Ressurgimento da ampicilina no manejo da febre tifoide


A febre tifoide (ou febre entérica) é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Salmonella typhi (S. typhi) e transmitida pelo consumo de água e alimentos contaminados.

Por se tratar de um fármaco de primeira linha, a ampicilina perdeu sua eficácia na erradicação da infecção bacteriana devido ao amplo desenvolvimento da Salmonella typhi multirresistente - multidrug-resistant Salmonella typhi (MDRST). Contudo, há relatos de reversão dos padrões de resistência à ampicilina. Isso é animador diante do pavor do desenvolvimento de resistências, quando comparado ao escasso surgimento de novos tratamentos.

A redução na concentração inibitória mínima (CIM) pode ser um indicador inicial de sensibilidade antimicrobiana. Há alguns estudos reportando redução nos valores de CIM de ampicilina em diferentes localidades da India, indicando o ressurgimento da sensibilidade de S. typhi à ampicilina.




Os primeiros dados do aumento da suscetibilidade foram publicados no final dos anos 90. Em um estudo conduzido em Bangalore, a sensibilidade de S. typhi foi descrita como significativamente maior em 1996 (80%) quando comparada ao cenário de 1991 (63%).

Outro estudo, conduzido como parte da vigilância de saúde sobre a febre tifoide em Pondicherry, descreve queda na resistência de Salmonella à ampicilina de 53% para 24% entre 2002 e 2009.

Ao se observarem casos isolados de infecção por S. typhi em 14 hospitais da região centro-oeste durante os anos de 2008 e 2009, 94,5% dos casos eram sensíveis à ampicilina. Dados de outras regiões do paíss sugeriram resultados semelhantes. Deste modo, concluiu-se que, naquele país, em torno de 90% das infecções por S. typhi readquiriram sensibilidade à ampicilina.

Fonte: US National Library of Medicine 

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