Farmacêutico deveria trabalhar no balcão?


Esta é uma pergunta que faz muita gente pensar, sendo que as opiniões divergem tanto quanto os argumentos que sustentam cada ponto de vista. Pensando nisso, vamos avaliar alguns aspectos de cada lado da moeda:

Lado positivo

Ao marcar presença no balcão, o profissional que é o responsável técnico pela dispensação de medicamentos pode tomar o contato direto com esta atividade, tanto quanto observar de perto a conduta dos membros de sua equipe no atendimento aos clientes. Isso irá facilitar a prevenção de erros na leitura de receitas, na intercambialidade e nos cálculos que envolvem a dispensação.

A disponibilidade do profissional de saúde no balcão também pode beneficiar a população, que muitas vezes não fica segura quando precisa fazer uma pergunta de cunho mais técnico a um atendente. Receber informação de alguém que cursou um estudo superior naquela área, afinal, deixa as pessoas mais tranquilas.




O farmacêutico pode ainda intervir na conduta dos clientes quando observa que estes apresentam alguma dúvida na compra de MIPs (medicamentos isentos de prescrição), tais como antigripais, analgésicos ou antiácidos. Pode ser a oportunidade para esclarecimento de posologia ou contraindicação, como exemplos.

Lado negativo

O farmacêutico no balcão irá lidar com uma série de procedimentos operacionais que são atribuições rotineiras de um atendente (ou balconista), tais como negociar preço de medicamentos durante todo o expediente, mostrar ofertas da loja e operar programa de farmácia popular.

Além disso, questiona-se o quão é realmente positivo para o próprio profissional a sua disponibilidade à população de forma gratuita em período integral do funcionamento de uma loja. Qual outro profissional de saúde se disponibiliza desta forma?




A população valoriza quem está ali a qualquer hora, sem exigir um agendamento ou cobrar um determinado valor para ser consultado por seus conhecimentos técnicos adquiridos como fruto de esforço pessoal? Nem sempre. Isso tende a gerar o pensamento de que o farmacêutico é mais um atendente, com a diferença de que pode dar mais informações.

Muitas pessoas não diferem o farmacêutico do atendente, desejando apenas receber o atendimento quando precisam de um medicamento que não está ao seu alcance. Será que é assim que um profissional de saúde deseja ser tratado?

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