Cientistas criam mapa genético da depressão


Em esforço global para entender o peso genético da depressão, cientistas identificaram 44 genes relacionados a formas severas da condição. Isso é particularmente importante porque a ciência já sabe que, em casos mais graves, a hereditariedade tem peso na ocorrência da doença e era preciso conhecer os fatores que levam a isso.




Um outro ponto relevante é que apenas metade dos pacientes responde bem aos tratamentos existentes, então novas terapias podem surgir a partir desse mapeamento genético. A depressão mais grave afeta aproximadamente 14% da população global.

O estudo foi publicado na "Nature Genetics" e integra o "Psychiatric Genomics Consortium", um esforço global para mapear genes associados a disfunções psiquiátricas.  Dos 44 genes mapeados, 30 foram descritos pela 1ª vez nessa iniciativa.




Segundo os autores, o achado abre caminho para o surgimento de terapias mais específicas para a doença. Com o mapeamento genético, o alvo de novos fármacos pode consistir no bloqueio de substâncias produzidas a partir de informações desses genes.

Segundo os cientistas, os genes têm peso na depressão, mas não a determinam. Isso significa dizer o seguinte: se uma pessoa tem genes associados à doença, ela tem maior risco de desenvolvê-la, mas não será necessariamente depressiva por conta deste fator.

Fonte: G1

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