Cientistas criam receptor celular que impede infecção por Sars-CoV-2


Para invadir o corpo do hospedeiro, o Sars-CoV-2 conecta sua proteína spike (de pico) ao receptor ACE2 da célula humana. Este processo pode ser impedido com a ajuda de anticorpos especializados em neutralizar a proteína — mas nem sempre essa técnica funciona.

Isso porque a proteína spike pode sofrer mutações que impedem os anticorpos de identificá-la e neutralizá-la, facilitando, portanto, a infecção pelo novo coronavírus. Pensando nisso, uma equipe de cientistas de diversas instituições de pesquisa norte-americanas resolveu explorar uma versão "solúvel" do ACE2.

Como o grupo explica em artigo publicado nesta terça-feira (4), na revista Science, a ideia era criar uma versão do ACE2 que pudesse neutralizar diversos tipos diferentes de proteínas spike. Para isso, eles criaram uma biblioteca contendo todas as possíveis variações de espícula e, então, desenvolveram uma versão solúvel do receptor celular, apelidada de sACE2.v2.4.

Segundo os cientistas, os testes realizados com a partícula tiveram resultados interessantes: ela foi capaz de neutralizar tanto o Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, quanto o Sars-CoV-1, vírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars). "É possível que o receptor neutralize diversos [tipos de] coronavírus que usam o ACE2 e ainda não atingiram os seres humanos", afirmam os pesquisadores, em comunicado.

Fonte: revistagalileu.globo.com

RDC 405/2020 - Controle de medicamentos durante pandemia


A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União (D.O.U.) do dia 23/07, a RDC 405/2020, que estabelece regras de controle específicas para a prescrição, a dispensação e a escrituração de quatro fármacos: cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina. De acordo com a Agência, essa lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário.

O objetivo da norma é coibir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção humana pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da Covid-19.

A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já possuem indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os fármacos elencados na Resolução são usados no combate e controle de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida); e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina).

Confira o documento oficial aqui: RDC 405/2020

Fonte: guiadafarmacia.com.br

Riscos e benefícios do ácido acetilsalicílico tomado preventivamente


Tomar pequenas doses de aspirina preventivamente reduz o risco de doença cardiovascular, mas aumenta muito mais significativamente o risco de sangramento. Esta é a palavra mais recente da ciência sobre o assunto, de acordo com uma revisão sistemática da literatura médica publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.

Nicola Veronese e um time de várias instituições europeias conduziram a revisão porque o equilíbrio geral entre riscos e benefícios de tomar aspirina é um dos assuntos mais controversos da medicina atualmente. A equipe reuniu informações de análises de todos os estudos observacionais relevantes e ensaios clínicos randomizados feitos no passado recente.

O uso de aspirina em baixa dose por pessoas sem doença cardiovascular mostrou-se associado a uma incidência 17% menor de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos não fatais, derrames não fatais ou mortes relacionadas a doenças cardiovasculares.

Por outro lado, o uso preventivo de aspirina em baixa dose também foi associado a um risco 47% maior de sangramento gastrointestinal e um risco 34% maior de sangramento intracraniano.

"Esses riscos e benefícios precisam ser ponderados em análises formais de decisão para orientar o uso de aspirina na prevenção primária," ponderou o professor Lee Smith, da Universidade Anglia Ruskin (Reino Unido).

Fonte: diariodasaude.com.br


Desabastecimento temporário de valsartana


A Sanofi informa em seu site que protocolou perante a ANVISA a descontinuação temporária de fabricação do medicamento valsartana 80mg, 160mg e 320mg - comprimidos revestidos.

A empresa ressalta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento. Para mais informações, o Serviço de Atendimento ao Consumidor é disponibilizado.

Fonte: sanofi.com.br


Obesidade pode ganhar nova opção de tratamento


Pesquisadores portugueses descobriram uma nova anfetamina capaz de auxiliar na perda de peso sem apresentar os efeitos colaterais indesejáveis de outros tratamentos já existentes. Historicamente, medicamentos semelhantes a anfetaminas  têm sido alguns dos medicamentos antiobesidade mais receitados em todo o mundo, atuando no cérebro para suprimir o apetite.

Contudo, além de criarem dependência, eles ainda podem ter efeitos secundários perigosos, como aumento da frequência cardíaca, hipertensão ou hipertermia.

Agora, a equipe da professora Ana Domingos, do Instituto Gulbenkian de Ciência, modificaram a anfetamina para que ela não entre no cérebro, evitando assim a manifestação dos conhecidos efeitos secundários. O que a equipe descobriu é que os efeitos cardíacos das anfetaminas têm origem no cérebro, e não diretamente no coração.

"Sempre se pensou que os efeitos nocivos da anfetamina no sistema cardiovascular eram resultado de uma estimulação direta dos próprios nervos simpáticos cardíacos, e não de uma ação central no cérebro, onde sabemos que ela atua, por exemplo, para suprimir o apetite, apesar da falta de evidências experimentais que favoreçam um mecanismo em detrimento do outro," comentou Ana.

Para testar sua hipótese de que os efeitos cardíacos das anfetaminas poderiam ter origem cefálica, a equipe desenvolveu um fármaco similar mas que não atravessa a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro. Trata-se de uma anfetamina peguilada, batizada de PEGyAMPH.

Os experimentos em animais comprovaram que a PEGyAMPH não chega ao cérebro, mas retém a capacidade de facilitar a ativação de neurônios simpáticos e aumentar a estimulação simpática dos tecidos adiposos (a gordura), protegendo as cobaias contra a obesidade. E ela faz isso sem gerar efeitos comportamentais, tais como a diminuição do apetite e o aumento da atividade locomotora.

Assim, a PEGyAMPH reduz a obesidade com um efeito comparável ao da anfetamina, mas por um mecanismo distinto - que ainda terá que ser descrito detalhadamente -, em que não apresenta efeitos relacionados com a ação cerebral do fármaco original, mas aumenta o gasto energético corporal. Em outras palavras, a nova droga não apresenta o risco de dependência química.

Os pesquisadores já estão trabalhando no sentido de licenciar esta tecnologia, já patenteada, a parceiros industriais, para que a descoberta chegue às farmácias.

Fonte: diariodasaude.com.br


Covid-19 agride todo o sistema nervoso


Uma revisão de todos os sintomas neurológicos de pacientes com covid-19 publicados na literatura científica revelou que - embora não para todos os pacientes - a doença representa uma ameaça para todo o sistema nervoso.

Cerca de metade dos pacientes hospitalizados por covid-19 apresentam manifestações neurológicas, que incluem, de modo não cumulativo, dor de cabeça, tontura, diminuição do estado de alerta, dificuldade de concentração, distúrbios do olfato e do paladar, convulsões, derrames, fraqueza e dor muscular.

"É importante que o público em geral e os médicos estejam cientes disso, porque uma infecção por SARS-COV-2 pode apresentar sintomas neurológicos inicialmente, antes que ocorram febre, tosse ou problemas respiratórios," disse o Dr. Igor Koralnik, da Universidade Northwestern (EUA).

