Comparação entre topiramato e naltrexona na dependência alcoólica


O alcoolismo é uma doença crônica que está entre as principais causas de mortalidade e incapacidade em todo mundo. No Brasil, aproximadamente 11% da população adulta apresenta sintomas de dependência alcoólica, uma parcela expressiva de nossa sociedade. O tratamento do alcoolismo, tradicionalmente focado em intervenções psicossociais, atualmente tem incorporado estratégias farmacológicas, comumente empregadas para tratar os sintomas da abstinência. Dentre eles, poucos medicamentos têm sido capazes de controlar, a longo-prazo, o abuso e a dependência de álcool.

Dois medicamentos têm sido apontados como possíveis promessas ao tratamento do alcoolismo: topiramato e naltrexona. O topiramato é um anticonvulsivante que facilita a ação inibitória do neurotransmissor GABA (nos receptores não-benzodiazepínicos) e reduz a ação excitatória sobre os receptores de glutamato. Por sua vez, a naltrexona atua sobre o sistema opioide, bloqueando os efeitos de recompensa do álcool e evitando recaídas.

Em vista disso, o presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia desses dois medicamentos no tratamento do alcoolismo. Participaram da pesquisa 155 pacientes, do sexo masculino, entre 18 e 60 anos de idade, diagnosticados como alcoolistas (critérios do CID-10; Classificação Internacional de Doenças).

Após uma semana de desintoxicação, os pacientes foram aleatoriamente destinados à composição de três grupos (tratados por um período de 12 semanas): (a) topiramato (300 mg diários) (n=55); (b) naltrexona (50 mg diários) (n=49); (c) placebo (n=54). Os critérios utilizados para medir as diferenças entre os grupos foram: (a) tempo da primeira recaída (número de semanas; até o primeiro consumo superior a 60g de etanol) (b) número de semanas de abstinência completa; (c) número de semanas de uso pesado de álcool (consumo de mais de 90g de etanol) e, finalmente (d) relatos sobre a existência de efeitos colaterais.




O grupo tratado com topiramato apresentou uma proporção significativamente maior de indivíduos abstinentes, comparado ao grupo placebo, após 4 semanas (67,3% vs. 42,6%) e 8 semanas de tratamento (61,5% vs. 31,5%). No entanto, transcorridas as  12 semanas, a diferença deixou de ser estatisticamente significativa (46,2% vs. 27,8%). Entre esses grupos, diferenças também foram observadas para outras medidas: (a) tempo para a primeira recaída (7,8 e 5 semanas, respectivamente); (b) duração do período de abstinência (8,2 e 5,6 semanas, respectivamente) e (c) número de semanas de consumo pesado de álcool (3,4 e 5,9 semanas, respectivamente).

Não foram observadas diferenças significativas entre o grupo naltrexona e placebo, tampouco entre os grupos naltrexona e topiramato, embora os pacientes tratados com topiramato tenham apresentado resultado melhor  em todas as medidas (talvez a diferença entre os grupos naltrexona e topiramato alcançasse significância estatística se a amostra recrutada fosse maior).

Conforme os autores, uma explicação plausível para as diferenças observadas entre o topiramato e naltrexona seja a amplitude de ação do topiramato, que atua sobre a redução da impulsividade, ansiedade e mudanças no humor vigentes na situação de abstinência alcoólica, enquanto que a naltrexona parece ser útil, especificamente, à diminuição da “fissura” por álcool.

Finalmente, embora o emprego de topiramato ainda não tenha sido aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), sua ação farmacológica sugere que seja uma alternativa eficaz para o tratamento do alcoolismo, possibilitando maior adesão do paciente não só ao tratamento farmacológico, mas a outros tipos de intervenção.

Fonte: cisa.org.br


Descontinuação definitiva de Antietanol®


A Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que protocolou, em 14/10/2019, perante à Anvisa, a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento Antietanol® (Dissulfiram). Em janeiro houve o comunicado de descontinuação temporária, mas agora o produto está realmente fora do mercado.

A empresa ressalta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento. Além disso, abre o canal de comunicação com o SAC para mais informações.

Fonte: sanofi.com.br


Aprovado tratamento para HIV com um comprimido diário


A Anvisa publicou a aprovação do medicamento Biktarvy® (bictegravir, entricitabina e tenofovir alafenamida), da Gilead Sciences, para tratamento de HIV em adultos e crianças com mais de seis anos e com peso corporal de pelo menos 25 kg. O paciente precisa tomar apenas um comprimido ao dia, com ou sem alimentos, para o tratamento da infecção pelo HIV.

