Conclusão sobre Fosfoetanolamina pode ser equivocada e CPI pede nova pesquisa


A Comissão Parlamentar de Inquérito da Fosfoetanolamina, da Assembleia Legislativa de São Paulo, ouviu um farmacêutico e um professor que participaram das pesquisas sobre a chamada pílula do câncer. A CPI investiga se houve falhas no estudo que concluiu que a substância não teria efeitos sobre pacientes de câncer e proibiu sua distribuição.




Nas audiências, os deputados têm ouvido pessoas que participaram de todo o processo da pesquisa, desde a síntese, encapsulamento e transporte até a distribuição da substância aos pacientes de câncer em estudo. De acordo com o presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), todas "as pessoas necessárias serão convocadas" a comparecer à comissão.

Desta vez, os depoentes foram o pesquisador Salvador Claro Neto, professor da Universidade de São Paulo (USP), que acompanhou a produção no laboratório responsável pela síntese da fosfoetanolamina; e Roberto Jun Arai, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).




Após a audiência, o professor da USP disse a jornalistas que estranhou o fato de que, neste estudo que concluiu pela ineficácia do produto, apenas 70 pessoas terem sido objeto do estudo, já que a previsão, segundo ele, era testar o medicamento em 200 pacientes.

Outro problema, segundo Claro Neto, foi a falta de realização de farmacocinética (estudo do destino dos fármacos no organismo após sua administração). "Acredito que se deveria fazer de novo a pesquisa. Houve muitas dúvidas," ponderou.

Fonte: Diário da Saúde

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