Hipogonadismo Feminino


O hipogonadismo feminino pode ser caracterizado quando as mulheres produzem menor quantidade de estrogênio e progesterona, ou deixa de produzi-los. A doença não tem cura, apesar de haver tratamento. Geralmente, o hipogonadismo é diagnosticado durante a puberdade.

A doença pode ser classificada em dois tipos, o primário e o secundário. O primeiro é chamado de hipergonadotrófico, que é caracterizado pelos ovários não estarem funcionando como deveriam. Já o hipogonadotrófico, ou secundário, é caracterizado pelas partes específicas do cérebro que controlam os ovários não estarem funcionando corretamente.

Entre as causas congênitas, a síndrome de Turner é a mais comum entre as pessoas do sexo feminino. Além disso, há outras causas que podem levar ao hipogonadismo feminino, como: Emagrecimento constante (principalmente em atletas); Doenças autoimunes; Hemocromatose, doença em que o organismo deposita ferro nos tecidos causando defeitos nas gônadas ou na hipófise; Cirurgia e radiações que possam causar alterações na função gonadal.




Os sintomas do hipogonadismo feminino são diferentes conforme a idade da paciente. Antes da puberdade, os sintomas costumam ser ausência da menstruação, baixa estatura e pouco desenvolvimento das mamas. Após a puberdade, costumam ocorrer ondas de calor, perda de polos no corpo (axilas e pelos pubianos), diminuição da libido, perda de massa muscular e outros.

O tratamento do hipogonadismo feminino pode ser feito de três formas: Reposição hormonal com progesterona e estrogênio, cirurgia ou estimulação da ovulação. Diante da diminuição da libido, o médico pode receitar testosterona em baixos níveis.

Fonte: minutosaudavel.com.br

O Farmacêutico e as Vendas


A polêmica quando o assunto é o conflito existente entre o papel do farmacêutico como profissional de saúde e o papel que o seu empregador lhe atribui para lidar com vendas já é bastante conhecido. A intenção deste texto não é, portanto, mostrar a alguém que isso existe ou dividir opiniões.

A ideia pretendida é a de apresentar, por meio de um exemplo, o desequilíbrio que há entre a maneira como o farmacêutico pode contribuir com os números que uma empresa precisa alcançar e o exercício de suas atribuições, tendo em vista a responsabilidade sanitária. O objetivo é o de que possamos cada vez mais prezar pelo equilíbrio e atribuir o valor que é justo a todos.

Quando um cliente pede um medicamento ao farmacêutico e este lhe transmite a orientação de que o produto está em falta no mercado, mostrando as opções disponíveis, ele está cumprindo o seu papel. Diga-se de passagem, ao agir assim ele busca atender à necessidade do cliente e também a da empresa. O cliente precisa do produto e a empresa precisa vendê-lo. Ponto.

Ocorre que o profissional de saúde atuante atrás de um balcão já está tão rotulado como mais um vendedor ou atendente, que o cliente julga a informação dele ser de interesse comercial da empresa, ao invés de um auxílio prestado por alguém capacitado e atualizado.




O farmacêutico, neste momento, diz que o medicamento procurado está em falta no mercado por um determinado motivo e mostra existir a opção de um genérico, mas o cliente pensa que o profissional não quer perder a oportunidade de um venda, buscando oferecer apenas o que ele tem ali.

Não raramente, este cliente demonstra expressão de desconfiança e decide se retirar do estabelecimento sem efetuar a compra. Ele vai procurar o medicamento pretendido em outro local e vai ouvir a mesma informação, até perceber que é verdade e então acabar comprando o genérico lá pela terceira drogaria em que entrar.

Com isso todos perdem e é consequência de como as empresas privam o farmacêutico de seu verdadeiro papel, deixando de haver o respeito pelo que este profissional tem a dizer. Não vejo como seja vantajoso tirar valor do seu próprio profissional de saúde, apenas visando vendas.

Afinal, se a população for incentivada a crer que ali existe alguém de confiança para orientação sobre sua saúde, o estabelecimento ganha mais respaldo sem perder clientes. As pessoas deixarão de ter a sensação de estar em uma loja para adquirir produtos, apenas aguardando sua vez de chegar até o balcão e apresentar a receita. Passarão a conhecer melhor o tratamento que precisam realizar, aumentando a satisfação sobre o atendimento recebido.

Não basta colocar uma máquina com carinhas felizes ou tristes no caixa para o cliente apertar um botão ao sair, julgando que isso seja o bastante para ter parâmetros sobre o próprio serviço prestado. É preciso ouvir o que as pessoas pensam e o cliente não quer ser apenas parte das estatísticas do fechamento do dia. Engana-se quem pensa que aquele que escreve estas palavras não seja também um cliente. Todos somos.


Será que a sibutramina corre novo risco de sair do mercado?


De acordo com os resultados obtidos em um estudo realizado em 2010, a European Medicines Agency (EMEA), recomendou a suspensão da venda da sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cardiovasculares. No Brasil, no ano de 2009, apesar de 37 notificações ocorridas, o medicamento continuava a ser vendido, mesmo com ressalvas da ANVISA.

Em 2011, entretanto, a sibutramina foi proibida, deixando os pacientes e médicos verem o espectro terapêutico para a doença ficar limitado a dietas, exercícios e recursos cirúrgicos.

Em setembro de 2014, o plenário do senado aprovou um projeto de decreto legislativo para suspender a resolução da ANVISA que proibiu a comercialização de inibidores de apetite feitos à base de anfetamina.




Como a sibutramina também é capaz de melhorar o perfil lipídico do usuário e consequentemente reduzir o peso, ela pode ser responsável pela diminuição das comorbidades associadas à obesidade. A comercialização voltou a ocorrer e atualmente vigora a Lei que permite a prescrição.

No entanto, em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da Lei 13.454/2017 para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País.

Será que teremos mais um episódio de idas e vindas da sibutramina ou tudo continuará como está, apesar de ainda existirem opiniões contrárias a este tratamento?

Se o Farmacêutico se cansa de drogaria, o que ele faz?


O momento no qual vivemos, quando o assunto é a vida profissional, definitivamente não é dos melhores. Não me refiro somente à profissão farmacêutica, pois é evidente que muitos estão com dificuldades, inclusive abdicando de suas profissões para tentar caminhos alternativos ou mesmo sem uma fonte de renda.

No caso do farmacêutico, entrentanto, a minoria da classe está satisfeita com os resultados que tem para colher daquilo que plantou. Poucos são os que estão fazendo realmente o que pretendiam fazer, já que a maior parte dos profissionais atua simplesmente naquilo que teve a chance de pegar para não ficar sem nada. Por via de regra, drogaria para atuar com venda de medicamentos.

Devido às jornadas de trabalho extenuantes e ao salário oferecido, que fica abaixo das expectativas, muitos são os que gostariam de mudar de área, porém observando que não resolve muito apresentar a experiência de drogaria para isso, uma vez que esta experiência tende a conduzir o profissional a continuar fazendo o que já sabe fazer.




Cursar uma pós-graduação tampouco se apresenta como solução infalível, uma vez que não são poucos os que investiram em matrícula e mensalidades de uma especialização para depois terem o seu diploma arquivado e seguirem atuando com a venda de medicamentos.

