Covid-19: experiências com plasma convalescente


Já está disponível para consulta a Nota Técnica 19/2020, que orienta pesquisadores e médicos sobre o uso de plasma convalescente como procedimento experimental no combate à Covid-19. O chamado plasma convalescente é a parte líquida do sangue coletada de pacientes que se recuperaram da infecção pelo novo coronavírus. A expectativa é que esse material ajude a combater a infecção viral por meio de seus anticorpos.

Estudos científicos têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras. Ou seja, eles são insuficientes para a comprovação definitiva sobre a eficácia potencial do tratamento, requerendo uma avaliação mais aprofundada na forma de estudos clínicos.

Os estudos clínicos com o plasma convalescente para Covid-19 não precisam ser aprovados pela Anvisa. O produto, aliás, não é passível de registro na Agência, devendo seguir as regras do sistema dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs)/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Anvisa, por sua vez, orienta que o plasma convalescente seja utilizado em protocolos de pesquisa clínica com os devidos cuidados e controles necessários, sem prejuízo do disposto em legislação específica sobre a autoridade e a conduta médica do profissional prescritor. 

Os pesquisadores ou equipes médicas devem entrar em contato com os serviços de hemoterapia para obtenção de plasma convalescente e seguir, rigorosamente, os critérios técnicos aplicáveis para doação, testes laboratoriais, processamento, armazenamento, transfusão de sangue e manejo de eventos adversos, conforme definido pelas normas da Anvisa e do Ministério da Saúde (MS), além de outras orientações específicas do MS para Covid-19.

Leia o documento da Anvisa na íntegra: Nota Técnica 19/2020

Fonte: Anvisa


Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-CoV-2 in vitro


Um estudo colaborativo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University, em Melbourne, na Austrália, com o Instituto Peter Doherty de Infecção e Imunidade (Doherty Institute), mostrou que a ivermectina possui atividade antiviral, em teste in vitro, contra o vírus causador da COVID-19 (SARS-CoV-2).

Em artigo publicado na revista Antiviral Research eles explicaram "Para testar a atividade antiviral da ivermectina em relação à SARS-CoV-2, infectamos as células e em seguida adicionamos a ivermectina. O sobrenadante e os grânulos de células foram colhidos nos dias 0-3 e analisados ​​quanto à replicação do RNA do novo coronavírus. Às 24 horas, houve uma redução de 93% no RNA viral presente no sobrenadante (indicativo de virions liberados) de amostras tratadas com ivermectina”.

Para os pesquisadores o resultado dos testes levanta a possibilidade de a ivermectina ser um antiviral útil para combater o novo coronavírus e que novos testes devem ser realizados para que seja avaliada a sua eficácia em um ambiente clínico.

O foco dos pesquisadores agora é tentar elucidar o mecanismo de ação da ivermectina na inibição da replicação do RNA do SARS-CoV-2.

O líder do estudo, Dr. Kylie Wagstaff, disse que no teste in vitro a droga mostrou eficácia na redução da carga viral nas primeiras 24 horas."A Ivermectina é amplamente usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz".

O pesquisador alertou, ainda, que os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para garantir a eficácia da droga. O uso da ivermectina no combate ao COVID-19 dependeria dos resultados de mais testes pré-clínicos e, finalmente, de ensaios clínicos.

Muita atenção: este texto não foi redigido para fomentar a automedicação. Notem que ensaios clínicos ainda serão realizados e ninguém deve, neste momento, procurar o medicamento por conta própria. Não se sabe nada sobre eficácia in vivo, não há nada sobre dosagem e nenhuma outra informação disponível além do que foi verificado em laboratório. Em caso de dúvida, consulte sempre um profissional de saúde.

Link para estudo publicado na revista Science Direct: The FDA-approved Drug Ivermectin inhibits the replication of SARS-CoV-2 in vitro

Fonte: pfarma.com.br


Kevzara® (sarilumabe) em estudo clínico global contra covid-19


Um primeiro paciente fora dos Estados Unidos foi tratado como parte do programa clínico global que está avaliando o Kevzara (sarilumabe), em pacientes graves de COVID -19. O programa foi iniciado na Itália, Espanha, Alemanha, França, Canadá, Rússia e Estados Unidos, países que foram gravemente impactados pelo COVID-19. Este é o segundo estudo, Fase 2/3, multicêntrico e duplo-cego, do programa clínico do Kevzara COVID-19.

