Novo tipo do vírus HIV é descoberto


Pela primeira vez em quase 20 anos os cientistas descobriram um novo subtipo do vírus HIV. O organismo foi chamado de "cepa L" e pertence a um dos quatro grupos do vírus, o grupo M, que é responsável pela maior parte dos casos de Aids no mundo, segundo a Revista Brasileira de Análises Clínicas.

Um artigo sobre o assunto foi publicado no periódico científico Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes (JAIDS) nesta quarta-feira (6), mas as suspeitas da existência desse subtipo já existiam. O vírus precisava ser identificado em três pessoas diferentes para ser classificado como um novo tipo, o que não havia ocorrido até agora.

Segundo os especialistas, nos anos 1980 e 1990 o subtipo foi identificado em duas pessoas diferentes na República Democrática do Congo e, em 2001, outro caso foi encontrado. Mas, como a tecnologia de sequenciamento genético à época não era desenvolvida o bastante, as informações obtidas não bastavam para que os cientistas tivessem certeza de que todas as cepas encontradas faziam parte do mesmo grupo.

Felizmente, os métodos tecnológicos evoluíram e, com eles, a engenharia genética: foi por meio do sequenciamento do DNA desses vírus que o grupo de especialistas concluiu que estava lidando com um novo subtipo do microrganismo. "Identificar novos vírus como esse é como procurar uma agulha no palheiro", disse Mary Rodgers, uma das autoras do estudo, em comunicado. "Ao avançar nossas técnicas e usar a nova geração de tecnologia de sequenciamento, puxamos essa agulha com um ímã."

Faz sentido: graças à tecnologia, os cientistas podem estudar genomas inteiros de forma rápida e economicamente viável, o que ajuda a criar métodos preventivos contra o HIV – que hoje afeta 38 milhões de pessoas, segundo o Global Health Observatory. "Essa descoberta científica pode nos ajudar a garantir que estamos evitando novas pandemias", afirmou Rodgers.

Fonte: revistagalileu.globo.com


Ondansetrona: afinal, aumenta o risco de malformação congênita?


Recentemente, a Anvisa (assim como outros meios de comunicação em saúde) publicou um alerta quanto ao uso de ondansetrona durante a gravidez, devido à possibilidade de malformação congênita ao referir risco de defeitos de fechamento orofacial.

Após toda a repercussão do assunto pela rede, o portal pebmed fez publicação citando algumas fontes de informação para maior compreensão do assunto. Estas fontes são repassadas a seguir, trazendo ao leitor do blog a oportunidade de familiarização.

Dois estudos da International Society of Pharmacovigilance (ISOP) indicaram aumento do risco de malformações. São eles:




- Huybrechts et al: estudo de coorte retrospectivo de 88.467 mulheres expostas a ondansetrona no primeiro trimestre em comparação com 1.727.947 mulheres não expostas. Três casos para cada 10 mil foram identificados para mulheres expostas. Não foram observados casos de malformações cardíacas;

- Zambelli et al: estudo retrospectivo caso-controle, realizado em 864.083 casais formados por mães e filhos, onde 76.330 receberam ondansetrona no primeiro trimestre. O risco de malformações cardíacas, principalmente septais, foi maior no grupo que recebeu ondansetrona no primeiro trimestre. Não se observou aumento de risco de defeitos orofaciais.

Em contrapartida, há publicações que advogam o uso em situações que outras medicações tem falhado como recurso terapêutico. Entre elas, seguem algumas:

- Recomendações da UK Teratology Information Service e European Network of Teratology Information Services

- Estudo publicado no site do Centers for Disease Control and Prevention mostrando que o uso do medicamento não aumenta risco fetal

- Estudo sobre a segurança da ondansetrona, publicado pela An International Journal of Obstetrics & Gynaecology (BJOG)

Diante deste suporte na literatura, o médico ginecologista e obstetra João Marcelo Martins Coluna, autor do texto publicado no pebmed com as referências aqui compartilhadas, sugere o bom senso: "Evitar drogas no primeiro trimestre, sempre que possível, é o ideal, mas a ondansetrona se mostra um recurso seguro para as exceções. Além dessas publicações, é importante lembrar que, no Brasil, temos o respaldo da FEBRASGO, que garante ser seguro seu uso. Portanto, devemos sempre filtrar nossas origens das informações e pesar o risco x benefício para nossas pacientes".

Fonte: pebmed.com.br


Tratamento inovador brasileiro salva paciente terminal de câncer

Equipe médica do HC de Ribeirão Preto — Foto: Divulgação/HCFMRP

Um paciente terminal brasileiro com câncer vai ter alta após sucesso com uma terapia genética feita pela primeira vez na América Latina.

O homem, que estava desenganado, deixará o hospital livre dos sintomas do câncer, graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell.

Segundo os médicos, o paciente respondeu bem ao tratamento. Ele tinha linfoma e tomava morfina diariamente. Tinha previsão de um ano de vida. Quatro dias após o tratamento experimental, ele deixou de sentir as fortes dores causadas pela doença, uma semana depois voltou a andar e o câncer entrou em remissão.

Os pesquisadores da USP – apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) – desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell, que foi criada nos EUA. Ainda é recente, está em fase de pesquisas e é pouco acessível.

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Fonte: sonoticiaboa.com.br


Vacina contra Klebsiella pneumoniae


Cientistas produziram e testaram, em animais de laboratório, uma vacina que protege contra uma superbactéria preocupante: uma forma hipervirulenta da bactéria Klebsiella pneumoniae.

A vitória contra a superbactéria foi conseguida manipulando geneticamente uma forma inofensiva de outra bactéria, a E. coli.

A Klebsiella pneumoniae causa uma variedade de infecções, incluindo infecções raras, porém fatais, do fígado, trato respiratório, corrente sanguínea e outras. Pouco se sabe sobre como exatamente as pessoas são infectadas por esta cepa extraordinariamente hábil em adquirir resistência aos antibióticos.

A vacina, quando totalmente testada e desenvolvida, poderá oferecer uma maneira de proteger as pessoas contra essas infecções letais, difíceis de prevenir e tratar.

A vacina experimental tem como alvo a superfície externa da bactéria, que é revestida com açúcares. Assim, os pesquisadores projetaram um glicoconjugado composto por esses açúcares ligados a uma proteína que ajuda a tornar a vacina mais eficaz. Vacinas semelhantes têm-se mostrado altamente bem-sucedidas na proteção de pessoas contra meningite bacteriana e um tipo de pneumonia.