Então, o que o farmacêutico pode fazer? É claro que alguém poderá dizer (com dose de razão) que, em tempos complicados, ter uma profissão e conseguir exercê-la já é vantajoso. Sim, mas e todas as possibilidades ao alcance do farmacêutico, tal como foram apresentadas a ele nos tempos de sua graduação? Os professores exageravam para fazer os alunos sonharem mais alto do que era possível?

Será que o farmacêutico que não possui costas largas está fadado a fazer o que não desejava e, no fim, ter que simplesmente ser grato por ter um emprego? Quais as alternativas reais para construir um novo caminho sem abrir mão da profissão?

Haverá os críticos a esta reflexão, mas devemos considerar que não existe o mesmo espaço para todos e que as oportunidades não são as mesmas, porém todos precisam adquirir meios para o seu sustento e suas realizações. É justo que isso ocorra com certa dose de satisfação e não apenas com gratidão por não passar fome. Que sejamos mais unidos e saibamos construir/propor caminhos.

Novo antibiótico no mercado latino


A Eurofarma e a Summit Therapeutics (empresa à frente do desenvolvimento de terapias avançadas para Distrofia Muscular de Duchenne e infecção por Clostridium difficile (CDI) realizaram um acordo de comercialização e licença exclusiva que concede os direitos de desenvolvimento do antibiótico de precisçao Ridinilazole pela Eurofarma na América Latina.

O medicamento é um antibiótico específico que tem potencial de terapia de linha de frente para tratar a infecção inicial, presevar os microbiomas dos pacientes e reduzir a taxa de CDI recorrente. Em uma prova de fase 2 de estudo, o ridinilazole demonstrou superioridade estatística nas taxas de resposta clínica sustentada em relação ao medicamento padrão de tratamento. Espera-se que os estudos clínicos de Fase 3 do ridinilazole se iniciem neste ano.




“O acordo, combinado com a recente celebração de contrato de até $62 milhões da agência governamental BARDA dos EUA, apoiará o programa clínico de Fase 3 e desenvolvimento regulatório do ridinilazole. Essas parcerias endossam o potencial do ridinilazole no tratamento de CDI, e nos incentiva um pouco mais para levar esse antibiótico aos pacientes”, comenta o diretor executivo da Summit, Glyn Edwards.

A Eurofarma será responsável pela obtenção da aprovação regulatória no Território Licenciado. A Summit mantém a total responsabilidade pelo desenvolvimento clínico do ridinilazole em todos os países, e é responsável pela obtenção de aprovações regulatórias em todos os países fora dos territórios licenciados da Eurofarma.

Fonte: Guia da Farmácia

Efeito do álcool sobre anticoncepcionais


É comum os pacientes terem dúvida sobre como o álcool interage com medicamentos. Afinal, ao ingerir bebida alcoólica, o efeito do fármaco diminui, aumenta ou pode causar problemas à saúde?

Há uma situação diferente para cada classe de medicamentos quando o álcool é ingerido pelo(a) paciente em tratamento, portanto não há uma resposta genérica à questão.

No caso dos anticoncepcionais, trata-se de medicamentos compostos por moléculas esteroides, tal como ocorre com os anabolizantes e corticoides. O fármaco, após ingerido, permanece no organismo por aproximadamente 24h, sendo eliminado somente após este período.




Se a mulher ingerir bebida alcoolica, entretanto, a duração do efeito pretendido pode ser reduzido à metade, devido à indução hepática que irá acelerar a metabolização do medicamento. A consequência disso é que a mulher pode optar por ter relação sexual sem preservativo, acreditando estar protegida pelo medicamento sem de fato estar.

Recomenda-se a redução do consumo de bebida nos primeiros seis meses de uso do anticoncepcional, para que o tratamento hormonal não sofra prejuízo. Ao haver dúvida sobre como proceder, o assunto não deve deixar de ser abordado com o prescritor.

Fonte: guiadafarmacia.com.br

Atualização nos medicamentos de referência


No último dia 28, a Anvisa atualizou a lista B dos medicamentos de referência. Este é o grupo de medicamentos que contenham dois ou mais insumos farmacêuticos ativos em uma única forma farmacêutica.

Segue link para consulta: Lista B


Fortaleza aprova Projeto de Lei que exige equipe de enfermagem nas farmácias


A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou, no mês passado, o Projeto de Lei 039/2018, de autoria do vereador Márcio Cruz (PSD), que dispõe sobre a obrigatoriedade da equipe de enfermagem nas farmácias e drogarias que prestam serviço de vacinação na capital cearense.

A lei municipal, criada a partir da mobilização do Conselho Regional de Enfermagem do Ceará (Coren-CE), visa garantir a segurança do paciente e assegurar as prerrogativas da Enfermagem com base no Decreto 94.406/87, que regulamenta a lei do exercício da profissão, e vai de encontro à defesa da categoria diante do RDC 197/2017, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autoriza farmácias a comercializarem vacinas sem a presença dos profissionais da enfermagem.




A legislação proposta pelo Coren-CE leva em conta, ainda, o Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação, do Ministério da Saúde. O texto normativo afirma que as atividades da sala de vacinação são desenvolvidas pela equipe de enfermagem treinada e capacitada para os procedimentos de manuseio, conservação, preparo e administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação.

A Presidente do Coren-CE, Ana Paula Brandão, celebra a conquista e informa que o órgão cearense pretende levar a proposta de Lei para as demais cidades do Estado. “É necessário que, quanto Conselho, nós possamos fiscalizar a aplicabilidade das normas referentes ao exercício da profissão, portanto, não iremos medir esforços em mobilizar os Legislativos para que criem suas leis em cada um dos municípios”, assegurou a presidente.

Fonte: Cofen

Quatro novos genéricos são autorizados


A Anvisa autorizou a comercialização de quatro medicamentos genéricos inéditos no País.

Um deles é o Entricitabina combinado com Fumarato de Tenofovir, produto que será usado para o tratamento de pessoas vivendo com HIV. O medicamento de referência é o Truvada, cujas indicações incluem a profilaxia pré-exposição (PReP), usada para diminuir o risco de infecção pelo vírus.

O segundo item é o Perindopril-Erbumina combinado com Indapamida, indicado para o tratamento da hipertensão arterial. Outro produto aprovado é o Bilastina, indicado para o tratamento sintomático de rinoconjuntivite alérgica e urticária.




Completando a lista, há o Undecilato de Testosterona. Ele terá uso em terapias de reposição de hormônio sexual em homens que apresentam hipogonadismo primário e secundário.

Fonte: Diário da Saúde

Qual a validade dos medicamentos após abertos?


A data de validade de um medicamento pode sofrer diminuição quando a sua embalagem primária é violada. Para maior compreensão, vejamos o que são as embalagens primárias.

Embalagem primária é aquela que está em contato direto com o conteúdo durante todo o tempo. Considera-se material de embalagem primária: ampola, bisnaga, envelope, estojo, flaconete, frasco de vidro ou de plástico, frasco-ampola, cartucho, lata, pote, saco de papel e outros.

O prazo de validade é o tempo em que o produto pode ser utilizado, correspondente ao período de tempo no qual a preparação permanece estável quando armazenada sob as condições recomendadas pelo fabricante. Esse prazo deve ser indicado nas embalagens primárias e secundárias. Quando citado o mês e o ano, entende-se como vencimento do prazo o último dia do mês.




