipo de venda realizada totalmente fora do que é preconizado. O anunciante ainda permite escolher comprimido ou solução oral e, conforme vemos, já há duas unidades vendidas.

Por que as mulheres têm mais enxaqueca? Estudo revela possível razão


Cientistas da Universidade do Arizona (EUA), acreditam ter dado um passo importante para compreender o motivo de as mulheres serem mais suscetíveis à enxaqueca do que homens. A pesquisa procurou analisar a relação entre enxaqueca e a presença de NHE1, uma substância responsável por transportar íons e sódio para dentro das células cerebrais.




Um dos resultados identificados pela equipe de pesquisadores foi que a baixa concentração de NHE1 contribui para o surgimento de enxaqueca. Isso também impediria medicamentos de serem absorvidos pelas células.

O estudo foi conduzido com cobaias de laboratório. Além de os machos apresentarem taxas mais elevadas de concentração da substância, foi detectado que as quedas na taxa de NHE1 das fêmeas coincidiram com altas na taxa de estrogênio.




"Com base nas informações encontradas, acreditamos que as mulheres são mais suscetíveis à enxaqueca por possuírem variação maior na produção de hormônios que influenciam na quantidade de NHE1", explicou a pesquisadora assistente, Emily Galloway.

Fonte: Bayer Farmácia

Medicamentos seguem descontinuados, mas continuam sendo procurados


Há pouco mais de um mês foi noticiado que alguns medicamentos bastante procurados pelo consumidor foram descontinuados por seus fornecedores, por diferentes motivos. Dentre eles, temos os casos do Atroveran Composto®, Celestamine® em comprimidos e Olcadil®.




O Atroveran Composto® (papaverina + dipirona + atropa belladona), indicado para o alívio de cólicas, teve a sua produção temporariamente interrompida para as apresentações comerciais do produto (gotas e comprimidos). O fabricante não informou previsão para normalização.

É o mesmo caso do Celestamine® (dexclorfeniramina + betametasona), na apresentação em comprimidos, indicado no tratamento de rinites alérgicas e que deixou de ser abastecido no mercado por motivos comerciais, igualmente sem previsão para normalização. Este dois medicamentos são produzidos pelo grupo Hypermarcas.




Outro caso que causou dificuldade aos pacientes foi o do Olcadil® (cloxazolam), um benzodiazepínico que está descontinuado devido à dificuldade para aquisição do princípio ativo (neste caso, o paciente tampouco encontra os genéricos). A Novartis, empresa que comercializa este medicamento, ainda não tem uma posição quanto ao reabastecimento.

A situação dos produtos no mercado permanece a mesma, de forma que vale repassar a informação aos pacientes e aos prescritores que não estiverem atualizados. A medida ajudará a todos a fim de que as melhores alternativas de tratamento sejam identificadas.

Refrigerante produzido no Brasil contém maior concentração de substância cancerígena no mundo


O Center for Science in the Public Interest (CSPI), de Washington (EUA), identificou que a Coca-Cola vendida no Brasil possui a maior concentração de 4-metil-imidazol (4-MI), um subproduto encontrado no corante Caramelo IV. Esta substância foi identificada como potencialmente cancerígena após testes realizados em cobaias de laboratório.




Para se ter uma ideia, cada lata do refrigerante vendido no Brasil contém 267mcg de 4-MI. O governo da California estipulou a necessidade de advertência na embalagem dos alimentos que contiverem concentração superior a 29mcg do 4-MI. Conforme vemos, o produto que o consumidor brasileiro encontra no supermercado está 9,2x acima do que seria considerado seguro.

Pesquisa realizada pelo IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) revelou que a regulação sobre o tema é falha no país e que fabricantes de energéticos e refrigerantes não estão dispostos a informar ao seu público a quantidade de substância tóxica contida nos produtos.




Há a expectativa de adequação ao níveis seguros por parte das entidades que realizam as pesquisas. Seja como for, é importante que o brasileiro considere a importância do consumo mais consciente em prol de sua própria saúde.

