Anticolinérgicos são associados ao risco de demência


Um relatório publicado no JAMA (The Journal of the American Medical Association) traz fortes evidências de uma ligação entre o uso a longo prazo de medicamentos anticolinérgicos, como escopolamina ou atropina, e a demência.

Os anticolinérgicos antagonizam a ação da acetilcolina, substância responsável por transmitir mensagens no sistema nervoso. No sistema nervoso central, a acetilcolina está envolvida no aprendizado e na memória. No sistema periférico, estimula as contrações musculares.

Além dos fármacos classificados especificamente como anticolinérgicos, há de se considerar ainda alguns anti-histamínicos, antidepressivos tricíclicos e fármacos utilizados no controle de bexiga hiperativa.

Uma equipe liderada por Shelley Gray, da Universidade de Washington (EUA), acompanhou cerca de 3.500 homens e mulheres com 65 anos de idade ou mais que participaram do Adult Changes in Thought (ACT), um estudo de longo prazo conduzido pela universidade e por um sistema de saúde da cidade de Seattle, chamado Grupo Saúde.




A equipe usou os registros farmacêuticos do Grupo Saúde para determinar todos os medicamentos, tanto prescritos como de venda livre, que cada participante tomou ao longo de um período de 10 anos. Após este período, quando a ingestão de remédios foi rastreada, a saúde dos participantes foi monitorada por uma média de sete anos. Do total de voluntários, 800 desenvolveram demência.

Quando os pesquisadores examinaram o uso de anticolinérgicos, descobriram que as pessoas que usavam esses medicamentos tinham uma probabilidade muito maior de desenvolver demência do que aquelas que não as usavam. Além disso, o risco de demência aumentou juntamente com a dose cumulativa.

Fonte: The Journal of the American Medical Association

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