Ao abrir a embalagem (especialmente a primária) do medicamento para uso, este adquire a característica de um medicamento extemporâneo. Ou seja, as condições de exposição, manuseio, uso e armazenamento podem envolver fatores de risco que não foram avaliados nos estudos de estabilidade.

Por isso, após a abertura, o produto passa a ter uma data limite para uso, que pode variar entre horas, dias e meses, dependendo do fármaco, dos componentes da formulação, do tipo de forma farmacêutica, do processo de manipulação, entre outros.

Neste caso, é recomendado que o novo prazo de validade não exceda a 25% do tempo restante entre a data do fracionamento e o prazo de validade original e que o tempo máximo deste não seja maior do que seis meses. Exemplo: se um xarope tem um ano de validade e é submetido ao fracionamento, seu novo prazo de validade poderá ser de até três meses (25% de 12 meses).

Fonte: Guia da Farmácia

O uso de esteroides anabólicos androgênicos (EAA)


Esteroides anabólicos androgênicos (EAA) sintéticos derivados da testosterona foram desenvolvidos com o propósito de se obter fármacos capazes de produzir aumento na síntese proteica (efeitos anabólicos) com menor grau de virilização (efeitos androgênicos). Centenas de compostos têm sido sintetizados, porém nenhum deles, até o momento, apresenta-se totalmente desprovido de atividade androgênica.

Frente aos inúmeros efeitos adversos indesejáveis que invariavelmente produzem, a utilização terapêutica destes compostos é rigidamente restrita a casos de hipogonadismo masculino, síndrome de Turner, tumor de mama, pré-menopausa, estados catabólicos graves e certos tipos de anemias refratárias a outras terapias.

No meio esportivo, no início dos anos 50, fisiculturistas e halterofilistas foram os primeiros a utilizar EAA, com o objetivo de melhorar a estética corporal e o desempenho atlético. Este uso vem aumentando desde a década de 70, alastrando-se, também, entre indivíduos praticantes de outras modalidades esportivas.




Atualmente, no panorama internacional, o consumo não médico dos EAA vem alcançando proporções alarmantes, atingindo outros segmentos da população, como freqüentadores de academias de ginástica e até estudantes de nível médio No Brasil, a prática da musculação tornou-se muito freqüente, principalmente entre adolescentes.

O uso disseminado de EAA é um problema extremamente sério, pois se trata de compostos de pronunciada toxicidade, utilizados indiscriminadamente e de maneira empírica.

Entre os efeitos adversos mais observados no sexo masculino estão: aumento da libido, alteração do humor, agressividade e o aparecimento de acne e ginecomastia. No sexo feminino, temos: atrofia das mamas, aumento do clitóris, aumento da quantidade de pelos, engrossamento da voz ou rouquidão, irregularidades no ciclo menstrual, aumento da libido e aparecimento de acne.

Fonte: Scielo

Os remédios mais vendidos do Brasil


A Anvisa divulgou, no final de dezembro de 2017, um relatório completo com os dados de comercialização de remédios em todo o país durante o ano de 2016. No total, foram vendidos 4 bilhões de medicamentos, com um faturamento total de 63 bilhões de reais.

Em relação aos princípios ativos que, sozinhos, são os mais lucrativos, a lista de campeões conta o trastuzumabe (para câncer de mama), o sofosbuvir (para hepatite C), a vacina contra a gripe, o adalimumabe (para artrite reumatoide) e o cloreto de sódio (para o reestabelecimento de fluidos e eletrólitos após vômitos e diarreias), respectivamente.

A seleção dos mais vendidos por unidade tem o cloreto de sódio, a losartana potássica (para hipertensão) e a dipirona (para dor e febre) no pódio, com mais de 100 milhões de caixinhas distribuídas.




Logo atrás, com 50 a 100 milhões unidades negociadas, estão listadas a metformina (para o diabetes tipo 2), o paracetamol (para dor e febre), a nimesulida (para dor e inflamação), a hidroclorotiazida (para hipertensão), o levonorgestrel (pílula anticoncepcional), o ibuprofeno (para dor e febre) e a levotiroxina (para o hipotireoidismo). Essa é a segunda publicação de um relatório do tipo pela Anvisa.

Segundo os diretores da entidade governamental, o objetivo é trazer mais transparência aos dados da indústria farmacêutica no país. Você pode conferir todas as informações neste link. Estes dados, provenientes da Anvisa, desmistificam fontes menos confiáveis que todos os anos colocam a nafazolina no topo das vendas.

Fonte: saude.abril.com.br

Projeto de lei pode autorizar venda de medicamentos fora de farmácias


O Projeto de Lei 9482/18 reacende a discussão sobre a venda de Medicamentos Isentos de Prescrição Médica (MIPs). Com esse projeto, a Câmara dos Deputados pode liberar o comércio para além das farmácias. O texto, que divide opiniões, pode diminuir até 25% o custo dos medicamentos, mas incentivaria o consumo irresponsável de fármacos.

De autoria do deputado federal Ronaldo Martins (PRB/CE), o texto propõe alteração no 6º artigo da Lei nº 5.991/73, que determina que somente farmácias, drogarias, postos de saúde e dispensários de medicamentos estão autorizados a comercializar produtos farmacêuticos.

“Os supermercados têm avançado sobre muitos setores, como por exemplo açougues, mas nenhum destes são comparáveis em relação ao risco na venda de medicamentos”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto.




Para ele, a ausência de um profissional especializado poderia causar um uso indiscriminado de medicamentos. “Na prática, o projeto está banalizando o produto e propondo uma venda sem assistência”, diz Barreto.

Fonte: Guia da Farmácia

Significado da tarja nos medicamentos


Tarja vermelha sem retenção da receita

Esse grupo de medicamentos é vendido apenas com prescrição médica. Eles possuem diversas contra-indicações e podem acarretar alguns efeitos nocivos. A tarja vermelha vem com a seguinte impressão: “venda sob prescrição médica” e só com a apresentação dessa que eles podem ser vendidos (ao menos na teoria).

Tarja vermelha com retenção da receita

Nesse caso, além de apresentar a receita médica, ela precisa ser retida pelo farmacêutico. São conhecidos como medicamentos controlados e só são comercializados mediante o receituário de cor branca. São medicamentos psicotrópicos, que podem causar dependência e trazer muitos efeitos colaterais, além de contra-indicações. Em sua tarja vermelha virá escrito: “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de receita”.




Tarja preta

São os medicamentos de maior controle e podem apresentar muitos efeitos colaterais e reações adversas. Possuem ação sedativa ou com impacto no sistema nervoso central, também sendo do grupo dos psicotrópicos. A sua venda é condicionada à apresentação de notificação de receita na cor azul ou amarela. A tarja terá a seguinte impressão: “venda sob prescrição médica – o abuso desse medicamento pode causar dependência”.

Tarja amarela

Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição “Medicamento Genérico”.

Não tarjados

Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) apresentam poucos efeitos colaterais ou contra-indicações, desde que usados corretamente e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. Os MIPs são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores (resfriados, azia, má digestão, dor de dente, etc.).