Sarilumabe é um anticorpo monoclonal humano que inibe a via da interleucina-6 (IL-6) ligando-se e bloqueando o receptor da IL-6. A IL-6 pode desempenhar um papel na evolução da resposta inflamatória hiperativa nos pulmões de pacientes gravemente doentes com COVID-19. O papel da IL-6 é apoiado por dados preliminares de um estudo de braço único na China, usando outro inibidor receptor de IL-6.

Cientistas possuem evidências preliminares de que a IL-6 pode desempenhar um papel fundamental na evolução da resposta imune inflamatória que causa a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) em pacientes do COVID-19 em estado grave.

Em uma série inicial de casos não revisados por pares da China, um grupo de 21 pacientes com COVID-19 tiveram a febre reduzida rapidamente e 75% (15 em 20) reduziram a necessidade de oxigênio suplementar poucos dias após o recebimento de outro anticorpo receptor de IL-6 (tocilizumabe). Com base nesses resultados, a China atualizou suas diretrizes de tratamento do COVID-19 e aprovou o uso desse inibidor de IL-6 para tratar pacientes com doença grave ou crítica.

Fonte: sanofi.com.br


O que a falta de magnésio pode causar no organismo?


A deficiência deste mineral no corpo humano pode causar as seguintes situações:

– Cãibra: O composto atua no processo de contração muscular, sendo estocado nos tecidos. Se as reservas do mineral ficam escassas, aparecem espasmos dolorosos e involuntários, porque os músculos perdem a capacidade de relaxar.

– Convulsões: a falta do mineral no organismo faz com que os nervos percam o controle sobre as atividades musculares, podendo gerar convulsões.

– Formigamento: o magnésio também atua relaxando as artérias. Desse modo, quando a quantidade necessária não é suprida, a pressão nos nervos aumenta e causa formigamento e dormência.

– Gripe: sem o mineral, as defesas do corpo não ficam estabilizadas, deixando a pessoa mais suscetível a gripes e outras doenças que causam perda de apetite, enjoo, cansaço e fadiga.

– Mudanças de humor: essencial para a liberação de serotonina, a falta de magnésio no organismo pode causar hiperatividade, insônia, ansiedade, nervosismo e irritabilidade.

– Problemas cardíacos: quando organismo não possui a quantidade necessária do mineral, ocorrem contrações contínuas das artérias coronarianas. Assim, diminuindo a quantidade de oxigênio disponível para o coração, bem como elevando a pressão arterial e exigindo mais esforço do coração.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


RDC estende quantidades máximas de medicamentos sujeitos a controle especial


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou mudanças na quantidade de medicamentos sujeitos a controle especial que podem ser vendidos ao consumidor na farmácia e passou a permitir a entrega via delivery.

O entregador poderá buscar a receita do paciente, levá-la para o farmacêutico e depois entregar os medicamentos. Contudo, a venda de medicamentos pela internet continua proibida.

Leia o documento aqui: RDC 357/20




Hidroxicloroquina - Interações Medicamentosas


A hidroxicloroquina, ao ser utilizada concomitantemente com os fármacos abaixo, pode produzir os seguintes efeitos:

Digoxina - elevação dos níveis séricos do digitálico

Amiodarona - prolongamento do intervalo QT

Antimicrobianos fluoroquinolônicos (ex: ciprofloxacino) - prolongamento do intervalo QT

Ciclosporina - elevação dos níveis séricos deste fármaco

Mefloquina - dimiunição do limiar convulsivo.

Antiepilépticos - redução da eficácia destes fármacos, pois a hidroxicloroquina isolada pode diminuir o limiar convulsivo

Cimetidina - elevação da concentração sérica de hidroxicloroquina

Neostigmina e piridostigmina- a ação destes fármacos pode ser antagonizada pela hidroxicloroquina

Antiácidos - redução na absorção de hidroxicloroquina. Aconselhado intervalo de 4h entre os fármacos.