"As vacinas glicoconjugadas estão entre as mais eficazes, mas tradicionalmente elas envolvem um bocado de síntese química, que é lenta e cara. Nós substituímos a química pela biologia manipulando geneticamente a E. coli para fazer toda a síntese para nós," contou o professor Christian Harding.

Fonte: Diário da Saúde
Artigo: A promising bioconjugate vaccine against hypervirulent Klebsiella pneumoniae


Planta supera atividade de fluconazol


Os fungos do gênero Candida causam uma doença bastante comum em humanos, a candidíase, ou monilíase.

Em pessoas com baixa imunidade, principalmente em ambiente hospitalar, a infecção pode ser mortal. E, embora o medicamento mais usado para combatê-la seja eficiente em grande parte dos casos, algumas variedades do patógeno apresentam resistência aos medicamentos.

Agora, pesquisadores do Brasil e da Espanha conseguiram isolar compostos presentes no sansão-do-campo (Mimosa caesalpiniifolia) - uma planta do Cerrado também conhecida como cerca-viva - que combatem duas espécies de Candida.

A ideia é criar uma pomada que possa ser usada como alternativa ao fluconazol, antimicótico há mais de duas décadas considerado a melhor alternativa contra a candidíase. A infecção pode causar coceira e dor nos órgãos genitais, além de pequenas feridas (em homens) ou corrimento (nas mulheres).

Foram isolados do extrato do sansão-do-campo 23 compostos já conhecidos, além de cinco flavonoides inéditos, nomeados mimosacaesalpina A, B, C, D e E. Aplicados em amostras de Candida glabrata e Candida krusei, duas espécies causadoras de candidíase, quatro dos 28 compostos mostraram atividade antifúngica maior que a do fluconazol.

Fonte: Diário da Saúde


FDA aprova novo medicamento para prevenir HIV


A FDA, agência reguladora de saúde nos EUA, aprovou nesta quinta-feira (03/10), o Descovy, do laboratório Gilead Sciences, como segunda pílula para ajudar a prevenir o HIV em adultos e adolescentes com alto risco de infecção pelo vírus. O medicamento é uma combinação dos antirretrovirais emtricitabina 200mg e tenofovir alafenamida 25mg.

“Os medicamentos PrEP (profilaxia pré-exposição) são altamente eficazes quando tomados conforme indicado na bula e podem prevenir a infecção pelo HIV”, disse Jeffrey Murray, diretor adjunto da Divisão de Produtos Antivirais do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

A segurança e eficácia de Descovy para PrEP foram avaliadas em um estudo multinacional com 5.387 homens HIV negativos e mulheres trans, que fazem sexo com homens, e corriam risco de infecção pelo HIV. O estudo comparou o Descovy com o Truvada (emtricitabina, tenofovir disoproxil fumarato, 200mg/300mg), medicamento aprovado desde 2012 para PrEP.

Os participantes foram acompanhados por 48 a 96 semanas. O estudo mostrou que a proteção do Descovy era semelhante ao do Truvada na redução do risco de adquirir infecção pelo HIV. Diarreia foi o efeito colateral mais comum.

O tratamento só não se aplica a mulheres que fazem sexo vaginal, pois a efetividade nessa população não foi avaliada.

Fonte: Veja


Doria quer extinguir Furp


A Fundação para o Remédio Popular (Furp) é o laboratório farmacêutico oficial do governo do Estado de São Paulo.

Vinculada à Secretaria de Saúde, foi criada em 1968 com o objetivo de fabricar, a preços reduzidos, medicamentos para secretarias estaduais e municipais,  hospitais públicos e santas casas de todo o Brasil.  Atualmente 3 mil cidades brasileiras contam com os 40 medicamentos produzidos pela Furp.

Durante entrevista coletiva em 25 de setembro, o governador de São Paulo anunciou que vai acabar com a Furp: "É uma decisão de governo. O projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa. Este é um governo desestatizante".

NOTA DE REPÚDIO DA FENAFAR:

A Federação Nacional dos Farmacêuticos, entidade representativa da categoria farmacêutica no Brasil, e o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, vêm por meio desta nota manifestar seu mais profundo repúdio ao anúncio do governador do Estado de São Paulo, João Dória, que ameaça extinguir a Fundação para o Remédio Popular (FURP), maior produtora de medicamentos públicos do Brasil e da América Latina.

A privatização ou ameaça de extinção da FURP representa um ataque gravíssimo à soberania nacional na área de produção de medicamentos.

Fonte: viomundo.com.br


Ondansetrona em investigação: Risco de malformação congênita


A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (2/10), um alerta para o risco de defeitos de fechamento orofacial, principalmente casos de fenda palatina, identificados em filhos de mulheres expostas, durante o primeiro trimestre de gravidez, ao tratamento com a ondansetrona.

Por isso, profissionais prescritores devem ter cautela em relação à indicação do referido medicamento para mulheres no primeiro trimestre de gravidez, enquanto a Agência prossegue com as investigações relacionadas ao caso. Após a conclusão, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

Fonte: Anvisa


Dicas de cuidado com a pele no inverno


O inverno pode ser aproveitado de diversas formas e muita gente considera que esta estação do ano tem um charme especial devido à oportunidade para usar roupas que o tempo quente não permite. Além do vestuário, há também muita coisa boa para se fazer no inverno: fogueira, filme debaixo do cobertor, chocolate quente, vinho, etc.

Porém, o inverno também tem os seus problemas: as baixas temperaturas, o vento forte e o clima seco devido à baixa umidade do ar causam ressecamento e rachaduras na pele e nos lábios, produzindo um aspecto craquelado, esbranquiçado e sem brilho natural.

Seguem abaixo algumas dicas para você se cuidar melhor até o final do friozinho:

1- Não economize nos hidratantes corporais e faciais. A estação pede por uma hidratação profunda com elementos ricos em nutrientes.

2- Cuidado com banhos muito quentes e longos. A alta temperatura da água tira a camada natural de gordura da pele, que funciona como proteção. Óleos de banho são ótimos para hidratação intensa.

3- Sabonetes neutros são mais indicados para a estação.

4- Use protetor solar. Assim como no verão, há exposição aos raios solares, então não deixe de usar o produto, inclusive nos dias nublados.