A revisão descreve as diferentes condições neurológicas que podem ocorrer em pacientes com covid-19 e como diagnosticá-las, bem como possíveis mecanismos patogênicos. "Esse entendimento é fundamental para direcionar o manejo clínico e o tratamento clínico apropriados," afirmou Koralnik.

A literatura científica já documentou casos em que a covid-19 afeta as mais diversas partes do sistema nervoso, incluindo o cérebro, medula espinhal e nervos, bem como os músculos. Como esta doença pode afetar múltiplos órgãos (pulmão, rim, coração), o cérebro também pode sofrer de falta de oxigenação ou distúrbios da coagulação que podem levar a derrames isquêmicos ou hemorrágicos.

Além disso, o vírus pode causar infecção direta no cérebro e nas meninges. Finalmente, a reação do sistema imunológico à infecção pode causar inflamação, que pode danificar o cérebro e os nervos.

Como o conhecimento a longo prazo das manifestações neurológicas da covid-19 é limitado, eles irão acompanhar alguns desses pacientes para determinar se os problemas neurológicos são temporários ou permanentes.

Fonte: diariodasaude.com.br
Artigo: Covid-19 - a global threat to the nervous system.


Redoxon® - Estoques intermitentes e risco de falta


A Bayer informa em seu site que, em função de aumento inesperado da demanda, os estoques do produto Redoxon® 1g e 2g estão intermitentes, ocasionando risco de falta temporária no mercado. A empresa reforça estar trabalhando para suprir a demanda e regularizar a situação.

Fonte: bayer.com.br


Prednisona x Digoxina


Prednisona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

Digoxina é um glicosídeo digitálico indicado no tratamento de arritmias e insuficiência cardíaca congestiva. Altera a distribuição iônica através da membrana celular produzindo aumento da contratilidade do miocárdio.

INTERAÇÃO: A possibilidade de intoxicação digitálica, ou mesmo da ocorrência de arritmias, é elevada quando se utiliza um glicosídeo cardíaco como a digoxina associada a um corticosteroide de uso sistêmico, citando como exemplo a prednisona.

O motivo para que ocorra a interação é relacionado à hipocalemia que pode surgir na terapia corticosteroide. Além deste grupo de fármacos, também é possível citar os diuréticos tiazídicos ou de alça, como hidroclorotiazida ou furosemida, uma vez que estes fármacos são depletores de potássio e podem ocasionar elevação da sensibilidade à digoxina.


Ranitidina x Fenitoína


Ranitidina é um fármaco utilizado na redução da secreção ácida gástrica, exercendo seu efeito através do antagonismo de receptores histamínicos H2.

Fenitoína é um anticonvulsivante que previne a hiperexcitabilidade neuronal ao reduzir o influxo de sódio na membrana.

INTERAÇÃO: O paciente em tratamento com fenitoína que passa a receber ranitidina pode apresentar elevação nas concentrações plasmáticas do anticonvulsivante, potencializando seus efeitos. O ajuste na dose para manutenção do tratamento talvez seja necessário diante de sintomas sugestivos de reações adversas da fenitoína no sistema nervoso central. Tais reações podem ocorrer na forma de nistagmo, ataxia, vertigem, confusão mental, dificuldade de dicção, entre outros.

Apesar de a cimetidina ser mais conhecida por inibição de CYP3A4 entre os anti-histamínicos H2, a bula de ranitidina também informa o risco.


Tramadol x Fluoxetina


Tramadol é um analgésico opióide de ação central que atua de forma semelhante às endorfinas, ligando suas moléculas aos receptores das células nervosas e levando à diminuição da dor.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

INTERAÇÃO: Esta associação de medicamentos pode produzir, ainda que em casos isolados, um quadro de síndrome serotoninérgica. Alguns dos sintomas sugestivos são: confusão, agitação, alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, febre e alucinações. Também há risco de esta condição se desenvolver quando o tramadol for administrado juntamente com outros ISRS, não apenas a fluoxetina.

Consta ainda em bula a informação de que o tramadol pode reduzir o limiar para crises convulsivas quando associado aos ISRS. Os relatos de convulsão são classificados como raros.


Alopurinol x Amoxicilina


Alopurinol é um fármaco utilizado no tratamento a longo prazo da gota. Tem como mecanismo de ação a inibição da xantina-oxidase, enzima que corresponde à biossíntese do ácido úrico.

Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age através da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

INTERAÇÃO: As bulas de ambos os medicamentos informam que o uso desta associação pode aumentar a probabilidade de ocorrerem reações alérgicas cutâneas, havendo o mesmo risco para a utilização de alopurinol com ampicilina. A recomendação é a de se administrar, sempre que possível, uma alternativa que substitua estes antimicrobianos nos pacientes que seguem tratamento com alopurinol e precisarem cuidar de uma infecção.


O salto nas vendas de clonazepam durante a pandemia


Receitado a pacientes com síndrome do pânico, depressão, ansiedade e insônia, o clonazepam tem sido mais lembrado na hora da prescrição durante estes dias estressantes de pandemia. As vendas comprovam essa impressão.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), a comercialização do medicamento aumentou 22% em março e abril deste ano comparado ao mesmo bimestre do ano passado, saltando de 4,6 milhões para 5,6 milhões de caixas.

Os meses de janeiro e fevereiro vinham na mesma linha dos resultados de 2019, até que houve um boom a partir de março. Um estudo feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) com 1460 pessoas em 23 estados mostrou que os casos de depressão aumentaram 90%, estresse agudo 40% e crises de ansiedade 71% durante a pandemia.

As informações foram coletadas em dois períodos: entre 20 e 25 de março, e entre 15 e 20 de abril.

Fonte: veja.abril.com.br


Hospital da USP usará robô em ala de pacientes com covid-19


Um equipamento, inicialmente idealizado para levar medicamentos entre as alas do Hospital Universitário da USP, está sendo readequado para atender aos protocolos rígidos trazidos pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, como o mínimo contato entre os pacientes.

O Robô Transportador Hospitalar permitirá o transporte de remédios, exames e documentos, a uma velocidade entre 4 e 5 km/h, nas áreas do hospital universitário dedicadas ao atendimento dos pacientes com covid-19.

O robô opera através de um aplicativo instalado no celular dos funcionários do hospital: o funcionário solicitará o serviço ao equipamento e o robô cumprirá as ordens. Com autonomia para funcionar até 8 horas ininterruptas, o robô fica parado em uma estação de recarga da bateria quando não é solicitado.

"Além de diminuir o contato entre as pessoas, os funcionários que antes eram designados para essas tarefas poderão realizar atividades mais nobres," conta o professor José Roberto Cardoso, responsável pela construção e testes do robô.

O projeto original, chamado de Robô de Entregas, começou a ser realizado em maio de 2019. A ideia era disponibilizar um veículo autônomo no campus da USP para executar atividades administrativas, como o transporte de documentos entre as unidades.

"Foi quando o Departamento de Farmácia do HU veio até nós com a demanda de automatizar o setor," explica Cardoso. "A ideia era que o deslocamento de medicamentos fosse feito por máquinas, agilizando todo o processo. Mas chegou o coronavírus e as prioridades mudaram."

