O uso de esteroides anabólicos androgênicos (EAA)


Esteroides anabólicos androgênicos (EAA) sintéticos derivados da testosterona foram desenvolvidos com o propósito de se obter fármacos capazes de produzir aumento na síntese proteica (efeitos anabólicos) com menor grau de virilização (efeitos androgênicos). Centenas de compostos têm sido sintetizados, porém nenhum deles, até o momento, apresenta-se totalmente desprovido de atividade androgênica.

Frente aos inúmeros efeitos adversos indesejáveis que invariavelmente produzem, a utilização terapêutica destes compostos é rigidamente restrita a casos de hipogonadismo masculino, síndrome de Turner, tumor de mama, pré-menopausa, estados catabólicos graves e certos tipos de anemias refratárias a outras terapias.

No meio esportivo, no início dos anos 50, fisiculturistas e halterofilistas foram os primeiros a utilizar EAA, com o objetivo de melhorar a estética corporal e o desempenho atlético. Este uso vem aumentando desde a década de 70, alastrando-se, também, entre indivíduos praticantes de outras modalidades esportivas.




Atualmente, no panorama internacional, o consumo não médico dos EAA vem alcançando proporções alarmantes, atingindo outros segmentos da população, como freqüentadores de academias de ginástica e até estudantes de nível médio No Brasil, a prática da musculação tornou-se muito freqüente, principalmente entre adolescentes.

O uso disseminado de EAA é um problema extremamente sério, pois se trata de compostos de pronunciada toxicidade, utilizados indiscriminadamente e de maneira empírica.

Entre os efeitos adversos mais observados no sexo masculino estão: aumento da libido, alteração do humor, agressividade e o aparecimento de acne e ginecomastia. No sexo feminino, temos: atrofia das mamas, aumento do clitóris, aumento da quantidade de pelos, engrossamento da voz ou rouquidão, irregularidades no ciclo menstrual, aumento da libido e aparecimento de acne.

Fonte: Scielo

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