Quero desconto! Uma reflexão


Gastar dinheiro com medicamento, definitivamente, não é algo que as pessoas são dispostas a fazer, mesmo que se trate de um produto no qual se investe para a recuperação ou manutenção da saúde. Aliás, este é o ponto que desejo abordar no presente texto: investimento em saúde.

Quem trabalha em drogaria já se acostumou a lidar com todos os clientes, de todos os perfis, pedirem o desconto na compra do medicamento. Diga-se de passagem, muitos estabelecimentos já se antecipam e oferecem o desconto, cientes que são de que brigam por preço em um mercado altamente competitivo. Afinal, se o seu cliente de hoje ficar insatisfeito com o seu preço e obtiver vantagem na concorrência, amanhã ele será o cliente da concorrência.




A questão é: por que é tão penoso gastar com um produto que tem o objetivo de nos permitir gozarmos de saúde, que, por sua vez, nos permitirá alcançar todas as demais possibilidades da vida? É mais difícil as pessoas solicitarem o desconto em uma camiseta, afinal elas escolhem este produto, ou na cerveja, na pizza, no cinema, no teatro, etc, tudo pelo mesmo motivo. São opções que representam prazer, entretenimento ou ambos.

Ok! Isso é perfeitamente natural! Ocorre que, em dados momentos, este comportamento da população nas drogarias abre margem a uma reflexão a respeito de quanto as pessoas acreditam que vale sua saúde. No que me da prazer ou no que me entretem eu não preciso do desconto, mas no que vai me dar saúde, eu preciso (...).

Obviamente, estas palavras não irão mudar o comportamento das pessoas, pois cada um sabe onde o calo aperta e ninguém gastará mais se puder gastar menos. O caso é que pouco se questionam os gastos com uma série de coisas, relevantes ou não, necessárias ou não; os medicamentos, por sua vez, sempre necessários e relevantes, são sempre questionados.

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