Fonte: hipolabor.com.br

Riscos do Paracetamol x Riscos da Dipirona


Paracetamol

Também conhecido em outros países como acetaminofeno, é bastante usado quando o paciente apresenta dor ou febre. Como há uma grande quantidade de médicos que prescrevem esse medicamento para diversas patologias, o uso se popularizou e as pessoas passaram a associar o remédio a determinados sinais e sintomas, administrando-os por conta própria.

O grande problema dele é o fato de ter um efeito analgésico não muito eficiente e, como consequência, as pessoas acabam ingerindo mais do que o permitido, chegando a uma superdosagem (4.000 mg ao dia, ou seja, cerca de 5 a 6 comprimidos de 750 mg cada). Essa superdosagem, por sua vez, pode levar a uma lesão hepática que, dependendo da gravidade, só se resolve com um transplante.




Dipirona

Ela tem ficado em segundo lugar na escolha dos profissionais quando se trata febre e dores. Isso porque a dipirona apresenta mais efeitos colaterais, como proporcionar sensação de fraqueza e redução rápida da temperatura corporal. Podem até mesmo prejudicar o processo de cicatrização e, portanto, não são indicadas para os portadores de diabetes. Outro fator que faz a dipirona ser prejudicial para os diabéticos é o fato de conter açúcar.

A dipirona possui reações adversas do tipo B, ou seja, reações graves, muitas vezes irreversíveis, e apresentam alto índice de mortalidade. Além disso, enquanto grande parte das reações adversas com o paracetamol ocorrem em superdosagens, na dipirona podem ocorrer na dosagem terapêutica, aquela que é indicada como a normal e ideal para cada caso.

Fonte: hipolabor.com.br

Anticolinérgicos são associados ao risco de demência


Um relatório publicado no JAMA (The Journal of the American Medical Association) traz fortes evidências de uma ligação entre o uso a longo prazo de medicamentos anticolinérgicos, como escopolamina ou atropina, e a demência.

Os anticolinérgicos antagonizam a ação da acetilcolina, substância responsável por transmitir mensagens no sistema nervoso. No sistema nervoso central, a acetilcolina está envolvida no aprendizado e na memória. No sistema periférico, estimula as contrações musculares.

Além dos fármacos classificados especificamente como anticolinérgicos, há de se considerar ainda alguns anti-histamínicos, antidepressivos tricíclicos e fármacos utilizados no controle de bexiga hiperativa.

Uma equipe liderada por Shelley Gray, da Universidade de Washington (EUA), acompanhou cerca de 3.500 homens e mulheres com 65 anos de idade ou mais que participaram do Adult Changes in Thought (ACT), um estudo de longo prazo conduzido pela universidade e por um sistema de saúde da cidade de Seattle, chamado Grupo Saúde.




A equipe usou os registros farmacêuticos do Grupo Saúde para determinar todos os medicamentos, tanto prescritos como de venda livre, que cada participante tomou ao longo de um período de 10 anos. Após este período, quando a ingestão de remédios foi rastreada, a saúde dos participantes foi monitorada por uma média de sete anos. Do total de voluntários, 800 desenvolveram demência.

Quando os pesquisadores examinaram o uso de anticolinérgicos, descobriram que as pessoas que usavam esses medicamentos tinham uma probabilidade muito maior de desenvolver demência do que aquelas que não as usavam. Além disso, o risco de demência aumentou juntamente com a dose cumulativa.

Fonte: The Journal of the American Medical Association

Aprovação de genérico inédito para tratar Hepatite C


A Anvisa publicou na semana passada o registro de um medicamento genérico inédito destinado ao tratamento de infecções causadas por hepatite C crônica. O Sofosbuvir, que será utilizado como um componente da combinação do regime de tratamento antiviral, atua como inibidor da polimerase NS5B, enzima essencial para a replicação do vírus que provoca a doença.

De acordo com a Anvisa, a aprovação do Sofosbuvir deve reduzir os custos do tratamento, pois os medicamentos genéricos entrarão no mercado com valor, no mínimo, 35% menor que o do produto de referência.

Até o momento, não havia genéricos do medicamento Sofosbuvir, que está no mercado com o nome comercial Sovaldi, registrado pela empresa Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. O registro aprovado pela Anvisa foi concedido à empresa Blanver Farmoquimica e Farmacêutica S.A.

Fonte: Anvisa


O cliente quer discutir com a receita vencida. E agora?


Não é tão raro acontecer de o cliente chegar à drogaria com uma receita vencida, principalmente de um antimicrobiano (validade de 10 dias a partir da data da prescrição), e então o farmacêutico precisar informar que não é autorizado a vender o medicamento prescrito.

Neste momento, o cliente pode então dizer: "quero ver a lei onde está escrito o que você diz". Como vocês interpretam isso? É apenas um direito que o cliente exerce para se certificar da informação que está recebendo ou falta respeito por não dar crédito à informação transmitida oralmente por um profissional de saúde capacitado para exercer aquele papel?

Este cliente que se contraria com a informação transmitida pelo farmacêutico poucas vezes leva em conta que, se fosse para esbrajevar com alguém, precisaria ser com o prescritor, afinal este emitiu uma receita e não informou as condições para aquisição do medicamento.

As leis que o farmacêutico segue não são criadas por este profissional e tampocuo devem ser exercidas somente por ele. São leis elaboradas por um órgão regulador da saúde no país e, portanto, todos os profissionais de saúde devem submeter-se a elas para realizar o seu trabalho.




Se o prescritor desconhece uma lei que regula o seu ofício, então ele precisa reconsiderar sua conduta. Se ele deixa de passar orientações necessárias ao paciente para aquisição de seu tratamento na farmácia, igualmente precisa reconsiderar sua conduta.

Enquanto isso, o farmacêutico tolera o mau humor do cliente que não consegue o tratamento por não ter recebido informação de quem precisava receber. Óbvio que ele não ficará feliz ao ser informado somente quando chega na farmácia e já não pode mais utilizar a prescrição que tem em mãos.

O cliente pede então ao farmacêutico, ou melhor, algumas vezes exige, que a lei seja mostrada a ele. O farmacêutico pode até ter a lei impressa e mostrá-la a este cliente, o qual aceita o que foi dito após ver a informação escrita e se retira do estabelecimento, vendo que está sem razão para discutir.

Qual a vantagem para o farmacêutico? Satisfação por ganhar uma discussão? Não, insatisfação por precisar discutir em função do trabalho incompleto de outro e por não ser respeitado pelo que diz como profissional, precisando provar com um papel que a sua instrução está correta.


Dicas para armazenar medicamentos em segurança


Alguns medicamentos são sensíveis à luminosidade, à umidade ou ao calor. Por isso, conserve sempre em local fresco e seco, ao abrigo da luz; evite armazenar no armário do banheiro ou em cima da geladeira.

Outros medicamentos, como alguns antibióticos, precisam ser guardados na geladeira. Neste caso, o local ideal é no centro da geladeira, e não na porta, onde há maior variação de temperatura. Também não use o congelador ou alguma área próxima dele.

A partir do momento que você abre uma solução ou suspensão seu prazo de validade é afetado. Por isso, siga sempre as recomendações da bula e jamais guarde frascos abertos de antibiótico para uma futura ocasião. Respeite o prazo de validade de todos os medicamentos.




Medicamentos sob prescrição que eventualmente sobrem após um tratamento não devem ser reaproveitados. Foram indicados para uma condição médica específica.