Fonte: diariodasaude.com.br


Sobre o uso do Remdesivir no tratamento da COVID-19


O Remdesivir é um antiviral desenvolvido por Gilead Sciences desenvolvido inicialmente para tratamento do Ebola, mas experimental para tratamento de doenças como MERS e em fase de testes para o novo coronavírus SARS-CoV-2.

Remdesivir está autorizado para o tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave de COVID-19. Ele está autorizado para pacientes adultos ou pediátricos hospitalizados e para os quais o uso de um agente intravenoso seja clinicamente apropriado.

A duração ideal do tratamento ainda está sendo estudada em ensaios clínicos em andamento. Nos EUA, sugere-se duração de 5 a 10 dias, com base na gravidade da doença.

No dia 1º de maio o remdesivir recebeu autorização de uso de emergência da FDA. A autorização permite uso mais amplo, é temporária e não substitui o processo formal de envio, revisão e aprovação de novos medicamentos. Continua sendo um medicamento experimental e ainda não está aprovado pelo FDA.

Os EUA baseiam-se nos dados disponíveis de dois ensaios clínicos globais - o estudo de Fase 3, controlado por placebo, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, em pacientes com sintomas moderados a graves de COVID-19, incluindo aqueles que estavam gravemente enfermos e o estudo mundial da Gilead.

O Estudo de fase 3 que avaliou as durações de 5 e 10 dias da dose de remdesivir em pacientes com doença grave. Vários ensaios clínicos adicionais estão em andamento para gerar mais dados sobre a segurança e a eficácia do remdesivir como tratamento para o COVID-19.

A empresa destaca que existem dados clínicos limitados disponíveis. Assim, podem ocorrer eventos adversos graves e inesperados que não foram relatados anteriormente.

Fonte: pfarma.com.br


Sete perguntas e respostas sobre benzodiazepínicos


1. COMO INCIDE O USO E QUAL É A PREVALÊNCIA DE DEPENDÊNCIA DE BENZODIAZEPÍNICOS?

Em função da taxa expressiva de uso por pelo menos 1 ano na vida de BZDs atingir 1 a 3% da população mundial, recomenda-se investigar sobre o consumo e observar se há indicações para sua continuidade, já que a síndrome de dependência de BZDs pode ocorrer em doses próximas à terapêutica. Estima-se que a prevalência do uso de BZD na população brasileira seja de 5,6% a 21% da população geral, sendo mais freqüente em mulheres e idosos. Já a taxa de dependência estimada é de 0,5%.

2. É POSSÍVEL USAR BENZODIAZEPÍNICOS POR MAIS DE TRÊS MESES E NÃO DESENVOLVER DEPENDÊNCIA?

O uso de benzodiazepinicos deve ser feito sob cuidados medicos e avaliado o custo beneficio de tal prescrição, incluindo dose e tempo de uso. Deve-se evitar seu uso prolongado (mais de três meses), pois isto aumenta a possibilidade de tolerância e dependência, de acordo com predisposição genética, uso de outras medicações e álcool, além de características da personalidade

3. OS BENZODIAZEPÍNICOS TÊM EFICÁCIA PARA O TRATAMENTO DA INSÔNIA CRÔNICA?

Os BZDs costumam perder o efeito sobre o sono ao longo do tempo, sendo ineficazes para o tratamento da insônia crônica, além de levar a alterações da arquitetura do sono. Assim, recomenda-se utilização de técnicas comportamentais e higiene do sono, melhor descritas no seguimento; além de um diagnóstico preciso das causas da insônia.




4. COMO AGIR EM CASO DE SINAIS E SINTOMAS DO ABUSO OU INTOXICAÇÃO AGUDA DOS BENZODIAZEPÍNICOS?

Em caso de sinais de intoxicação, o paciente deve ser encaminhado para serviço de emergência para avaliação criteriosa da condição respiratória e possibilidade de reversão com flumazenil.

5. QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES MAIS GRAVES?

São complicações do uso de BZD a tolerância, a dependência e a síndrome de abstinência. A dependência dos benzodiazepínicos pode ser considerada uma das complicações mais graves e deve ser levada em conta pelo médico assistente. A dependência deve ser tratada.

6. QUAIS SÃO AS REPERCUSSÕES DO USO NA GRAVIDEZ E NO RECÉM-NASCIDO?

Ainda não ha estudos que comprovem de fato o risco do uso de benzodiazepinicos durante a gestação. O médico deve avaliar o risco e o beneficio de tal prescrição e procurar alternativas, se necessário.

7. QUAL MÉTODO DE TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA É MAIS EFICAZ: A REDUÇÃO GRADUAL OU A SUBSTITUIÇÃO POR UM BZD DE MEIA VIDA LONGA?

Para a maioria dos pacientes, a redução gradual é o melhor método de retirada, num processo que pode durar até seis meses. Em casos selecionados, de abuso de grande quantidade de comprimidos ou de drogas de meia-vida curta, pode ser recomendável a substituição por BZD de meia-vida longa.

Fonte: diretrizes.amb.org.br


Einstein cria teste genético para detectar coronavírus em larga escala


O Hospital Albert Einstein divulgou nesta quinta-feira, 21, a criação de um novo tipo de teste para detectar a Covid-19 em larga escala. Trata-se de uma análise feita a partir do RNA do vírus, com alta potência de precisão — 100% de acerto em casos positivos — e possibilidade de processamento até dezesseis vezes maior do que o RT-PCR, um tipo de análise molecular amplamente utilizada em todo o mundo para detectar o novo coronavírus.

Para chegar nesta solução, especialistas da instituição trabalharam cerca de dois meses no  sequenciamento genético do vírus e no desenvolvimento de um programa de análise. Com essas ferramentas, tornou-se possível processar as amostras colhidas nos pacientes em um equipamento normalmente utilizado para detectar, entre outros estudos, mutações celulares que podem tornar-se quadros de câncer.

“A máquina do RT-PCR processa 96 testes ao mesmo tempo, já essa máquina tem capacidade de receber 1.536 amostras simultaneamente”, explica o presidente Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner. Por conta do aumento expressivo na quantidade de testes avaliados ao mesmo tempo e por usar máquinas e insumos que não estão em falta no mercado, acredita-se que o preço pago por cada uma das análises seja menor do que o praticado para o RT-PCR , cotado na média de 250 reais na instituição.

A inteligência artificial é a tecnologia por trás da capacidade de processar mais testes ao mesmo tempo. “É uma ferramenta que permite informatizar o processo de avaliação do grande volume de dados produzidos na análise das amostras”, explica Murilo Cervato, gerente de inovação e ciência de dados no Einstein e CEO da Varstation, responsável pela ferramenta de dados. A inovação deve entrar em funcionamento no hospital no início de junho.

Fonte: veja.abril.com.br


Covid-19 deve ser tratada como doença trombótica, propõem médicos brasileiros


A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem atualizado quase diariamente os sintomas apresentados pelos pacientes da covid-19, que são mais amplos do que se imaginava a princípio.

E foi olhando justamente alguns dos sintomas mais graves dos pacientes que a equipe da professora Elnara Negri, da Faculdade de Medicina da USP está propondo uma nova abordagem para os casos mais complicados da covid-19.