5- Previna os lábios rachados com protetor labial.

Fonte: eaitapronta.com.br


Produto inovador para o alívio de cólicas menstruais


A Hypera Pharma, detentora da marca Atroveran, apresenta ao mercado uma inovação para auxiliar as mulheres que sofrem com cólicas no período menstrual: Atroveran HOT. Um adesivo térmico discreto que pode ser usado a qualquer momento do dia, proporcionando alívio da dor por até 8 horas.

O adesivo térmico possui tecnologia com ativos que aquecem em contato com o ar, liberando calor na região onde for aplicado, no caso das cólicas, na região do ventre. Atroveran HOT melhora a circulação sanguínea e, consequentemente, promove sensação de conforto e alívio da dor. O produto deve ser colado por cima da roupa íntima feminina, sendo discreto, fácil de usar e sem cheiro.

Com a realização de estudo para entender o ciclo menstrual e os hábitos femininos durante a menstruação, a empresa percebeu que, entre os cuidados tomados para alívio da dor, além dos medicamentos, há um hábito complementar bastante comum em grande parte das mulheres e meninas entrevistadas, que é a busca por uma ação que traga conforto. Entre tais ações, tomar um chá quente ou colocar uma bolsa de água quente são exemplos.

A compressa quente na região da cólica apareceu no topo como um dos hábitos mais praticados, mas limita-se ao momento em que a mulher está dentro de casa. Com Atroveran HOT, a mulher terá o mesmo benefício, com a diferenreça de alcançá-lo durante o dia onde estiver, ressalta Carla Dias Araújo - Diretora de Marketing de Atroveran.

Dica para o YouTube: Séries, Filmes, Livros e Sons

Fonte: hyperapharma.com.br


Quatro perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte


1- Muita gente se refere à pílula do dia seguinte (PDS) como uma “bomba de hormônios”. Isso é verdade? Ela pode trazer efeitos colaterais?

“Uma dose da PDS contém o equivalente à metade de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicionais, dessas que a mulher usa todos os dias”, esclarece a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. E, segundo a ginecologista Luciana Potiguara, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, essa enxurrada hormonal pode trazer efeitos colaterais, sim. “Além de desregular o ciclo menstrual, é possível que provoque vômitos. Aliás, se isso acontecer nas primeiras duas horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Outros sintomas como vertigem, cefaleia e dor nas mamas também podem aparecer”, alerta a médica.

2- Mas, afinal, é válido usar esse método de contracepção? Se sim, em quais circunstâncias?

“A pílula do dia seguinte é, na verdade, uma conquista das mulheres”, afirma Albertina. “Você ter acesso a um método de emergência é bacana. O perigo está em fazer dessa emergência um ritual cotidiano”, arremata. A expert ainda faz questão de lembrar que, mesmo tomando a pílula direitinho (no máximo 72 horas após a relação), ela ainda falha em 15% dos casos. “A cada 20 mulheres que tomam, três engravidam”, calcula. “A PDS deve ser usada somente em situações de relação sexual desprotegida próxima do período fértil, de ruptura do preservativo, de estupro ou de relação sexual sem uso de nenhum método contraceptivo”, completa Luciana.




3- De quanto em quanto tempo é possível tomá-la?

A pílula é lembrada como aquela “do dia seguinte”, mas, entre os especialistas, ela é mais conhecida como “pílula de emergência” ou “contracepção de emergência”. Isso quer dizer que ela realmente só deve entrar em cena em um caso de extrema necessidade. “O ideal é utilizá-la uma vez por ano. Ela é menos segura que a pílula normal e ingeri-la direto aumenta o risco de gravidez e de confusão no ciclo menstrual. A mulher passa a não reconhecer o funcionamento do próprio corpo”, esclarece Albertina.

4- Há contraindicações em relação ao uso desse contraceptivo de emergência?

Sim. “Em paciente com histórico ou risco conhecido de trombose”, responde Zlotnik, do Einstein. “Na verdade, todas as contraindicações para a pílula anticoncepcional servem também para a do dia seguinte”, afirma Albertina. E lembre-se: caso passe mal com o uso do comprimido, é necessário buscar ajuda médica. “Não se trata de terrorismo. Mas é fundamental ser cuidadosa quando se recorre a esse o método”, conclui a especialista.

Fonte: saude.abril.com.br


Valsartana e Losartana - Lotes recolhidos por contaminação


Há algumas pessoas entrando em contato com nossa página no facebook buscando informação a respeito da dificuldade para encontrar valsartana, um anti-hipertensivo antagonista de receptor de angiotensina II (ARA) nas drogarias.

Há uma matéria do jornal O Globo, de maio deste ano, que refere o recolhimento de lotes de valsartana, e também de losartana, por terem sido considerados contaminados com impurezas potencialmente cancerígenas. De 29 empresas analisadas, em 4 delas o problema foi identificado.

A Anvisa informou que suspendeu a importação, distribuição e comercialização de outros ARAs para controle da hipertensão, nos quais foram encontrados indícios ou evidência do mesmo problema. A Agência também esclarece que há alternativas terapêuticas e, portanto, os pacientes devem buscar orientação médica para que não haja interrupção do tratamento.

Esta é a razão pela qual pode haver dificuldade para encontrar estes medicamentos. A mesma informação também foi veiculada pelo jornal Gazeta Online.

Confira os lotes afetados, e matéria na íntegra, no link de alguma das fontes.

Fontes:
oglobo.globo.com
gazetaonline.com.br





Benefícios do Pantogar®


Pantogar® é um suplemento vitamínico feito de minerais e vitaminas que são produzidos pelo organismo e também podem ser encontrados na natureza. Apesar de ser um suplemento, funciona como um tratamento médico bastante eficaz para unhas e cabelos.

Atua no restabelecimento dos níveis adequados de nutrientes no organismo. Assim sendo, contribui para o equilíbrio das funções orgânicas, fazendo com que elas seja ajustadas adequadamente. Este composto vitamínico ficou conhecido por causar impactos positivos no crescimento dos cabelos e das unhas, além de proporcionar-lhes força.

