Será que a sibutramina corre novo risco de sair do mercado?


De acordo com os resultados obtidos em um estudo realizado em 2010, a European Medicines Agency (EMEA), recomendou a suspensão da venda da sibutramina, devido ao aumento do risco de acidentes cardiovasculares. No Brasil, no ano de 2009, apesar de 37 notificações ocorridas, o medicamento continuava a ser vendido, mesmo com ressalvas da ANVISA.

Em 2011, entretanto, a sibutramina foi proibida, deixando os pacientes e médicos verem o espectro terapêutico para a doença ficar limitado a dietas, exercícios e recursos cirúrgicos.

Em setembro de 2014, o plenário do senado aprovou um projeto de decreto legislativo para suspender a resolução da ANVISA que proibiu a comercialização de inibidores de apetite feitos à base de anfetamina.




Como a sibutramina também é capaz de melhorar o perfil lipídico do usuário e consequentemente reduzir o peso, ela pode ser responsável pela diminuição das comorbidades associadas à obesidade. A comercialização voltou a ocorrer e atualmente vigora a Lei que permite a prescrição.

No entanto, em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da Lei 13.454/2017 para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País.

Será que teremos mais um episódio de idas e vindas da sibutramina ou tudo continuará como está, apesar de ainda existirem opiniões contrárias a este tratamento?

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