A hipótese defendida pela equipe é que os sintomas mais graves da covid-19 - entre eles insuficiência respiratória e fibrose pulmonar - podem estar sendo gerados por distúrbios de coagulação sanguínea, similares às da trombose, bastante comuns em pacientes acamados por outras enfermidades ou após procedimentos cirúrgicos.

As observações feitas pela equipe do "caráter trombótico" da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ganharam destaque internacional, com reportagens publicadas nos sites da Science e da Nature, duas das mais importantes publicações científicas internacionais.

A Dra Elnara Negri detectou o comportamento inesperado da enfermidade logo nos primeiros dias da pandemia. "Foi por volta do dia 25 de março. Tratávamos uma paciente cuja função respiratória piorava rapidamente e, quando ela foi entubada, percebi que seu pulmão era fácil de ventilar. Não estava enrijecido, como seria esperado em alguém com síndrome do desconforto respiratório agudo. Logo depois notei que essa pessoa apresentava isquemia em um dos dedos do pé," contou ela.




O sintoma, que tem sido chamado de "dedos do pé da covid", é causado pela obstrução de pequenos vasos que irrigam os dedos dos pés. Elnara já havia observado fenômeno semelhante, muitos anos atrás, em pacientes submetidos a aparelhos de circulação extracorpórea durante cirurgia cardíaca: "O equipamento que se usava antigamente bombeava oxigênio no sangue e induzia a formação de coágulos no interior dos vasos. Eu já tinha visto aquele quadro e sabia como tratar."

A médica prescreveu heparina, um dos medicamentos anticoagulantes mais usados no mundo, e em menos de 18 horas o nível de oxigenação da paciente melhorou. "Após esse dia, tratamos cerca de 80 pacientes com covid-19 e, até agora, ninguém morreu. Atualmente, quatro estão na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e os demais ou estão na enfermaria ou já foram para casa," contou.

Enquanto a maioria dos estudos indica que casos graves de covid-19 necessitam, em média, de 28 dias de ventilação mecânica para recuperação, os pacientes tratados com heparina geralmente melhoram entre o 10º e o 14º dia de tratamento intensivo.

A equipe da Dra Elnara redigiu então o primeiro artigo da literatura científica descrevendo "evidências patológicas de fenômenos trombóticos pulmonares em covid-19 grave". O trabalho, revisado por pares e aceito para publicação no Journal of Thrombosis and Haemostasis, tem potencial para revolucionar o tratamento da doença.

Fonte: diariodasaude.com.br
Artigo: Pathological evidence of pulmonary thrombotic phenomena in severe covid-19
Publicação: Journal of Thrombosis and Haemostasis


Pandemia aumenta venda de ansiolíticos e vitaminas


De acordo com levantamento realizado consultoria IQVIA, houve aumento de 180% nas vendas de vitamina C e de 35,6% da vitamina D nos três primeiros meses do ano no Brasil. Já os medicamentos contra insônia cresceram 40% no Espírito Santo e os ansiolíticos tiveram alta de 15% nas drogarias do Rio de Janeiro somente em maio.

Em tempos de pandemia e conflito de informações, sem contar as fake news, o consumo de determinados medicamentos, direta ou indiretamente, associados à pandemia cresceu de forma exponencial. O caso da vitamina C é emblemático. Divulgado pelo país afora nas redes sociais como forma de se prevenir contra o novo coronavírus, a vitamina C se tornou, indevidamente, uma panaceia preventiva contra a Covid-19. Da mesma forma, durante a pandemia, circularam informações sem respaldo científico sobre a capacidade da vitamina D como alternativa de prevenção.

Segundo pesquisa realizada pelo jornal A Tribuna, de Vitória (ES) em várias redes de farmácia do Espírito Santo, o aumento da procura por medicamentos contra insônia se concentra principalmente em substâncias naturais, como os fitoterápicos. Isso porque, com o isolamento e a restrição de consultas com médicos por conta da pandemia, algumas pessoas não têm conseguido receituário médico, que é exigido para os medicamentos alopáticos.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do País, revela que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à Covid-19.

O estudo mostra ainda que 67,8% dos médicos receberam pacientes que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes, após o início da pandemia e do isolamento social.

Fonte: ictq.com.br


Desabastecimento temporário de escitalopram 20mg


A Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que protocolou junto à Anvisa, no final de abril, a descontinuação temporária de fabricação do medicamento oxalato de escitalopram 20mg - comprimidos revestidos, devido à restrição de fornecimento do princípio ativo.

As apresentações de oxalato de escitalopram 10mg e 15mg continuarão a ser comercializadas normalmente, ainda de acordo com o mesmo comunicado.

A normalização da comercialização da apresentação de 20mg está prevista para ocorrer até o final de maio.

Fonte: sanofi.com.br


Hormônios femininos podem ter papel protetor contra coronavírus


Não há um claro predomínio de homens ou mulheres nos indivíduos diagnosticados globalmente com COVID-19. No entanto, a maioria dos que são hospitalizados ou vão a óbito, ou seja, que desenvolvem a doença de forma mais grave, é constituída por homens. Segundo a organização Global Health 50/50, mantida pelo University College London (Reino Unido), “na maioria dos países, os dados disponíveis indicam que os homens têm 50% mais chances de morrer após o diagnóstico do que as mulheres”.

Tal afirmação é corroborada por estatísticas atualizadas da cidade de Nova York (Estados Unidos). E por estudo realizado na China, de acordo com o qual: “o sexo masculino é um fator de risco para pior resultado em pacientes com COVID-19, independentemente de idade e suscetibilidade”.

Com base nessa constatação epidemiológica, bem como em dados da literatura, uma grande equipe multidisciplinar de pesquisadores do Estado de São Paulo está investigando o papel dos estrogênios, os hormônios femininos, na proteção fisiológica contra o coronavírus.

O projeto “Avaliação de compostos com potencial terapêutico para SARS-CoV-2: enfoque em compostos com atividade estrogênica, moduladores da autofagia e ECA2”, coordenado por Rodrigo Portes Ureshino, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem o apoio da FAPESP no âmbito do edital Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19.

A equipe já ultrapassou a etapa de revisão da literatura e entrou na fase experimental propriamente dita. “Infectamos linhagens de células com cepas selvagens de coronavírus e vamos testar nesse modelo mais de 40 compostos com atividade estrogênica para observar os resultados”, conta o pesquisador.

Os procedimentos com o SARS-CoV-2 são realizados em um laboratório de nível de biossegurança 3 (NB3) da Unifesp, coordenado pelo professor Mário Janini, colaborador do projeto.

Fonte: pfarma.com.br


Vacina contra coronavírus testada em humanos gera resposta segura


A empresa de biotecnologia e da área farmacêutica Moderna anunciou nesta segunda-feira que testes preliminares de uma possível vacina para o novo coronavírus tiveram resultados positivos. De acordo com a empresa americana, a primeira vacina contra o novo coronavírus testada em pessoas parece ser segura e capaz de estimular uma resposta imunológica contra o vírus. Os resultados são baseados na reação das oito primeiras pessoas que receberam, cada uma, duas doses da vacina, a partir de março.

