É realmente necessário usar antiparasitários todos os anos?


Muitas pessoas acreditam que é importante tomar remédios contra vermes ao menos uma vez ao ano. No entanto, esse tratamento periódico não é indicado para a população em geral, apenas em algumas comunidades onde há maior prevalência de infecções parasitárias.




Nestes locais específicos é que se adota como estratégia o tratamento profilático, ao invés da rotineira pesquisa de parasitas nas fezes seguida de tratamento dos casos positivos, em ambulatório.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o tratamento periódico de pessoas expostas a um maior risco de parasitoses que estejam vivendo em áreas de maior prevalência. Este grupo de risco inclui crianças de 1 a 14 anos de idade e trabalhadores com riscos ocupacionais, tais como mineradores e alguns trabalhadores do campo.




Segundo a OMS, pessoas em áreas com prevalência de parasitoses acima de 20% devem receber tratamento anualmente. Para o caso de a prevalência superar os 50%, então o tratamento deve ocorrer a cada 6 meses.

Se houver dúvida, a orientação é simples: não tire conclusões por conta própria! O caminho correto é sempre procurar orientação profissional, ao invés de optar pela automedicação.

Fonte: minhavida.com.br

Ibuprofeno é associado a envelhecimento dos testículos e infertilidade


A revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que o anti-inflamatório ibuprofeno afeta seriamente os testículos. Aparentemente, o fármaco altera a fisiologia e reduz a produção hormonal.

Conforme é de conhecimento, os testículos produzem não somente o esperma, mas também secretam testosterona. Assim, o ibuprofeno pode produzir ação anti-androgênica e afetar os testísulos dos bebês em gestação.

Os cientistas foram além deste resultado, desejando saber se o anti-inflamatório também afeta homens jovens. Para isso, recrutaram 31 voluntários com idade entre 18 e 35 anos, dos quais 14 recebram doses diárioas de ibuprofeno e os demais, placebo.




Os homens que tomaram ibuprofeno durante 2 semanas aparesentaram redução na taxa de hormônio luteinizante, o que pode representar o primeiro sinal de infertilidade. Como o período de utilização do fármaco durante o estudo foi curto, a queda hormonal foi reversível.

Os pesquisadores alertam, entretanto, que o uso indiscrimando pode ser responsável pelo envelhecimento precoce dos testículos e infertilidade.

Fonte: CNN

Primeiro medicamento com potencial para curar Diabetes Tipo 1 está em desenvolvimento


Pesquisadores desenvolveram uma droga que impede o sistema imune de atacar as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, hormônio envolvido no aproveitamento da glicose pelas células.

Sem a insulina, os pacientes atingem níveis elevados de açúcar no sangue (glicemia), condição tóxica para o organismo e que pode ocasionar, entre outros males, cegueira e até amputação de membros inferiores.




Trata-se de uma pesquisa experimental, realizada por enquanto em animais. A chegada desse tratamento aos pacientes ainda poderá levar alguns anos e vale dizer que existe o risco de que os mesmos efeitos não sejam observados em humanos.

A droga usada pelos cientistas utiliza a BL001, uma substância que combate a inflamação em órgãos digestivos e protege as células de morte precoce. Em cobaias, a droga foi capaz de impedir a hiperglicemia e regenerar as células beta do pâncreas, aumentando, assim, a secreção de insulina.




Isso significa que, ao invés de injetar insulina constantemente, pacientes que utilizarem a droga poderiam secretar o hormônio de forma natural, já que a substância impede a morte de células que o produzem.

A pesquisa pontua que a maioria das tentativas com tratamentos do tipo não sustentaram a produção de insulina ao longo do tempo. Agora, entretanto, os cientistas conseguiram "reverter" o diabetes tipo 1 em ratos. Este é um fato inédito na ciência e, portanto, bastante animador.

Fonte: Saúde Curiosa

Atenção Farmacêutica Domiciliar: Pode ser feita?


Alguns profissionais ficam em dúvida se a atenção farmacêutica domiciliar pode ser realizada. Então vejamos o que é encontrado na RDC 44/09, a qual dispõe sobre as condições mínimas para o cumprimento das Boas Práticas Farmacêuticas .

No "CAPÍTULO VI - DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS", temos as informações pertinentes a este respeito, conforme seguem:

§2º A prestação de serviço de atenção farmacêutica compreende a atenção farmacêutica domiciliar, a aferição de parâmetros fisiológicos e bioquímicos e a administração de medicamentos. (portanto, vimos que o atendimento domiciliar é permitido).




Quais os objetivos da atenção farmacêutica?

Na "Seção I - Atenção Farmacêutica", há estas informações:

Art. 63. A atenção farmacêutica deve ter como objetivos a prevenção, detecção e resolução de problemas relacionados a medicamentos, promover o uso racional dos medicamentos, a fim de melhorar a saúde e qualidade de vida dos usuários.

§1º Para subsidiar informações quanto ao estado de saúde do usuário e situações de risco, assim como permitir o acompanhamento ou a avaliação da eficácia do tratamento prescrito por profissional habilitado, fica permitida a aferição de determinados parâmetros fisiológicos e bioquímicos do usuário, nos termos e condições desta Resolução.

§2º Também fica permitida a administração de medicamentos, nos termos e condições desta Resolução.




Quais são os parâmetros fisiológicos e bioquímicos permitidos?

Na "Subseção II - Da Aferição Dos Parâmetros Fisiológicos e Bioquímicos Permitidos", temos:

§1º Os parâmetros fisiológicos cuja aferição é permitida nos termos desta Resolução são pressão arterial e temperatura corporal.

§2º O parâmetro bioquímico cuja aferição é permitida nos termos desta Resolução é a glicemia capilar.

Há ainda a "Subseção I - Da Atenção Farmacêutica Domiciliar", que diz o seguinte:

Art. 68. A atenção farmacêutica domiciliar consiste no serviço de atenção farmacêutica disponibilizado pelo estabelecimento farmacêutico no domicílio do usuário, nos termos desta Resolução.

Parágrafo único. A prestação de atenção farmacêutica domiciliar por farmácias e drogarias somente é permitida a estabelecimentos devidamente licenciados e autorizados pelos órgãos sanitários  competentes.

H. pylori: como se transmite?


Via oral-oral: a cavidade oral tem sido proposta como reservatório da infecção e reinfecção pela H. pylori, pois a regurgitação do suco gástrico pode contaminar a boca, predispondo a colonização por essa bactéria por tempo não determinado.

Via fecal-oral: apesar da constatação de que a H. pylori pode ser eliminada nas fezes, não se conhece o mecanismo exato de transmissão do agente por essa via, embora se saiba que a nível populacional, a disseminação de doenças infecciosas pela água baseia-se em sua contaminação por fezes.




Transmissão iatrogênica: este tipo de infecção pela H. pylori tem sido documentada; a alta prevalência da infecção entre os endoscopistas, particularmente, aqueles sem o hábito de usar luvas, sugere que a infecção pela bactéria pode ser transmitida por instrumentos contaminados com secreções gástricas, sobretudo quando a lavagem do equipamento é manual.

