Enzimas que modificam antibióticos


Dentre as possíveis causas de falha no tratamento das infecções, a resistência bacteriana aos antibióticos é, sem dúvida, uma das mais importantes. Ela é determinada pela expressão de genes de resistência, que individualmente ou em conjunto, determinam o funcionamento dos mecanismos de resistência, maquinarias bioquímicas e/ou estruturais que promovem falha no mecanismo de ação do antibiótico.

A produção de enzimas que modificam antibióticos representa um dos possíveis mecanismos de resistência bacteriana. Existem enzimas que modificam antibióticos por transferência de grupo(s) químico(s) para a molécula do fármaco, inativando aminoglicosídeos (amicacina, gentamicina), cloranfenicol e macrolídeos (eritromicina, azitromicina e claritromicina).




As principais enzimas que modificam antibióticos são as enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (AME, do inglês aminoglycoside modifying enzymes), que alteram a estrutura química destes antibióticos, inativando a sua ligação com as subunidades do ribossomo, que são o alvo deste antimicrobiano na bactéria.

Fonte: Curso Básico de Antimicrobianos – FMRP-USP

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