Entre os nutrientes da formulação estão o pantotenato de cálcio, cistina e as vitaminas contidas na levedura medicinal. É rico em queratina, componente de alta relevância para a saúde capilar. No caso dos cabelos, o composto de vitamina produz alterações na estrutura dos fios, melhorando a coloração e o brilho. Recupera cabelos frágeis, quebradiços, sem vida e cor, além de contribuir com cabelos danificados pela luz do sol e radiação UV, prevenindo o aparecimento de fios brancos.

Já no caso das unhas, o Pantogar é um excelente aliado do crescimento. Seu uso melhora unhas frágeis, quebradiças e rachadas.

Como estamos falando de um complexo vitamínico rico em minerais, há poucas contraindicações. Mesmo assim, vale lembrar que gestantes e crianças menores de 12 anos podem apresentar sensibilidade a alguns componentes da fórmula. Portanto, o acompanhamento é imprescindível.

Fonte: Diário de Biologia


Sinais e sintomas de hipertireoidismo e hipotireoidismo


Os sintomas do hipertiroidismo se assemelham com uma série de sintomas de outras doenças. Entre os mais comuns, estão:

- Perda rápida de peso
- Aumento de apetite
- Aumento de pressão arterial
- Taquicardia
- Transpiração excessiva
- Diarreia constante
- Irregularidade no ciclo menstrual
- Impactos na fertilidade
- Coceira generalizada
- Enjoos e vômitos
- Vermelhidão na pele
- Exoftalmia (quando os olhos ficam mais saltados)

Sinais e sintomas de hipotireoidismo podem incluir:

- Fadiga
- Maior sensibilidade ao frio
- Prisão de ventre
- Pele seca
- Ganho de peso
- Rosto inchado
- Rouquidão
- Fraqueza muscular
- Dor, rigidez ou inchaço nas articulações
- Queda de cabelo
- Bradicardia
- Depressão
- Memória prejudicada

Como se pode observar, os sintomas, tanto do hipertireoidismo quanto do hipotireoidismo, são bastante inespecíficos. Dados de exames laboratoriais alterados unidos a alguns dos sintomas descritos é que poderão determinar o diagnóstico e a necessidade de tratamento.

Fonte: Diário de Biologia


Descontinuação definitiva de Terramicina®


A Pfizer informa, por meio de comunicado em seu site, que no dia 2 de agosto de 2019 notificou a Anvisa sobre a descontinuação definitiva do medicamento Terramicina® (cloridrato de oxitetraciclina + sulfato de polimixina B), pomadas tópica e oftálmica, devido à inviabilidade técnica para mudança do local de fabricação do produto.

Fonte: pfizer.com.br


Recolhimento de lotes de Puran T4®


A Sanofi informou, em comunicado disponibilizado em seu site, que iniciou no dia 22 de julho de 2019 o recolhimento dos seguintes lotes de Puran T4 (levotiroxina sódica) 30 comprimidos, devido à impressão incorreta da data de fabricação e validade:

- 88mcg: lote 9RA01178;
- 112mcg: lotes 19RA02199; 19RA02200; 19RA02201; 19RA02202
- 200mcg: lote 9RA01529

Nos lotes descritos acima, a data de validade impressa é de 01/2021, porém, a data de validade correta é 09/2020. É importante ressaltar que o recolhimento não diz respeito à qualidade do produto e que esses lotes não estão fora da validade no momento.

Esse recolhimento não representa custo para os pacientes e a empresa solicita que seja feito contato com o SAC em caso de dúvidas.

Fonte: sanofi.com.br


Desabastecimento de Zitromax®


O grupo Wyeth/Pfizer informou, por meu de seu site, que em 31 de julho de 2019 comunicou à Anvisa que o medicamento Zitromax® (azitromicina di-hidratada) terá um desabastecimento temporário devido a adequação regulatória do local de fabricação e exportação do produto. A previsão de normalização é novembro de 2020.

Fonte: pfizer.com.br


Canabidiol apresenta potencial antimicrobiano


Pesquisadores australianos descobriram que o canabidiol é ativo contra bactérias gram-positivas, incluindo aquelas responsáveis por infecções graves, como a Staphyloccocus aureus e a Streptococcus pneumoniae.

Na verdade, a potência antibacteriana desse derivado da maconha (Cannabis sativa) é semelhante à dos antibióticos mais utilizados na prática médica, como a vancomicina ou a daptomicina.

Entre as superbactérias que estão ganhando o jogo contra os antibióticos atuais estão justamente a MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) e a VRE (Enterococcus resistente à vancomicina).

O canabidiol, o principal composto químico não-psicoativo extraído das plantas de cannabis e cânhamo, está atualmente aprovado para o tratamento de uma forma de epilepsia e está sendo investigado por várias outras condições médicas, incluindo ansiedade, dor e inflamação.

Embora existissem dados limitados sugerindo que o canabidiol podia matar bactérias, o fármaco ainda não foi completamente investigado por seu potencial como antibiótico.

Fonte: diariodasaude.com.br


PL 414/19 - Assistência Farmacêutica Remota


A deputada estadual do PSDB, Maria Lucia Amary, apresentou o projeto de lei 414/19, que cria no Estado de São Paulo a possibilidade da assistência farmacêutica à distância (remota).

O Projeto de Lei prevê que a assistência farmacêutica possa ser realizada por aplicativos de comunicação, a exemplo do WhatsApp.

O Projeto de Lei representa um ataque à profissão farmacêutica, uma vez que abre espaço para que a presença do farmacêutico não seja mais exigida, restringindo o direito da população de ter um farmacêutico presente para prestar assistência à sua saúde. A justificativa é a redução de custos e despesas das farmácias, ou seja, o Projeto de Lei atende apenas a interesses econômicos e não à saúde da população.

Não existe nenhuma regulamentação dos órgãos de Vigilância Sanitária ou legislação do Conselho Federal de Farmácia que regulamente o atendimento farmacêutico remoto. Portanto, o Projeto de Lei ainda expõe os profissionais ao risco de processos éticos e judiciais pela execução de uma prática profissional não regulamentada.

Fonte: CRF-SP


Fluoxetina e alterações no peso corporal


Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) começaram a ser utilizados no início da década de 1980 para o tratamento da depressão. Pacientes tratados com fluoxetina, por menos de um ano, não só melhoravam da depressão como também perdiam peso.