Fonte: Scielo

Sete erros a serem evitados no tratamento com antibióticos


Não seguir o tempo determinado para o tratamento - se você acreditar que já está curado e largar o tratamento no meio, pode favorecer a proliferação de bactérias resistentes e, assim, complicar a sua saúde.

Não ingerir a dose recomendada - se você acreditar que vai funcionar tomar uma dose abaixo da prescrita por temer os efeitos colaterais, achando que isso vai dar certo, corre o risco de prejudicar o tratamento e, no fim, precisar se medicar por um tempo maior do que o previsto inicialmente.




Não respeitar os horários das doses - o horário para tomar uma nova dose é estudado, de forma a se concluir que é o tempo necessário para manter níveis efetivos do medicamento na circulação sanguínea. Não pense que isso é algo sem sentido e que tanto faz tomar agora ou depois.

Associar outros medicamentos por conta própria - enquanto tomar o antibiótico, evite tomar outros medicamentos simultaneamente sem informar ao médico, pois isso poderá interferir no tratamento, de forma a potencializar os efeitos ou reduzi-los. É provável ainda que esta prática aumente a chance de efeitos colaterais e reações adversas, então não faça nada sem orientação profissional.

Ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento - o álcool poderá reduzir a eficácia do antibiótico, por exemplo, ao acelerar sua metabolização e, assim, deixar o organismo sem o efeito necessário até a próxima dose. Isso irá prejudicar a efetividade do medicamento para erradicar uma infecção.




Não prestar atenção a sintomas que sugerem reações adversas - se você notar que, ao tomar o medicamento, surgiram erupções na pele, coceiras, inchaço ou dificuldade respiratória, não ignore os sintomas! Trata-se de uma reação alérgica e você precisará de atendimento médico, portanto dirija-se ao local mais próximo.

Ingerir o medicamento com um líquido que acha mais gostoso - a recomendação geral para tomar um medicamento é a de que ele seja ingerido com água, pois líquidos diferentes deste, tais como leite, sucos, café ou refrigerantes, podem produzir interação química com o medicamento e alterar sua eficácia.

Ibuprofeno pode prevenir Alzheimer em alguns casos


Segundo um estudo publicado no 'Journal of Alzheimer's Disease', tomar ibuprofeno diariamente pode prevenir o Alzheimer. O medicamento seria capaz de diminuir a inflamação cerebral causada pelo acúmulo de proteínas beta-amiloide, um sinal precoce da patologia.

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas já se sabe que o acúmulo de placas das proteínas tau e beta-amiloide no cérebro desempenham um papel importante na formação do Alzheimer. De acordo com o estudo, o anti-inflamatório seria capaz de prevenir o desenvolvimento do Alzheimer em pessoas com altos níveis beta-amiloide peptídica 42 (Abeta 42).




Pesquisas anteriores sugerem que depósitos de Abeta 42 no cérebro causam uma inflamação, destruindo os neurônios e podendo levar à demência. Porém, a medida só seria eficaz nos casos de pacientes com maior acúmulo da substância, ou seja, com um risco aumentado de desenvolvimento da doença.

Um teste diagnóstico desenvolvido pela mesma equipe descobriu que pela saliva é possível identificar os altos níveis de Abeta 42 e indicar pessoas com maior risco de desenvolver Alzheimer.

"O que aprendemos com nossa pesquisa é que as pessoas que estão em risco de desenvolver Alzheimer exibem os mesmos níveis elevados de Abeta 42 que as pessoas que já a possuem. Além disso, elas exibem esses níveis elevados durante toda a vida e, teoricamente, poderiam ser testadas a qualquer momento", explica o neurocientista e CEO da Aurin Biotech, Patrick McGeer.

Fonte: Bayer Farmácia


Post Interativo: RDC 44/09 - Como proceder quando houver dúvida na prescrição?


Vamos avaliar os artigos 44 e 45 da Seção V - "Da Dispensação de Medicamentos" - presentes na RDC 44/09, a qual estabelece critérios para cumprimento de Boas Práticas Farmacêuticas.

Art. 44. O farmacêutico deverá avaliar as receitas observando os seguintes itens:

I - legibilidade e ausência de rasuras e emendas;
II - identificação do usuário;
III - identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade;
IV - modo de usar ou posologia;
V - duração do tratamento;
VI - local e data da emissão; e
VII - assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional.




Parágrafo único. O prescritor deve ser contatado para esclarecer eventuais problemas ou dúvidas detectadas no momento da avaliação da receita.

Algumas redes de drogarias determinam que é uma atribuição do Farmacêutico entrar em contato com o prescritor para esclarecer possíveis dúvidas ao analisar a receita apresentada pelo paciente (geralmente para não perder uma venda).

Há profissionais que fazem isso de bom grado, interpretando como sua responsabilidade, e outros que consideram corresponder ao paciente o papel de entrar em contato com o prescritor para sanar dúvidas quanto à sua receita, para depois retornar à drogaria.

Como a interpreteação de leis não pode ser ignorada, verificamos que este parágrafo único da RDC não menciona a quem compete o papel de contatar o prescritor. É dito apenas que ele deve ser contatado, mas não que o Farmacêutico deve contatá-lo. Há uma conduta correta neste caso ou apenas interpretativa?




Ainda, para que fique claro que ninguém é obrigado a se esforçar para decifrar letras ilegíveis, temos o artigo 45, conforme segue:

Art. 45. Não podem ser dispensados medicamentos cujas receitas estiverem ilegíveis ou que possam induzir a erro ou confusão.

Qual a sua opinião a respeito do assunto abordado? Qual procedimento costuma adotar? Participe!

Inflamação Aguda


Uma resposta inflamatória aguda tem início imediato e dura pouco tempo. Pode ser ocasionada por patógenos orgânicos, radiação ionizante, agentes químicos ou traumas mecânicos. Os principais sinais da resposta inflamatória aguda estão relacionados à resposta vascular com vasodilatação gerando rubor e calor, aumento da permeabilidade vascular gerando edema, aumento da pressão tissular causando dor (tensão e compressão às terminações nervosas), seguindo-se a perda de função.

A resposta celular na inflamação aguda é mediada por neutrófilos, basófilos, mastócitos, eosinófilos, macrófagos, células dendríticas e epiteliais. Os principais mediadores químicos envolvidos na inflamação aguda são bradicinina, fibrinopeptídeos e prostaglandinas; as proteínas do complemento (C3a, C4a e C5a), que induzem a degranulação local dos mastócitos com libertação de histamina; as interleucinas IL-1, IL-6, IL-8 e fator de necrose tumoral TNF-α.




Assim que ocorre a lesão, as plaquetas liberam proteínas do complemento e os mastócitos degranulam liberando histamina e serotonina, fatores que medeiam a vasodilatação e o aumento da permeabilidade. Os neutrófilos são os primeiros a responder à lesão inflamatória e sua migração para o local é induzida por quimiocinas (IL-8).

