Aprovado uso de testes rápidos para Sars-CoV-2 em drogarias


A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (28/4), a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias.

A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. No entanto, é importante ressaltar que os testes não têm finalidade confirmatória, servindo apenas para auxiliar no diagnóstico da Covid-19.

Os testes rápidos deverão ser devidamente registrados no Brasil e poderão ser feitos somente em farmácias e drogarias regularizadas pela Agência. A medida não será obrigatória para todos os estabelecimentos, mas os que aderirem deverão adotar as diretrizes, protocolos e orientações estabelecidas pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, tais como:

I - seguir as Boas Práticas Farmacêuticas, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009;

 II - ser realizada por farmacêutico treinado;

 III - utilizar os dispositivos devidamente regularizados junto à Anvisa;

 IV - garantir registro e rastreabilidade dos resultados; e

 V - delimitar fluxo de pessoal e áreas de atendimento, espera e pagamento diferentes para os usuários que buscam os serviços de teste rápido em relação aos que buscam os outros serviços na farmácia.

Esta autorização valerá a partir da publicação de uma Resolução da Diretoria Colegiada no Diário Oficial da União (D.O.U.). Simultaneamente à RDC, também serão publicadas duas notas técnicas com orientações para os estabelecimentos.

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/


Em teste, medicamento recupera pacientes infectados com coronavírus


O medicamento remdesivir, usado contra o ebola, está entre os mais estudados para combater os sintomas causados pelo novo coronavírus, assim como a cloroquina. Agora, um estudo feito pela Universidade de Chicago, e divulgado pelo site médico Stat, indica que o remdesivir ajuda na recuperação de pacientes que desenvolveram a doença covid-19.

O tratamento acelera a recuperação da febre e de sintomas respiratórios, o que fez com as pessoas que participaram do estudo fossem liberadas do hospital em menos de uma semana.

“A melhor notícia é que a maioria dos nossos pacientes já recebeu alta, o que é ótimo. Apenas dois pacientes morreram”, disse Kathleen Mullane, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Chicago que supervisiona os estudos de remdesivir. “A maioria dos nossos pacientes é grave e sai em seis dias, o que indica que a duração da terapia não precisa ser de dez dias. Temos muito poucos que duraram dez dias, talvez três”, afirmou.

A Universidade de Chicago, no entanto, ressalta que as descobertas do estudo, feito com 125 pessoas, não são definitivas e não devem ser adotadas para tirar conclusões. Uma das principais limitações do estudo é que não houve um grupo controle. Ou seja, o efeito do medicamento não foi confrontado com o de um segundo grupo que tomou placebo. O medicamento também já foi usado para combater a mers, síndrome respiratória aguda grave do Oriente Médio.

Em carta aberta à Gilead Sciences, empresa de biofarmacologia baseada na Califórnia, mais de 150 organizações sociais e ativistas do mundo todo pedem, desde o fim do mês de março, que a empresa abra mão de reivindicar direitos exclusivos sobre o medicamento remdesivir. A iniciativa é da fundação Médicos Sem Fronteiras.

A Gilead pode reivindicar exclusividade de produção e marketing com base nas patentes que possui em mais de 70 países. Segundo a carta aberta, o monopólio coloca em risco a acessibilidade ao tratamento da covid-19 para milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: exame.abril.com.br


Butantan vai desenvolver anticorpos para tratamento da covid-19


Pesquisadores do Instituto Butantan estão trabalhando em um tratamento para covid-19 que usa células de defesa retiradas do sistema imunológico de pacientes que se recuperaram da doença.

Os anticorpos monoclonais neutralizantes, como são chamadas essas células, serão selecionados de células de defesa (células B) do sangue de pessoas que se curaram da covid-19. A ideia é encontrar uma ou mais dessas proteínas com a capacidade de se ligar ao vírus sars-cov-2 com eficiência e neutralizá-lo.

As moléculas mais promissoras poderão, então, ser produzidas em larga escala e usadas no tratamento da doença. A equipe já está em fase avançada para obtenção de anticorpos monoclonais - ou mAb, do inglês monoclonal antibody - para o tratamento de zika e tétano.

O trabalho segue um princípio parecido com o da transferência passiva de imunidade - técnica que consiste na transfusão de plasma sanguíneo de pessoas curadas da COVID-19, que também está sendo desenvolvida no Brasil. O plasma de pessoas que se curaram é naturalmente rico em anticorpos contra a doença.

Ao entrar na corrente sanguínea de uma pessoa doente, essas proteínas começam imediatamente a combater o novo coronavírus. Porém, diferentes doadores podem ter quantidades maiores ou menores dos chamados anticorpos neutralizantes e a técnica depende ainda de constantes doações de plasma para manter os estoques.

