Ondansetrona: afinal, aumenta o risco de malformação congênita?


Recentemente, a Anvisa (assim como outros meios de comunicação em saúde) publicou um alerta quanto ao uso de ondansetrona durante a gravidez, devido à possibilidade de malformação congênita ao referir risco de defeitos de fechamento orofacial.

Após toda a repercussão do assunto pela rede, o portal pebmed fez publicação citando algumas fontes de informação para maior compreensão do assunto. Estas fontes são repassadas a seguir, trazendo ao leitor do blog a oportunidade de familiarização.

Dois estudos da International Society of Pharmacovigilance (ISOP) indicaram aumento do risco de malformações. São eles:




- Huybrechts et al: estudo de coorte retrospectivo de 88.467 mulheres expostas a ondansetrona no primeiro trimestre em comparação com 1.727.947 mulheres não expostas. Três casos para cada 10 mil foram identificados para mulheres expostas. Não foram observados casos de malformações cardíacas;

- Zambelli et al: estudo retrospectivo caso-controle, realizado em 864.083 casais formados por mães e filhos, onde 76.330 receberam ondansetrona no primeiro trimestre. O risco de malformações cardíacas, principalmente septais, foi maior no grupo que recebeu ondansetrona no primeiro trimestre. Não se observou aumento de risco de defeitos orofaciais.

Em contrapartida, há publicações que advogam o uso em situações que outras medicações tem falhado como recurso terapêutico. Entre elas, seguem algumas:

- Recomendações da UK Teratology Information Service e European Network of Teratology Information Services

- Estudo publicado no site do Centers for Disease Control and Prevention mostrando que o uso do medicamento não aumenta risco fetal

- Estudo sobre a segurança da ondansetrona, publicado pela An International Journal of Obstetrics & Gynaecology (BJOG)

Diante deste suporte na literatura, o médico ginecologista e obstetra João Marcelo Martins Coluna, autor do texto publicado no pebmed com as referências aqui compartilhadas, sugere o bom senso: "Evitar drogas no primeiro trimestre, sempre que possível, é o ideal, mas a ondansetrona se mostra um recurso seguro para as exceções. Além dessas publicações, é importante lembrar que, no Brasil, temos o respaldo da FEBRASGO, que garante ser seguro seu uso. Portanto, devemos sempre filtrar nossas origens das informações e pesar o risco x benefício para nossas pacientes".

Fonte: pebmed.com.br


Tratamento inovador brasileiro salva paciente terminal de câncer

Equipe médica do HC de Ribeirão Preto — Foto: Divulgação/HCFMRP

Um paciente terminal brasileiro com câncer vai ter alta após sucesso com uma terapia genética feita pela primeira vez na América Latina.

O homem, que estava desenganado, deixará o hospital livre dos sintomas do câncer, graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell.

Segundo os médicos, o paciente respondeu bem ao tratamento. Ele tinha linfoma e tomava morfina diariamente. Tinha previsão de um ano de vida. Quatro dias após o tratamento experimental, ele deixou de sentir as fortes dores causadas pela doença, uma semana depois voltou a andar e o câncer entrou em remissão.

Os pesquisadores da USP – apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) – desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell, que foi criada nos EUA. Ainda é recente, está em fase de pesquisas e é pouco acessível.

A estratégia da CART-Cell consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Fonte: sonoticiaboa.com.br


Vacina contra Klebsiella pneumoniae


Cientistas produziram e testaram, em animais de laboratório, uma vacina que protege contra uma superbactéria preocupante: uma forma hipervirulenta da bactéria Klebsiella pneumoniae.

A vitória contra a superbactéria foi conseguida manipulando geneticamente uma forma inofensiva de outra bactéria, a E. coli.

A Klebsiella pneumoniae causa uma variedade de infecções, incluindo infecções raras, porém fatais, do fígado, trato respiratório, corrente sanguínea e outras. Pouco se sabe sobre como exatamente as pessoas são infectadas por esta cepa extraordinariamente hábil em adquirir resistência aos antibióticos.

A vacina, quando totalmente testada e desenvolvida, poderá oferecer uma maneira de proteger as pessoas contra essas infecções letais, difíceis de prevenir e tratar.

A vacina experimental tem como alvo a superfície externa da bactéria, que é revestida com açúcares. Assim, os pesquisadores projetaram um glicoconjugado composto por esses açúcares ligados a uma proteína que ajuda a tornar a vacina mais eficaz. Vacinas semelhantes têm-se mostrado altamente bem-sucedidas na proteção de pessoas contra meningite bacteriana e um tipo de pneumonia.

"As vacinas glicoconjugadas estão entre as mais eficazes, mas tradicionalmente elas envolvem um bocado de síntese química, que é lenta e cara. Nós substituímos a química pela biologia manipulando geneticamente a E. coli para fazer toda a síntese para nós," contou o professor Christian Harding.