Estes neutrófilos fagocitam os patógenos e liberam mediadores que contribuem na resposta inflamatória, sendo os mais importantes as quimiocinas que atraem os macrófagos para o local de inflamação. Os macrófagos, ao serem ativados, apresentam fagocitose aumentada e liberação aumentada de mediadores (prostaglandinas e leucotrienos) e citocinas (IL-1, IL-6 e TNF-α). São as citocinas produzidas pelos macrófagos que atraem os leucócitos.

Fonte: InfoEscola

Clonazepam e aumento de Alzheimer


Quem faz uso de clonazepam antes de dormir pode experimentar uma espécie de ressaca no dia seguinte, sendo a tontura um sintoma característico e um dos efeitos colaterais comuns. Há tempos os especialistas defendiam que os efeitos produzidos pelo fármaco desapareciam imediatamente após o uso, no entanto, um estudo publicado pela revista BMJ sugere que o uso pode promover o desenvolvimento de demência.

Pesquisadores da França e do Canadá correlacionaram o uso de clonazepam a um aumento significativo do risco de desenvolver Alzheimer. O estudo demonstrou que quanto maior a dose, maior será o risco do paciente ser diagnosticado com Alzheimer no futuro.

Os pesquisadores tomaram como base um banco de dados mantido pelo programa de seguro de saúde de Quebec. Identificou-se cerca de 2.000 homens e mulheres com mais de 66 anos que haviam sido diagnosticados com a doença de Alzheimer.




Selecionaram-se, em seguida, aleatoriamente, mais de 7.000 pessoas sem a doença, as quais foram pareadas por idade e sexo com os diagnosticados. Tendo a formação dos grupos, analisaram-se as prescrições medicamentosas durante os últimos 6 anos que precederam o diagnóstico de Alzheimer.

Aqueles que fizeram uso de clonazepam por três meses ou menos, tinham praticamente o mesmo risco de desenvolver demência em relação aos que nunca fizeram uso destes fármacos. Quando o uso é superior a três meses, no entanto, o risco de desenvolvimento de Alzheimer aumenta para 32% e, caso o uso seja continuado por mais oito meses, este número pode chegar a 84%. Estes dados não ficam restritos somente ao uso de clonazepam, extendendo-se aos demais benzodiazepínicos.

Fonte: health.harvard.edu

Receita preenchida com letra diferente: pode ser atendida?


O receituário preenchido com letra diferente (um tipo de letra no cabeçalho e outro na prescrição, por exemplo) pode causar dúvida aos profissionais de farmácia, pois, a princípio, é possível gerar a ideia de uma receita rasurada. Se assim o fosse, então a dispensação não poderia ser realizada. Mas então, letra diferente na mesma receita pode ou não pode?

Ao acessar o site de consultoria farmacêutica e treinamentos (www.marcad.com.br), da Dra. Giovanna Dimitrov, encontrei a informação abaixo:

"As receitas podem ser dispensadas quando estão preenchidas com letra diferente, pois a Portaria 344/98 informa apenas que as receitas devem ser dispensadas quando todos os itens estiverem preenchidos (não cita a mesma letra)." Se considerarmos a interpretação de texto na leitura da portaria, realmente é isso.




De acordo com a Portaria 344/98:

“§ 4º A farmácia ou drogaria somente poderá aviar ou dispensar quando todos os itens da receita e da respectiva Notificação de Receita estiverem devidamente preenchidos.”

Você tem uma opinião ou procedimento diferente? Deixe seu comentário caso queira compartilhar sua experiência!

Quero desconto! Uma reflexão


Gastar dinheiro com medicamento, definitivamente, não é algo que as pessoas são dispostas a fazer, mesmo que se trate de um produto no qual se investe para a recuperação ou manutenção da saúde. Aliás, este é o ponto que desejo abordar no presente texto: investimento em saúde.

Quem trabalha em drogaria já se acostumou a lidar com todos os clientes, de todos os perfis, pedirem o desconto na compra do medicamento. Diga-se de passagem, muitos estabelecimentos já se antecipam e oferecem o desconto, cientes que são de que brigam por preço em um mercado altamente competitivo. Afinal, se o seu cliente de hoje ficar insatisfeito com o seu preço e obtiver vantagem na concorrência, amanhã ele será o cliente da concorrência.




A questão é: por que é tão penoso gastar com um produto que tem o objetivo de nos permitir gozarmos de saúde, que, por sua vez, nos permitirá alcançar todas as demais possibilidades da vida? É mais difícil as pessoas solicitarem o desconto em uma camiseta, afinal elas escolhem este produto, ou na cerveja, na pizza, no cinema, no teatro, etc, tudo pelo mesmo motivo. São opções que representam prazer, entretenimento ou ambos.

Ok! Isso é perfeitamente natural! Ocorre que, em dados momentos, este comportamento da população nas drogarias abre margem a uma reflexão a respeito de quanto as pessoas acreditam que vale sua saúde. No que me da prazer ou no que me entretem eu não preciso do desconto, mas no que vai me dar saúde, eu preciso (...).

Obviamente, estas palavras não irão mudar o comportamento das pessoas, pois cada um sabe onde o calo aperta e ninguém gastará mais se puder gastar menos. O caso é que pouco se questionam os gastos com uma série de coisas, relevantes ou não, necessárias ou não; os medicamentos, por sua vez, sempre necessários e relevantes, são sempre questionados.

Monócitos, monocitose e monocitopenia


Os monócitos são um grupo de células do sistema imunológico que tem a função de defender o organismo de corpos estranhos, como vírus e bactérias. Eles podem ser contabilizados através de exames de sangue chamados leucograma ou hemograma completo, que traz a quantidade de células de defesa no organismo.

Quando os monócitos saem do sangue e passam para os tecidos para combater os microrganismos, eles são chamados de macrófagos e, dependendo do tecido onde estão localizados, recebem outros nomes, como: células de Kupffer, no fígado; microglia, no sistema nervoso e células de Langerhans, na epiderme.




Monócitos altos

Quando os valores de monócitos ficam altos, condição também chamada de monocitose, pode significar a presença de infecções crônicas como tuberculose e colite ulcerativa, além de problemas no sangue, como leucemia monocítica aguda.

Além disso, esse valores também podem aumentar nas doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. Também em alguns tipos de câncer, como mieloma múltiplo e Doença de Hodgkin.

Monócitos baixos

Quando os valores de monócitos estão baixos, condição chamada de monocitopenia, normalmente significa que o sistema imunológico está enfraquecido, como acontece em casos de infecções no sangue, tratamentos de quimioterapia e problemas na medula óssea, como anemia aplástica e leucemia. Além disso, casos de infecções na pele, uso de corticoides e infecção pelo HPV também podem causar diminuição do número de monócitos.




É raro o aparecimento de valores próximos a 0 de monócitos no sangue e, quando ocorre, pode significar a presença da Síndrome de monoMAC, que é causada pela presença de infecções, especialmente na pele, em pessoas com alterações genéticas que causam problemas na produção de monócitos na medula óssea.

Fonte: tuasaude.com

Levotiroxina em casos de cirurgia de estômago ou em uso simultâneo com outros medicamentos


Abaixo seguem informações referentes ao uso de levotiroxina, retiradas do site do Instituo da Tireoide, úteis para pacientes em reposição hormonal tireoidiana e que passaram por cirúrgia de estômago, ou ainda que fazem uso de outros medicamentos e, portanto, sob risco de interação medicamentosa.

