PLS 545/2018 - Antimicrobianos sem receita médica


O bispo da igreja Quadrangular Guaracy Silveira (PSL-TO), empossado senador em outubro do ano passado como suplente de Kátia Abreu (PDT-TO), é autor do texto do PLS 545/2018, que está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), visando facilitar a compra de antibióticos sem receita médica.

A medida, se aprovada, valerá para pessoas que moram em locais sem serviço regular de saúde pública.

“O que precisamos, claro, é de saúde com acesso gratuito e universal para que todos tenham diagnóstico e prescrição médica. Mas, enquanto esse sonho não se concretiza, precisamos garantir o acesso da população a esses medicamentos em localidades que não possuam atendimento médico e serviço de saúde pública regular”, explicou o senador.

Ainda em suas palavras: “Trago um exemplo para explicar melhor minha indignação: a Amoxicilina, antibiótico muito usado para combater dores simples de garganta, custa R$ 16 nas farmácias de Brasília. Mas a consulta médica para se conseguir a receita custa R$ 200, R$ 300. Isso está certo? Isso é justo com a população mais pobre?” Vamos ver o que acontece.

Fonte: revistaforum.com.br


PL 9035/17 - Corticosteroides com venda restrita


O Projeto de Lei 9035/17 foi criado pelo deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) e tem a proposta de limitar as vendas de corticosteroides para atendimento das prescrições médicas. A apresentação do Projeto de Lei se deu em 07/11/2017.

No texto da PL, diz-se que o procedimento seria o mesmo que foi adotado para os antimicrobianos. Ou seja, seria necessário a apresentação de receita médica com retençao de segunda via para uma venda de prednisona, por exemplo?

Segundo Paulo Magalhães, o corticosteroide é uma droga altamente utilizada no tratamento de diversas doenças, mas tem efeitos secundários e colaterais importantes. “Em forma de colírio, o corticosteroide causa catarata e glaucoma, com cegueira irreversível. Nas formas injetáveis ou comprimidos, produz com o tempo a morte das glândulas suprarrenais, diabetes, hipertensão, úlcera gástrica e finalmente a morte do indivíduo”, diz o autor.




A questão é que todos os medicamentos possuem efeitos colaterais importantes, portanto nenhum pode ser desprezado. Desse modo, precisaríamos exigir a receita de qualquer tratamento, para retê-la no estabelecimento? Há estrutura para dar conta disso, sendo que os farmacêuticos já são totalmente sobrecarregados com os procedimentos atuais?

Há um ano, o projeto tramitava em caráter conclusivo e seria analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em 30/11/2018, a Comissão de Seguridade Social e Família ofereceu prazo para Emendas ao Projeto.

Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias


Flibanserina, o "Viagra" feminino


A Flibanserina é um fármaco sintetizado com o propósito de atuação terapêutica antidepressiva, porém os testes clínicos revelaram propriedades estimulantes da libido nas mulheres.

Desde 2015 a flibanserina é liberada nos EUA com o nome de Addyi e seus resultados são variáveis quando se comparam eficácia e efeitos indesejáveis. Agora, a fabricação e venda do medicamento foi liberada também no Egito.

Em mulheres, o desejo sexual é regulado não somente pelos hormônios sexuais testosterona e estrogênio, mas também pelos neurotransmissores dopamina e norepinefrina, que aumentam o interesse sexual e o desejo, enquanto a serotonina os diminui. A flibanserina age no sistema nervoso central como agonista do receptor de serotonina 5-HT1A, antagonista do receptor de serotonina 5- HT2A e agonista parcial dos receptores de dopamina D4.




Assim, acredita-se que esta molécula melhore o desejo sexual aumentando a liberação de dopamina e norepinefrina, acompanhado de redução na liberação de serotonina nos circuitos cerebrais relacionados ao interesse sexual. O fármaco atua, portanto, mediando a atividade de neurotransmissores que participam diretamente no desejo sexual.

O problema é que, segundo resultados de testes com o medicamento no site do FDA (órgão responsável pela regulação de alimentos e medicamentos nos EUA), o índice de mulheres que obtiveram melhora na vida sexual após submetidas ao tratamento com flibanserina foi considerado baixo em comparação com as reações adversas. Entre as mais comuns relatam-se tontura, hipotensão, náusea, cansaço e sonolência.

Outro aspecto negativo é o preço. Sendo que a posologia consiste em doses diárias recomendadas a mulheres em pré-menopausa, o custo do tratamento torna-se elevado, uma vez que cada comprimido custa o equivalente a um comprimido de sildenafila (se fizermos a comparação econômica entre fármacos utilizados com o mesmo objetivo em sexos opostos).

Fontes:
Revista Virtual de Química maio/junho de 2016
universa.uol.com.br
laboratoriodamulher.com.br


Descontinuação definitiva de Perlutan®


Em Maio de 2018 comunicamos por aqui a descontinuação temporária do medicamento Perlutan® (algestona acetofenida + enantato de estradiol), por alterações no processo de fabricação do produto e consequente desabastecimento no mercado nacional, segundo informado pela Boehringer Ingelheim do Brasil.