Fonte: bulas.med.br


Reação do sistema imunológico abre caminho para combater covid-19


Pesquisadores da Universidade de Melbourne (Austrália) conseguiram mapear como o sistema imunológico de um dos primeiros pacientes reagiu à infecção do coronavírus Sars-Cov-2, causador da gripe covid-19.

O estudo mostrou a capacidade do organismo de combater o vírus e se recuperar da infecção, o que é um elemento importante para desenvolver protocolos de tratamento para aqueles pacientes que não reagem bem e atingem o estado grave da doença.

Irani Thevarajan e seus colegas tiveram a oportunidade de testar amostras de sangue, em quatro momentos diferentes, de uma paciente de 40 anos sem doenças prévias, que contraiu covid-19 e apresentava sintomas de leves a moderados, mas que exigiram internação hospitalar.

"Três dias após a internação da paciente, vimos grandes populações de várias células imunológicas, que geralmente são um sinal revelador de recuperação durante a infecção sazonal por influenza, por isso previmos que a paciente se recuperaria em três dias. Foi o que aconteceu," disse a professora Oanh Nguyen, membro da equipe.

As células imunológicas a que a pesquisadora se refere foram as chamadas ASCs, ou células secretoras de anticorpos aumentadas, células T auxiliares foliculares (TFH), células T CD4+ ativadas e células T CD8+, além dos anticorpos imunoglobulina M (IgM) e IgG, que se ligam ao vírus SARS-CoV-2, causando a covid-19. Essas alterações imunológicas persistiram por pelo menos 7 dias após a resolução completa dos sintomas.

Esse detalhamento de uma resposta imune que levou à recuperação bem-sucedida da covid-19 pode ter a chave para se encontrar uma vacina eficaz.

"Nós mostramos que, embora a covid-19 seja causada por um novo vírus, em uma pessoa saudável uma resposta imune robusta em diferentes tipos de células mostrou-se associada à recuperação clínica, semelhante à que vemos na gripe.

Fonte: Diário da Saúde


Por que o coronavírus tem maior risco em diabéticos?

De acordo com a endocrinologista da Unifesp Dr. Lian Tock, "primeiro precisamos ver se o diabético esta com medicação adequada. Se sim, este paciente está metabolicamente equilibrado e com as defesas imunológica ok. Mas infelizmente o diabético que não tem controle adequado do problema, como se trata de uma doença crônica, altera toda a parte metabólica do seu  organismo, levando a problemas cardiovasculares, alteração renal, alteração oftalmológica, ou seja, um organismo em estresse metabólico, afetando a defesa imunológica. Qualquer doença crônica faz com que as defesas do corpo fiquem comprometidas e impede que o nosso sistema imunológico atue com eficácia".

O fato é que com níveis de glicemia altos temos uma resposta imune mais baixa, levando a uma menor proteção contra doenças. Então esses indivíduos correm um risco maior de ficarem doentes  e imunossuprimidos. No entanto, para o diabético, seja tipo 1, seja tipo 2, com bom controle glicêmico, o risco é bem menor.

Outra hipótese para pessoas com diabetes terem maior risco é que, de acordo com publicação recente do JAMA, os coronavírus se ligam às células-alvo por meio da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), que é expressa ("liberada") pelas células epiteliais do pulmão, intestino, rins e vasos sanguíneos.

Medicamentos usados nas doenças que acompanham com frequência diabetes tipo 2 aumentam a expressão da ECA2, o que facilitaria a infecção por coronavírus. No entanto, até o momento, as sociedades brasileira de diabetes e de cardiologia reforçam que o tratamento deve ser mantido, conforme as diretrizes, pois não há evidências do efeito negativo dessas classes medicamentosas no contexto da covid-19.

Fonte: paolamachado.blogosfera.uol.com.br


Hidroxicloroquina e cloroquina viram produtos controlados

A Anvisa enquadrou a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida é para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem um desabastecimento no mercado. A falta do produto pode deixar os pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide sem os tratamentos adequados.


A Agência recebeu relatos de que a procura pela hidroxicloroquina aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que este produto pode ajudar no tratamento do Covid-19. Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavirus.

Ou seja, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus.

