Sibutramina: auxílio contra a obesidade, riscos cardiovasculares e perspectiva de futuro


A sibutramina foi desenvolvida como antidepressivo no final dos anos 80 e, durante os ensaios clínicos, foi verificado que o medicamento era capaz de reduzir o apetite.

A terapia farmacológica da obesidade, nos dias atuais, está indicada nos casos em que os pacientes apresentam um índice de massa corporal (IMC) maior que 30. A indicação de tais fármacos também acontece quando o paciente sofre de doenças associadas ao excesso de peso com IMC superior a 27, nas quais a abordagem dietética, o aumento de atividades físicas e modificações comportamentais demonstraram ineficácia.

Devido ao aumento da prevalência da obesidade, a prevenção e o tratamento do excesso de peso tornou-se um importante problema de saúde pública. A automedicação com fármacos que promovem a redução de peso corporal está muitas vezes ligada à busca do perfil ideal de autoimagem, sem a devida preocupação global com a saúde, resultando em efeitos indesejáveis.




Um estudo denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial) realizado na Europa foi desenhado para avaliar prospectivamente a eficácia e segurança da sibutramina em uma população com sobrepeso ou obesidade de alto risco. Foi demonstrado que no período de cinco anos o tratamento com sibutramina expôs indivíduos com doença cardiovascular anteriormente relatadas a um risco significativamente aumentado de infarto de miocárdio e de acidente vascular cerebral.

De acordo com os resultados obtidos nesse estudo, em 2010 a European Medicines Agency (EMEA), recomendou a suspensão da venda da sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cardiovasculares.

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Em setembro de 2014 o plenário do senado aprovou um projeto de decreto legislativo para suspender a resolução da ANVISA que proibiu a comercialização de inibidores de apetite feitos à base de anfetamina. Como a sibutramina também é capaz de melhorar o perfil lipídico do usuário e consequentemente reduzir o peso, ela pode ser responsável pela diminuição das comorbidades associadas à obesidade.

Em 23 de junho de 2017, a Lei 13.454/2017 foi sancionada e permitiu a produção, venda e consumo dos emagrecedores sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol no Brasil.

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No entanto, em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da Lei 13.454/2017 para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País. Assim, o futuro do medicamento parece estar novamente indefinido.

Fonte: mastereditora.com.br / Bayer Farmácia


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