Os estudos conduzidos com levotiroxina (LT-4) indicam que quando o medicamento é ingerido pela manhã, em jejum, o LT-4 é mais facilmente absorvido pelo tubo digestivo. De fato, detalhando o processo de absorção, verifica-se que a L-tiroxina, inicialmente, é dissolvida pelo suco gástrico de forma extremamente rápida e ágil.

Esta dissolução, em meio ácido, é muito importante para que a levotiroxina passe para a fase seguinte, ou seja, o sistema digestivo constituído pelo duodeno e demais porções do aparelho digestivo delgado, onde efetivamente a levotiroxina é absorvida. Estudos recentes conduzidos em indivíduos com falta cirúrgica do estômago demonstram que os pacientes pertencentes a esta categoria perdem parte da sua habilidade em absorver a levotiroxina.




Outras vezes, o paciente, tendo outras medicações a serem ingeridas pela manhã, pergunta ao endocrinologista se seria possível tomar o medicamento (levotiroxina) à noite, antes de dormir. Muitos dos pacientes que adotaram esse tipo de horário, quando testados em exames de sangue (T4 livre e TSH), mostraram que a ingestão noturna do produto continuava excelente, não havendo diferença com a tomada da levotiroxina em jejum pela manhã.

Esta última informação é especialmente útil a quem está em tratamento com levotiroxina e também com supressores da acidez estomacal, tais como inibidores da bomba de prótons (ex: omeprazol, pantoprazol). Sabe-se que a alteração do pH estomacal poderá interferir na absorção da levotiroxina, de forma que o relato do texto do Instituto da Tireoide pode servir como alternativa de como seguir o tratamento neste caso, sempre sob orientação do prescritor.

Fonte: Instituo da Tireoide (indatir.org.br)

Em 20 dias, mortes pelo vírus da gripe quase dobram em São Paulo


O número de mortes pelo vírus influenza, causador da gripe, quase dobrou em 20 dias no estado de São Paulo, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde. Desde o início de 2018 e até o dia 22 de março, tinham sido registrados 42 casos graves da doença e seis óbitos. Nesta última terça-feira (10/04), o número de casos graves tinha subido para 65, mas o de mortes chegou a 11.

Os casos relacionados ao vírus A (H3N2) passaram de 14, com um óbito, para 19, com três mortes. Em todo o ano de 2017, foram 1.021 casos e 200 óbitos, cerca da metade relacionados ao H3N2 - 562 casos e 99 mortes.




A diretora de imunização da pasta estadual, Helena Sato, disse que não há razão para alarme, pois a circulação do vírus no estado está sendo monitorada e controlada com vacinação. No próximo dia 23/04, São Paulo entra na 20ª Campanha Nacional de Vacinação Contra o Vírus Influenza, programada pelo Ministério da Saúde (MS).

Fonte: Bayer Farmácia

Post Interativo: psicotrópico e antimicrobiano na mesma receita


Em muitas drogarias, quando o paciente apresenta um receituário contendo antimicrobiano (RDC 20/11) e um medicamento sujeito a controle especial (Portaria 344/98), a orientação transmitida (assim como o procedimento realizado) é a de que pode ser vendido o segundo item, não sendo autorizada a liberação do antimicrobiano. Como isso pode ser justificado?

Se realizarmos a leitura dos documentos pertinentes, veremos que na RDC 20/11, a qual trata dos antimicrobianos, há a seguinte informação no CAPÍTULO III - DA RECEITA: "Art. 7º A receita poderá conter a prescrição de outras categorias de medicamentos, desde que não sejam sujeitos a controle especial."

Este artigo, portanto, caracteriza a prescrição do antimicrobiano como indevida, de forma a restringir a venda deste medicamento. A portaria 344/98, por sua vez, não informa que na prescrição de um medicamento sujeito a controle especial não poderá conter um medicamento que contenha substância caracterizada como antimicrobiana. Assim, o item da lista C é liberado para venda.




Em contrapartida, na seção de FAQ - Orientação Farmacêutica, do CRF-SP, há a questão número 5:  "Se numa mesma receita vier prescrito um medicamento contendo substância da Portaria SVS/MS nº 344/1998 e um antimicrobiano, qual deles poderá ser dispensado?"

E a resposta: "O artigo 7º da Resolução RDC nº 20/2011 não permite a prescrição na mesma receita, de antimicrobianos e medicamentos sob controle da Portaria SVS/MS nº 344/98 sujeitos à retenção de receita. Portanto, receitas contendo os dois tipos de medicamentos é indevida, não sendo possível a dispensação de nenhum dos medicamentos, devendo orientar o paciente/usuário a retornar ao prescritor de forma que este emita duas receitas distintas, uma para o antimicrobiano sob controle da RDC nº 20/11 e outra para o medicamento sob controle da Portaria SVS/MS nº 344/98, para que seja possível a aquisição deles por parte do paciente/usuário."

E você? Como costuma agir diante desta situação? Compartilhe sua opinião e sua experiência para que tenhamos a oportunidade de ampliar nossa bagagem profissional!

Mediadores Químicos nas Vias Aéreas


Histamina - aumento na produção de muco, broncoconstrição e aumento da permeabilidade dos capilares.

Prostaglandinas - eritema e aumento do fluxo sanguíneo nas áreas inflamadas.

Leucotrienos - edema, diminuição no movimento ciliar respiratório e hiperresponsividade brônquica.

Fator de Ativação Plaquetária (FAP) - hiperresponsividade brônquica, adesão dos leucócitos no endotélio vascular e broncoconstrição.




Interleucinas - promovem indução na expressão dos receptores de IgE.

Endotelina - induz à exsudação de plasma e secreção de muco, além de contração dos brônquios.

Bradicinina - atua como espasmogênica nos tecidos vasculares lisos, promove hiperemia das vias aéreas e estímulo na liberação de muco.

Hemácias


As hemácias, também conhecidas como eritrócitos, são os glóbulos vermelhos do sangue. A hemácia é o elemento presente em maior quantidade no sangue. Existem cerca de 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico, no sangue de um homem adulto e saudável (na mulher, cerca 4,5 milhões).

A Hemoglobina é o principal componente das hemácias. De coloração avermelhada, ela possui a função de fazer o transporte de oxigênio pelos diferentes tecidos do corpo humano. Transporta também uma pequena quantidade de gás carbônico.

Além da hemoglobina, as hemácias também são compostas por íons, glicose, água e enzimas.

Características principais:

- Possuem formato de disco bicôncavo;
- Não possuem núcleo;
- Medem 0,007 milímetros de diâmetros




Formação:

Eritropoiese é o nome científico que se dá a formação das hemácias no corpo humano. Este processo acontece na Medula Óssea.

Curiosidades:

- Uma hemácia vive, em média, de 100 a 120 dias.
- São produzidas cerca de 2,4 milhões de hemácias por segundo em nosso corpo.
- A contagem de hemácias presentes no sangue é feito através do hemograma.
- A cor vermelha do sangue é explicada pela presença das hemácias.
- A diminuição no tamanho das hemácias é chamada de microcitose. O aumento é conhecido por macrocitose.