Fonte: diariodasaude.com.br


Suplementos vitamínicos que elevam níveis de testosterona


Vitamina D: estudos sugerem que tomar suplementos de vitamina D pode corrigir uma deficiência e até contribuir para o aumento dos níveis de testosterona. Tomar sol pelo menos 15 minutos de luz solar direta por dia e se alimentar de salmão e outros peixes gordurosos, também pode manter os níveis de vitamina D.

Magnésio: a suplementação de magnésio pode ajudar a retornar os níveis de testosterona ao normal se a causa da diminuição for uma deficiência. Um estudo da revista Biological Trace Element Research descobriu que tomar suplementos de magnésio por pelo menos 1 mês pode aumentar a testosterona.

Zinco: a deficiência de zinco pode contribuir para uma queda na testosterona. Um estudo publicado na Neuroendocrinology Letters mostrou que 4 semanas de suplementação de zinco poderiam impedir um declínio nos níveis de testosterona em homens sedentários.

Creatina: é conhecida por seus pequenos, porém, confiáveis ​​aumentos de testosterona. Uma pesquisa descobriu níveis mais altos de testosterona em jogadores de futebol americano depois de tomar suplementos de creatina por pelo menos 10 semanas. As Fontes naturais de creatina são: salmão, atum e carne bovina.

Fonte: diariodebiologia.com


Substância presente em cosméticos deve ser evitada na gravidez


Se as mulheres grávidas usarem cosméticos contendo parabenos que permanecem na pele por períodos prolongados, isso pode ter consequências para o subsequente desenvolvimento da criança. A demonstração foi feita em um estudo publicado por pesquisadores de quatro instituições alemãs, liderados por uma equipe do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental (UFZ).

Beate Leppert e seus colegas identificaram ainda modificações epigenéticas que são desencadeadas pelos parabenos e que interferem na regulação natural da saciedade no cérebro. "Nós descobrimos uma correlação positiva entre as concentrações de butilparabeno na urina das mães e um maior índice de massa corporal dos seus filhos - principalmente das filhas - até o oitavo aniversário," contou a professora Irina Lehmann.

Metilparabeno, propilparabeno, butilparabeno - estas substâncias e seus similares são comumente usados como conservantes em cosméticos, como cremes e loções para o corpo, e em produtos antissépticos. Mas como o uso de cremes contendo parabenos por gestantes se relaciona com o futuro excesso de peso da criança?

Depois de verificar a associação entre o uso dos parabenos e crianças com maior peso, a equipe decidiu rastrear os mecanismos subjacentes. Eles começaram com culturas de células, para examinar se as próprias células de gordura reagiriam a altas concentrações de butilparabeno, mas os resultados foram todos negativos.

Assim, os pesquisadores suspeitaram que os parabenos pudessem exercer influência sobre como a fome é regulada no cérebro e realizaram um exame mais minucioso dos principais genes no hipotálamo dos filhos, mas desta vez usando animais de laboratório.

O resultado indicou que um gene chamado POMC (proopiomelanocortina), que é decisivo no controle da sensação de fome, ficou desregulado no cérebro dos filhotes cujas mães tiveram contato com os parabenos. Pesquisas adicionais em nível genético revelaram que uma modificação epigenética foi responsável por isso, impedindo a leitura do gene POMC correspondente.

Fonte: diariodasaude.com.br


Portaria 374: Graduação em saúde antecipada


A graduação nos cursos de saúde pode ser abreviada. A Portaria do Ministério da Eduação (MEC) nº 374, de 3 de abril de 2020, autoriza as IESs a anteciparem a colação de grau dos alunos, matriculados no último período dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia

O aluno poderá usufruir dessa possibilidade desde que tenha cumprido setenta e cinco por cento da carga horária total do estágio supervisionado ou internato.

Entretanto, as regulamentações não consideram as especificidades dos Projetos Pedagógicos dos cursos e das Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de graduação, uma vez que não liberam da obrigatoriedade do cumprimento da carga horária das atividades teóricas e práticas, do Trabalho de Conclusão de Curso e das Atividades Complementares.

Portanto, para requerer a antecipação da colação de grau, o aluno deverá ter cumprido setenta e cinco por cento da carga horária obrigatória do estágio, bem como todos os outros componentes curriculares estabelecidos para sua graduação.

Link para documento oficial: PORTARIA Nº 374, DE 3 DE ABRIL DE 2020


Taxa de mortes com cloroquina equivale à de quem não usa, diz estudo


Os resultados preliminares de um estudo feito com a cloroquina pela Fiocruz e pela Fundação de Medicina Tropical mostraram que a letalidade no grupo de pacientes com covid-19 testado, em estado grave, foi de 13%. De 81 doentes internados que tomaram o medicamento, 11 morreram.

A taxa de mortalidade verificada em pacientes em iguais condições que não usaram a droga é de 18%, segundo estudos internacionais, inclusive da China.