Essas pessoas, voluntários saudáveis, produziram anticorpos que foram testados em células humanas no laboratório e foram capazes de impedir a replicação do vírus. Esse é o principal requisito para uma vacina eficaz. Os níveis dos chamados anticorpos neutralizantes correspondiam aos encontrados em pacientes que se recuperaram após contrair o vírus na comunidade.

O resultado envolve um número pequeno de pacientes. A empresa anunciou que deve realizar novos testes em julho que podem envolver 600 pessoas. A Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Anvisa no Brasil, já autorizou a segunda fase dos testes. “A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural”, disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado.

Caso os testes da segunda fase sejam bem-sucedidos, Tal Zaks afirma que uma vacina poderá ficar disponível para uso generalizado até o fim deste ano ou no início de 2021, “Estamos fazendo o possível para chegar logo ao maior número possível de doses”, informou.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Tratamento alternativo alivia depressão em 90% dos participantes


Uma nova técnica de estimulação magnética do cérebro aliviou rapidamente os sintomas de depressão grave em 90% dos participantes de um pequeno estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA).

Os pesquisadores estão otimistas de que a segunda etapa, que será feita com um número mais significativo de pacientes, seja igualmente eficaz no tratamento de pessoas cuja condição não melhorou com medicamentos, com terapia de conversação ou mesmo outras formas de estimulação eletromagnética.

O tratamento é chamado SAINT (Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy). É uma forma de estimulação magnética transcraniana já aprovada pelas autoridades de saúde para o tratamento da depressão, embora tenham havido resultados controversos nos estudos feitos em outros países.

Os pesquisadores afirmam que sua terapia "inteligente e acelerada" melhora os protocolos atuais aprovados, aumentando o número de pulsos magnéticos, acelerando o ritmo do tratamento e direcionando os pulsos de acordo com os neurocircuitos de cada indivíduo.

Fonte: diariodasaude.com.br

Artigo: Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy for Treatment-Resistant Depression

Publicação: American Journal of Psychiatry


Aprovado uso de testes rápidos para Sars-CoV-2 em drogarias


A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (28/4), a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias.

A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. No entanto, é importante ressaltar que os testes não têm finalidade confirmatória, servindo apenas para auxiliar no diagnóstico da Covid-19.

Os testes rápidos deverão ser devidamente registrados no Brasil e poderão ser feitos somente em farmácias e drogarias regularizadas pela Agência. A medida não será obrigatória para todos os estabelecimentos, mas os que aderirem deverão adotar as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, tais como:

I - seguir as Boas Práticas Farmacêuticas, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009;

 II - ser realizada por farmacêutico treinado;

 III - utilizar os dispositivos devidamente regularizados junto à Anvisa;

 IV - garantir registro e rastreabilidade dos resultados; e

 V - delimitar fluxo de pessoal e áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

Esta autorização valerá a partir da publicação de uma Resolução da Diretoria Colegiada no Diário Oficial da União (D.O.U.). Simultaneamente à RDC, também serão publicadas duas notas técnicas com orientações para os estabelecimentos.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/


Em teste, medicamento recupera pacientes infectados com coronavírus


O medicamento remdesivir, usado contra o ebola, está entre os mais estudados para combater os sintomas causados pelo novo coronavírus, assim como a cloroquina. Agora, um estudo feito pela Universidade de Chicago, e divulgado pelo site médico Stat, indica que o remdesivir ajuda na recuperação de pacientes que desenvolveram a doença covid-19.

O tratamento acelera a recuperação da febre e de sintomas respiratórios, o que fez com as pessoas que participaram do estudo fossem liberadas do hospital em menos de uma semana.

“A melhor notícia é que a maioria dos nossos pacientes já recebeu alta, o que é ótimo. Apenas dois pacientes morreram”, disse Kathleen Mullane, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Chicago que supervisiona os estudos de remdesivir. “A maioria dos nossos pacientes é grave e sai em seis dias, o que indica que a duração da terapia não precisa ser de dez dias. Temos muito poucos que duraram dez dias, talvez três”, afirmou.

A Universidade de Chicago, no entanto, ressalta que as descobertas do estudo, feito com 125 pessoas, não são definitivas e não devem ser adotadas para tirar conclusões. Uma das principais limitações do estudo é que não houve um grupo controle. Ou seja, o efeito do medicamento não foi confrontado com o de um segundo grupo que tomou placebo. O medicamento também já foi usado para combater a mers, síndrome respiratória aguda grave do Oriente Médio.

Em carta aberta à Gilead Sciences, empresa de biofarmacologia baseada na Califórnia, mais de 150 organizações sociais e ativistas do mundo todo pedem, desde o fim do mês de março, que a empresa abra mão de reivindicar direitos exclusivos sobre o medicamento remdesivir. A iniciativa é da fundação Médicos Sem Fronteiras.

A Gilead pode reivindicar exclusividade de produção e marketing com base nas patentes que possui em mais de 70 países. Segundo a carta aberta, o monopólio coloca em risco a acessibilidade ao tratamento da covid-19 para milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: exame.abril.com.br


Butantan vai desenvolver anticorpos para tratamento da covid-19


Pesquisadores do Instituto Butantan estão trabalhando em um tratamento para covid-19 que usa células de defesa retiradas do sistema imunológico de pacientes que se recuperaram da doença.

Os anticorpos monoclonais neutralizantes, como são chamadas essas células, serão selecionados de células de defesa (células B) do sangue de pessoas que se curaram da covid-19. A ideia é encontrar uma ou mais dessas proteínas com a capacidade de se ligar ao vírus sars-cov-2 com eficiência e neutralizá-lo.

As moléculas mais promissoras poderão, então, ser produzidas em larga escala e usadas no tratamento da doença. A equipe já está em fase avançada para obtenção de anticorpos monoclonais - ou mAb, do inglês monoclonal antibody - para o tratamento de zika e tétano.

O trabalho segue um princípio parecido com o da transferência passiva de imunidade - técnica que consiste na transfusão de plasma sanguíneo de pessoas curadas da COVID-19, que também está sendo desenvolvida no Brasil. O plasma de pessoas que se curaram é naturalmente rico em anticorpos contra a doença.

Ao entrar na corrente sanguínea de uma pessoa doente, essas proteínas começam imediatamente a combater o novo coronavírus. Porém, diferentes doadores podem ter quantidades maiores ou menores dos chamados anticorpos neutralizantes e a técnica depende ainda de constantes doações de plasma para manter os estoques.

Fonte: diariodasaude.com.br


Suplementos vitamínicos que elevam níveis de testosterona


Vitamina D: estudos sugerem que tomar suplementos de vitamina D pode corrigir uma deficiência e até contribuir para o aumento dos níveis de testosterona. Tomar sol pelo menos 15 minutos de luz solar direta por dia e se alimentar de salmão e outros peixes gordurosos, também pode manter os níveis de vitamina D.

Magnésio: a suplementação de magnésio pode ajudar a retornar os níveis de testosterona ao normal se a causa da diminuição for uma deficiência. Um estudo da revista Biological Trace Element Research descobriu que tomar suplementos de magnésio por pelo menos 1 mês pode aumentar a testosterona.