Fonte: TodaBiologia.com

Resumo de informações para dispensação de antimicrobianos pela RDC 20/2011


Alguns profissionais de farmácia podem ficar em dúvida sobre como agir diante de uma prescrição de antimicrobiano, principalmente se este for identificado como de "uso contínuo". Por este motivo, separei alguns tópicos importantes da RDC 20/11, buscando prestar auxílio.

Art. 12. A receita deve ser aviada uma única vez e não poderá ser utilizada para aquisições posteriores, salvo nas situações previstas no artigo 8º desta norma (veja mais abaixo na mesma cor).

Parágrafo único. A cada vez que o receituário for atendido dentro do prazo previsto, deverá ser obedecido o procedimento constante no § 3º do artigo 9º desta Resolução, (segue na mesma cor):

Art. 9º A dispensação em farmácias e drogarias públicas e privadas dar-se-á mediante a retenção da 2ª (segunda) via da receita, devendo a 1ª (primeira) via ser devolvida ao paciente.

§ 3º No ato da dispensação devem ser registrados nas duas vias da receita os seguintes dados:
I - a data da dispensação;
II - a quantidade aviada do antimicrobiano;
III - o número do lote do medicamento dispensado; e
IV - a rúbrica do farmacêutico, atestando o atendimento, no verso da receita




Art. 8º Em situações de tratamento prolongado a receita poderá ser utilizada para aquisições posteriores dentro de um período de 90 (noventa) dias a contar da data de sua emissão. (Aqui vale dizer que a primeira aquisição deve ocorrer dentro dos 10 primeiros dias a contar da emissão do documento pelo prescritor).

§ 1º Na situação descrita no caput deste artigo, a receita deverá conter a indicação de uso contínuo, com a quantidade a ser utilizada para cada 30 (trinta) dias.

§ 2º No caso de tratamentos relativos aos programas do Ministério da Saúde que exijam períodos diferentes do mencionado no caput deste artigo, a receita/prescrição e a dispensação deverão atender às diretrizes do programa (ou seja, deve-se atentar a excessões à regra dos 90 dias).




Pode haver dúvida, ainda, quanto à possibilidade de o paciente desejar adquirir o tratamento completo para os 90 dias na primeira aquisição. Nesta situação, alguns profissionais liberam o medicamento para os 90 dias. Outros, entretanto, para apenas 30 dias e permitem mais duas aquisições posteriores com o mesmo receituário, conforme a resolução. Como proceder?

Com a interpretação ao pé da letra da RDC, o que se lê é que deve haver a quantidade a ser utilizada para 30 dias (até para ter clara a conta da dispensação), porém não é dito que a venda está restrita a 30 dias. Assim, caso o profissional opte por realizar o atendimento completo do receituário, precisará atentar-se à conta correta para dispensação. Além disso, não pode se esquecer de deixar claro ao paciente que não será permitida a devolução das caixas adquiridas com antecipação.

Link para documento completo: RDC 20/2011

Fonte: anvisa.gov.br

Descontinuação de Zestril® (lisinopril)


A Astra Zeneca disponibiliza comunicado em seu site informando a descontinuação do medicamento Zestril® (lisinopril di-hidratado), o qual corresponde a um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA).

O produto é comercializado nas apresentações de 5mg, 10mg e 20mg, não sendo especificado, até o momento, se algumas delas seguirá no mercado.

A informação consta na lista de produtos em fase de descontinuação definitiva da empresa. O medicamento, contudo, estará disponível até junho de 2019, de forma que os pacientes terão tempo útil para discutirem a sequência do tratamento com seus médicos.

Fonte: astrazeneca.com.br


Descontinuação de Cipro® solução injetável


A Bayer disponibiliza comunicado em seu site informando a descontinuação definitiva do medicamento Cipro® (ciprofloxacino) na forma farmacêutica de solução injetável.

O motivo consiste em revisão estratégica do portfólio da empresa e, portanto, não haverá mais a importação deste antimicrobiano.

A empresa informa ainda que há opções terapêuticas disponíveis no mercado e que dúvidas podem ser esclarecidas por meio de seu serviço de atendimento ao cliente.

Fonte: bayer.com.br


H3N2 - Risco de novo surto de gripe


Com a chegada do outono, é esperado que novamente o vírus Influenza, causador das gripes, comece a circular com mais intensidade no País. Além do vírus H1N1, também conhecido como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus Influenza que só nos Estados Unidos (EUA), infectou mais de 47 mil pessoas e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.

Segundo o último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), já são 13 os estados brasileiros que registraram 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, (SARS, na sigla em inglês), causado pelo Influenza A (H3N2), resultando em dez mortes este ano, sendo três casos em São Paulo.




A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula, o vírus H3N2 circula no País há bastante tempo. "O que acontece é uma sazonalidade, por isso em todo mês de setembro um grupo se reúne na Organização Mundial da Saúde (OMS) para entender qual é o vírus que está circulando, principalmente no hemisfério Norte, e isso replica um pouco no Brasil."

Fonte: Bayer Farmácia

Noite mal dormida aumenta níveis de proteína associada ao Alzheimer


Um estudo do Instituto Nacional da Saúde de Maryland descobriu que uma simples noite de sono inquieto pode aumentar a quantidade de proteínas ligadas ao Alzheimer.

Pessoas com Alzheimer possuem grande quantidade de uma proteína chamada beta-amiloide, acumulada em grande quantidade no cérebro. A ciência ainda não explica exatamente de que maneira ela influencia na doença, mas hipóteses as relacionam diretamente com a causa do mal. E a nova pesquisa revelou que uma noite mal dormida causa um efeito notório nos níveis de beta-amiloide.

A descoberta foi feita através de um teste: cerca de 20 voluntários saudáveis foram avaliados durante duas noites de sono, a primeira com um período confortável de descanso e a segunda com bem menos tempo – cerca de 5 horas apenas.




Usando marcadores radioativos, varreduras feitas após o experimento detectaram um aumento significativo de beta-amiloide no organismo de quem havia dormido mal, em duas regiões do encéfalo diretamente ligadas ao Alzheimer: o hipocampo, responsável pela memória, e o tálamo, associado a regulação do sono, consciência e transmissão de sinais para o cérebro.

Conclusões definitivas ainda não podem ser tiradas. É fato que a proteína aumentou – mas não está claro se o sono ruim é apenas um sintoma inconsequente ou se contribui, de fato, com a doença.

Fonte: Saúde Curiosa

Enzimas que modificam antibióticos


Dentre as possíveis causas de falha no tratamento das infecções, a resistência bacteriana aos antibióticos é, sem dúvida, uma das mais importantes. Ela é determinada pela expressão de genes de resistência, que individualmente ou em conjunto, determinam o funcionamento dos mecanismos de resistência, maquinarias bioquímicas e/ou estruturais que promovem falha no mecanismo de ação do antibiótico.