No caso de uma viagem de avião, leve sempre seu medicamento na bagagem de mão. Assim você evita oscilações muito grandes de temperatura, tanto muito frias quanto muito quentes, que podem prejudicar o produto.

Mantenha sempre os medicamentos longe de outros produtos químicos, como perfumaria, cosméticos ou produtos de limpeza.

Mantenha medicamentos sempre longe do alcance de crianças e animais domésticos. Isso inclui não deixar medicamentos soltos em gavetas ou lugares de fácil acesso.

Fonte: eurofarma.com.br

Beta-bloqueadores podem aumentar mortalidade em diabéticos


O uso de betabloqueadores pode estar associado a um aumento do risco de mortalidade em pacientes com diabetes, particularmente entre aqueles que têm doença arterial coronariana (DAC), sugere uma nova pesquisa.

Os resultados, de dados prospectivos de coorte do US National HealthNutrition Examination Survey 1999–2010, foram publicados na edição de abril da Mayo Clinic Proceedings por Dr. Tetsuro Tsujimoto, do Departamento de Diabetes, Endocrinologia e Metabolismo do Center Hospital, Tóquio (Japão), e colaboradores.

Entre quase 3 mil participantes com diabetes, a mortalidade por todas as causas ao longo de cinco a seis anos foi significativamente maior naqueles que usaram betabloqueadores do que naqueles que não usaram, com um efeito ainda mais pronunciado entre aqueles com DAC.




Por outro lado, entre quase 15.000 participantes sem diabetes que tiveram DAC, a mortalidade por todas as causas foi significativamente reduzida entre aqueles que usavam betabloqueadores em relação àqueles que não usavam.

Foi demonstrado que os bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos melhoraram a sobrevida em pacientes após infarto do miocárdio (IM) e naqueles com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) devido à disfunção sistólica do ventrículo esquerdo.

Mas, além disso, Dr. Tsujimoto e colaboradores observam que "nunca foi demonstrado que os betabloqueadores melhoram a sobrevida em todos os outros pacientes com DAC estável na ausência de IM ou ICC sem disfunção sistólica. Além disso, a eficácia dos betabloqueadores em pacientes diabéticos com DAC/ICC permanece desconhecida".

Fonte: cff.org.br

Quando o cliente pode trocar o medicamento adquirido?


Quando a troca é possível: O Código de Defesa do Consumidor – CDC,  que estabelece normas de proteção do consumidor, descrito na Lei 8.078/90, assegura ao consumidor que em casos de medicamentos dispensados em que o paciente verifique posteriormente um desvio de qualidade, o estabelecimento farmacêutico deverá obrigatoriamente aceitar a devolução e dar direito ao cliente de escolher entre: substituir o medicamento (por outro) da mesma espécie em perfeitas condições de uso; restituir de forma imediata a quantia paga ou realizar o abatimento proporcional do preço no momento da compra.

Quando a troca não é possível: Caso o cliente opte em devolver o medicamento por não querer mais o produto ou por necessidade de interrupção do tratamento, a farmácia não tem a obrigação de aceitar a devolução. Para os medicamentos controlados, de acordo com duas normas sanitárias: o artigo 44 da Portaria SVS/MS 344/98 e o artigo 90 da Portaria SVS/MS 6/99 informam que, nesses casos, o consumidor deve encaminhar o medicamento controlado à Vigilância Sanitária da sua região.




O maior motivo para que medicamentos não possam ser trocados com tanta facilidade, como celulares e outros produtos, é que existe o chamado risco sanitário, que preza pela segurança da saúde do próprio consumidor. Essa situação se torna efetiva, por exemplo, quando o consumidor do medicamento, após efetuar a compra do produto e ao sair da farmácia ou drogaria, tira do farmacêutico, que deve zelar pelo bom condicionamento do medicamento, a responsabilidade por aquele item.

Fonte: Anvisa

Descontinuação de Cepacaína®


A Sanofi informa a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento Cepacaína® (1,466 mg de cloridrato de cetilpiridínio monoidratado + 10 mg benzocaína), indicado para o alívio rápido e temporário das dores e irritações da boca e da garganta provocadas por faringites (inflamação da faringe), amigdalites (inflamação da garganta), estomatites (inflamação da mucosa da boca) e outras indicações.

Fonte: sanofi.com.br


Imunoglobulina G


A imunoglobulina G, ou IgG, é um anticorpo pertencente à categoria das gamaglobulinas. Presentes essencialmente no soro e no líquido intersticial, as imunoglobulinas G representam perto de 80% dos anticorpos que circulam no corpo humano.

Fornece proteção contra vírus, bactérias e toxinas e é a única imunoglobulina que atravessa a placenta. A IgG é particularmente importante na resposta secundária do sistema imunológico. Quando o sistema imunológico é exposto a um antígeno pela primeira vez, inicia-se a resposta primária com elevação de IgM e, logo em seguida, de IgG.

A IgG retém a memória do antígeno, de forma que nas próximas vezes em que o sistema imunológico tomar contato com este antígeno, a resposta será imediata.




Valores aumentados nos seguintes casos: Mieloma; Doenças infecciosas; Doença hepática; Linfomas; Esclerose múltipla; Neurosífilis; Doença parasitária; Febre reumática; Artrite reumatóide; Sarcoidose; Síndrome de Sjögren; Desnutrição grave; Lúpus eritematoso sistêmico; Uso de medicamentos: carbamazepina, clorpromazina, fenitoína, ácido valpróico e outros.

Valores diminuídos nos seguintes casos: Agamaglobulinemia; AIDS; Infecções bacterianas; Deficiência imunológica humoral; Leucemia; Aplasia linfoide; Pré-eclampsia.

Fonte: medicamentosesaude.com

Eficácia do formoterol na reversão imediata do broncoespasmo


Os b2-agonistas inalatórios desempenham um papel importante no tratamento da asma, devido ao seu excelente efeito broncodilatador. Os b2-agonistas de curta ação, salbutamol e fenoterol, são habitualmente empregados na reversão das crises agudas de broncoespasmo. Já os broncodilatadores formoterol e salmeterol têm um efeito broncodilatador prolongado, sendo classificados como b2-agonistas de longa ação.

Um estudo demonstrou que o formoterol liberado através de inalador de pó seco apresenta um rápido início de ação broncodilatadora, comparável à do fenoterol spray. O grau de broncodilatação alcançado por pacientes submetidos a broncoespasmo induzido por metacolina foi praticamente idêntico comparando-se a administração de formoterol por inalador de pó seco com a de fenoterol por nebulímetro pressurizado.

Na literatura internacional encontram-se poucos trabalhos comparando o efeito do formoterol na reversão imediata do broncoespasmo em relação aos b2-agonistas de curta ação. O presente estudo é um dos poucos a utilizar o fenoterol em comparação ao formoterol, além de apresentar uma amostragem de pacientes maior em relação aos estudos anteriores.




Dentre os b2-agonistas de longa ação, o formoterol é o que apresenta início de ação mais rápido. Os resultados obtidos neste estudo estão de acordo com as conclusões encontradas na literatura.

