Quando a coisa passa dos limites


Scott Purdy, 23 anos, se descrevia como heterossexual até iniciar um tratamento com pregabalina. A partir daí, segundo ele, surgiram novos interesses e seu relacionamento com a então namorada foi prejudicado.

Ele afirma que o medicamento o fez perder completamente a atenção por mulheres, passando a sentir atração por homens. O que Scott experimentou, entretanto, foi apenas uma diminuição da libido (como efeito colateral possível descrito em bula), associada ao medicamento, o qual não poderia torná-lo homossexual, contrariando suas alegações.




Um representante da Pfizer, fabricante do medicamento de referência que contém a substância pregabalina (Lyrica®), se pronunciou sobre o fato: “A eficácia clínica desde medicamento foi demonstrada em um grande número de ensaios clínicos robustos entre milhares de pacientes. Até o momento, a exposição mundial à pregabalina é estimada em 34 milhões de pacientes por ano”.

O Dr. Ranj Singh, em participação em um programa de TV e abordado sobre o caso, foi categórico ao afirmar que o medicamento não fez o paciente mudar sua condição sexual, pode apenas tê-lo ajudado a assumir uma condição pré-existente (ele poderia apresentar este comportamento e precisava se apoiar em algo que o ajudasse a assumi-lo).




É importante que tenhamos consciência quanto ao uso de medicamentos, esclarecendo possíveis dúvidas com o prescritor ou com o farmacêutico. Isso nos permitirá agir adequadamente diante de um tratamento que precisemos realizar sem atribuir ao medicamento alguma condição que seja alheia ao produto, exatamente para não transgredirmos os limites da sensatez.

Não podemos ser irresponsáveis e causar preocupações indevidas em outras pessoas que venham a precisar do mesmo tratamento.

A quem desejar ler a matéria completa, segue link: Homem hétero afirma que se tornou gay após tomar analgésicos

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