Fonte: Diário da Saúde
Artigo: A promising bioconjugate vaccine against hypervirulent Klebsiella pneumoniae


Planta supera atividade de fluconazol


Os fungos do gênero Candida causam uma doença bastante comum em humanos, a candidíase, ou monilíase.

Em pessoas com baixa imunidade, principalmente em ambiente hospitalar, a infecção pode ser mortal. E, embora o medicamento mais usado para combatê-la seja eficiente em grande parte dos casos, algumas variedades do patógeno apresentam resistência aos medicamentos.

Agora, pesquisadores do Brasil e da Espanha conseguiram isolar compostos presentes no sansão-do-campo (Mimosa caesalpiniifolia) - uma planta do Cerrado também conhecida como cerca-viva - que combatem duas espécies de Candida.

A ideia é criar uma pomada que possa ser usada como alternativa ao fluconazol, antimicótico há mais de duas décadas considerado a melhor alternativa contra a candidíase. A infecção pode causar coceira e dor nos órgãos genitais, além de pequenas feridas (em homens) ou corrimento (nas mulheres).

Foram isolados do extrato do sansão-do-campo 23 compostos já conhecidos, além de cinco flavonoides inéditos, nomeados mimosacaesalpina A, B, C, D e E. Aplicados em amostras de Candida glabrata e Candida krusei, duas espécies causadoras de candidíase, quatro dos 28 compostos mostraram atividade antifúngica maior que a do fluconazol.

Fonte: Diário da Saúde


FDA aprova novo medicamento para prevenir HIV


A FDA, agência reguladora de saúde nos EUA, aprovou nesta quinta-feira (03/10), o Descovy, do laboratório Gilead Sciences, como segunda pílula para ajudar a prevenir o HIV em adultos e adolescentes com alto risco de infecção pelo vírus. O medicamento é uma combinação dos antirretrovirais emtricitabina 200mg e tenofovir alafenamida 25mg.

“Os medicamentos PrEP (profilaxia pré-exposição) são altamente eficazes quando tomados conforme indicado na bula e podem prevenir a infecção pelo HIV”, disse Jeffrey Murray, diretor adjunto da Divisão de Produtos Antivirais do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

A segurança e eficácia de Descovy para PrEP foram avaliadas em um estudo multinacional com 5.387 homens HIV negativos e mulheres trans, que fazem sexo com homens, e corriam risco de infecção pelo HIV. O estudo comparou o Descovy com o Truvada (emtricitabina, tenofovir disoproxil fumarato, 200mg/300mg), medicamento aprovado desde 2012 para PrEP.

Os participantes foram acompanhados por 48 a 96 semanas. O estudo mostrou que a proteção do Descovy era semelhante ao do Truvada na redução do risco de adquirir infecção pelo HIV. Diarreia foi o efeito colateral mais comum.

O tratamento só não se aplica a mulheres que fazem sexo vaginal, pois a efetividade nessa população não foi avaliada.

Fonte: Veja


Doria quer extinguir Furp


A Fundação para o Remédio Popular (Furp) é o laboratório farmacêutico oficial do governo do Estado de São Paulo.

Vinculada à Secretaria de Saúde, foi criada em 1968 com o objetivo de fabricar, a preços reduzidos, medicamentos para secretarias estaduais e municipais,  hospitais públicos e santas casas de todo o Brasil.  Atualmente 3 mil cidades brasileiras contam com os 40 medicamentos produzidos pela Furp.

Durante entrevista coletiva em 25 de setembro, o governador de São Paulo anunciou que vai acabar com a Furp: "É uma decisão de governo. O projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa. Este é um governo desestatizante".

NOTA DE REPÚDIO DA FENAFAR:

A Federação Nacional dos Farmacêuticos, entidade representativa da categoria farmacêutica no Brasil, e o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, vêm por meio desta nota manifestar seu mais profundo repúdio ao anúncio do governador do Estado de São Paulo, João Dória, que ameaça extinguir a Fundação para o Remédio Popular (FURP), maior produtora de medicamentos públicos do Brasil e da América Latina.

A privatização ou ameaça de extinção da FURP representa um ataque gravíssimo à soberania nacional na área de produção de medicamentos.

Fonte: viomundo.com.br


Ondansetrona em investigação: Risco de malformação congênita


A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (2/10), um alerta para o risco de defeitos de fechamento orofacial, principalmente casos de fenda palatina, identificados em filhos de mulheres expostas, durante o primeiro trimestre de gravidez, ao tratamento com a ondansetrona.

Por isso, profissionais prescritores devem ter cautela em relação à indicação do referido medicamento para mulheres no primeiro trimestre de gravidez, enquanto a Agência prossegue com as investigações relacionadas ao caso. Após a conclusão, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

Fonte: Anvisa


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