Alguns autores, em estudo randomizado com dezesseis pacientes asmáticos, compararam a velocidade e o grau de broncodilatação obtidos com o uso de 12ug e 24ug de formoterol liberado por inalador de pó seco com 400ug de salbutamol liberado por nebulímetro pressurizado após broncoespasmo induzido por metacolina, e não encontraram diferença significativa entre os grupos

O efeito broncodilatador imediato do formoterol também está associado à escolha do dispositivo inalatório empregado para sua administração. O inalador para pó seco apresenta deposição pulmonar superior à do spray, o que está associado a maior eficácia do produto.

A facilidade na administração do formoterol, através de um inalador de pó seco (aerolizer), permite sua utilização tanto por crianças quanto por idosos que possuam dificuldades nas manobras exigidas para o uso do nebulímetro pressurizado, o que resulta em maior aderência ao tratamento.

Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia

94% da população pode estar infectada pelo vírus causador de Herpes-Zoster


A herpes-zoster, também conhecida como cobreiro, é uma doença infecciosa que aparece quando o vírus varicela-zoster, o mesmo causador da catapora, é reativado no organismo. A condição é caracterizada por bolhas cheias de líquido na pele que podem surgir em diversas partes do corpo, unilateralmente, ou seja, em apenas uma faixa de um dos lados do corpo.

Em uma entrevista para a reportagem da rede BBC, Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, afirma que a população brasileira é muito exposta ao varicela-zóster e que 94% está infectada com o vírus, mesmo sem saber.

Geralmente adquirido na infância - momento em que a maioria dos brasileiros manifesta as feridas clássicas e a coceira da catapora -, ele pode ficar anos dormente no organismo e "acordar" a qualquer fase da vida. Quando desperta, o vírus faz surgir dolorosas bolhas pelo corpo.




"O vírus fica alojado em gânglios nas regiões do tórax ou do abdômen e um dia, por causa da queda da imunidade ou porque a pessoa está mais velha, ele aparece como herpes-zoster", explica a médica.

De modo geral, a lesão cutânea gerada pela doença regride sozinha, mesmo sem tratamento, entre 7 e 10 dias, mas o tratamento completo é importante para evitar complicações.

Quem sofre de baixa imunidade grave pode precisar fazer uso de antivirais aplicados diretamente nos vasos, mas na maioria dos casos o tratamento é feito com associação de medicamentos tópicos e orais.

Fonte: vix.com

Greve faz com que hospitais já registrem falta de medicamentos e pode haver risco aos pacientes


Com a greve dos caminhoneiros completando seu quarto dia, alguns dos principais hospitais privados do País já começam a registrar falta de medicamentos e insumos necessários para o atendimento a pacientes.

Nesta quinta-feira (24), três entidades que representam o setor emitiram comunicados alertando para o risco da situação e pedindo aos grevistas que liberem da paralisação caminhões que transportam medicamentos e oxigênio.

A Confederação Nacional de Saúde (CNS) informou, em nota, que estabelecimentos de saúde já sofrem "falta de gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros produtos vitais para a manutenção dos serviços, bem como para a segurança dos pacientes".




A entidade diz que "não se opõe a nenhuma manifestação", mas apelou aos manifestantes que liberem os veículos que transportam materiais médicos para que a reivindicação da categoria "não coloque em risco a saúde do cidadão".

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que representa 24 centros de saúde de referência no País, como os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, solicitou às lideranças do movimento grevista que cargas de gases medicinais, como oxigênio, medicamentos e outros insumos "sejam liberados do embargo estabelecido".

Alguns dos hospitais associados já detectam "queda substancial dos estoques e iminente falta de insumos nas instituições de saúde", situação que pode ameaçar o bem-estar e a vida dos pacientes atendidos.

Fonte: noticias.uol.com.br

Farmácia Popular discute inclusão do enfermeiro como prescritor


O Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou ao Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS), nesta quarta-feira (24/5), proposta para a inclusão dos enfermeiros como prescritores do Programa Farmácia Popular.

A Anvisa reconhece a atribuição do enfermeiro sobre a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, conforme a Lei 7498/86. A prescrição também está referendada por portarias do Ministério da Saúde, e é uma realidade consolidada na atenção básica.

“A proposta busca resolver um impasse. A legislação permite a prescrição de medicamentos por enfermeiros, mas a prescrição não é aceita na Farmácia Popular, que distribui remédios gratuitamente ou com redução de até 90% no preço de mercado, dificultando o acesso”, explica a enfermeira Carmen Lupi, integrante do GT. As prescrições são aceitas somente farmácias que integram a rede de atenção básica do município.




Carmen Lupi, Cleide Mazuela e Rachel Diniz participaram da reunião com a responsável pelo Farmácia Popular, Cleonice Gama, e equipe técnica do DAF. A reunião acordou a entrega de documentação do Ministério da Saúde, embasando a prescrição do enfermeiro, e pelo desenvolvimento de trabalho conjunto para elencar, dentre os enfermeiros inscritos, aqueles que são lotados na Atenção Básica e que são prescritores.

O curioso é ler que o "Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou ao Departamento de Assistência FARMACÊUTICA do Ministério da Saúde..." Ponto para o Cofen, mas... alô, CFF??? O farmacêutico é aquele só para ficar atrás do balcão vendo a cara feia do cliente enquanto o sistema trava? Há algo a se melhorar aí...

Fonte: cofen.gov.br

Agora é definitivo: não haverá mais Olcadil®


O medicamento Olcadil® (cloxazolam), em suas diferentes apresentações de dosagem, deixou de ser encontrado nas drogarias e o fato já havia sido noticiado por este blog.

O motivo consistiu na dificuldade para aquisição do princípio ativo, aliás, razão pela qual tampouco se conseguia o medicamento genérico. A Novartis, fabricante do produto, até então não tinha uma posição quanto à possibilidade do reabastecimento no mercado, mas agora uma decisão foi tomada e comunicada.

Em notificado disponibilizado pela empresa, é mencionada a dificuldade para que um novo fornecedor do princípio ativo pudesse atestar a manutenção da qualidade, segurança e eficácia do produto. Deste modo, sem opção para que o registro do medicamento fosse mantido, a empresa decidiu pela descontinuação definitiva.




A Novartis ainda ressalta que não há qualquer relação com a segurança ou a qualidade do medicamento já disponibilizado no mercado. Vale divulgar a informação a afim de que pacientes e médicos que ainda contavam com a possibilidade de conseguir o medicamento agora possam encontrar a melhor alternativa terapêutica.

Fonte: novartis.com.br

Receptores colinérgicos muscarínicos e nicotínicos


Receptores nicotínicos: são canais iônicos controlados por ligantes pelo mecanismo de portões e sua ativação leva a um rápido aumento na permeabilidade celular ao Na+ e K+, despolarização e excitação (abertura rápida do canal iônico). Os receptores nicotínicos são proteínas pentaméricas compostas por, no mínimo, duas subunidades distintas (α e β).

Nos humanos, oito variantes de subunidade α foram observadas e três subunidades β. Cada subunidade contém múltiplos domínios transmembrana e as subunidades individuais circundam um canal interno. Estes receptores são encontrados na periferia e na junção neuromuscular e na sinapse ganglionar, e também no cérebro, local onde a ACh é um neurotransmissor.




Receptores muscarínicos: estes são metabotrópicos e encontram-se associados a uma proteína G. Cinco subtipos de receptores muscarínicos foram detectados por clonagem molecular. Todavia, os receptores definidos farmacologicamente através da ação de antagonistas são três apenas (M1, M2 e M3).