A produção de enzimas que modificam antibióticos representa um dos possíveis mecanismos de resistência bacteriana. Existem enzimas que modificam antibióticos por transferência de grupo(s) químico(s) para a molécula do fármaco, inativando aminoglicosídeos (amicacina, gentamicina), cloranfenicol e macrolídeos (eritromicina, azitromicina e claritromicina).




As principais enzimas que modificam antibióticos são as enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (AME, do inglês aminoglycoside modifying enzymes), que alteram a estrutura química destes antibióticos, inativando a sua ligação com as subunidades do ribossomo, que são o alvo deste antimicrobiano na bactéria.

Fonte: Curso Básico de Antimicrobianos – FMRP-USP

Papel dos neurotransmissores no sono


Dois dos principais neurotransmissores envolvidos na inibição do sono são a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores têm níveis elevados durante a vigília e níveis baixos durante o sono, sendo que os níveis mínimos ocorrem durante o sono REM - Rapid Eye Movement ("movimento rápido dos olhos").

Os dois neurotransmissores, porém, estão relacionados a regiões antagonistas do sono diferentes, e há indícios de que a noradrenalina esteja relacionada à vigília com atenção a estímulos novos, inesperados, ao passo que a serotonina é associada a comportamentos automáticos. Além disso, a serotonina também é precursora da melatonina, um hormônio secretado pela hipófise com ação indutora do sono. Assim, apesar de estar diretamente relacionada à promoção da vigília e não do sono, há evidências de que baixos níveis de serotonina podem levar a distúrbios do sono, como insônia.




A histamina que promove a vigília no sistema nervoso central é o mesmo composto que é liberado pelo sistema imune quando há lesão de tecido ou reconhecimento de antígeno, causando edema e inflamação. É por isso que alguns medicamentos contra alergias que inibem receptores de histamina também causam sonolência.

A acetilcolina é o principal neurotransmissor indutor de sono REM. Os níveis de acetilcolina são altos na vigília e no sono REM e há indícios de que os principais acontecimentos do sono REM, como a dessincronização das ondas elétricas cerebrais, o movimento ocular rápido e a atonia muscular são promovidos por uma área do cérebro que utiliza acetilcolina.

O GABA (ácido gama aminobutírico) é o principal neurotransmissor indutor do sono não REM. Há três tipos de receptores para GABA, e a ativação de todos eles induz o sono não REM, especificamente os estágios 3 e 4, que são os mais profundos desse período. Diversos medicamentos contra a insônia e outros distúrbios do sono presentes no mercado se baseiam nessas propriedades do GABA, e muitos deles são suplementos contendo o neurotransmissor em si.

Fonte: neuromed95.blogspot.com.br

Aprovado novo tratamento para leucemia mieloide aguda


A Anvisa aprovou o registro de um novo medicamento sintético para o tratamento de leucemia mieloide aguda (LMA). O produto é o RYDAPT (Midostaurina), que será comercializado na forma farmacêutica de cápsula mole, com concentração de 25 mg. O uso deste medicamento deverá ser combinado com tratamento por quimioterapia, conforme indicação médica.

O produto é destinado aos pacientes adultos com LMA recém diagnosticada, com mutação de um gene chamado FLT3, responsável pela proliferação, sobrevivência e diferenciação de células no organismo humano.




O RYDAPT® (Midostaurina) será fabricado e embalado pela empresa Catalent Germany Eberbach Gmbh, localizada na Alemanha, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a Novartis Biociências S.A. A aprovação do registro desse produto pela Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9/4).

Fonte: Anvisa

Detectando um infarto antecipadamente


O infarto é causado por uma obstrução de uma artéria por um coágulo, formado em cima de uma placa de gordura localizada na parte interna da artéria. Veja alguns sinais que o corpo pode dar, antes de acontecer um infarto. Mesmo que esses sinais sejam sutis, temos que dar a devida atenção.

Dor no peito: Essa dor aparece mesmo se a pessoa não estiver realizando nenhuma atividade anormal à sua rotina. Ela pode se estender aos braços, costas, pescoço e ombros.

Dificuldade para respirar: A sensação de falta de ar pode ser um sintoma precoce do infarto.

Problemas estomacais: Muitas vezes confundidos com um desconforto no intestino, náuseas, indigestão, azia ou dor abdominal não devem ser ignoradas.




Tontura: Aparece normalmente junto com as dores no peito e pode ser seguida de suor frio. É importante procurar um médico se sentir isso.

Suor frio: Mesmo que não apareça junto da tontura ou das dores no peito, é um sintoma que não deve ser ignorado.

Fraqueza: Sentir-se fraco e sem energia não é normal. Esse sintoma pode estar relacionado a problemas no coração.

Diante de algum destes sintomas, não hesite em procurar um médico. Na mais simples das hipósteses você poderá verificar que não se trata de um infarto e ter tranquilidade para se cuidar de outras formas. Se for o caso, então terá procurado ajuda no momento certo para o diagnóstico preciso acompanhado de tratamento.

Fonte: Dicas Online

Atualização sobre descontinuação de Atensina®


Recentemente, a empresa Boehringer Ingelheim anunciou a descontinuação temporária do medicamento Atensina® nas apresentações de 0,100mg e 0,200mg, devido à necessidade de investigação de resultados fora de especificação durante análises de liberação. Pouco depois, o mesmo ocorreu com a dosagem de 0,150mg, de forma que o medicamento deixou de ser encontrado no mercado.

A previsão de normalização para as três apresentações, inicialmente, era até o mês de maio. Em comunicado disponibilizado hoje no site da empresa, entretanto, a informação atualizada é a de que o reabastaecimento das dosagens de 0,100mg e 0,150mg está previsto para o segundo semestre. Para a apresentação de 0,200mg, por sua vez, ainda não há data disponível.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


Magnésio como alternativa aos antidepressivos


Um recente ensaio clínico realizado nos Estados Unidos descobriu que os suplementos de magnésio são eficazes no tratamento da depressão leve ou moderada.

Em publicação no jornal PLoS One, os pesquisadores mostraram que a suplementação diária com magnésio produz diminuição significativa nos sintomas de depressão e ansiedade, independentemente da idade, do gênero, da gravidade da depressão ou do uso de antidepressivos pelo paciente.

Realizado durante um período de 12 semanas, o estudo envolveu um total de 126 pacientes com idade média de 52 anos. Cada paciente foi distribuído aleatoriamente para um dos dois grupos: o primeiro grupo recebeu magnésio por um período de 6 semanas, enquanto o segundo grupo atuou como placebo.




Durante as 6 semanas seguintes, as funções dos dois grupos foram revertidas, ou seja, o primeiro grupo passou a funcionar como placebo e o segundo a receber magnésio. A publicação deste estudo contribui para a crescente evidência de que as abordagens nutricionais podem ser eficazes no controle da depressão.

Recentemente, por exemplo, em uma constatação consistente com o princípio-chave da Medicina Celular que afirma que a deficiência de micronutrientes em longo prazo é a principal causa de doenças crônicas, uma revisão científica observou que baixos níveis de vitaminas do complexo B são comuns em pacientes com depressão, e que sua suplementação demonstrou melhorar o quadro.

Fonte: Saúde Curiosa

Caspa: Mitos e Verdades


1- Lavar os cabelos todos os dias provoca caspa? 

