Farmacêutico na estética não pode, mas farmacêutico gerente pode?


O farmacêutico é aquele profissional que, em sua graduação, estudou assuntos como farmacologia, patologia, imunologia, toxicologia, fisiologia, etc., além de contar com as mais diversas possibilidades de especialização. O farmacêutico capacitou-se, portanto, para aplicar devidamente conhecimentos técnicos.

No entanto, o farmacêutico é também o profissional que, na hora de colocar em prática o seu ofício, pouco tem a oportunidade de exercer justamente todos estes conhecimentos técnicos adquiridos no decorrer de sua formação. Por que?




Cada vez mais vemos as redes de drogarias colocando o farmacêutico na posição de um comerciante, atrás de um balcão imprimindo ofertas para o cliente e informando o preço de cada produto durante todo o expediente, verificando no que é possível ou não fazer o desconto.

As mesmas redes, inclusive, incentivam seus farmacêuticos a se tornarem gerentes, quando exercerão quase que exclusivamente atribuições administrativas ao cuidarem da equipe de uma loja e tudo o que diz respeito ao seu funcionamento.

Por outro lado, vemos farmacêuticos com excelente capacitação técnica privados do exercício de seu conhecimento, tal como acaba de ocorrer com a recente nulidade da Resolução 573/2013 do CFF (dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética) por parte da Justiça Federal.




Sabemos que o CFF irá recorrer à decisão e que a coisa não acaba por aí, mas até o momento esta é considerada uma vitória dos médicos e uma derrota dos farmacêuticos. Por que?

Por que cada vez mais existe a impressão de que o farmacêutico é colocado em posições mais operacionais do que técnicas? Ninguém está interessado em impedir que o farmacêutico exerça função gerencial, mas impede-se que este profissional realize procedimentos estéticos, mesmo sendo capacitado e habilitado para tal ofício. Por que?

Quem é profissional de farmácia, como pode ver, ainda precisará usar muitas vezes um "por que?" pelo meio do caminho em sua trajetória, a qual deve ser trilhada considerando continuamente a busca por melhorias salariais e de condições de trabalho. Nunca poderemos esquecer que somos profissionais de saúde e que juntos seremos mais fortes.

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