É apontado que a serotonina (5-HT) tem um papel como regulador do apetite e da escolha de macronutrientes (hidratos de carbono, gorduras, proteínas). Concentrações altas de 5-HT nos núcleos hipotalâmicos mediais levam à redução do apetite e à preferência por alimentos protéicos. Baixos níveis de 5-HT neste local produzem aumento do apetite e preferência por hidratos de carbono. Por isso, ela tem sido postulada como agente anorexígeno, embora seu efeito na perda de peso a longo prazo não tenha sido demonstrado.

Foltin et al., em um estudo randomizado e controlado, investigaram o efeito a curto prazo do uso da fluoxetina na ingestão energética de indivíduos saudáveis mantidos em alojamento laboratorial. Estudou-se durante 16 dias a ingestão de dietas ricas em carboidrato ou em gordura, comparando-as com dieta controle que continha quantidades adequadas de macronutrientes, concomitantemente ou não ao uso de 40mg de fluoxetina.

Observou-se diminuição de ingestão energética em 400kcal pelo uso da fluoxetina, sem evidências de efeitos da droga na ingestão de carboidratos. O efeito observado foi a diminuição no número e na quantidade das refeições.

Entretanto, a longo prazo, a mudança de peso parece ser o oposto, com ganho de peso que, nem sempre, é relacionado ao efeito colateral do fármaco, mas à recuperação da depressão. Michelson et al. avaliaram os efeitos da fluoxetina durante 50 semanas de tratamento, em ensaio clínico randomizado e controlado, com maior tamanho amostral.

Observou-se modesta perda de peso nas primeiras 4 semanas e ganho ponderal similar para todos os pacientes (grupo que recebeu fluoxetina e grupo placebo), durante o tratamento. O ganho de peso foi relacionado à melhora da inapetência no início do estudo, devido à recuperação da depressão.

Fonte: scielo.br


Como fazer a retirada de um benzodiazepínico?


A retirada de um benzodiazepínico deve ser feita de forma gradual, ao longo de algumas semanas, para minimizar a emergência de sintomas de abstinência. Embora um período de 4 a 8 semanas seja suficiente para a maioria das pessoas, a velocidade da redução costuma ser determinada pela capacidade do indivíduo de tolerar os sintomas secundários ao processo de suspensão.

Períodos longos (superiores a 6 meses) devem ser evitados para que a retirada do benzodiazepínico não se torne o foco maior de preocupação em saúde da pessoa. Por mais que exista a possibilidade de se ajustar a velocidade do processo de suspensão, deve ser estabelecido desde o início um calendário de retirada, buscando firmar um compromisso entre médico e paciente quanto à retirada do fármaco.

Embora não haja uma fórmula universal, algumas estratégias de redução foram recomendadas e podem servir de parâmetro.

Para doses baixas (como até 10 mg de Diazepam ou 0,5 mg de Clonazepam) e/ou quem tem facilidade em tolerar a retirada:

- Reduzir a dose em 50% a cada semana.




Para doses moderadas a altas e/ou quem tem dificuldade em tolerar a retirada:

- Reduzir a dose entre 10% e 25% a cada 2 semanas; ou

- Reduzir a dose em no máximo o equivalente a 5 mg de Diazepam (ou 0,25 mg de Clonazepam) por semana, ajustando a velocidade da redução de acordo com a tolerância da pessoa. Quando a dose diária estiver abaixo do equivalente a 20 mg de Diazepam (ou 1 mg de Clonazepam), tornar o processo mais lento, reduzindo o equivalente a 2 mg de Diazepam (ou 0,1 mg de Clonazepam) por semana; ou

- Reduzir 10% da dose original a cada 1 a 2 semanas até que seja atingida uma dose de 20% da original. Então, reduzir a uma taxa de 5% da dose original a cada 2 a 4 semanas.

A mudança de um benzodiazepínico de curta ação para outro de longa ação, embora sugerida por alguns autores, não apresenta vantagens claras.

Sabe-se que a retirada de benzodiazepínicos de curta ação apresenta menores índices de sucesso em comparação com a retirada dos de longa ação, mas a mudança de um fármaco de meia-vida curta para um de meia-vida longa não está associada a melhores desfechos.

Fonte: ufrgs.br/telessauders


Vacina contra HIV tem resultado positivo em teste humano


Um novo relatório indica que cinco pacientes com HIV não tem mais o vírus há sete meses graças a uma vacina. O tratamento foi desenvolvido por pesquisadores na Espanha e faz com que os pacientes não precisem tomar os comprimidos antirretrovirais para suprimir os efeitos causados pelo vírus. O teste ainda não foi feito em larga escala, mas há, de fato, a chance de a vacina ser uma cura.

“Isso é prova do conceito de que, através da vacinação terapêutica, é possível reeducar nossas células para controlar o vírus”, disse a doutora Beatriz Mothe, do Instituto IrsiCaixa Aids de Pesquisa de Barcelona ao jornal britânico Daily Mail.  A ideia é ajudar pessoas infectadas a pararem de usar drogas no controle do vírus por meses ou até anos.

De acordo com o jornal britânico The Independent, o fato de o vírus ter sido suprimido e sem gerar a necessidade de uso de drogas diárias vem por meio da técnica inovadora que combina duas vacinas contra o HIV a uma droga usada no tratamento do câncer. Ao todo, 24 pessoas participaram do estudo e, em cinco delas, o vírus não foi mais detectado.

Existem pacientes livres do uso de medicamentos há sete meses. “Podemos ter a chance de frear a epidemia”, afirmou Mitchell Warren, diretor executivo da Aids Vaccine Advocacy Coalition, grupo que defende a propagação da vacina. Os pacientes participantes do estudo serão monitorados durante três anos.

Fonte: curiosamente.diariodepernambuco.com.br


Ministro ameaça encerrar atividades da Anvisa


O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que pode encerrar as atividades da Anvisa, caso o órgão aprove regras sobre cultivo de Cannabis no Brasil para produção de medicamentos.

Em 11 de junho, a agência aprovou duas propostas para permitir o cultivo da planta, mas o plantio ficou proibido. Segundo o ministro, o presidente da Anvisa, William Dib, “está completamente comprometido com a causa da liberação”.

“Pode ter ação judicial. Pode até acabar a Anvisa, pois a Agência está enfrentando o governo. É um órgão do governo enfrentando o governo e isso tem sentido. Não estamos nos baseando em teorias esdrúxulas, mas em ciência. Em 198 países do mundo é proibido plantar maconha. Todos estão errados? É a experiência da vida”, afirmou o ministro em entrevista publicada no dia 23 de julho.