Não. Entretanto, a alta temperatura da água pode fragilizar o couro cabeludo e contribuir com o aparecimento da caspa.

2- Os shampoos anticaspa ressecam os fios? 

Se for um shampoo de qualidade, a resposta é que não resseca o cabelo. Assim como um shampoo comum, estes apresentam propriedades condicionantes que ajudam a combater o ressecamento dos fios. Antes de tudo, é importante escolher o shampoo anticaspa certo para seu tipo de cabelo.

3- Lavar a cabeça mais vezes ao dia ajuda? 

Não. Muito pelo contrário, pode até agravar o problema. O excesso de lavagem pode irritar o couro cabeludo, causando mais coceira e desconforto.




4- É verdade que o eucalipto auxilia no controle da coceira? 

Sim. O eucalipto é conhecido por ter importantes propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

5- É só usar o anticaspa algumas vezes para se ver livre do problema? 

Não. Pessoas com tendência ao aparecimento da caspa devem controlar o problema com o uso contínuo do shampoo. Sem a ação do ingrediente anticaspa presente exclusivamente nas fórmulas dos shampoos específicos para este tratamento, a caspa volta a aparecer.

6- É verdade que a caspa é contagiosa? 

Não. Ao contrário do que maioria pensa, a caspa não é contagiosa e não tem nada a ver com a falta de higiene. O surgimento da caspa depende da predisposição de cada pessoa e da combinação de outros fatores como estresse, cansaço, mudança de temperatura e excesso de oleosidade.

Lipídeos


O tecido adiposo corresponde à reserva energética do organismo, de forma que haverá o acúmulo de gordura sempre que alimentos calóricos forem ingeridos em excesso. A gordura que o organismo acumula é de origem exógena (dieta) e endógena (biossíntese).

As gorduras provenientes da dieta são representadas de forma predominante por triglicerídeos, os quais deverão ser hidrolisados em ácidos graxos e glicerol para que ocorra a sua absorção pela mucosa intestinal. A lipase pancreática, secretada pelo duodeno, é a enzima que participa deste processo, com auxílio da emulsificação produzida pela bile.




Os lipídeos são apolares e, portanto, insolúveis em água, característica que dificulta a sua estabilidade no sangue. Para solucionar esta dificuldade, os lipídeos se associam às proteínas plasmáticas e formam complexos estáveis conhecidos como lipoproteínas. Desta forma ocorre o transporte.

Para que seja realizado o estudo das lipoproteínas em uma análise laboratorial, elas são separadas conforme sua densidade em quilomicrons, lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL), lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e lipoproteínas de alta densidade (HDL). Entre os métodos utilizados para a análise podem ser citados a eletroforese e a ultracentrifugação.

Causas da Tosse


A tosse é um reflexo das vias respiratórias que tem como objetivo liberar a passagem do ar para as vias aéreas. A tosse pode ocorrer de modo voluntário ou involuntário. Este reflexo pode ser estimulado por secreções, substâncias irritantes, fumaças, objetos estranhos, inflamações, infecções, etc.

A tosse é, portanto, um mecanismo de defesa contra obstruções das vias aéreas, porém, muitos outros estímulos que não uma potencial obstrução podem ativá-lo. Além das vias aéreas, também existem receptores da tosse no esôfago, coração e estômago, fazendo com que diversas condições, como refluxo gastroesofágico, pericardite e insuficiência cardíaca, também possam ser causas de tosse.




Existem dezenas de causas para a tosse, então vamos listar as mais comuns: Gripe; Tuberculose; Pneumonia; Asma; DPOC; Embolia pulmonar; Alergia; Bronquiolite; Sinusite; Tabagismo; Rinite; Laringite; Insuficiência cardíaca; Pericardite; Refluxo gastroesofágico; Câncer de pulmão; Medicamentos, principalmente captopril, enalapril e similares; Estresse; Aspiração de corpo estranho; Irritação das vias aéreas por substâncias inaladas.

Nos casos de tosses agudas, ou seja, com menos de 3 semanas de evolução, os sintomas que costumam vir junto normalmente ajudam na definição de um diagnóstico. Espirros, dor de garganta e febre costumam estar presentes na gripe; febre, perda de peso e expectoração purulenta são comuns na tuberculose; rouquidão e tosse seca são típicos da laringite; falta de ar e chiado no peito costumam indicar asma, só para ficarmos em alguns exemplos.

Fonte: mdsaude.com

Claritromicina e usos clínicos


A claritromicina é um antibiótico semissintético derivado da eritromicina. Apresenta maior estabilidade no ácido gástrico, possibilitando melhor absorção via oral. É altamente ativa contra bactérias Gram-positivas, apresentado potência superior à eritromicina contra S. pneumoniae, S. pyogenes e S. aureus sensíveis a oxacilina.

Sua atividade contra diversos microrganismos Gram-negativos é similar a da eritromicina, embora tenha espectro um pouco superior contra Moraxella catarrhalis e Haemophilus influenzae.




É uma alternativa a determinados antibióticos da classe das penicilinas e cefalosporinas (já abordados) para a terapia de faringite, sinusite, otite, pneumonia pneumocócica, além de infecções de pele causadas por microrganismos sensíveis (descritos acima).

É uma das principais drogas para o tratamento de pneumonias atípicas, infecções por micobactérias do complexo Mycobacterium avium e infecções causadas por Helicobacter pylori (bactéria associada a úlceras pépticas, linfoma gástrico, gastrite).

Fonte: Antibióticos e quimioterápicos para uso clínico. 2ª edição

Pseudomonas


Pseudomonas é um gênero de bactérias gram-negativas, bacilares e ubíquas (amplamente encontradas em diversos ambientes) da famíla Pseudomonadaceae.

A Pseudomonas aeruginosa causa infecções respiratórias, urinárias e atinge muitos pacientes hospitalizados, de forma oportunista. É responsável também por otite em crianças e conjuntivite em quem utiliza lentes de contato.

Existem 200 espécies e 18 subespécies de Pseudomonas. Em feridas, produzem três tipos de pigmentos no exsudato: a piocianina (azul), a pioverdina (verde) e a fluoresceína (fluorescente), além de odor característico (adocicado).

Fonte: experienciasdeumtecnicodeenfermagem.com


Aumento de casos de diabetes em mulheres


Apesar de não distinguir sexo e acometer homens e mulheres, levantamento recente do Ministério da Saúde (MS) apontou um dado alarmante: o número de casos de diabetes em mulheres saltou de 6,3% para 9,9%, entre 2006 e 2016, contra índices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens no mesmo período. Como até 80% dos pacientes com diabetes morrem em decorrência de problemas cardiovasculares, a notícia preocupa por se tratar de um sério problema de saúde pública.

"A doença de origem metabólica ainda é um pouco mais incidente nos homens, mas, no Brasil, o cenário é diferente, remetendo a um questionamento inevitável: por que as brasileiras têm dominado os diagnósticos do diabetes?", indaga o cardiologista, Dr. Rodrigo Noronha.