Os receptores M1 são encontrados nos gânglios autônomos, em neurônios do sistema nervoso central e nas células parietais gástricas e aparentemente medeiam os efeitos excitatórios da ACh. Esta excitação é gerada por redução na condutância ao K+ e pela inibição dos canais de cálcio. Os receptores M2 e M3 localizam-se nas glândulas secretoras, músculo liso e no sistema nervoso central. Relacionam-se com os efeitos excitatórios da ACh.

Fonte: InfoEscola

Reativação de Apidra® (insulina glulisina)


A empresa Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que notificou à Anvisa a reativação da fabricação do medicamento Apidra® (insulina glulisina).

De acordo com a Sanofi, o procedimento foi realizado em 25 de abril de 2018 e, desde então, o mercado não está mais desabastecido do referido produto.

Fonte: sanofi.com.br


Excesso de limpeza pode ser causa de leucemia infantil


Cerca de 13 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes ocorreram no Brasil em 2017. Dentre vários tipos, o de maior incidência é a leucemia, correspondendo a 30% dos casos.

O porquê e como seres humanos tão novinhos desenvolvem essa doença gera controvérsias há décadas — possíveis causas ambientais, como radiações ionizantes, ondas eletromagnéticas ou até mesmo produtos químicos nunca apresentaram evidências concretas para serem aceitas.

Um ambiente limpo é importante, mas o “isolamento” infantil, numa tentativa de proteção, é prejudicial: segundo Mel Greaves, autor do estudo e cientista do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, o sistema imunológico se torna mais suscetível ao câncer se não tiver um contato razoável com micróbios no início da vida.




Apesar de ser uma descoberta inusitada, a conclusão do estudo também é animadora: até certo ponto, dá para diminuir as chances de câncer infantil.

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é responsável por 75% dos casos de leucemia infantil, e, felizmente, 90% das crianças que fazem um tratamento adequado se curam. Esse câncer no sangue ocorre quando linfócitos em formação na medula óssea sofrem alterações e se multiplicam de forma desordenada.

Fonte: Super Interessante

Alerta para uso indevido de melatonina


A melatonina é uma substância conhecida principalmente por sua função de regulação do sono e do sistema imunológico. No ano passado, a substância ganhou destaque por ser encontrada em farmácias de manipulação, apesar de não ser considerada oficialmente como medicamento.

Para o professor de fisiologia José Cipolla Neto, o fato de as pessoas consumirem a substância sem prescrição médica é preocupante. “Nos EUA há muitas pessoas fazendo uso indiscriminado, o que é uma tragédia, e nós estamos indo para o mesmo caminho por aqui“.

Entre os riscos causados pela melatonina está o de desenvolvimento de diabetes. Segundo Cipolla Neto, a quantidade de melatonina administrada deve ser moderada durante a noite (período de sono), caso contrário poderá causar resistência insulínica durante a manhã e provocar a doença.




Uma das indicações comuns da melatonina é a de reposição em idosos. O envelhecimento reduz naturalmente a produção da substância e, nesses casos, é recomendada a sua reposição. "Após certa idade, a glândula pineal reduz a produção de melatonina, às vezes até em 20%", afirma o médico.

No entanto, pessoas jovens vêm usando o medicamento cada vez mais cedo, em parte para combater a insônia crescente, exacerbada pela exposição prolongada a equipamentos eletrônicos. "A produção normal de melatonina só existe em condição de noite sem iluminação artificial", explica.

Fonte: Saúde Curiosa

Novo tratamento contra enxaqueca é aprovado nos EUA


Um novo passo para o tratamento de pessoas que sofrem com enxaqueca foi dado este mês, com a aprovação, nos Estados Unidos, do primeiro medicamento destinado a prevenir a forma mais grave dessas dores.

A confirmação é da própria agência regulatória FDA (Food and Drug Administration). Fabricada pela Amgen e pela Novartis, o Aimovig (erenumab-aooe) é aplicado uma vez ao mês por meio de um dispositivo semelhante ao de uma caneta de insulina.

Com indicação apenas para pacientes adultos, o fármaco bloqueia um fragmento de proteína, CGRP, que está relacionada ao gene da calcitonina, uma molécula envolvida nos ataques e na permanência da enxaqueca no paciente.




Para o vice-diretor da Divisão de Produtos de Neurologia do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA, Eric Bastings, o Aimovig é uma nova e promissora opção para reduzir o número de dias com enxaqueca. Por enquanto não há previsão para aprovação de uso no Brasil.

Fonte: Correio Braziliense

Descontinuação de Perlutan®


A Boehringer Ingelheim do Brasil disponibilizou comunicado em seu site informando a descontinuação temporária de importação do medicamento Perlutan® (algestona acetofenida + enantato de estradiol).

A ocorrência está baseada em alterações no processo de fabricação do produto, o que causará desabastecimento no mercado nacional.

A empresa esclarece que alternativas terapêuticas devem ser discutidas com o prescritor, portanto é importante que as pacientes procurem seus médicos antes de adotarem outro procedimento.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


Síndrome do Segredo - condição desenvolvida por quem sofre abuso sexual


Vítimas de abusos sexuais que não conseguem falar sobre o que passaram fazem parte de uma enorme quantidade de pacientes em consultórios psicológicos e psiquiátricos. E um grupo desses profissionais de saúde dá até um nome para essa condição: Síndrome do Segredo ou Síndrome do Silêncio.

O silêncio dessas vítimas é fruto de um fenômeno complexo. Não existe um motivo único pelo qual elas não falem. Quando o abuso acontece por parte de um conhecido ou de uma pessoa próxima da vítima, a síndrome é mais comum, dizem os especialistas.

"A vítima tem medo de que as consequências para o pai, o irmão ou o marido sejam ruins. Outro medo bastante recorrente é o de que, se decidir contar, ninguém vai acreditar nela", explica Cátula Pelisoli, psicóloga e doutora em psicologia.




Outros fatores compõem o quadro perverso do silêncio. Em muitos casos, existem ameaças por parte do abusador, vergonha da vítima pelo que aconteceu ou dependência financeira e emocional de quem perpretou a violência.

Mas o não falar também gera prejuízos emocionais, pois a vítima, segundo os especialistas, "não elabora o que viveu". "Quanto mais tempo passa, mais danos esse trauma traz para o desenvolvimento de quem foi abusado", diz Cátula Pelisoli. Depressão, síndrome do pânico, traumas sexuais e somatização do sofrimento transformado em doenças são alguns desses prejuízos.

Fonte: universa.uol.com.br

Ação que pretende proibir emagrecedores segue sem surtir o efeito pretendido


A Lei mais recente (13.454/2017) que permite a produção, venda e consumo dos emagrecedores,  atendeu a demanda de médicos especialistas e de pacientes que sofrem com a obesidade. Estes pacientes, com a proibição dos medicamentos a partir de 2011, viram o espectro terapêutico para a doença ficar limitado a dietas, exercícios e recursos cirúrgicos.

Em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da referida Lei, para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País.