Fonte: poder360.com.br


Diclofenaco e riscos cardiovasculares em dados recentes


O risco cardiovascular do uso de anti-inflamatório não-esteroide (AINE) é uma preocupação importante entre os profissionais de saúde. Um artigo do British Medical Journal, publicado no segundo semestre de 2018 examinou os riscos de iniciar diclofenaco em comparação com naproxeno, paracetamol e ibuprofeno.

Para esse estudo, pesquisadores dinamarqueses utilizaram o registro nacional para comparar as taxas de eventos cardiovasculares adversos após o início do diclofenaco, outros AINE ou paracetamol. Indivíduos elegíveis para inclusão foram adultos com baixo risco de base (sem esquizofrenia, demência ou doenças cardiovasculares, renais, hepáticas ou úlceras).

O estudo incluiu 1.370.832 pessoas que iniciaram diclofenaco, 3.878.454 que iniciaram ibuprofeno, 291.490 que iniciaram naproxeno, 764.781 que iniciaram paracetamol e 1.303.209 em grupo controle que não iniciaram nenhuma medicação.

A taxa de eventos adversos entre o grupo diclofenaco foi 50% maior em comparação com o controle, 20% maior em comparação com o grupo do paracetamol ou ibuprofeno e 30% maior em comparação com o grupo do naproxeno. Os riscos permaneceram elevados quando os dados foram estratificados por idade e sexo.

Fonte: pebmed.com.br


Desabastecimento de Minesse®


O grupo Wyeth/Pfizer informou, em comunicado disponibilizado este mês em seu site, que o medicamento Minesse® (gestodeno; etinilestradiol) passará por desabastecimento temporário devido à avaliação de qualidade do processo de embalagem na unidade fabril. A previsão de normalização é setembro de 2019.

Fonte: pfizer.com.br


Anvisa irá reavaliar RDC 44/09


A Anvisa realiza no dia 1º de agosto um Diálogo Setorial com o objetivo de realizar um levantamento completo de informações, críticas e sugestões sobre a utilização de testes laboratoriais remotos (TLR) nas farmácias.

Todos os dados coletados orientarão os próximos debates para aprimorar o marco regulatório de serviços farmacêuticos e modernizar a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44/2009.

O evento contará com a apresentação de uma pesquisa sobre as dificuldades encontradas junto às vigilâncias sanitárias para viabilizar serviços farmacêuticos.

A iniciativa partiu da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC) e da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Fonte: cff.org.br


Nada de MIPs em Supermercados


Mais uma conquista dos farmacêuticos em defesa da saúde da população.

O relator da MP 881/19 (MP da Liberdade Econômica), deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), acatou a defesa apresentada em conjunto pelo CFF e pelos Conselhos Regionais de Farmácia e retirou da MP as emendas que liberavam a venda de MIPs nos supermercados e criavam a assistência farmacêutica remota.

Segundo o relator, ficou definido também que, devido à sua complexidade, o tema será futuramente discutido em um grupo mais amplo para que qualquer decisão tenha correto embasamento técnico, mas que ele não será incluído na MP 881.

Fonte: CRF-SP


Anvisa proíbe Magazine Luiza de vender medicamentos


Em Resolução divulgada no Diário Oficial da União, a Anvisa proibiu a loja de departamentos Magazine Luiza de vender ou divulgar quaisquer medicamentos. Segundo a publicação da Agência, a loja não possui a Autorização de Funcionamento de Farmácias e Drogarias (AFE).

Sim, esta loja comercializava uma série de medicamentos, conforme se pode verificar nesta página de busca: https://busca.magazineluiza.com.br/busca?q=rem%C3%A9dio&page=1

Cada produto desta relação já não está mais acompanhado do botão "comprar", portanto as medidas já surtem efeito. O próximo passo, espera-se, é o de estes produtos serem retirados do site da loja.

Texto da proibição: DOU edição 130

Fonte: CRF-SP


Predispostos à hipertensão devem moderar no café


O hábito de consumir mais de três xícaras de café por dia aumenta em até quatro vezes a chance de indivíduos predispostos à hipertensão apresentarem níveis elevados de pressão arterial.

Não foi observada associação significativa entre a bebida e os níveis de pressão arterial no caso de pessoas que consumiam até três xícaras ao dia.

"Esses achados destacam a importância de moderar o consumo de café para a prevenção da pressão alta, particularmente em indivíduos geneticamente predispostos a este fator de risco cardiovascular," disse a pesquisadora Andreia Machado Miranda, da USP (Universidade de São Paulo).

Foram considerados como pressão arterial elevada valores acima de 140 por 90 milímetros de mercúrio (mmHg).

Em um trabalho anterior, Andreia havia observado que o consumo moderado de café (de uma a três xícaras diárias) tem efeito benéfico sobre alguns fatores de risco cardiovascular - particularmente a pressão arterial e os níveis sanguíneos de homocisteína, aminoácido relacionado com o surgimento de alterações nos vasos sanguíneos, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Fonte: Diário da Saúde


Exercício físico excessivo prejudica coração e fígado


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, demonstraram que as consequências do excesso de treinamento - exercícios físicos em excesso - para o organismo vão muito além da queda no rendimento esportivo, havendo efeitos prejudiciais no tecido musculoesquelético, coração, fígado e sistema nervoso central.

Atletas costumam apresentar queda no rendimento quando submetidos a um treinamento muito intenso, sem período adequado de recuperação. O quadro é conhecido como síndrome do sobretreinamento e pode incluir sintomas como perda de apetite e de peso, insônia, irritabilidade, queda na imunidade e depressão.

A explicação mais aceita para o fenômeno é conhecida como teoria das citocinas, formulada há mais de duas décadas. O raciocínio é que lesões no tecido musculoesquelético causadas pelo exercício excessivo induziriam a liberação na corrente sanguínea de substâncias pró-inflamatórias (proteínas produzidas por células de defesa e conhecidas como citocinas), que desencadeariam os efeitos sistêmicos.

Mas os resultados obtidos pela equipe brasileira em experimentos com camundongos contrariam a hipótese de que as citocinas pró-inflamatórias seriam o único fator responsável pela queda na performance, que, nos animais, se manteve prejudicada mesmo depois que o nível dessas substâncias no sangue se normalizou.