O medicamento é composto por três substâncias ativas, contendo: um novo inibidor de integrase (INSTI) -o bictegravir; além de antirretrovirais de outras classes: entricitabina e tenofovir alafenamida (TAF). O TAF, que é utilizado em uma dosagem menor que o tenofovir (TDF), é mais permeável nas células e se concentra mais dentro delas. Portanto, sendo mais seguro que o tenofovir (TDF). Isso porque pode causar menos toxicidade renal e óssea.

“A aprovação do Biktarvy® significa um grande passo no tratamento do HIV no Brasil. Principalmente pela forma simples e eficiente com um único comprimido ao dia”, afirma a Diretora Médica da Gilead no Brasil, Dra. Rita Manzano Sarti.

Instagram: @interacaomedicamentosa

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Prednisolona e risco aumentado de diabetes em 7 dias


Uma semana de uso de prednisolona (glicocorticoide) é suficiente para aumentar o risco de diabetes tipo 2, segundo informações do Daily Mail. É o que mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Sapienza de Roma, na Itália, apresentado durante a Conferência Anual da Sociedade de Endocrinologia, realizado recentemente em Brighton, na Inglaterra.

Não é novidade que o uso de esteroides por longos períodos prejudica a regulação do açúcar no sangue. Por sua vez, o controle inadequado do açúcar no sangue leva à resistência à insulina, considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

A questão é que o novo estudo mostrou que o uso de um dos tipos de esteroides mais comuns, a prednisolona, aumenta esse risco após um curto período de uso. “Este é o primeiro estudo a examinar os efeitos metabólicos a curto prazo de doses comumente prescritas de glicocorticoides em homens saudáveis.

Isso indica que, mesmo com doses mais baixas, o metabolismo da glicose é prejudicado, sugerindo risco aumentado de diabetes com o tratamento continuado.”, disse Riccardo Pofi, líder do estudo.

Fonte: Veja


SUS oferece quatro novos medicamentos para tratar psoríase


O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer gratuitamente mais quatro medicamentos para o tratamento de psoríase. De acordo com o Ministério da Saúde, as novas opções de tratamento são alternativas para casos mais graves da doença ou para quando o paciente não responde bem aos medicamentos já ofertados.

Os medicamentos já eram ofertados pelo SUS, mas tinham indicação para tratamento de outras doenças. Segundo o Ministério, entre os medicamentos incluídos para tratamento da psoríase estão adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento após falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças.

Eles foram incluídos no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de psoríase em setembro deste ano após consulta pública realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec).

Instagram: interacaomedicamentosa

Fonte: exame.abril.com.br


Descontinuação temporária de Frisium


A Sanofi disponibilizou comunicado em seu site informando que protocolou, no dia 11/10/2019, a descontinuação temporária de fabricação do medicamento Frisium (clobazam). O medicamento é comercializado nas apresentações de 10mg e 20mg e, ao que tudo indica, o comunicado se refere a ambas.

Não há, por enquanto, informação publicada quanto ao motivo e previsão de normalização. Vale ressaltar que também já foi anunciada a falta temporária de Urbanil, medicamento que também contém como princípio ativo o clobazam.

A empresa recomenda que os pacientes procurem o seu médico, além de disponibilizar o SAC para esclarecimento de dúvidas.

Fonte: sanofi.com.br


Atualização nos Medicamentos de Referência


Seguem links para consulta rápida às duas listas atualizadas regularmente pela Anvisa, sendo as mais recentes disponibilizadas em 31/10/19.

Lista A (único insumo farmacêutico ativo): Acesse Aqui

Lista B (dois ou mais insumos farmacêuticos ativos): Acesse Aqui




Brasil aprova tafenoquina em dose única para cura da malária


A GSK no Brasil e a Medicines for Malaria Venture (MMV) anunciaram, no dia 30 de outubro, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) concedeu o registro regulatório com priorização de análise da tafenoquina em dose única para a cura radical (prevenção de recidiva) da malária por Plasmodium vivax (P. vivax) em pacientes com 16 anos ou mais que estejam recebendo cloroquina para infecção aguda por P. vivax.

Como dose única, a tafenoquina pode facilitar a adesão do paciente, levando à cura radical e prevenção de recidiva. Assim, torna-se uma alternativa ao tratamento padrão com primaquina que deve ser administrada por 7 ou 14 dias.

Ao fazer isso, o Brasil se tornou o primeiro país com malária endêmica a aprovar tafenoquina. Antes da medicação ser disponibilizada à população em geral, o Ministério da Saúde, em parceria com a MMV, conduzirá um estudo de viabilidade com o objetivo de testar a tafenoquina com o teste da enzima G6PD no cenário de vida real.

Este estudo, denominado TRuST, será realizado nos municípios de Manaus e Porto Velho. Sua conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2021 e seus resultados ajudarão o Ministério da Saúde na decisão sobre a melhor forma de disponibilizar a tafenoquina em áreas endêmicas de P. vivax.