Fonte: revistaforum.com.br

Pós-Graduação: mais risco ou mais benefício?


Todo estudante de graduação vislumbra o seu futuro na profissão que está prestes a conquistar, assim como todo formado pretende dar sequência aos estudos para alcançar mais possibilidades. Diante disso, a grande maioria das pessoas considera matricular-se em uma pós-graduação.

Todo graduando ou formado sabe também, perfeitamente, que para dar sequência em seus estudos considerando uma pós-graduação, precisará investir nesta nova empreitada (claro que há programas de bolsa, mas é também tempo investido). Sendo um investimento, é possível considerar que se trata de algo 100% seguro? Não, infelizmente não é.




Há muitos casos de pessoas que cursam uma pós-graduação por continuarem sonhando com possibilidades além das oferecidas pelo seu curso superior e, no entanto, terminam apenas com menos dinheiro, mais um diploma na gaveta e a mesma atuação profissional de antes.

No caso da área farmacêutica, todos sabem que há inúmeras possibilidades de atuação profissional, afinal um monte de professores ficam repetindo isso ao longo da graduação (muitas vezes causando ilusões na cabeça dos alunos). Será que basta concluir a graduação, escolher uma das tantas áreas de atuação farmacêutica, efetuar a matrícula em uma pós e ser feliz para sempre? Infelizmente não é bem assim.

Quando o estudante consegue uma boa oportunidade de estágio e é efetivado, por exemplo, em um hospital, onde ele passa a adquirir experiência em uma determinada área e aí decide especializar-se com algo relacionado ao que já faz, a chance de dar certo é maior.




O mesmo ocorre com quem vai estagiar na manipulação e cursa uma pós em farmácia magistral, ou na homeopatia, na indústria com os assuntos regulatórios, e assim por diante.

E para quem não conseguiu um bom estágio, se formou e foi trabalhar em drogaria? Basta cursar uma pós em farmácia clínica para posteriormente ter emprego em um hospital? Nem sempre. Basta cursar uma pós em assuntos regulatórios para conseguir um emprego na indústria? Menos ainda.

O que o estudante precisa compreender é que não deve investir prontamente em uma pós-graduação de seu interesse, sendo que depois dependerá de mandar currículo e estará sujeito a uma série de fatores para este currículo colocá-lo onde deseja estar. Antes de investir, precisa realmente entender isso como investimento e compreender que há riscos envolvidos.




As mais diversas instituições que prestam serviços de educação superior farão o possível para seduzir os candidatos, a fim de conseguirem matrículas e contarem salas de aula cheias. Isso é ótimo para eles. Para todos os alunos que estão dentro de uma sala e que, ao concluírem o curso, disputarão pela mesma vaga no mercado, nem tanto. É preciso pensar antes de agir!

Não quero dizer que não vale a pena cursar uma pós. Pretendo apenas despertar a reflexão naqueles que agem no piloto automático, de modo a expor os dois lados da moeda. Tem uma opinião diferente a respeito? Comente e compartilhe sua visão!

Analgésicos opioides aumentam risco de depressão


Os fármacos opioides (ou opiáceos) podem até gerar melhora de curto prazo no humor, mas seu uso em longo prazo impõe risco de depressão aos pacientes que nunca apresentaram esta condição.

O longo prazo considerado nesta avaliação não é tão longo assim: mais de 30 dias de uso desta classe de medicamentos já pode causar a manifestação de sintomas associados à depressão.




Os resultados mostraram que esse tempo é suficiente para gerar mudanças na neuroanatomia e baixar os níveis de testosterona, entre outras possíveis explicações biológicas, para o surgimento da depressão.

"O aparecimento de uma depressão nova relacionada com os opioides está associado à maior duração do uso, mas não à dose. Pacientes e médicos devem estar cientes de que o uso de analgésicos opioides por mais de 30 dias impõe risco do surgimento de depressão," confirma o Dr. Jeffrey Scherrer, da Universidade de Saint Louis (EUA), membro da equipe que assina o estudo que chegou a estas conclusões.




