Por que a loratadina não causa sonolência?


A loratadina é um anti-histamínico incluído no grupo dos agentes de segunda geração desta classe terapêutica. As caraterísticas deste fármaco, e também dos demais anti-histamínicos de segunda geração (ex: fexofenadina) são a elevada potência, longa duração de ação, baixa passagem pela barreira hematoencefálica e alta afinidade aos receptores H1.




Estas são características que fazem da loratadina um fármaco interessante para o tratamento da rinite alérgica por facilitar a adesão ao tratamento, afinal é necessário apenas uma dose diária e, claro, há o próprio fato de não produzir sonolência. Caso este efeito ocorra, será em intensidade muito menor quando comparada à que é produzida por anti-histamínicos de primeira geração (ex: dexclorfeniramina, hidroxizina e prometazina).

O motivo para que não ocorra sonolência está atribuído à baixa passagem do fármaco pela barreira hematoencefálica, produzindo, assim, pouco ou nenhum bloqueio nos receptores centrais de histamina.




Este neurotransmissor (histamina) promove a vigília no sistema nervoso central e, por isso, aqueles fármacos que atravessam a barreira hematoencefálica, produzindo efeitos centrais, causam sonolência; eles reduzem a ação histaminérgica central de promoção do estado de vigília. Não é o caso da loratadina e de outros anti-histamínicos de segunda geração.

Fonte: sbai.org.br

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