Uso de omeprazol e aumento de infecções


Foram avaliados alguns estudos sobre o uso crônico de IBPs (tomando o omeprazol como exemplo) associado ao aumento de risco de infecções, especialmente em idosos. O resultado foi inconclusivo, com alguns estudos afirmando aumento de infecções, como Campylobacter sp, por exemplo, e outros estudos sem aumento significativo.

Herzig analisou a relação entre a incidência de pneumonia hospitalar com o uso de IBPs e antagonistas de receptores H2. Em 2.219 pneumonias hospitalares identificadas, 52% destes pacientes receberam terapia de supressão ácida e em 30% houve um aumento na incidência com o uso de IBP. Esta proliferação bacteriana pode ser ocasionada por um ambiente de baixa acidez gástrica, causando infecções também por Clostridium difficile, tanto em pacientes internados como em pacientes ambulatoriais.




Por outro lado, no estudo de Sarkar et al., a utilização crônica de IBPs não está associada a aumento no risco de pneumonias comunitárias, porém pode haver aumento deste risco no início do tratamento. O crescimento bacteriano está relacionado à quantidade de dias em que o pH gástrico fica acima de 4,0. Se o pH ficar abaixo de 4,0 em algumas horas, no período de 24h, o crescimento bacteriano é inibido.

A diferença na característica de IBPs e antagonistas de receptores H2 ao suprimirem a acidez gástrica está paralelamente relacionada com a incidência de infecções bacterianas. No estudo de Rodríguez et al. foram detectados 53% de infecções em pacientes tratados com omeprazol contra 17% tratados com cimetidina, demonstrando ser a acidez gástrica a primeira linha de defesa do corpo contra organismos ingeridos.

Fonte: Revista Online IPOG

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