Os pesquisadores acompanharam milhares de pacientes de três programas de saúde distintos para capturar diferentes perfis fisiológicos e psicológicos. Foi monitorado o total de 107.755 pacientes.

Nenhum deles havia feito uso anterior de opioides, tinham idades entre 18 e 80 anos e não eram diagnosticados com depressão quando começaram a tomar os analgésicos. Ao final do estudo, 32% dos pacientes desenvolveram depressão.

Fonte: Diário da Saúde

Conclusão sobre Fosfoetanolamina pode ser equivocada e CPI pede nova pesquisa


A Comissão Parlamentar de Inquérito da Fosfoetanolamina, da Assembleia Legislativa de São Paulo, ouviu um farmacêutico e um professor que participaram das pesquisas sobre a chamada pílula do câncer. A CPI investiga se houve falhas no estudo que concluiu que a substância não teria efeitos sobre pacientes de câncer e proibiu sua distribuição.




Nas audiências, os deputados têm ouvido pessoas que participaram de todo o processo da pesquisa, desde a síntese, encapsulamento e transporte até a distribuição da substância aos pacientes de câncer em estudo. De acordo com o presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), todas "as pessoas necessárias serão convocadas" a comparecer à comissão.

Desta vez, os depoentes foram o pesquisador Salvador Claro Neto, professor da Universidade de São Paulo (USP), que acompanhou a produção no laboratório responsável pela síntese da fosfoetanolamina; e Roberto Jun Arai, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).




Após a audiência, o professor da USP disse a jornalistas que estranhou o fato de que, neste estudo que concluiu pela ineficácia do produto, apenas 70 pessoas terem sido objeto do estudo, já que a previsão, segundo ele, era testar o medicamento em 200 pacientes.

Outro problema, segundo Claro Neto, foi a falta de realização de farmacocinética (estudo do destino dos fármacos no organismo após sua administração). "Acredito que se deveria fazer de novo a pesquisa. Houve muitas dúvidas," ponderou.

Fonte: Diário da Saúde

Segundo novo estudo, paracetamol am antigripais não apresenta benefícios


É comum as pessoas recorrerem ao uso de antigripais diante dos típicos sintomas de gripes ou resfriados, sendo que vários dos medicamentos dispóníveis no mercado e de livre acesso à população (MIPs - medicamentos isentos de prescrição), contém paracetamol em sua formulação.

Um novo estudo clínico randomizado, entretanto, não encontrou benefícios atribuídos a este fármaco para a referida indicação de uso, seja propriamente contra o vírus da gripe, na redução da temperatura corporal ou mesmo no combate a outros sintomas típicos do quadro.




A boa notícia é que também não foram identificados efeitos negativos, os quais eram alvos de suspeitas de alguns cientistas, devido à possível interação do paracetamol (ou acetaminofeno) com o vírus da gripe.

"Inicialmente teorizamos que tomar paracetamol poderia ser prejudicial, já que o vírus da gripe não consegue se replicar com facilidade em temperaturas mais altas e, portanto, reduzir a temperatura de uma pessoa faria o vírus prosperar. Felizmente, descobrimos que este não é o caso," disse a Dra Irene Braithwaite, do Instituto de Pesquisas Médicas da Nova Zelândia, responsável pelo estudo.




O ensaio clínico incluiu adultos entre 18 e 65 anos de idade com infecções de gripe confirmadas, as quais foram tratados com a dose máxima recomendada de paracetamol ou por placebo durante cinco dias. Os participantes foram acompanhados por até 14 dias.

"Neste estudo, o paracetamol não foi prejudicial, mas também descobrimos que igualmente não foi benéfico," finalizou Braithwaite.