Em Setembro de 2018, a empresa supracitada disponibilizou novo comunicado em seu site informando, desta vez, a descontinuação definitiva de importação do Perlutan®, devido a razões comerciais.

Já passaram-se alguns meses desde o referido comunicado, mas como a informação faltava por aqui, aproveitamos a oportunidade para posicionar o leitor.

A Boehringer Ingelheim esclarece que as alternativas terapêuticas para o medicamento devem ser discutidas individualmente pelos pacientes junto a seus médicos.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


Atualização sobre falta de Diazepam 5mg e 10mg


No final de Novembro de 2018 este blog comunicou o motivo da dificuldade em relação à disponibilidade no mercado do fármaco diazepam, nas apresentações de 5mg e 10mg. Naquela ocasião, foi mencionado o contato com a empresa Roche, fabricante do medicamento de referência Valium®, e com a Hypera, grupo farmacêutico que disponibiliza os genéricos Neo Química.

A Roche havia informado questões envolvendo o gerenciamento de estoque, com previsão de normalização para o final do mesmo mês, enquanto a Hypera informou atraso na produção devido à falta de matéria prima, com regularização prevista para o final de Dezembro de 2018. Estas informações foram obtidas pelo serviço de atendimento ao consumidor.

Em novo contato com as mesmas empresas, temos que que as dificuldades citadas anteriormente já foram solucionadas nos laboratórios, de forma que o reabastecimento das duas apresentações de diazepam ocorrerá gradualmente envolvendo o trabalho das distribuidoras.


Café ajuda a prevenir Alzheimer e Parkinson


"O consumo de café parece ter alguma correlação com um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson. Mas queríamos investigar o motivo disso - quais compostos estão envolvidos e como eles podem afetar o declínio cognitivo relacionado à idade," explica o Dr. Donald Weaver, que fez a pesquisa com seus colegas Ross Mancini e Yanfei Wang, do Instituto do Cérebro Krembil (Canadá).

A equipe escolheu investigar três tipos diferentes de café - de torrefação leve, torrefação forte e torrefação forte descafeinado.

"O torrado escuro com cafeína e sem cafeína apresentaram potências idênticas em nossos testes experimentais iniciais. Por isso, observamos desde o início que seu efeito protetor não poderia ser devido à cafeína," disse o Dr. Mancini, confirmando pesquisas anteriores que concluíram que café descafeinado também aumenta a expectativa de vida.

Ao aprofundar os estudos, a equipe identificou um grupo de compostos conhecidos como fenilindanos, que emergem como resultado do processo de torrefação dos grãos de café.

Trata-se do único composto investigado no estudo que previne - ou melhor, inibe - a agregação, tanto da beta-amiloide quanto da tau, dois fragmentos de proteínas comuns no desenvolvimento de Alzheimer e de Parkinson.

Fonte: Diário da Saúde


Trayenta Duo® 2,5/500mg segue indisponível


Em Outubro de 2018 a Boehringer Ingelheim do Brasil comunicou a descontinuação temporária do medicamento Trayenta Duo® 2,5/500 mg, indicado como adjuvante da dieta e do exercício, para melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.

Agora, em Janeiro de 2019, há novo comunicado da empresa informando que o medicamento segue indisponível, com previsão de reabastecimento gradual a partir de Março.

O mesmo comunicado cita que as demais apresentações do Trayenta Duo®, nas concentrações de 2,5/850mg e 2,5/1000mg, estão disponíveis normalmente. Desta forma, diante da falta de tais concentrações nas drogarias, é válido o contato com o SAC que a empresa disponibiliza para esclarecimentos.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


Dramin® 100mg em comprimidos fora do mercado


A empresa Takeda, fabricante da linha de medicamentos com nome comercial de Dramin® (dimenidrinato), comunicou em Dezembro de 2018 que protocolou a suspensão temporária da fabricação deste medicamento na apresentação de 100mg em comprimidos. Razões comerciais motivaram a decisão.

As demais apresentações de Dramin®, muito utilizado para prevenção e tratamento de quadros de náusea e vômito, continuam disponíveis. A empresa informa que a ausência da apresentação dos comprimidos de 100mg não causará prejuízos aos pacientes, uma vez que a fabricação de Dramin® capsgel e injetável, assim como Dramin B6® em comprimido, gotas e injetável está mantida normalmente.

Até o momento não há previsão para reabastecimento da apresentação suspensa no mercado.

Fonte: takeda.com


Sobre falta de Aspirina Prevent® no mercado


No final de Outubro de 2018 a Bayer, fabricante do medicamento Aspirina Prevent® (ácido acetilsalicílico), informou que ocorreria falta temporária deste produto na concentração de 100mg, com previsão para reabastecimento em Janeiro de 2019.

Até o momento a Aspirina Prevent® ainda não é encontrada com facilidade, tanto na concentração de 100mg, conforme informado pela empresa há pouco mais de dois meses, quanto na concentração de 300mg.

Enquanto o reabastecimento é aguardado, faz-se imprescindível a conversa com o prescritor para que este possa verificar a melhor alternativa terapêutica. Do mesmo modo, a informação vale aos profissionais que atuam na dispensação de medicamentos, visando multiplicá-la aos pacientes e clientes de drogarias.

Fonte: bayer.com.br 


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