Diferentes protocolos de sobretreinamento - corrida no plano, na subida e na descida - foram testados com o objetivo de entender a ação das citocinas pró-inflamatórias induzidas pelo exercício físico excessivo em diferentes tecidos.

Todos induziram um aumento no nível de três citocinas pró-inflamatórias no soro sanguíneo: interleucina-1-beta (IL-1β), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). O aumento das moléculas pró-inflamatórias também foi observado no tecido musculoesquelético, com efeitos variados nos três protocolos.

Fonte: Diário da Saúde


Desabastecimento de Provera®


O grupo Wyeth/Pfizer informou na data de hoje (17/07/2019) em comunicado pelo seu site, que o medicamento Provera® (acetato de medroxiprogesterona) passará por um desabastecimento temporário devido ao aumento na demanda e à revisão do processo de fabricação. A previsão de normalização é outubro de 2019.

Fonte: pfizer.com.br


Regularização do fornecimento de Aspirina® Prevent 100mg


A Bayer informou, em comunicado disponibilizado pela internet no final de maio, que a situação de falta temporária do medicamento Aspirina® Prevent (concentração de 100mg) foi regularizada e que o produto está novamente disponível nas drogarias de todas as regiões do Brasil.

No mês de janeiro a empresa havia comunicado a falta temporária deste medicamento nas apresentações de 100mg e 300mg devido a obras para modernização em sua fábrica. O comunicado mais recente refere-se apenas à apresentação de 100mg. Existe a possibilidade de contato com o SAC em caso de dúvidas.

Fonte: bayer.com.br


Desabastecimento de Lorax®


Em comunicado deste 24 de junho feito pelo website, o grupo Wyeth/Pfizer informa o desabastecimento temporário do medicamento Lorax® (lorazepam) nas apresentações de 1mg e 2mg.

O motivo associado a esta ocorrência é a mudança no processo de fabricação, precisando ser submetida e validada pela Anvisa. A previsão para normalização, que o fabricante transmite de forma alinhada com o órgão regulador, está atualizada para agosto de 2021.

Há orientação para se consultar um profissional médico em caso de dúvidas quanto à disponibilidade do tratamento.

Fonte: pfizer.com.br


Desabastecimento de Frontal® XR 2mg


O grupo Wyeth/Pfizer informou este mês, por meio de comunicado em seu site, que o medicamento Frontal® XR (alprazolam), na apresentação de 2mg, passará por um desabastecimento temporário devido atrasos nos processos de produção e importação do produto. A previsão de normalização é novembro de 2019.

Fonte: pfizer.com.br


Desabastecimento de Vibramicina®


O grupo Wyeth/Pfizer informa, por meio de comunicado em seu site, que o medicamento Vibramicina® (cloridrato de doxiciclina) na apresentação de comprimidos revestidos de 100mg, passará por desabastecimento temporário devido a mudança da unidade fabril responsável por sua produção.

A previsão para a normalização do abastecimento está atualizada para o mês de julho.

Fonte: pfizer.com.br


Reativação de Atensina® 0,200 mg


A Boehringer Ingelheim do Brasil informou neste mês de maio, por meio de comunicado regulatório em seu site, a reativação da fabricação do medicamento Atensina® (cloridrato de clonidina) na concentração de 0,200mg.

Ainda em mesmo comunicado, a empresa informa que o reabastecimento será gradual e que a normalização de sua disponibilidade no mercado deverá ocorrer durante o mês de junho.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


ONU: Uso excessivo de antimicrobianos pode matar 10 milhões ao ano até 2050


Relatório de entidades ligadas à ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado neste 29 de abril, alerta que o uso excessivo de medicamentos e os consequentes casos de resistência antimicrobiana podem causar a morte de até 10 milhões de pessoas todos os anos até 2050.

O prejuízo à economia global, segundo o documento, pode ser tão catastrófico quanto a crise financeira que assolou o mundo entre 2008 e 2009. A estimativa é que, até 2030, a resistência antimicrobiana leve cerca de 24 milhões de pessoas à extrema pobreza.

Atualmente, pelo menos 700 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças resistentes a medicamentos - incluindo 230 mil por causa da chamada tuberculose multirresistente. "Mais e mais doenças comuns, incluindo infecções do trato respiratório, infecções sexualmente transmissíveis e infecções do trato urinário estão se tornando intratáveis", destacou a OMS (Organização Mundial da Saúde) por meio de comunicado.

"O mundo já está sentindo as consequências econômicas e na saúde, à medida que medicamentos cruciais se tornam ineficazes. Sem o investimento dos países em todas as faixas de renda, as futuras gerações terão de enfrentar impactos desastrosos da resistência antimicrobiana descontrolada", completou a entidade.

Fonte: UOL


Desabastecimento e Regularização de Natifa e Natifa Pro


No dia 2 deste mês de abril, a Libbs notificou em seu site o desabastecimento de Natifa (estradiol 1mg) e Natifa Pro (estradiol 1mg + acetato de noretisterona 0,5mg), devido a problemas na cadeia de suprimentos, ocasionando falta temporária do produto nas drogarias.

Esta informação já foi atualizada pela empresa, com a notícia de normalização da produção e retomada do abastecimento. Pacientes que ficarem em dúvida quanto à disponibilidade do medicamento poderão entrar em contato com o fabricante para obter esclarecimentos.

Fonte: libbs.com.br


Há um ano, Olcadil® foi retirado do mercado. Pacientes adaptados?


Já se passou um ano desde o desabastecimento do medicamento Olcadil® (cloxazolam) nas drogarias, acompanhado de posterior decisão da Novartis de descontinuá-lo em definitivo, devido à dificuldade para aquisição do princípio ativo.

Este benzodiazepínico possuía algumas particularidades, que eram vistas como pontos positivos aos pacientes adaptados ao tratamento. Algumas das características do cloxazolam:

· Maior potência em relação ao diazepam na função ansiolítica e menor sedação;
· Rapidamente absorvido, com rápido início de ação;
· O pico de concentração sérico ocorre em uma hora e tem meia-vida de 40 horas, podendo ser administrado em dose única diária;
· As doses de cloxazolam podem ser individualizadas e mantidas baixas, desde que eficazes;
· A associação com antidepressivos promove o alívio dos sintomas desde o início do tratamento para transtornos ansiosos, contribuindo para adesão ao esquema terapêutico.