Fonte: Diário da Saúde

Antibióticos aumentam suscetibilidade a infecção por vírus


Pesquisadores identificam em estudo uma conexão direta entre a a ingestão de antibióticos e a suscetibilidade a uma infecção viral. Em outras palavras, o uso prévio de antibióticos pode explicar por que algumas pessoas ficam muito doentes quando adquirem um vírus e outras não.

Os antibióticos são utilizados para combater infecções provocadas por agentes bacterianos patógenos (capazes de causar doenças), mas atingem também a comunidade bacteriana que habia o organismo e participa de ações fisiológicas. Assim, o medicamento pode prejudicar a proliferação de bactérias funcionais ao ser humano, enquanto permite que outras potencialmente nocivas cresçam.




O sistema imunológico depende da microbiota intestinal saudável para exercer corretamente suas funções. É importante, assim, a consciência de que os antibióticos podem deixar o corpo despreparado para combater uma infecção viral subsequente.

"Quando é induzida uma alteração na comunidade microbiana, coisas inesperadas acontecem. Alguns grupos de bactérias ficam empobrecidos e espécies diferentes crescem. Assim, a suscetibilidade aumentada pode ser devida tanto à perda de um sinal normal que promove boa imunidade, quanto ao ganho de um sinal inibitório," segundo a professora e pesquisadora Larissa Thackray, da Universidade de Washington (EUA).




Experimentos  que pudessem dar embasamento à ideia proposta envolveram tratar animais de laboratório com um coquetel de quatro antibióticos - vancomicina, neomicina, ampicilina e metronidazol - por duas semanas e depois infectar os camundongos com o vírus do Nilo Ocidental.

Cerca de 80% dos animais que não receberam antibióticos sobreviveram à infecção, enquanto apenas 20% dos camundongos tratados com antibióticos sobreviveram à ação do vírus.

Fonte: Diário da Saúde

Falta temporária de Levitra®


A Bayer disponibiliza comunicado informando a falta temporária do medicamento Levitra® (cloridrato de vardenafila) na apresentação de 10mg com 1 comprimido.

A indisponibilidade do produto se deu devido ao atraso no processo de fabricação. Não é informado prazo para normalização no abastecimento, mas a empresa salienta que está trabalhando para regularizar a situação o quanto antes.

Fonte: bayer.com.br


Onde o farmacêutico está e não deveria estar? Onde ele não está e deveria estar?


É natural acontecer de o profissional ficar deslocado em sua atuação, dependendo de como as coisas acontecem. Pode ocorrer de experimentarmos a sensação de o nosso trabalho não ser condizente com o que nos preparamos para fazer. Se for o seu caso, o que acredita que aconteceu? As expectativas eram falsas ou o panorama de mercado é que está destruindo sonhos?

Pensando nisso, resolvi criar este espaço para opiniões a respeito, de modo que os profissionais possam participar e deixar as suas palavras relatando como se sentem diante do cenário profissional farmacêutico. Principalmente, para que possam descrever, de acordo com sua experiência ou ponto de vista, onde o farmacêutico está hoje, mas não deveria estar (ou o que faz e não deveria estar fazendo); ainda, onde este profissional não está, mas poderia estar (devido às qualidades que possui).




É possível dizer que o farmacêutico está de mãos atadas em alguma de suas atuações? De que maneira este profissional poderia contribuir mais do que o cenário o permite fazer? O que você gostaria de fazer com sua formação? Com o que gostaria de trabalhar? Participe!

Quando é inflamação e quando é infecção?


Infecções e inflamações são situações muito comuns no dia a dia. Apesar disso, muita gente tem dúvida sobre esses dois processos do nosso organismo. Entender como ocorrem, quais os sintomas e tratamentos para que possamos cuidar da nossa saúde é fundamental, então vamos ver algumas diferenças entre as duas situações:

Inflamação - é uma resposta do organismo a uma agressão, como cortes e batidas. A inflamação pode partir, também, do sistema imunológico. Nesse caso, são as nossas células de defesa que agridem o corpo. No processo inflamatório, ocorre o aumento do fluxo sanguíneo e de outros fluídos corporais para o local lesionado. Por isso, esse processo causa sintomas como:

- Vermelhidão;
- Inchaço;
- Dor;
- Aquecimento da área.




