Papel dos neurotransmissores no sono


Dois dos principais neurotransmissores envolvidos na inibição do sono são a serotonina e a noradrenalina. Esses neurotransmissores têm níveis elevados durante a vigília e níveis baixos durante o sono, sendo que os níveis mínimos ocorrem durante o sono REM - Rapid Eye Movement ("movimento rápido dos olhos").

Os dois neurotransmissores, porém, estão relacionados a regiões antagonistas do sono diferentes, e há indícios de que a noradrenalina esteja relacionada à vigília com atenção a estímulos novos, inesperados, ao passo que a serotonina é associada a comportamentos automáticos. Além disso, a serotonina também é precursora da melatonina, um hormônio secretado pela hipófise com ação indutora do sono. Assim, apesar de estar diretamente relacionada à promoção da vigília e não do sono, há evidências de que baixos níveis de serotonina podem levar a distúrbios do sono, como insônia.




A histamina que promove a vigília no sistema nervoso central é o mesmo composto que é liberado pelo sistema imune quando há lesão de tecido ou reconhecimento de antígeno, causando edema e inflamação. É por isso que alguns medicamentos contra alergias que inibem receptores de histamina também causam sonolência.

A acetilcolina é o principal neurotransmissor indutor de sono REM. Os níveis de acetilcolina são altos na vigília e no sono REM e há indícios de que os principais acontecimentos do sono REM, como a dessincronização das ondas elétricas cerebrais, o movimento ocular rápido e a atonia muscular são promovidos por uma área do cérebro que utiliza acetilcolina.

O GABA (ácido gama aminobutírico) é o principal neurotransmissor indutor do sono não REM. Há três tipos de receptores para GABA, e a ativação de todos eles induz o sono não REM, especificamente os estágios 3 e 4, que são os mais profundos desse período. Diversos medicamentos contra a insônia e outros distúrbios do sono presentes no mercado se baseiam nessas propriedades do GABA, e muitos deles são suplementos contendo o neurotransmissor em si.

Fonte: neuromed95.blogspot.com.br

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