Como ficam os pacientes que já precisam do medicamento?

Os pacientes que já fazem uso do medicamento poderão continuar utilizando sua receita simples para comprar o produto durante o prazo de 30 dias. A receita será registrada pelo farmacêutico que já está obrigado a fazer o controle do medicamento no momento da venda.

A nova categoria significa que o medicamento só poderá ser entregue mediante receita branca especial em duas vias. Médicos que fazem a prescrição de hidroxicloroquina ou cloroquina já devem começar a utilizar este formato.

Fonte: Anvisa


Farmácia Popular: remédio para 90 dias evitando circulação de pessoas


O programa Farmácia Popular , que usa inclusive a rede privada de drogarias para entregar medicamentos de uso contínuo à população gratuitamente ou a baixo custo, dispensará remédios para 90 dias. Hoje, esse prazo é de 30 dias com a prescrição médica.

Outra medida anunciada pelo governo, na tentativa de evitar o fluxo de pessoas para conter a propagação rápida do coronavírus, é que não será mais necessária declaração registrada em cartório no caso de cuidadores ou outros responsáveis que pegam o remédio em nome dos doentes.

Basta uma declaração de próprio punho para que o medicamento seja dispensado — disse Denizar Vianna, secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

A medida faz parte de um conjunto de ações que o governo apresentou para minimizar o fluxo de pessoas nas ruas. O isolamento social, especialmente no caso de pessoas com sintomas gripais, por 14 dias, foi apresentado pela pasta da Saúde como a melhor estratégia, no momento, para evitar a proliferação da doença.

Fonte: O Globo


Nota Técnica sobre Cloroquina e Hidroxicloroquina


Diante das notícias veiculadas sobre medicamentos que contêm hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento da Covid-19, a Anvisa esclarece que:

- esses medicamentos são registrados pela Agência para o tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária;

- apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus; e

- a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde.

Confira mais informações neste documento: Nota Técnica

Fonte: Anvisa


Vacina contra coronavírus em desenvolvimento na USP difere da norteamericana e da chinesa


Uma vacina para o coronavírus está em desenvolvimento por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo). Os testes ainda não foram feitos em animais ou humanos, mas a expectativa é de que aconteça dentro de alguns meses, resultando numa vacina com resposta rápida contra o vírus, possibilitando a criação dos anticorpos necessários.

O professor Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do Incor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP, fala que o processo de desenvolvimento da vacina se dá a partir da criação de uma partícula semelhante ao coronavírus, o VLP (virus-like particle, em inglês), que, na verdade, é como se fosse um vírus oco, sem o material genético e, portanto, sem a transmissibilidade da doença, o que torna seguro usar em vacinas.

"Colocamos as partes do coronavírus que são importantes para desencadear uma forte resposta do sistema imunológico, para emitir os anticorpos bloqueadores e impedir o vírus de penetrar nas células".

A vacina em desenvolvimento no Brasil difere da que já está sendo testada nos Estados Unidos. Lá, é utilizada a tecnologia mRNA, que insere na vacina uma partícula sintética do RNA mensageiro do vírus e, então, é injetada no organismo humano e instruída a produzir proteínas que possam ser reconhecidas pelo sistema imunológico.

De acordo com Kalil, diferente das mRNA, as vacinas com VLP já possuem histórico de uso, como no papiloma vírus —o HPV. As respostas tendem a ser mais robustas, enquanto a utilização da mRNA gera respostas mais tímidas.

Fonte: UOL


China aprova teste de vacina contra coronavírus em humanos


A China aprovou o início dos testes clínicos de uma vacina experimental contra o novo coronavírus COVID-19 - desenvolvida por pesquisadores liderados por um especialista em guerra biológica.

A vacina desenvolvida na China usa a tecnologia do mensageiro ácido ribonucleico (mRNA) que copia o código genético do vírus em vez do vírus real. Até o momento, nenhuma vacina de mRNA foi aprovada para humanos.

"A vacina não contém substâncias infecciosas, é altamente segura e estável e requer apenas uma inoculação", disse o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de Hubei em seu pedido de voluntários.