Infecção - causada por agentes externos. O organismo reage a entrada de microrganismos como vírus e bactérias, parasitas ou fungos. Nesse processo, as células de defesa tentam combatê-los, o que normalmente dá origem ao aparecimento de pus. Alguns sintomas que podem ser causados por infecções:

- Febre;
- Dor no local infectado;
- Aparecimento de pus;
- Dores musculares;
- Diarreias;
- Fadiga;
- Tosse.

Daqui a 30 anos a resistência aos antibióticos poderá ser mais letal do que o câncer


Há muitos perigos que ameaçam a humanidade em seu caminho rumo a um mundo melhor em 2030, quando terá que prestar contas para comprovar se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram alcançados. Certamente, o mais conhecido é a mudança climática, que há anos está na agenda internacional.




Outro perigo, mais desconhecido da opinião pública, pode se tornar a primeira causa de morte até 2050 se não forem tomadas medidas contundentes para detê-lo: a resistência aos antibióticos.

“Trata-se de uma ameaça terrível, com grandes implicações para a saúde humana. Se não abordarmos isso, o avanço em direção aos ODS será freado e nos levará ao passado, quando as pessoas arriscavam suas vidas devido a uma infecção em uma pequena cirurgia. É um problema urgente”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma reunião no âmbito da 72ª Assembleia das Nações Unidas (ONU), em Nova York.




Por causa dessa resistência, cerca de 700.000 pessoas morrem todos os anos no mundo. O cenário com o qual os especialistas trabalham em seus estudos é que, se a situação não mudar, esse número chegará a 10 milhões em 2050.

Para se ter uma ideia da magnitude da tragédia, hoje morrem pouco mais de 8 milhões de pessoas por ano devido ao câncer.

Fonte: El País

Sífilis resistente a antibióticos


Médicos alertam que a sífilis pode se tornar impossível de tratar com antibióticos devido a uma nova cepa resistente aos medicamentos. “Cepa” refere-se a descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas decorrentes de mutações significativas.




A sífilis já foi a causa de morte de muitas pessoas no passado, mas a grande maioria dos casos de sífilis hoje são curáveis com injeções de penicilina. No entanto, um novo estudo revelou uma agressiva cepa que é mais generalizada do que se pensava anteriormente.

Existem dois tipos comuns de sífilis: Nichols e Street Strain 14 (SS14). Em uma análise de amostras de sífilis, pesquisadores da Universidade de Zurique, Suíça, encontraram que o mais comum é SS14-Ω, um subconjunto de SS14. Preocupantemente, 90% das amostras de SS14-Ω que foram analisadas eram resistentes aos antibióticos.




Embora os cientistas ainda não tenham detectado quaisquer cepas resistentes à penicilina, a descoberta é um sinal preocupante de que a doença está se adaptando à medicina moderna. Os casos da infecção bacteriana crônica aumentaram em 71% na Inglaterra desde 2011, segundo os últimos dados.

Os casos de sífilis também são cada vez mais comuns nos EUA. Infecções subiram 15% entre 2013 e 14 e outros 19% de 2014 a 2015, de acordo com dados do Centro de Controle de Prevenção de Doenças.

Fonte: jornalciencia.com

Farmacêutico na estética não pode, mas farmacêutico gerente pode?


O farmacêutico é aquele profissional que, em sua graduação, estudou assuntos como farmacologia, patologia, imunologia, toxicologia, fisiologia, etc., além de contar com as mais diversas possibilidades de especialização. O farmacêutico capacitou-se, portanto, para aplicar devidamente conhecimentos técnicos.