Zinco: a deficiência de zinco pode contribuir para uma queda na testosterona. Um estudo publicado na Neuroendocrinology Letters mostrou que 4 semanas de suplementação de zinco poderiam impedir um declínio nos níveis de testosterona em homens sedentários.

Creatina: é conhecida por seus pequenos, porém, confiáveis ​​aumentos de testosterona. Uma pesquisa descobriu níveis mais altos de testosterona em jogadores de futebol americano depois de tomar suplementos de creatina por pelo menos 10 semanas. As Fontes naturais de creatina são: salmão, atum e carne bovina.

Fonte: diariodebiologia.com


Substância presente em cosméticos deve ser evitada na gravidez


Se as mulheres grávidas usarem cosméticos contendo parabenos que permanecem na pele por períodos prolongados, isso pode ter consequências para o subsequente desenvolvimento da criança. A demonstração foi feita em um estudo publicado por pesquisadores de quatro instituições alemãs, liderados por uma equipe do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ).

Beate Leppert e seus colegas identificaram ainda modificações epigenéticas que são desencadeadas pelos parabenos e que interferem na regulação natural da saciedade no cérebro. "Nós descobrimos uma correlação positiva entre as concentrações de butilparabeno na urina das mães e um maior índice de massa corporal dos seus filhos - principalmente das filhas - até o oitavo aniversário," contou a professora Irina Lehmann.

Metilparabeno, propilparabeno, butilparabeno - estas substâncias e seus similares são comumente usados como conservantes em cosméticos, como cremes e loções para o corpo, e em produtos antissépticos. Mas como o uso de cremes contendo parabenos por gestantes se relaciona com o futuro excesso de peso da criança?

Depois de verificar a associação entre o uso dos parabenos e crianças com maior peso, a equipe decidiu rastrear os mecanismos subjacentes. Eles começaram com culturas de células, para examinar se as próprias células de gordura reagiriam a altas concentrações de butilparabeno, mas os resultados foram todos negativos.

Assim, os pesquisadores suspeitaram que os parabenos pudessem exercer influência sobre como a fome é regulada no cérebro e realizaram um exame mais minucioso dos principais genes no hipotálamo dos filhos, mas desta vez usando animais de laboratório.

O resultado indicou que um gene chamado POMC (proopiomelanocortina), que é decisivo no controle da sensação de fome, ficou desregulado no cérebro dos filhotes cujas mães tiveram contato com os parabenos. Pesquisas adicionais em nível genético revelaram que uma modificação epigenética foi responsável por isso, impedindo a leitura do gene POMC correspondente.

Fonte: diariodasaude.com.br


Portaria 374: Graduação em saúde antecipada


A graduação nos cursos de saúde pode ser abreviada. A Portaria do Ministério da Eduação (MEC) nº 374, de 3 de abril de 2020, autoriza as IESs a anteciparem a colação de grau dos alunos, matriculados no último período dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia

O aluno poderá usufruir dessa possibilidade desde que tenha cumprido setenta e cinco por cento da carga horária total do estágio supervisionado ou internato.

Entretanto, as regulamentações não consideram as especificidades dos Projetos Pedagógicos dos cursos e das Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de graduação, uma vez que não liberam da obrigatoriedade do cumprimento da carga horária das atividades teóricas e práticas, do Trabalho de Conclusão de Curso e das Atividades Complementares.

Portanto, para requerer a antecipação da colação de grau, o aluno deverá ter cumprido setenta e cinco por cento da carga horária obrigatória do estágio, bem como todos os outros componentes curriculares estabelecidos para sua graduação.

Link para documento oficial: PORTARIA Nº 374, DE 3 DE ABRIL DE 2020


Taxa de mortes com cloroquina equivale à de quem não usa, diz estudo


Os resultados preliminares de um estudo feito com a cloroquina pela Fiocruz e pela Fundação de Medicina Tropical mostraram que a letalidade no grupo de pacientes com covid-19 testado, em estado grave, foi de 13%. De 81 doentes internados que tomaram o medicamento, 11 morreram.

A taxa de mortalidade verificada em pacientes em iguais condições que não usaram a droga é de 18%, segundo estudos internacionais, inclusive da China.

A proximidade do dois índices não permite afirmar, por enquanto, que a cloroquina possa fzer diferença fundamental no tratamento dos doentes infectados pelo coronavírus. "Os otimistas podem achar que a taxa com o uso de cloroquina é menor e os pessimistas podem achar que é igual. Estatisticamente é igual, na margem de confiança", diz o infectologista Marcus Lacerda, da Fiocruz, que participa do estudo.

A pesquisa deve seguir, portanto, até que os dados sejam conclusivos. "Tudo pode, mas não podemos achar nada", diz ele, reafirmando que é preciso esperar pelas conclusões científicas e seguras do estudo.

Fonte: folha.uol.com.br


Medicamento usado no tratamento de HIV inibiu replicação de coronavírus


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou em nota que constatou em pesquisa sobre tratamentos para a covid-19 que o medicamento Atazanavir, utilizado no tratamento do HIV, foi capaz de inibir a replicação viral, além de reduzir a produção de proteínas que estão ligadas ao processo inflamatório nos pulmões e, portanto, ao agravamento do quadro clínico dos pacientes. Os especialistas também investigaram o uso combinado do atazanavir com o ritonavir, outro medicamento utilizado para combater o HIV.

O estudo foi publicado hoje na plataforma internacional BiorXiv, em formato de pré-print, seguindo a tendência do estudo e do reposicionamento de medicamentos no enfrentamento da emergência sanitária.

“A análise de fármacos já aprovados para outros usos é a estratégia mais rápida que a ciência pode fornecer para ajudar no combate à covid-19, juntamente com a adoção dos protocolos de distanciamento social já em curso”, diz em nota Thiago Moreno, pesquisador da Fiocruz, que lidera a iniciativa.

Ainda no comunicado, Moreno ressalta que os medicamentos propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estão mais próximos de se tornarem terapias para os pacientes com covid-19. Ele observa que, no entanto, mais alternativas são necessárias, especialmente substâncias já em produção nacional e com perfil de segurança superior a algumas destas moléculas inicialmente propostas pela OMS.

Fonte: valorinveste.globo.com


Pacientes curados da covid-19 mantêm coronavírus após fim dos sintomas


Talvez os 14 dias que estão sendo recomendados mundialmente para isolamento de pacientes confirmados com covid-19 não sejam suficientes para evitar que eles contaminem outras pessoas.

Pesquisadores da China e dos EUA descobriram que metade dos pacientes tratados por infecção por covid-19 ainda apresentavam coronavírus por até oito dias após o desaparecimento dos sintomas e a alta hospitalar.

De Chang e seus colegas monitoraram 16 pacientes com covid-19 que foram tratados e liberados do Hospital Geral de Libertação Popular, em Pequim (China).

Os pacientes estudados tinham uma idade média de 35,5 anos e receberam alta após sua recuperação e confirmação do status viral negativo por pelo menos dois testes consecutivos de reação em cadeia da polimerase (PCR). Os pesquisadores coletaram amostras de esfregaços da garganta de todos os pacientes em dias alternados após a alta.