Na terça-feira, a Administração Nacional de Produtos Médicos da China aprovou os testes para a primeira vacina COVID-19 do país, criada pela CanSino Biologics. em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares em Wuhan.

“Somos uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade e a vacina é uma das armas científicas e tecnológicas mais poderosas para acabar com a nova epidemia de coronavírus”, disse a pesquisadora Chen Wei, um dos principais especialistas em guerra biológica militar que lidera a equipe.

Fonte: pfarma.com.br


Riscos do álcool em gel feito em casa


"O principal perigo é que não fazemos corretamente ou seguimos uma receita com eficácia duvidosa", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o dermatologista Antonio Clemente Ruíz de Almirón, porta-voz da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia.

"Estamos confiando na internet e, com o alerta social que está ocorrendo, existe muito engano, receitas caseiras que não têm eficácia comprovada. A disseminação de tudo isso pode levar as pessoas a confiar em algo que realmente não tem eficácia comprovada contra o vírus ou que pode até ser prejudicial à pele", diz o especialista.

Além disso, o uso dessas receitas com "combinações duvidosas" também pode representar um risco para a saúde. "Algo que os dermatologistas têm falado muito é que, em geral, o principal problema com álcool em gel ou com a lavagem contínua das mãos é que favorece a pele a secar, rachar e as pessoas com pele um pouco mais sensível podem ficar mais propensa a dermatites irritativas", diz Ruíz de Almirón.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite de contato é "uma reação inflamatória na pele decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia". Um dos tipos de dermatite é a irritativa, que é "causada por substâncias ácidas ou alcalinas, como sabonetes, detergentes, solventes ou outras substâncias químicas". Nesses casos, as lesões da pele geralmente são restritas ao local do contato.

Fonte: UOL


Covid-19: Anti-inflamatórios podem agravar pneumonia causada pelo vírus


O ministro da Saúde francês, Olivier Véran, alertou contra o uso de ibuprofeno em pessoas infectadas com o coronavírus. Segundo ele, esse tipo de medicamento pode agravar a pneumonia causada pelo Covid-19.

"Tomar medicamentos anti-inflamatórios (ibuprofeno, cortisona e outros) pode agravar a infecção. Em caso de febre, tome paracetamol. Se você já está tomando medicamentos anti-inflamatórios ou em caso de dúvida, pergunte ao seu médico", disse o ministro na sua conta no Twitter.

Fonte: noticias.uol.com.br


Descontinuação temporária de Afrin®


A Bayer informa em seu site que todas as apresentações de Afrin®, pediátrico 250 mg x 20 ml e Afrin® adulto 500 mg x 10 e 30 ml, serão descontinuados temporariamente.

A empresa está realizando análise de inclusão de possíveis fabricantes para o produto Afrin® (cloridrato de oximetazolina) nas formas farmacêuticas spray e gotas. A regularização ocorrerá a partir da definição de um novo local de fabricação.

Fonte: bayer.com.br


Zika combate tumores avançados no sistema nervoso central


Pesquisadores brasileiros deram um passo importante no desenvolvimento de uma terapia que usa o vírus zika para combater tumores avançados no sistema nervoso central.

Em 2018, a mesma equipe comprovou que o zika pode curar tumores no sistema nervoso de camundongos. Desta vez, como é praxe nas pesquisas desse tipo, eles utilizaram animais maiores, cachorros com idade avançada e tumores espontâneos no cérebro. O resultado foi ainda melhor do que o esperado.

"Observamos uma reversão surpreendente dos sintomas clínicos da doença, além de redução tumoral e aumento de sobrevida - e com qualidade, que é o mais importante. Além disso, o tratamento foi bem tolerado e não houve efeitos adversos. Estamos superanimados com os resultados," contou a professora Mayana Zatz, do Instituto de Biociências da USP.

"Os resultados confirmam que a terapia atua por meio de dois mecanismos. Por um lado, o vírus infecta as células tumorais, começa a se replicar e acaba levando-as à morte. Por outro, ativa o sistema imune para a presença do tumor. A infecção desencadeia uma reação inflamatória e células de defesa começam a migrar para o local," contou a pesquisadora Carolini Kaid, responsável pelos experimentos.