No entanto, o farmacêutico é também o profissional que, na hora de colocar em prática o seu ofício, pouco tem a oportunidade de exercer justamente todos estes conhecimentos técnicos adquiridos no decorrer de sua formação. Por que?




Cada vez mais vemos as redes de drogarias colocando o farmacêutico na posição de um comerciante, atrás de um balcão imprimindo ofertas para o cliente e informando o preço de cada produto durante todo o expediente, verificando no que é possível ou não fazer o desconto.

As mesmas redes, inclusive, incentivam seus farmacêuticos a se tornarem gerentes, quando exercerão quase que exclusivamente atribuições administrativas ao cuidarem da equipe de uma loja e tudo o que diz respeito ao seu funcionamento.

Por outro lado, vemos farmacêuticos com excelente capacitação técnica privados do exercício de seu conhecimento, tal como acaba de ocorrer com a recente nulidade da Resolução 573/2013 do CFF (dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética) por parte da Justiça Federal.




Sabemos que o CFF irá recorrer à decisão e que a coisa não acaba por aí, mas até o momento esta é considerada uma vitória dos médicos e uma derrota dos farmacêuticos. Por que?

Por que cada vez mais existe a impressão de que o farmacêutico é colocado em posições mais operacionais do que técnicas? Ninguém está interessado em impedir que o farmacêutico exerça função gerencial, mas impede-se que este profissional realize procedimentos estéticos, mesmo sendo capacitado e habilitado para tal ofício. Por que?

Quem é profissional de farmácia, como pode ver, ainda precisará usar muitas vezes um "por que?" pelo meio do caminho em sua trajetória, a qual deve ser trilhada considerando continuamente a busca por melhorias salariais e de condições de trabalho. Nunca poderemos esquecer que somos profissionais de saúde e que juntos seremos mais fortes.

Por que a loratadina não causa sonolência?


A loratadina é um anti-histamínico incluído no grupo dos agentes de segunda geração desta classe terapêutica. As caraterísticas deste fármaco, e também dos demais anti-histamínicos de segunda geração (ex: fexofenadina) são a elevada potência, longa duração de ação, baixa passagem pela barreira hematoencefálica e alta afinidade aos receptores H1.




Estas são características que fazem da loratadina um fármaco interessante para o tratamento da rinite alérgica por facilitar a adesão ao tratamento, afinal é necessário apenas uma dose diária e, claro, há o próprio fato de não produzir sonolência. Caso este efeito ocorra, será em intensidade muito menor quando comparada à que é produzida por anti-histamínicos de primeira geração (ex: dexclorfeniramina, hidroxizina e prometazina).

O motivo para que não ocorra sonolência está atribuído à baixa passagem do fármaco pela barreira hematoencefálica, produzindo, assim, pouco ou nenhum bloqueio nos receptores centrais de histamina.




Este neurotransmissor (histamina) promove a vigília no sistema nervoso central e, por isso, aqueles fármacos que atravessam a barreira hematoencefálica, produzindo efeitos centrais, causam sonolência; eles reduzem a ação histaminérgica central de promoção do estado de vigília. Não é o caso da loratadina e de outros anti-histamínicos de segunda geração.

Fonte: sbai.org.br

Quando a coisa passa dos limites


Scott Purdy, 23 anos, se descrevia como heterossexual até iniciar um tratamento com pregabalina. A partir daí, segundo ele, surgiram novos interesses e seu relacionamento com a então namorada foi prejudicado.

Ele afirma que o medicamento o fez perder completamente a atenção por mulheres, passando a sentir atração por homens. O que Scott experimentou, entretanto, foi apenas uma diminuição da libido (como efeito colateral possível descrito em bula), associada ao medicamento, o qual não poderia torná-lo homossexual, contrariando suas alegações.




Um representante da Pfizer, fabricante do medicamento de referência que contém a substância pregabalina (Lyrica®), se pronunciou sobre o fato: “A eficácia clínica desde medicamento foi demonstrada em um grande número de ensaios clínicos robustos entre milhares de pacientes. Até o momento, a exposição mundial à pregabalina é estimada em 34 milhões de pacientes por ano”.