Existe uma série de causas para essa prevalência: a maioria está relacionada ao modo de vida de cada indivíduo. Para o Dr. Noronha, o fato de as mulheres acumularem funções e estarem sobrecarregadas interfere negativamente neste cenário.

Além de cuidar da família e das tarefas domésticas, mesmo que as coordenando à distância, a mulher concentra cada dia mais tarefas e ainda está inserida no mercado de trabalho. "Com essa agenda atribulada, o estresse é inevitável e vem acompanhado do aumento do consumo de comidas industrializadas, devido à própria correria do dia a dia, o que pode levar à obesidade. A falta de atividade física regular também piora a situação", informa Dr. Noronha.

Fonte: Bayer Farmácia

Depilação pubiana está aumentando casos de sífilis, herpes e clamídia


Uma pesquisa publicada no periódico Sexually Transmitted Infections relacionou o aumento do número de uma infecção viral da pele no país à popularidade de depilações pubianas. Outro estudo da Universidade da Califórnia revelou que a depilação da área genital está relacionada a DSTs cutâneas – como herpes, sífilis, gonorreia, clamídia e HIV. Neste estudo, herpes e sífilis se mostraram especialmente incidentes em quem remove todos os pelos da área genital.

O problema da depilação que retira tudo ou quase tudo, é que a proteção natural da abertura vaginal fica comprometida. Além disso, os cortes ou folículos abertos em uma zona úmida aumentam a possibilidade de infecções por bactérias ou vírus, incluindo um risco maior de contrair herpes ou outras doenças sexualmente transmitidas.




O pelo púbico também oferece proteção durante as relações sexuais e, se o casal estiver completamente depilado, existe maior risco de transmissão. As pessoas não percebem que retirar os pelos da área íntima não é o mesmo que tirar os pelos de outras áreas do corpo. Ali é uma porta de entrada para os órgãos reprodutivos e fica muito próximo da região por onde liberamos as excretas.

Leia também: Sífilis - aumento de quase 30% em menos de um ano

Além disso, a causa da maior incidência de DST em quem faz depilação pode estar relacionada às microlesões causadas na pele, que facilitam a entrada de microrganismos causadores de doença.

Fonte: Diário de Biologia

Segurança da Loratadina


Os anti-histamínicos de segunda geração, grupo no qual se enquadra a loratadina, causam efeitos colaterais relativos ao sistema nervoso central em escala bem mais reduzida quando comparados aos de primeira geração, por terem moléculas maiores e, a rigor, não atravessarem a barreira hematoencefálica.

São mais seguros, mas não inócuos, podendo causar arritmias quando em superdosagem ou no uso concomitante de medicamentos que se utilizem da via metabólica hepática do citocromo P450, tais como cetoconazol, cimetidina ou antimicrobianos macrolídeos (ex: claritromicina). São, portanto, contraindicados nestes casos.


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A loratadina é um anti-histamínico bastante seguro, não produz arritmias na dose recomendada e atinge concentrações muito baixas no leite materno.

Tem sido avaliado seu uso nas rinites (sazonal e perene) e na asma, em associação com os antileucotrienos, com resultados preliminares muito satisfatórios.

Fonte: Moreira Jr

Anemia Megaloblástica


A anemia megaloblástica é caracterizada pela diminuição de glóbulos vermelhos, que se tornam grandes, imaturos e disfuncionais (megaloblastos) na medula óssea, e também por neutrófilos hipersegmentados.

Essas alterações resultam da inibição da síntese do DNA na produção dos glóbulos vermelhos. Em resumo, na anemia megaloblástica os glóbulos vermelhos são maiores que normalmente e há pouca quantidade de glóbulos brancos e de plaquetas.

A vitamina B12 é responsável, em parte, pela síntese da hemoglobina e o ácido fólico tem a função de ajudar na síntese do DNA. Frequentemente a anemia megaloblástica se deve à carência de um ou ambos desses fatores, defeitos genéticos da síntese de DNA, toxinas e drogas.




O tratamento da anemia megaloblástica depende da sua causa, mas envolve mudanças na dieta e injeções para reduzir a falta de nutrientes, vitamina B12 e ácido fólico. Um nível baixo de vitamina B12 no sangue normalmente pode ser tratado com comprimidos ou injeções dessa vitamina ou dieta contendo alimentos ricos na substância.

Também a deficiência de ácido fólico pode ser tratada com comprimidos, injeções e dietas correspondentes. É importante incluir na alimentação a vitamina C, pois ela tem a função de auxiliar na absorção do ferro.

Fonte: abc.med.br

Antidepressivos tricíclicos como analgésicos


Os antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina, imipramina) estão bem-estabelecidos como medicações analgésicas, exercendo seus efeitos em nível central através da inibição da recaptação da noradrenalina e serotonina e da ativação das vias descendentes inibitórias da dor.

O efeito analgésico periférico dos antidepressivos tricíclicos tem sido atribuído à diminuição do AMP cíclico via ativação de receptores da adenosina e à inibição dos canais de sódio voltagem-dependentes. Como efeitos colaterais sistêmicos, podem provocar sedação, hipotensão postural e respostas anticolinérgicas.

Fonte: Scielo


Vitamina B6 - Piridoxina


A vitamina B6, ou piridoxina, é importante para o equilíbrio metabólico do sangue, do sistema nervoso e da pele. É também essencial para transformar os alimentos que possuem gorduras e proteínas em energia.

A carência pode ser causada por alcoolismo, queimaduras graves, distúrbios metabólicos, febre prolongada, hemodiálise, hipertireoidismo, infecções, doenças do intestino ou ainda induzida por medicamentos, tais como hidralazina, isoniazida e anticoncepcionais orais.

O uso exógeno (na forma de medicamento, por exemplo) durante a lactação deve ser feito com cuidado, pois doses acima de 600mg diários podem diminuir a produção de leite materno. É possível ainda ocorrer sonolência ou neuropatia periférica se o uso for excessivo.

Fonte: Tua Saúde


Etapas do estudo da bioequivalência


A bioequivalência consiste na demonstração da equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de componente ativo e biodisponibilidade comparável quando estudados sob um mesmo protocolo experimental. O estudo da bioequivalência se desenvolve em três etapas: Clínica, Analítica e Estatística.

A etapa clínica compreende o recrutamento e a seleção de voluntários, a administração dos medicamentos e a coleta de amostras para análises referentes ao estudo e de monitoramento clínico dos voluntários durante as etapas pré e pós-estudo.




A etapa analítica compreende a análise das amostras coletadas na etapa clínica com a quantificação do fármaco inalterado e/ou seu metabólito ativo estudado, utilizando para isso métodos bioanalíticos validados, desenvolvidos no laboratório ou obtidos de compêndios e literatura adequada, conforme a legislação e normatização vigente.

A etapa estatística compreende a análise dos dados obtidos na etapa analítica com o cálculo dos parâmetros farmacocinéticos através de intervalos de confiança e testes de hipóteses, utilizando-se para isso ferramentas como planilhas e softwares devidamente validados. Todas as atividades realizadas nas três etapas devem apresentar ferramentas de comprovação da rastreabilidade, de forma a permitir a recuperação segura e confiável dos dados do estudo.

Fonte: ictq.com.br

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