Fonte: Diário da Saúde


Nariz entupido e descongestionantes nasais


Ao primeiro sinal de nariz entupido, é comum a pessoa recorrer ao uso dos descongestionantes nasais. Utilizados com critério, sob orientação médica e por prazo determinado (cinco dias, no máximo), eles proporcionam alívio quase que imediato, porque contêm substâncias vasoconstritoras (nafazolina, fenoxazolina, oximetatazolina, fenilefrina, pseudoefredina) em sua fórmula. Resultado: os vasos contraem, o fluxo de sangue diminui, o edema da mucosa regride, a produção de muco baixa e as pessoas voltam a respirar normalmente.

Dito assim, parece que esses remédios estão livres de efeitos adversos e por isso são vendidos livremente nas farmácias. Não é verdade. O uso contínuo dos descongestionantes nasais pode ter consequências graves no organismo.

Uma delas é o efeito rebote. Embora a ação do medicamento seja rápida, a sensação de alívio é passageira. Depois de algum tempo, o nariz volta a entupir, o que obriga a pessoa a ir diminuindo, progressivamente, o intervalo entre as aplicações a ponto de precisar ter sempre à mão um frasco do medicamento para poder respirar melhor. Esse grau de dependência resulta num distúrbio chamado rinite medicamentosa ou vasomotora, cujo principal sintoma é o nariz entupido provocado por alterações na mucosa nasal que leva à perda da capacidade de contrair e dilatar os vasos

Outro problema é que a ação dos descongestionantes nasais não se restringe ao alívio do nariz entupido. Seu uso contínuo faz com que parte da substância vasoconstritora que entra na composição do medicamento seja absorvida pela mucosa, caia na corrente sanguínea e alcance o sistema cardiovascular, o que pode representar uma sobrecarga para o coração. Arritmia cardíaca, taquicardia, hipertensão arterial, trombose, tonturas e dor de cabeça são alguns dos sinais do efeito colateral dessas drogas em ógãos distantes.

É importante destacar ainda que, nas crianças pequenas, o uso dos descongestionantes nasais pode ter consequências desastrosas, uma vez que pode provocar depressão do sistema cardiorrespiratório e levar à morte.

Fonte: drauziovarella.uol.com.br




Descontinuação definitiva de Claritin® e Claritin® D nas apresentações xarope


A Bayer informa em seu site, por meio de comunicado de mídia, que os produtos Claritin®, apresentação xarope 30ml e 100ml e Claritin® D, nas apresentações xarope 30ml, 60ml e 120ml, que eram produzidos pela empresa Merck Sharp & Dohme Farmacêutica LTDA, não serão renovados em contrato.

Devido à revisão do portfólio da empresa, a decisão foi a de descontinuação definitiva dos produtos citados. As apresentações referentes à forma farmacêutica comprimido permanecerão registradas.

Fonte: bayer.com.br


Descontinuação definitiva de Digesan solução oral


A Sanofi informa, por meio de comunicado em seu site, que protocolou em 21/02/2020, a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento Digesan solução oral 1mg/mL.

A empresa informa que existem alternativas terapêuticas disponíveis, contudo recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento.

Fonte: sanofi.com.br


Falta temporária de rosuvastatina - restrição no fornecimento do princípio ativo


A Sanofi-Medley informa em comunicado disponibilizado pelo site que, em 02/03/2020,  foi protocolada a descontinuação temporária de fabricação do medicamento rosuvastatina cálcica 10 mg e 20 mg - comprimidos revestidos, devido à restrição de fornecimento do princípio ativo.

A empresa ressalta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, contudo recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento.

Fonte: sanofi.com.br


Coronavírus: regras de triagem para doação de sangue


De acordo com as orientações, pessoas que tenham se deslocado ou que sejam procedentes de regiões com casos autóctones (locais) confirmados de coronavírus (Covid-2019, Sars e Mers) deverão ser consideradas inaptas para doação por um prazo de 30 dias, após o retorno das áreas afetadas.

Quem teve contato, nos últimos 30 dias, com caso suspeito ou indivíduo diagnosticado com coronavírus estará inapto para doação também por um mês, após o último contato com a pessoa.