O Dr. Ranj Singh, em participação em um programa de TV e abordado sobre o caso, foi categórico ao afirmar que o medicamento não fez o paciente mudar sua condição sexual, pode apenas tê-lo ajudado a assumir uma condição pré-existente (ele poderia apresentar este comportamento e precisava se apoiar em algo que o ajudasse a assumi-lo).




É importante que tenhamos consciência quanto ao uso de medicamentos, esclarecendo possíveis dúvidas com o prescritor ou com o farmacêutico. Isso nos permitirá agir adequadamente diante de um tratamento que precisemos realizar sem atribuir ao medicamento alguma condição que seja alheia ao produto, exatamente para não transgredirmos os limites da sensatez.

Não podemos ser irresponsáveis e causar preocupações indevidas em outras pessoas que venham a precisar do mesmo tratamento.

A quem desejar ler a matéria completa, segue link: Homem hétero afirma que se tornou gay após tomar analgésicos

Açúcar refinado pode ser responsável por depressão em mulheres


Um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition observou que o consumo de açúcar refinado pode aumentar o risco de depressão entre as mulheres.

Os dados incluíam informações sobre diagnóstico prévio de depressão, tipos de carboidratos consumidos e índice glicêmico.




Foi descoberta uma relação proporcional entre o consumo de açúcares refinados e desenvolvimento de depressão em mulheres. Em contrapartida, aquelas que mantinham em sua dieta as fibras, grãos integrais, vegetais e frutas corriam menor risco.

A resposta hormonal às alterações glicêmicas produzidas por carboidratos refinados é responsável pela manifestação de sintomas associados à depressão, tais como fadiga e alterações de humor, segundo o estudo.

Fonte: Veja

Justiça proíbe farmacêuticos de atuarem na saúde estética


Nesta sexta-feira (20/4), a Justiça Federal decretou a nulidade da Resolução 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética e da responsabilidade técnica por estabelecimentos que executam atividades afins.

A decisão foi considerada uma vitória dos médicos em defesa da exclusividade das atividades previstas na Lei do Ato Médico. Em contrapartida, representa uma derrota momentânea à classe farmacêutica, com profissionais devidamente habilitados ao exercício das atribuições em questão.




Vamos acompanhar se a situação permanecerá assim ou se o CFF conseguirá recorrer à decisão judicial, a fim de que seus profissionais continuem a contar com este campo de atuação.

A quem quiser conferir o texto da Resolução que reconhece a saúde estética como área de atuação do farmacêutico, segue link com acesso ao documento: Resolução 573/2013

DST pouco conhecida pode agir de forma silenciosa e causar infertilidade


O International Journal of Epidemiology publicou estudo que demonstra infecção por Mycoplasma genitalium por meio de contato sexual. Esta bactéria vive nas células epiteliais do trato genital e é considerado o organismo com menor genoma existente.




A presença da bactéria é tida como uma das principais causas de infecção urinária em homens e vaginose bacteriana em mulheres. O problema associado à falta de tratamento contra a infecção produzida por esta bactéria consiste no risco de infertilidade.

A infecção costuma ser assintomática e, por isso, muitos a desconhecem. No entanto, estima-se que 1% da população do Reino Unido esteja infectada (é muita gente!). Como já era de se esperar, indivíduos com mais de um parceiro sexual, ou que não utilizam preservativo, são os mais sujeitos ao problema. A maior prevalência está na faixa etária dos 25 aos 44 anos.




O principal autor do estudo, Dr. Pam Sonnenberg, reconhece que há necessidade de mais pesquisas para se compreender como tratar adequadamente a infecção. Do mesmo modo, novos estudos permitirão conhecer as consequências em longo prazo, além das que já são conhecidas.

Fonte: dailymail.co.uk

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