Como ficaram os pacientes de lá para cá? Todos adaptados a outra alternativa disponível? Você, como profissional atuante em um estabelecimento de saúde, ainda registra relatos sobre este medicamento? Compartilhe conosco a sua experiência!


Descontinuação temporária de Flagyl® 400mg


Em comunicado disponibilizado pelo site da empresa, a Sanofi informa que protocolou, em 07/03/2019, perante a ANVISA, a descontinuação temporária de fabricação do medicamento Flagyl® 400mg (metronidazol), devido a questões relacionadas ao fornecimento do principio ativo.

A Sanofi informa que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento.

Fonte: sanofi.com.br


Aprovado tratamento preventivo contra enxaqueca


A Anvisa aprovou, em 25 de março de 2019, o primeiro tratamento preventivo específico para enxaqueca no país. Trata-se do medicamento biológico erenumabe, comercialmente registrado como Pasurta. Ele será comercializado pela Novartis no Brasil e a previsão é de que a população poderá adquiri-lo já no primeiro semestre de 2019.

Erenumabe é o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano desenvolvido especificamente para bloquear os receptores do peptídeo relacionado com os genes de calcitonina (CGRP), responsável por desencadear crises de enxaqueca.

Os níveis de CGRP sobem durante as crises e se normalizam quando elas acabam. Em estudo internacional, a eficácia do erenumabe na prevenção da doença foi demonstrada e a segurança é comparável ao uso de placebo. O medicamento já conta com aprovação nos Estados Unidos e Europa.

Fonte: novartis.com.br


Conheça as vacinas contra gripe aprovadas para 2019


Seis vacinas contra gripe (influenza) tiveram aprovação da Anvisa para uso no Brasil em 2019. Os produtos autorizados são os que fizeram a atualização das cepas do vírus da gripe, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Resolução RE 2.714, de outubro de 2018, da Agência. São eles:

- Fluarix Tetra – GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
- Influvac – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
- Influvac Tetra – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
- Vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada) – Instituto Butantan.
- Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada) – Medstar Importação e Exportação Eireli.
- Vaxigrip – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

As vacinas influenza trivalentes a serem usadas no país, neste ano, devem conter, obrigatoriamente, três tipos de cepas de vírus em combinação e devem observar as seguintes especificações:

– Um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09.
– Um vírus similar ao vírus influenza A/Switzerland/8060/2017 (H3N2).
– Um vírus similar ao vírus influenza B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87).

As vacinas influenza quadrivalentes, contendo dois tipos de cepas do vírus influenza B, deverão conter um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013 (linhagem B/Yamagata/16/88), adicionalmente aos três tipos de cepas especificadas acima.

Fonte: ANVISA


Aprovado novo tratamento contra Tuberculose


Foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta segunda-feira (25/2) a aprovação, pela Anvisa, do registro do medicamento Sirturo® (bedaquilina), indicado para o tratamento combinado da tuberculose pulmonar (TB) causada por Mycobacterium tuberculosis (M. tuberculosis) resistente a múltiplas drogas, em pacientes adultos.

A nova forma farmacêutica é em comprimido na concentração de 100mg. A detentora do registro do medicamento, que deve ser administrado conforme recomendação médica, é a empresa Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.

O Sirturo® tem várias propriedades que podem melhorar o quadro clínico de pacientes infectados com TB suscetível a drogas ou resistente a múltiplas drogas. A bedaquilina é um agente terapêutico com um mecanismo de ação único e específico para micobactérias.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos da doença.

Fonte: ANVISA


Aprovado novo tratamento para câncer de pulmão


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anuncia a aprovação de uma nova opção de tratamento para câncer de pulmão de não pequenas células avançado com mutação ALK, que acomete, em sua maioria, mulheres jovens e não fumantes. Trata-se do Alecensa® (alectinibe).

O estudo ALEX, que baseou a aprovação, demonstrou que o uso de alectinibe reduziu em mais da metade, o risco de progressão da doença, em comparação com o tratamento padrão atual, estendendo o tempo médio de vida sem o agravamento do câncer de menos de um ano para mais de dois anos”. Mostrou, ainda, redução de mais de 80% no risco de desenvolvimento de metástase cerebral.

Trata-se de um medicamento oral criado pela Chugai, centro de desenvolvimento do Grupo Roche no Japão, para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) cujos tumores são identificados como positivos para alteração do gene ALK.

Alectinibe está atualmente aprovado nos Estados Unidos, Europa, Kwait, Israel, Hong Kong, Canadá, Coreia do Sul, Suíça, Índia, Austrália, Singapura e Taiwan para o tratamento de CPNPC avançado (metastático) positivo para ALK, cuja doença se agravou após outro tratamento ou para aqueles que não puderam tolerar o tratamento com crizotinibe.

Fonte: roche.com.br


Aspirina Prevent® segue sem previsão de reabastecimento


A Bayer informou, em comunicado do dia 31/01/2019 disponibilizado em seu site, que ainda não é possível determinar uma data precisa para o reabastecimento do medicamento Aspirina Prevent® nas concentrações de 100mg e 300mg no mercado.

A falta temporária do medicamento consiste na modernização da fábrica, uma vez que o impacto das obras reduziu a capacidade de produção de alguns dos produtos.

A empresa disponibiliza o serviço de atendimento ao consumidor para esclarecimento de dúvidas e salienta que informará quando a situação for regularizada.

Fonte: bayer.com.br


Entra em vigor a Lei 13.732/18


Entrou em vigor no dia 7 de fevereiro, a Lei 13.732/18, que torna válidas em todo território nacional as prescrições, independentemente do Estado em que tenham sido emitidas. A Lei altera o artigo 35 da Lei nº 5.991/73, que trata do controle sanitário do comércio de medicamentos, e vale inclusive para medicamentos sujeitos ao controle sanitário especial, nos termos disciplinados em regulamento.

A iniciativa tem o objetivo de beneficiar os pacientes que estão em tratamento e precisam viajar ou se consultar em outro estado.

Segundo ofício circular da Anvisa para as Vigilâncias Sanitárias estaduais, as regras para aceitação de receitas de controle especial e de notificações de receita A emitidas em outros estados permanecem as mesmas, ou seja, o farmacêutico deve apresentá-las à Vigilância Sanitária no prazo de 72 horas para averiguação e visto. Já para os demais receituários controlados, não há essa exigência.

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Fonte: crfsp.org.br


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