Fonte: https://br.gsk.com/


Sobre a dipirona e suas complicações clínicas


Alguns levantamentos bibliográficos citam que a ação da dipirona é melhor quando comparada com outros AINEs, porém, como cita Diogo (2003), pode desencadear graves reações adversas a medicamentos (RAMs), como anemia aplástica, síndrome de Stevens-Johnson, Necrose Epidérmica Tóxica e Agranulocitose, que são raras, mas potencialmente fatais.

Sua comercialização foi proibida em alguns países, como Suécia e EUA, devido à incidência de agranulocitose, entretanto sua venda é liberada em países como o Brasil e México (DANIELI; LEAL 2003).

Conforme a base de dados utilizada pela OMS, VigiAccess®, as notificações de RAMs relacionadas com a dipirona, desde 1.968 até 2.015, a nível mundial, giram em torno de 15.000 e a maior prevalência é na Europa com 57% (8.365 casos), seguida pelas Américas 30% (4.433 casos). A Ásia, África e Oceania ocupam aproximadamente 13,40% no total (VIGIACCESS, 2015).

É notável a discrepância entre os valores, que pode estar relacionada, além das diferenças genéticas, com falhas nas notificações de RAMs ou nos diagnósticos, provavelmente em decorrência do despreparo dos profissionais de saúde e falta de orientação à população.

Em relação à intoxicação, no ano de 1998, a dipirona estava entre os 5 princípios ativos mais frequentes de toxicidade devido à erro de administração, erro de prescrição e automedicação (GANDOLFI; ANDRADE, 2006).




Devido à falta de consenso mundial sobre o seu consumo seguro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realizou um debate conhecido como “Painel Internacional de Avaliação da Segurança da Dipirona”, sobre o esclarecimento dos aspectos de segurança da dipirona, comprovando casos de agranulocitose, porém verificou-se que a sua incidência era baixa. Como resultado, manteve-se então o seu status de venda livre (ANVISA, 2001).

Contudo, alguns autores questionam esse resultado, afirmando que o material que embasou o Painel é antigo e continha erros metodológicos, sendo necessária a realização de mais estudo para se obter um consenso real sobre os riscos e os benefícios do uso da dipirona.

Muitos casos de intoxicações em decorrência de medicamentos estão relacionados com a dipirona, em virtude da sua classificação de venda livre, facilitando a prática da automedicação, além da existência de falhas na prescrição.

Existem divergências quanto aos reais índices das reações adversas, principalmente sobre a agranulocitose e a falta de consenso referente ao uso seguro da dipirona, colocando em risco a saúde da população em geral. Então torna-se evidente a necessidade da realização de mais estudos epidemiológicos, principalmente onde o uso da dipirona é abundante.

Fonte: saocamilo-sp.br


Lítio reverte danos da radiação no cérebro


Cientistas suecos concluíram, em uma experiência com camundongos, que o lítio pode reverter os malefícios da radiação no cérebro.

Isso torna o elemento, já utilizado como estabilizador do humor, uma terapia promissora para tratar crianças que foram sujeitas à radioterapia e desenvolveram posteriormente défices de memória e aprendizagem.

Giulia Zanni e seus colegas do Instituto Karolinska mostraram que a capacidade de memória e aprendizagem dos roedores melhorou quando foram tratados com lítio após, numa fase inicial da vida, o seu cérebro ter sido submetido a uma dose de radiação de 4 grays (Gy) - um gray é a quantidade de energia de radiação ionizante absorvida por unidade de massa, ou seja, um joule de radiação absorvida por um quilograma.

A equipe verificou aumento da formação de novos neurônios na área do cérebro (hipocampo) que é importante para a memória, da fase de crescimento até se tornarem quase adultos.

A ideia agora é avançar para ensaios clínicos, os quais sugeriram anteriormente que o lítio protege o cérebro contra lesões se for administrado juntamente com a radioterapia.

Fonte: Diário da Saúde (Artigo - Lithium treatment reverses irradiation-induced changes in rodent neural progenitors and rescues cognition)


Sintomas de abstinência aos ISRS


A abstinência à descontinuação abrupta dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS - ex: fluoxetina), surge 24 a 72 horas depois da interrupção do tratamento e provoca os seguintes sintomas:

- Psiquiátricos: ansiedade, insônia, irritabilidade, explosões de choro, distúrbios de humor e sonhos vívidos;
- Neurológicos e motores: tonturas, vertigens, sensação de cabeça vazia, cefaleia, falta de coordenação motora, alterações de sensibilidade da pele e tremores;
- Gastrintestinais: náuseas, vômitos e alterações do hábito intestinal;
- Somáticos: calafrios, fadiga, letargia, dores musculares e congestão nasal.