Ainda de acordo com o MS e Anvisa, candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos vírus Covid-2019, Sars e Mers deverão ser considerados inaptos por um período de 90 dias, após sua completa recuperação.

Já os candidatos que tiveram resfriado comum ou infecções de vias respiratórias causadas eventualmente por coronavírus, mas sem histórico de viagem para regiões endêmicas ou contato com pessoas provenientes destas áreas, não deverão ser considerados de risco para a infecção desses novos vírus.

A Anvisa e o MS informam que não existe evidência, até o presente momento, de transmissão transfusional dos coronoavírus e que, por este motivo, a ação é realmente preventiva.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/


Antibiótico potente é descoberto com inteligência artificial


Pesquisadores do MIT (EUA) identificaram um novo e poderoso composto antibiótico usando um algoritmo de aprendizado de máquina, uma técnica de inteligência artificial.

Em testes de laboratório, a droga matou algumas das bactérias causadoras de doenças mais problemáticas do mundo, incluindo algumas cepas resistentes a todos os antibióticos conhecidos. Ela também eliminou infecções em dois modelos diferentes de camundongos.

O modelo de computador, que pode rastrear mais de cem milhões de compostos químicos em questão de dias, foi desenvolvido para detectar potenciais antibióticos que matam bactérias usando mecanismos diferentes dos mecanismos em que se baseiam os medicamentos atuais.

A molécula, que os pesquisadores decidiram chamar de halicina, já havia sido investigada como possível medicamento para diabetes.

Outros pesquisadores já haviam usado antes a inteligência artificial para ajudar a descobrir novos antibióticos, mas a equipe afirma que esta é a primeira vez que se descobre um tipo inteiramente novo de antibiótico a partir do zero, sem inserir no programa qualquer conhecimento prévio adquirido pelos cientistas humanos.

Fonte: Diário da Saúde


Lei define número de farmacêuticos conforme faturamento das farmácias


A Governadora do Estado do Rio Grande do Norte (RN), Maria de Fátima Bezerra (PT), acaba de sancionar a lei estadual 10.694/20, que estabelece a contratação de um farmacêutico para cada R$ 100 mil de faturamento da farmácia, visando, assim, a eficiência e o controle na qualidade do atendimento.

O documento, divulgado em 14 de fevereiro no Diário Oficial da União (D.O.U.), dispõe sobre as ações e serviços de assistência farmacêutica executados, isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas físicas ou jurídicas conforme o faturamento.

Nesse aspecto, a legislação traz um detalhe inédito, pois, pela primeira vez, foi definido em uma lei, ainda que estadual, a necessidade de um profissional farmacêutico de acordo com o faturamento do estabelecimento. Entretanto, é necessário frisar que a lei federal 13021/14 define, em seu artigo 6º, que deve haver a presença do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, independentemente do faturamento do estabelecimento.

O ponto mais polêmico da lei 10.694/20 se dá porque muitas farmácias, principalmente as de pequeno porte, podem permanecer abertas por um período de mais de 12 horas, exigindo a presença de dois farmacêuticos (com atuação de oito horas cada, de acordo com a lei 13021/14). No entanto, seu faturamento pode ficar próximo de R$ 100 mil, exigindo apenas um profissional presente.

Em contrapartida, de acordo com a nova lei de RN, uma farmácia com um faturamento acima de R$ 100 mil também terá que ter uma quantidade equivalente de profissionais. Exemplo: no caso, um estabelecimento que fature R$ 500 mil, obrigatoriamente, teria que ter, ao menos, cinco farmacêuticos.

Leia o documento oficial: Lei 10.694/20

Fonte: ICTQ


Recall de Ranitidina 150mg e 300mg


Como medida preventiva, a Medley, unidade de negócios da Sanofi, iniciou o recolhimento voluntário e preventivo de ranitidina 150mg e 300mg. O recolhimento é realizado devido à possível contaminação com uma impureza de nitrosamina chamada N-nitrosodimetilamina (NDMA). Esta é uma substância classificada como possível causadora de câncer em humanos.

