Música intensifica efeito de anti-hipertensivos


Além de se programar para tomar corretamente os medicamentos anti-hipertensivos prescritos pelos cardiologistas nos horários indicados e adotar hábitos e estilos de vida saudáveis, os pacientes com hipertensão arterial podem incluir uma atividade prazerosa - e benéfica - na rotina do tratamento da doença: ouvir música logo após a medicação.

A música intensifica os efeitos benéficos dos anti-hipertensivos em um curto prazo de tempo após a medicação, concluíram pesquisadores da Universidade Estadual Paulista em Marília, Faculdade de Juazeiro do Norte, Faculdade de Medicina do ABC e Oxford Brookes University (Inglaterra).




"Observamos que a música melhorou a frequência cardíaca e os efeitos de anti-hipertensivos no período de até uma hora após a medicação," confirma o professor Vitor Engrácia Valenti.

Os pesquisadores da Unesp de Marília começaram a estudar nos últimos anos o efeito da música sobre o coração em situações de estresse. Uma das constatações que fizeram é que principalmente a música clássica tem o efeito de diminuir a frequência cardíaca, por ativar o sistema nervoso parassimpático.




Com base nessa constatação, eles decidiram avaliar o efeito da estimulação musical por meio de um método chamado de "variabilidade da frequência cardíaca" durante situações cotidianas, como no tratamento da hipertensão, em que a terapia musical tem sido estudada como uma intervenção complementar.

Os dados indicaram que a frequência cardíaca dos pacientes diminuiu 60 minutos após serem medicados e ouvirem música. Já quando tomaram o anti-hipertensivo de rotina e não ouviram música na sequência, a frequência cardíaca deles não sofreu alteração tão intensa.

Fonte: Diário da Saúde

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