Se o Farmacêutico se cansa de drogaria, o que ele faz?


O momento no qual vivemos, quando o assunto é a vida profissional, definitivamente não é dos melhores. Não me refiro somente à profissão farmacêutica, pois é evidente que muitos estão com dificuldades, inclusive abdicando de suas profissões para tentar caminhos alternativos ou mesmo sem uma fonte de renda.

No caso do farmacêutico, entrentanto, a minoria da classe está satisfeita com os resultados que tem para colher daquilo que plantou. Poucos são os que estão fazendo realmente o que pretendiam fazer, já que a maior parte dos profissionais atua simplesmente naquilo que teve a chance de pegar para não ficar sem nada. Por via de regra, drogaria para atuar com venda de medicamentos.

Devido às jornadas de trabalho extenuantes e ao salário oferecido, que fica abaixo das expectativas, muitos são os que gostariam de mudar de área, porém observando que não resolve muito apresentar a experiência de drogaria para isso, uma vez que esta experiência tende a conduzir o profissional a continuar fazendo o que já sabe fazer.




Cursar uma pós-graduação tampouco se apresenta como solução infalível, uma vez que não são poucos os que investiram em matrícula e mensalidades de uma especialização para depois terem o seu diploma arquivado e seguirem atuando com a venda de medicamentos.

Então, o que o farmacêutico pode fazer? É claro que alguém poderá dizer (com dose de razão) que, em tempos complicados, ter uma profissão e conseguir exercê-la já é vantajoso. Sim, mas e todas as possibilidades ao alcance do farmacêutico, tal como foram apresentadas a ele nos tempos de sua graduação? Os professores exageravam para fazer os alunos sonharem mais alto do que era possível?

Será que o farmacêutico que não possui costas largas está fadado a fazer o que não desejava e, no fim, ter que simplesmente ser grato por ter um emprego? Quais as alternativas reais para construir um novo caminho sem abrir mão da profissão?

Haverá os críticos a esta reflexão, mas devemos considerar que não existe o mesmo espaço para todos e que as oportunidades não são as mesmas, porém todos precisam adquirir meios para o seu sustento e suas realizações. É justo que isso ocorra com certa dose de satisfação e não apenas com gratidão por não passar fome. Que sejamos mais unidos e saibamos construir/propor caminhos.

2 comentários:

  1. Nossa, o texto parece que foi feito pra mim. Penso exatamente assim e estou passando por isso há 6 anos.
    Gostaria de atuar em análises mas nunca consegui uma vaga pq sempre querem experiência.
    Fiz uma pós que não serviu pra qse nada.
    Agora já nem gosto de nenhuma área da farmácia, gostaria de mudar radicalmente, mas cadê a coragem e as condições pra isso? Difícil...

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  2. Estou como vc. Penso em fazer qualquer coisa que me de uma renda melhor mesmo que não seja na área de farmácia. Gosto muito da minha profissão, mas estou desgastada e desmotivada pela falta de valorização e reconhecimento. Hj penso em fazer algo em que eu me sinta realizada e feliz. Mesmo que não precise atuar como farmacêutica.

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