"A descoberta mais significativa do nosso estudo é que metade dos pacientes continuou eliminando o vírus mesmo após a resolução de seus sintomas. Infecções mais graves podem ter tempos de liberação ainda mais longos," disse o Dr. Lokesh Sharma, da Escola de Medicina de Yale.

O tempo entre a infecção e o início dos sintomas (período de incubação) nesses pacientes foi de cinco dias, exceto em um caso. A duração média dos sintomas foi de oito dias, enquanto o tempo em que os pacientes permaneceram contagiosos após o final dos sintomas variou de um a oito dias.

Embora reconheçam que analisaram um pequeno número de pacientes, a equipe acredita que isso já é suficiente para alterar as recomendações sobre o isolamento de pacientes confirmados como portadores do sars-cov-2. Além disso, todos os pacientes analisados tiveram infecções mais leves, e o problema pode ser pior entre pacientes mais graves.

"Se você teve sintomas respiratórios leves da covid-19 e ficou em casa para não infectar pessoas, estenda sua quarentena por mais duas semanas após a recuperação para garantir que você não infectará outras pessoas," recomendou o professor Lixin Xie.

Fonte: diariodasaude.com.br


Coronavírus: endócrino alerta que obesidade é grave fator de risco


“A obesidade diminui a imunocompetência. Vários estudos em animais e em humanos demonstram isso. Pessoas com obesidade têm uma menor atividade citotóxica das células que detectam e destroem invasores, sejam vírus, bactérias e mesmo células cancerígenas. Por isso, pacientes com obesidade estão entre os grupos de risco para a infecção do novo coronavírus”, explica o endocrinologista especialista em obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Dr. Marcio Mancini.

Dados indicam que sete em cada 10 pacientes internados em unidades de terapia intensiva no Reino Unido com coronavírus estavam com sobrepeso ou obesidade.

De acordo com a World Obesity Society, pessoas com obesidade em todo o mundo já estão em alto risco de complicações graves da covid-19 por causa do aumento do risco das doenças crônicas que a obesidade causa. Além disso, indivíduos com obesidade que se isolam e evitam o contato social já estão estigmatizados e experimentam taxas mais altas de depressão.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Covid-19: experiências com plasma convalescente


Já está disponível para consulta a Nota Técnica 19/2020, que orienta pesquisadores e médicos sobre o uso de plasma convalescente como procedimento experimental no combate à Covid-19. O chamado plasma convalescente é a parte líquida do sangue coletada de pacientes que se recuperaram da infecção pelo novo coronavírus. A expectativa é que esse material ajude a combater a infecção viral por meio de seus anticorpos.

Estudos científicos têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras. Ou seja, eles são insuficientes para a comprovação definitiva sobre a eficácia potencial do tratamento, requerendo uma avaliação mais aprofundada na forma de estudos clínicos.

Os estudos clínicos com o plasma convalescente para Covid-19 não precisam ser aprovados pela Anvisa. O produto, aliás, não é passível de registro na Agência, devendo seguir as regras do sistema dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs)/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Anvisa, por sua vez, orienta que o plasma convalescente seja utilizado em protocolos de pesquisa clínica com os devidos cuidados e controles necessários, sem prejuízo do disposto em legislação específica sobre a autoridade e a conduta médica do profissional prescritor. 

Os pesquisadores ou equipes médicas devem entrar em contato com os serviços de hemoterapia para obtenção de plasma convalescente e seguir, rigorosamente, os critérios técnicos aplicáveis para doação, testes laboratoriais, processamento, armazenamento, transfusão de sangue e manejo de eventos adversos, conforme definido pelas normas da Anvisa e do Ministério da Saúde (MS), além de outras orientações específicas do MS para Covid-19.

Leia o documento da Anvisa na íntegra: Nota Técnica 19/2020

Fonte: Anvisa


Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-CoV-2 in vitro


Um estudo colaborativo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University, em Melbourne, na Austrália, com o Instituto Peter Doherty de Infecção e Imunidade (Doherty Institute), mostrou que a ivermectina possui atividade antiviral, em teste in vitro, contra o vírus causador da COVID-19 (SARS-CoV-2).

Em artigo publicado na revista Antiviral Research eles explicaram "Para testar a atividade antiviral da ivermectina em relação à SARS-CoV-2, infectamos as células e em seguida adicionamos a ivermectina. O sobrenadante e os grânulos de células foram colhidos nos dias 0-3 e analisados ​​quanto à replicação do RNA do novo coronavírus. Às 24 horas, houve uma redução de 93% no RNA viral presente no sobrenadante (indicativo de virions liberados) de amostras tratadas com ivermectina”.

Para os pesquisadores o resultado dos testes levanta a possibilidade de a ivermectina ser um antiviral útil para combater o novo coronavírus e que novos testes devem ser realizados para que seja avaliada a sua eficácia em um ambiente clínico.

O foco dos pesquisadores agora é tentar elucidar o mecanismo de ação da ivermectina na inibição da replicação do RNA do SARS-CoV-2.

O líder do estudo, Dr. Kylie Wagstaff, disse que no teste in vitro a droga mostrou eficácia na redução da carga viral nas primeiras 24 horas."A Ivermectina é amplamente usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz".

O pesquisador alertou, ainda, que os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para garantir a eficácia da droga. O uso da ivermectina no combate ao COVID-19 dependeria dos resultados de mais testes pré-clínicos e, finalmente, de ensaios clínicos.

Muita atenção: este texto não foi redigido para fomentar a automedicação. Notem que ensaios clínicos ainda serão realizados e ninguém deve, neste momento, procurar o medicamento por conta própria. Não se sabe nada sobre eficácia in vivo, não há nada sobre dosagem e nenhuma outra informação disponível além do que foi verificado em laboratório. Em caso de dúvida, consulte sempre um profissional de saúde.

Link para estudo publicado na revista Science Direct: The FDA-approved Drug Ivermectin inhibits the replication of SARS-CoV-2 in vitro

Fonte: pfarma.com.br


Kevzara® (sarilumabe) em estudo clínico global contra covid-19


Um primeiro paciente fora dos Estados Unidos foi tratado como parte do programa clínico global que está avaliando o Kevzara (sarilumabe), em pacientes graves de COVID -19. O programa foi iniciado na Itália, Espanha, Alemanha, França, Canadá, Rússia e Estados Unidos, países que foram gravemente impactados pelo COVID-19. Este é o segundo estudo, Fase 2/3, multicêntrico e duplo-cego, do programa clínico do Kevzara COVID-19.

Sarilumabe é um anticorpo monoclonal humano que inibe a via da interleucina-6 (IL-6) ligando-se e bloqueando o receptor da IL-6. A IL-6 pode desempenhar um papel na evolução da resposta inflamatória hiperativa nos pulmões de pacientes gravemente doentes com COVID-19. O papel da IL-6 é apoiado por dados preliminares de um estudo de braço único na China, usando outro inibidor receptor de IL-6.