No entanto, até o presente momento, a Ação proferida não surtiu o efeito desejado. A produção e comércio de emagrecedores segue ocorrendo normalmente, despertando opiniões antagônicas. Prescritores e pacientes que procuram o tratamento agradecem, enquanto aqueles que são contrários ao uso desta classe de fármacos, por conta de seus riscos à saúde, seguem contrariados.

Nimesulida e Hepatotoxicidade


A hepatotoxicidade, ainda que raramente relatada como efeito adverso atribuído aos AINEs, pode se manifestar de forma severa, fazendo com que alguns fármacos dessa categoria fossem retirados do mercado. Alguns autores têm relatado casos clínicos em que a hepatotoxicidade associada ao uso de nimesulida ocorreu em diferentes países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou aproximadamente 320 casos de desordens hepatobiliares associadas ao uso de nimesulida. A Agência Europeia para Avaliação de Medicamentos (EMEA) atualmente recomenda um período limitado para o uso da nimesulida (15 dias) e com dose máxima de 100mg/dia, sugerindo ainda evitar o uso em crianças. No Brasil ainda não há relatos de toxicidade hepática associada a este fármaco.

O mecanismo da hepatotoxicidade provocada por nimesulida ainda é desconhecido, podendo condicionar lesão hepatocelular e/ou colestática, mas provavelmente de origem idiossincrásica, ou seja, mais metabólica do que imunoalérgica, levando à produção de metabólitos reativos.




O aumento da concentração do fármaco no compartimento hepatobiliar e a formação de metabólitos reativos que produzem estresse oxidativo, assim como lesão mitocondrial, são considerados.

Fatores genéticos (ou adquiridos) podem aumentar as vias que levam à toxicidade hepática ou dificultar os caminhos de proteção e desintoxicação. Anormalidades específicas e alteração na expressão de genes também são incluídos. Polimorfismo genético de isoforma do citocromo P450 tem sido associado às complicações hepáticas causadas pela nimesulida.

O principal fator de risco é a idade do paciente, uma vez que o uso frequente de AINEs para tratar doenças musculoesqueléticas eleva o risco de lesões no fígado nestes pacientes. Há também mais referências para a hepatotoxicidade em mulheres ou quando há hepatopatia pré-existente.

Fonte: rbfarma.org.br

Ressurgimento da ampicilina no manejo da febre tifoide


A febre tifoide (ou febre entérica) é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Salmonella typhi (S. typhi) e transmitida pelo consumo de água e alimentos contaminados.

Por se tratar de um fármaco de primeira linha, a ampicilina perdeu sua eficácia na erradicação da infecção bacteriana devido ao amplo desenvolvimento da Salmonella typhi multirresistente - multidrug-resistant Salmonella typhi (MDRST). Contudo, há relatos de reversão dos padrões de resistência à ampicilina. Isso é animador diante do pavor do desenvolvimento de resistências, quando comparado ao escasso surgimento de novos tratamentos.

A redução na concentração inibitória mínima (CIM) pode ser um indicador inicial de sensibilidade antimicrobiana. Há alguns estudos reportando redução nos valores de CIM de ampicilina em diferentes localidades da India, indicando o ressurgimento da sensibilidade de S. typhi à ampicilina.




Os primeiros dados do aumento da suscetibilidade foram publicados no final dos anos 90. Em um estudo conduzido em Bangalore, a sensibilidade de S. typhi foi descrita como significativamente maior em 1996 (80%) quando comparada ao cenário de 1991 (63%).

Outro estudo, conduzido como parte da vigilância de saúde sobre a febre tifoide em Pondicherry, descreve queda na resistência de Salmonella à ampicilina de 53% para 24% entre 2002 e 2009.

Ao se observarem casos isolados de infecção por S. typhi em 14 hospitais da região centro-oeste durante os anos de 2008 e 2009, 94,5% dos casos eram sensíveis à ampicilina. Dados de outras regiões do paíss sugeriram resultados semelhantes. Deste modo, concluiu-se que, naquele país, em torno de 90% das infecções por S. typhi readquiriram sensibilidade à ampicilina.

Fonte: US National Library of Medicine 

Resurgence of ampicillin in management of enteric fever


From being first line drug, ampicillin lost its efficacy due to widespread development of multidrug-resistant Salmonella typhi (MDRST). However, there are reports of a remarkable reversal in the resistance pattern to ampicillin. This is reassuring in the time when there is dread of resistance development to most of the antimicrobials and dearth of development of new antimicrobials.

Reduction in minimum inhibitory concentration (MIC) could be an initial indicator of antimicrobial sensitivity. There are several studies, reporting reduction in MIC values of ampicillin from various parts of India indicating re-emergence of S. Typhi sensitivity to ampicillin.

Initial reports of increasing susceptibility of S. Typhi to ampicillin were published in late 1990s. In a study conducted at Bangalore, Karnataka; sensitivity of S. Typhi was found significantly higher in 1996 when compared to 1991 (63% and 80% respectively).




A study conducted as a part of prospective surveillance of typhoid fever at Pondicherry, India, reported fall in ampicillin resistant Salmonella isolates to 24% from 53% in a period from 2002 to 2009.

In the study conducted on isolates of S. Typhi, from 14 hospitals of Central-West India during year 2008-09, 94.5% isolates were found sensitive to ampicillin. Studies from other parts of India have reported similar findings of increasing S. Typhi sensitivity to ampicillin. Reported evidence suggests that ≥90% Salmonella typhi have regained susceptibility to ampicillin.

Reference: US National Library of Medicine 

Antimycobacterial activity of the antiinflammatory agent diclofenac


Diclofenac, an antiinflammatory agent, exhibited remarkable inhibitory action against both drug sensitive and drug resistant clinical isolates of Mycobacterium tuberculosis, as well as other mycobacteria.

This drug was tested in vitro against 45 different strains of mycobacteria, most of which were inhibited by the drug at 10-25 µg/ml concentration. When tested in vivo, diclofenac, injected at 10 µg/g body weight of a Swiss strain of white mice, could significantly protect them when challenged with 50 median lethal dose of M. tuberculosis.




According to the test, the in vivo data were highly significant. Diclofenac was further tested for synergism with the conventional antimycobacterial drug streptomycin against M. smegmatis.

When compared with their individual effects, synergism was found to be statistically significant. By the checkerboard assessment procedure, the fractional inhibitory concentration index of this combination confirms synergism.

Reference: Scielo

Diclofenaco apresenta atividade contra Mycobacterium tuberculosis


O diclofenaco, um agente anti-inflamatório não esteroide (AINE), mostrou ação inibitória marcante contra isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis sensíveis e resistentes a outros fármacos.

O fármaco foi testado in vitro contra 45 cepas diferentes de micobactérias, sendo que a maioria foi inibida na concentração de 10-25 µg/ml. Quando testado in vivo, o diclofenaco injetado em ratos albinos da linhagem Swiss, na proporção de 10 µg/g de peso corporal, provocou proteção significativa dos animais desafiados com metade da dose letal de M. tuberculosis.




De acordo com o teste, os dados in vivo foram altamente significativos. O diclofenaco posteriormente foi testado quanto ao sinergismo com o antimicobacteriano convencional estreptomicina, frente a M. smegmatis.

Quando comparado aos seus efeitos individuais, o sinergismo foi estatisticamente significativo. Através da análise checkerboard, o índice fracional de concentração inibitória para essa combinação confirmou o sinergismo.

Fonte: Scielo

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