Para tomar conhecimento dos lotes recolhidos, confira tabela e mais informações no link: https://www.sanofi.com.br/pt/quem-somos/imprensa/releases/2020-01-07-ranitidina#







Vacina contra demência funciona em ratos e deve ser testada em humanos até 2022


Testes recentemente realizados em ratos de uma vacina que previne a demência foram bem sucedidos, segundo um estudo publicado no Alzheimer’s Research & Therapy. Os testes clínicos do medicamento, cujo foco é prevenir contra o Alzheimer, devem começar em 2 até anos.

A equipe desenvolvedora da vacina visa criar um tratamento que remova aminoácidos conhecidos como placas beta-amiloides (Aβ) do cérebro, e evite a presença de proteínas chamadas tau hiperfosforilada nos neurônios. Isso porque, segundo os pesquisadores, essas substâncias estão diretamente ligadas ao surgimento de quadros de demência.

Para isso, a vacina foi testada em camundongos com patologias relacionadas à presença da Aβ e da tau. "Em conjunto, essas descobertas justificam o desenvolvimento dessa estratégia de vacinação dupla, que é baseada na tecnologia, para que realizemos os testes finais de [prevenção da] doença de Alzheimer humana", afirmaram os principais autores do estudo, Anahit Ghochikyan e Mathew Blurton-Jones, em comunicado.

"Nossa abordagem visa cobrir todas as bases e superar os obstáculos anteriores na busca de uma terapia para diminuir o acúmulo de moléculas de Aβ/tau e atrasar a progressão do Alzheimer em um número crescente de pessoas em todo o mundo", explicou Nikolai Petrovsky, outro membro do estudo.

De acordo com a equipe, diversos outros medicamentos do tipo já foram desenvolvidos e testados, mas nenhum deles combinava a prevenção do acúmulo de Aβ e da tau em apenas uma vacina. Por isso, os especialistas têm esperanças de que o sucesso nos testes com camundongos seja um bom sinal para as pesquisas em humanos, que devem começar em breve.

Fonte: revistagalileu.globo.com


Mitos e Verdades sobre Diabetes


1- Diabetes tem cura

Mito
Até o momento não existe nenhum tratamento capaz de banir a doença, porém, existem controles que ajudam nos sintomas, e evitam problemas futuros.

2- Pessoas magras também podem ter diabetes

Verdade
O diabetes tipo 2 é mais comum em pacientes que estão acima do peso, porém não é uma regra e existe uma variedade de fatores que podem contribuir com o desenvolvimento da doença: tabagismo, ingestão calórica excessiva, sedentarismo, o próprio envelhecimento, entre outros.

3- Diabetes pode levar pacientes a óbito

Verdade
O diabetes exige acompanhamento médico e um estilo de vida saudável, com dieta e exercícios. O diabetes, em situações mais avançadas, pode levar a complicações mais severas, afetando outros órgãos e levando o paciente a óbito. No entanto, o diabético bem controlado, pode ter um risco muito próximo daquele que não tem a doença.

4- Excesso de doce causa diabetes

Mito
A ingestão de muito doce/açúcar colabora para o ganho de peso, e contribui para induzir ou agravar o diabetes. O ganho de peso também aumenta a chance de desenvolvimento da doença.

5- Diabetes tem sintomas aparentes

Verdade
O paciente com diabetes pode apresentar sintomas como: fome constante/exagerada, sede excessiva, necessidade de urinar muito ou a toda hora, cansaço, fraqueza, alteração na vista, etc. Na maioria dos casos, no entanto, as pessoas não sentem nada, porque esses sintomas costumam aparecer apenas quando a doença está mais avançada.

Diabetes tipo 1 e tipo 2 tem diferença

Verdade
O diabetes tipo 1 (DM1) é classificado como doença autoimune e seu diagnóstico é mais comum durante a infância e adolescência. O DM1 ocorre por uma deficiência do pâncreas, causada pelo próprio corpo, que destrói as células produtoras de insulina, fazendo com que o órgão libere pouca ou nenhuma insulina para o organismo. Já o diabetes de tipo 2 (DM2), que a forma mais comum de diabetes, é responsável por cerca de 95% dos casos em adultos. No DM2, o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, e as células do corpo são resistentes à ação da insulina.

Fonte: libbs.com.br


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