Cientistas possuem evidências preliminares de que a IL-6 pode desempenhar um papel fundamental na evolução da resposta imune inflamatória que causa a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) em pacientes do COVID-19 em estado grave.

Em uma série inicial de casos não revisados por pares da China, um grupo de 21 pacientes com COVID-19 tiveram a febre reduzida rapidamente e 75% (15 em 20) reduziram a necessidade de oxigênio suplementar poucos dias após o recebimento de outro anticorpo receptor de IL-6 (tocilizumabe). Com base nesses resultados, a China atualizou suas diretrizes de tratamento do COVID-19 e aprovou o uso desse inibidor de IL-6 para tratar pacientes com doença grave ou crítica.

Fonte: sanofi.com.br


O que a falta de magnésio pode causar no organismo?


A deficiência deste mineral no corpo humano pode causar as seguintes situações:

– Cãibra: O composto atua no processo de contração muscular, sendo estocado nos tecidos. Se as reservas do mineral ficam escassas, aparecem espasmos dolorosos e involuntários, porque os músculos perdem a capacidade de relaxar.

– Convulsões: a falta do mineral no organismo faz com que os nervos percam o controle sobre as atividades musculares, podendo gerar convulsões.

– Formigamento: o magnésio também atua relaxando as artérias. Desse modo, quando a quantidade necessária não é suprida, a pressão nos nervos aumenta e causa formigamento e dormência.

– Gripe: sem o mineral, as defesas do corpo não ficam estabilizadas, deixando a pessoa mais suscetível a gripes e outras doenças que causam perda de apetite, enjoo, cansaço e fadiga.

– Mudanças de humor: essencial para a liberação de serotonina, a falta de magnésio no organismo pode causar hiperatividade, insônia, ansiedade, nervosismo e irritabilidade.

– Problemas cardíacos: quando organismo não possui a quantidade necessária do mineral, ocorrem contrações contínuas das artérias coronarianas. Assim, diminuindo a quantidade de oxigênio disponível para o coração, bem como elevando a pressão arterial e exigindo mais esforço do coração.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


RDC estende quantidades máximas de medicamentos sujeitos a controle especial


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou mudanças na quantidade de medicamentos sujeitos a controle especial que podem ser vendidos ao consumidor na farmácia e passou a permitir a entrega via delivery.

O entregador poderá buscar a receita do paciente, levá-la para o farmacêutico e depois entregar os medicamentos. Contudo, a venda de medicamentos pela internet continua proibida.

Leia o documento aqui: RDC 357/20




Hidroxicloroquina - Interações Medicamentosas


A hidroxicloroquina, ao ser utilizada concomitantemente com os fármacos abaixo, pode produzir os seguintes efeitos:

Digoxina - elevação dos níveis séricos do digitálico

Amiodarona - prolongamento do intervalo QT

Antimicrobianos fluoroquinolônicos (ex: ciprofloxacino) - prolongamento do intervalo QT

Ciclosporina - elevação dos níveis séricos deste fármaco

Mefloquina - dimiunição do limiar convulsivo.

Antiepilépticos - redução da eficácia destes fármacos, pois a hidroxicloroquina isolada pode diminuir o limiar convulsivo

Cimetidina - elevação da concentração sérica de hidroxicloroquina

Neostigmina e piridostigmina- a ação destes fármacos pode ser antagonizada pela hidroxicloroquina

Antiácidos - redução na absorção de hidroxicloroquina. Aconselhado intervalo de 4h entre os fármacos.

Fonte: bulas.med.br


Reação do sistema imunológico abre caminho para combater covid-19


Pesquisadores da Universidade de Melbourne (Austrália) conseguiram mapear como o sistema imunológico de um dos primeiros pacientes reagiu à infecção do coronavírus Sars-Cov-2, causador da gripe covid-19.

O estudo mostrou a capacidade do organismo de combater o vírus e se recuperar da infecção, o que é um elemento importante para desenvolver protocolos de tratamento para aqueles pacientes que não reagem bem e atingem o estado grave da doença.

Irani Thevarajan e seus colegas tiveram a oportunidade de testar amostras de sangue, em quatro momentos diferentes, de uma paciente de 40 anos sem doenças prévias, que contraiu covid-19 e apresentava sintomas de leves a moderados, mas que exigiram internação hospitalar.

"Três dias após a internação da paciente, vimos grandes populações de várias células imunológicas, que geralmente são um sinal revelador de recuperação durante a infecção sazonal por influenza, por isso previmos que a paciente se recuperaria em três dias. Foi o que aconteceu," disse a professora Oanh Nguyen, membro da equipe.

As células imunológicas a que a pesquisadora se refere foram as chamadas ASCs, ou células secretoras de anticorpos aumentadas, células T auxiliares foliculares (TFH), células T CD4+ ativadas e células T CD8+, além dos anticorpos imunoglobulina M (IgM) e IgG, que se ligam ao vírus SARS-CoV-2, causando a covid-19. Essas alterações imunológicas persistiram por pelo menos 7 dias após a resolução completa dos sintomas.

Esse detalhamento de uma resposta imune que levou à recuperação bem-sucedida da covid-19 pode ter a chave para se encontrar uma vacina eficaz.

"Nós mostramos que, embora a covid-19 seja causada por um novo vírus, em uma pessoa saudável uma resposta imune robusta em diferentes tipos de células mostrou-se associada à recuperação clínica, semelhante à que vemos na gripe.

Fonte: Diário da Saúde


Por que o coronavírus tem maior risco em diabéticos?

De acordo com a endocrinologista da Unifesp Dr. Lian Tock, "primeiro precisamos ver se o diabético esta com medicação adequada. Se sim, este paciente está metabolicamente equilibrado e com as defesas imunológica ok. Mas infelizmente o diabético que não tem controle adequado do problema, como se trata de uma doença crônica, altera toda a parte metabólica do seu  organismo, levando a problemas cardiovasculares, alteração renal, alteração oftalmológica, ou seja, um organismo em estresse metabólico, afetando a defesa imunológica. Qualquer doença crônica faz com que as defesas do corpo fiquem comprometidas e impede que o nosso sistema imunológico atue com eficácia".

O fato é que com níveis de glicemia altos temos uma resposta imune mais baixa, levando a uma menor proteção contra doenças. Então esses indivíduos correm um risco maior de ficarem doentes  e imunossuprimidos. No entanto, para o diabético, seja tipo 1, seja tipo 2, com bom controle glicêmico, o risco é bem menor.

Outra hipótese para pessoas com diabetes terem maior risco é que, de acordo com publicação recente do JAMA, os coronavírus se ligam às células-alvo por meio da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), que é expressa ("liberada") pelas células epiteliais do pulmão, intestino, rins e vasos sanguíneos.

Medicamentos usados nas doenças que acompanham com frequência diabetes tipo 2 aumentam a expressão da ECA2, o que facilitaria a infecção por coronavírus. No entanto, até o momento, as sociedades brasileira de diabetes e de cardiologia reforçam que o tratamento deve ser mantido, conforme as diretrizes, pois não há evidências do efeito negativo dessas classes medicamentosas no contexto da covid-19.

Fonte: paolamachado.blogosfera.uol.com.br


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