Flibanserina, o "Viagra" feminino


A Flibanserina é um fármaco sintetizado com o propósito de atuação terapêutica antidepressiva, porém os testes clínicos revelaram propriedades estimulantes da libido nas mulheres.

Desde 2015 a flibanserina é liberada nos EUA com o nome de Addyi e seus resultados são variáveis quando se comparam eficácia e efeitos indesejáveis. Agora, a fabricação e venda do medicamento foi liberada também no Egito.

Em mulheres, o desejo sexual é regulado não somente pelos hormônios sexuais testosterona e estrogênio, mas também pelos neurotransmissores dopamina e norepinefrina, que aumentam o interesse sexual e o desejo, enquanto a serotonina os diminui. A flibanserina age no sistema nervoso central como agonista do receptor de serotonina 5-HT1A, antagonista do receptor de serotonina 5- HT2A e agonista parcial dos receptores de dopamina D4.




Assim, acredita-se que esta molécula melhore o desejo sexual aumentando a liberação de dopamina e norepinefrina, acompanhado de redução na liberação de serotonina nos circuitos cerebrais relacionados ao interesse sexual. O fármaco atua, portanto, mediando a atividade de neurotransmissores que participam diretamente no desejo sexual.

O problema é que, segundo resultados de testes com o medicamento no site do FDA (órgão responsável pela regulação de alimentos e medicamentos nos EUA), o índice de mulheres que obtiveram melhora na vida sexual após submetidas ao tratamento com flibanserina foi considerado baixo em comparação com as reações adversas. Entre as mais comuns relatam-se tontura, hipotensão, náusea, cansaço e sonolência.

Outro aspecto negativo é o preço. Sendo que a posologia consiste em doses diárias recomendadas a mulheres em pré-menopausa, o custo do tratamento torna-se elevado, uma vez que cada comprimido custa o equivalente a um comprimido de sildenafila (se fizermos a comparação econômica entre fármacos utilizados com o mesmo objetivo em sexos opostos).

Fontes:
Revista Virtual de Química maio/junho de 2016
universa.uol.com.br
laboratoriodamulher.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares