Fármacos associados à agranulocitose


Quando se fala em agranulocitose, logo surge a dipirona como o fármaco responsável por este tipo de ocorrência médica consequente do uso de medicamentos. Contudo, pouco se fala em outras substâncias que também são capazes de induzirem este quadro.

Antes de citarmos os fármacos, vamos explicar o que é a agranulocitose: é uma doença aguda do sangue que é caracterizada pela redução ou ausência de células como os neutrófilos, basófilos e eosinófilos (leucócitos granulócitos). O problema decorrente desta alteração sanguínea é o maior risco de infecções ao qual o paciente fica submetido.




Agora, fármacos (além da dipirona) que podem ser responsáveis por este problema de saúde: amitriptilina, amoxicililna, cefalexina, cefalotina,, clindamicina, clordiazepóxido, clorpromazina, clorpropamida, clortalidona, clozapina, colchicina, diazepam, espironolactona, furosemida, gentamicina, hidralazina, hidroclorotiazida, ibuprofeno, imipramina, isoniazida, mebendazol, metronidazol, mirtazapina, nifedipino, nitrofurantoina, propranolol, ranitidina, rifampicina, sulfametoxazol, tetraciclina, vancomicina, etc.

Leia também: Agranulocitose Induzida por Dipirona




Conforme vimos, a lista é longa e não significa que o problema ocorrerá simplesmente porque em determinado momento em determinado estudo estabeleceu-se a associação. Deste modo, o próprio uso de dipirona não deve ser motivo de alarme "porque causa agranulocitose". Não é bem assim.

Quando se trata de farmacoterapia, sempre está em questão a relação risco x benefício e, no caso da dipirona, os benefícios são bastante conhecidos para que o fármaco seja abandonado da prática clínica por conta de um possível risco, o qual apresenta incidência muito baixa.

Fonte: associacaoamigosdagrandeidade.com

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