Na ausência de tratamento esses sintomas desagradáveis costumam durar de uma a três semanas. Embora sejam discretos ou de moderada intensidade na maioria dos casos, às vezes podem se tornar mais intensos e serem confundidos com outras enfermidades.

A probabilidade de desenvolver a sintomatologia descrita é tanto maior quanto mais longa tiver sido a duração do tratamento.

Fonte: drauziovarella.uol.com.br


Estatinas e Osteoporose: proteção e risco dependem da dose


Foi encontrada pela primeira vez uma conexão entre a dosagem de estatinas (ex: sinvastatina) e o diagnóstico de osteoporose.

Em doses baixas, as estatinas podem proteger contra a reabsorção óssea. Porém, quanto maior a dosagem destes fármacos, maior a probabilidade de osteoporose. O estudo foi conduzido pela Universidade Médica de Viena (Áustria).

"Nos grupos com doses mais baixas, houve menos casos de osteoporose do que o esperado," aponta a pesquisadora Alexandra Kautzky-Willer. Em doses de até 10mg das estatinas lovastatina, pravastatina, sinvastatina ou rosuvastatina, os cientistas descobriram menos diagnósticos de osteoporose em comparação com pacientes sem terapia com estatinas.

"Com doses a partir de 20mg, no entanto, a maré parece mudar. Encontramos mais casos de osteoporose em pacientes tratados com sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina do que o esperado," completou Kautzky-Willer.

O efeito cresceu com a dose, ou seja, quanto maior a dosagem de estatinas, maior foi o risco de desenvolvimento da osteoporose. A tendência também persistiu após controlar os dados para fatores de risco para osteoporose, como idade, excesso de peso e outras condições pré-existentes. A correlação foi observada em ambos os sexos.

Fonte: Diário da Saúde


Descontinuação temporária de Urbanil


A empresa Sanofi inseriu comunicado em seu site informando que protocolou junto à Anvisa, no dia 11/10/19, a descontinuação temporária do medicamento Urbanil (clobazam).

Não há detalhes sobre o motivo que resulta na falta do medicamento, assim como especificação de apresentações do produto e previsão para reabastecimento.

Há orientação para que o paciente procure seu médico e, caso necessário, entre em contato com o SAC para mais informações.

Fonte: sanofi.com.br


Desabastecimento de Frontal ® XR 2mg


O grupo Wyeth/Pfizer publicou em seu site o comunicado feito à Anvisa, no qual informa o desabastecimento temporário do medicamento Frontal® XR (alprazolam), na apresentação de 2mg. O motivo consiste em atrasos nos processos de produção e importação do produto. A previsão de normalização foi atualizada para meados de 2020.

Fonte: pfizer.com.br


Novo tipo do vírus HIV é descoberto


Pela primeira vez em quase 20 anos os cientistas descobriram um novo subtipo do vírus HIV. O organismo foi chamado de "cepa L" e pertence a um dos quatro grupos do vírus, o grupo M, que é responsável pela maior parte dos casos de Aids no mundo, segundo a Revista Brasileira de Análises Clínicas.

Um artigo sobre o assunto foi publicado no periódico científico Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes (JAIDS) nesta quarta-feira (6), mas as suspeitas da existência desse subtipo já existiam. O vírus precisava ser identificado em três pessoas diferentes para ser classificado como um novo tipo, o que não havia ocorrido até agora.

Segundo os especialistas, nos anos 1980 e 1990 o subtipo foi identificado em duas pessoas diferentes na República Democrática do Congo e, em 2001, outro caso foi encontrado. Mas, como a tecnologia de sequenciamento genético à época não era desenvolvida o bastante, as informações obtidas não bastavam para que os cientistas tivessem certeza de que todas as cepas encontradas faziam parte do mesmo grupo.

Felizmente, os métodos tecnológicos evoluíram e, com eles, a engenharia genética: foi por meio do sequenciamento do DNA desses vírus que o grupo de especialistas concluiu que estava lidando com um novo subtipo do microrganismo. "Identificar novos vírus como esse é como procurar uma agulha no palheiro", disse Mary Rodgers, uma das autoras do estudo, em comunicado. "Ao avançar nossas técnicas e usar a nova geração de tecnologia de sequenciamento, puxamos essa agulha com um ímã."

Faz sentido: graças à tecnologia, os cientistas podem estudar genomas inteiros de forma rápida e economicamente viável, o que ajuda a criar métodos preventivos contra o HIV – que hoje afeta 38 milhões de pessoas, segundo o Global Health Observatory. "Essa descoberta científica pode nos ajudar a garantir que estamos evitando novas pandemias", afirmou Rodgers.

Fonte: revistagalileu.globo.com


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