A proximidade do dois índices não permite afirmar, por enquanto, que a cloroquina possa fzer diferença fundamental no tratamento dos doentes infectados pelo coronavírus. "Os otimistas podem achar que a taxa com o uso de cloroquina é menor e os pessimistas podem achar que é igual. Estatisticamente é igual, na margem de confiança", diz o infectologista Marcus Lacerda, da Fiocruz, que participa do estudo.

A pesquisa deve seguir, portanto, até que os dados sejam conclusivos. "Tudo pode, mas não podemos achar nada", diz ele, reafirmando que é preciso esperar pelas conclusões científicas e seguras do estudo.

Fonte: folha.uol.com.br


Medicamento usado no tratamento de HIV inibiu replicação de coronavírus


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou em nota que constatou em pesquisa sobre tratamentos para a covid-19 que o medicamento Atazanavir, utilizado no tratamento do HIV, foi capaz de inibir a replicação viral, além de reduzir a produção de proteínas que estão ligadas ao processo inflamatório nos pulmões e, portanto, ao agravamento do quadro clínico dos pacientes. Os especialistas também investigaram o uso combinado do atazanavir com o ritonavir, outro medicamento utilizado para combater o HIV.

O estudo foi publicado hoje na plataforma internacional BiorXiv, em formato de pré-print, seguindo a tendência do estudo e do reposicionamento de medicamentos no enfrentamento da emergência sanitária.

“A análise de fármacos já aprovados para outros usos é a estratégia mais rápida que a ciência pode fornecer para ajudar no combate à covid-19, juntamente com a adoção dos protocolos de distanciamento social já em curso”, diz em nota Thiago Moreno, pesquisador da Fiocruz, que lidera a iniciativa.

Ainda no comunicado, Moreno ressalta que os medicamentos propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estão mais próximos de se tornarem terapias para os pacientes com covid-19. Ele observa que, no entanto, mais alternativas são necessárias, especialmente substâncias já em produção nacional e com perfil de segurança superior a algumas destas moléculas inicialmente propostas pela OMS.

Fonte: valorinveste.globo.com


Pacientes curados da covid-19 mantêm coronavírus após fim dos sintomas


Talvez os 14 dias que estão sendo recomendados mundialmente para isolamento de pacientes confirmados com covid-19 não sejam suficientes para evitar que eles contaminem outras pessoas.

Pesquisadores da China e dos EUA descobriram que metade dos pacientes tratados por infecção por covid-19 ainda apresentavam coronavírus por até oito dias após o desaparecimento dos sintomas e a alta hospitalar.

De Chang e seus colegas monitoraram 16 pacientes com covid-19 que foram tratados e liberados do Hospital Geral de Libertação Popular, em Pequim (China).

Os pacientes estudados tinham uma idade média de 35,5 anos e receberam alta após sua recuperação e confirmação do status viral negativo por pelo menos dois testes consecutivos de reação em cadeia da polimerase (PCR). Os pesquisadores coletaram amostras de esfregaços da garganta de todos os pacientes em dias alternados após a alta.

"A descoberta mais significativa do nosso estudo é que metade dos pacientes continuou eliminando o vírus mesmo após a resolução de seus sintomas. Infecções mais graves podem ter tempos de liberação ainda mais longos," disse o Dr. Lokesh Sharma, da Escola de Medicina de Yale.

O tempo entre a infecção e o início dos sintomas (período de incubação) nesses pacientes foi de cinco dias, exceto em um caso. A duração média dos sintomas foi de oito dias, enquanto o tempo em que os pacientes permaneceram contagiosos após o final dos sintomas variou de um a oito dias.

Embora reconheçam que analisaram um pequeno número de pacientes, a equipe acredita que isso já é suficiente para alterar as recomendações sobre o isolamento de pacientes confirmados como portadores do sars-cov-2. Além disso, todos os pacientes analisados tiveram infecções mais leves, e o problema pode ser pior entre pacientes mais graves.

"Se você teve sintomas respiratórios leves da covid-19 e ficou em casa para não infectar pessoas, estenda sua quarentena por mais duas semanas após a recuperação para garantir que você não infectará outras pessoas," recomendou o professor Lixin Xie.

Fonte: diariodasaude.com.br


Coronavírus: endócrino alerta que obesidade é grave fator de risco


“A obesidade diminui a imunocompetência. Vários estudos em animais e em humanos demonstram isso. Pessoas com obesidade têm uma menor atividade citotóxica das células que detectam e destroem invasores, sejam vírus, bactérias e mesmo células cancerígenas. Por isso, pacientes com obesidade estão entre os grupos de risco para a infecção do novo coronavírus”, explica o endocrinologista especialista em obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), Dr. Marcio Mancini.

Dados indicam que sete em cada 10 pacientes internados em unidades de terapia intensiva no Reino Unido com coronavírus estavam com sobrepeso ou obesidade.

De acordo com a World Obesity Society, pessoas com obesidade em todo o mundo já estão em alto risco de complicações graves da covid-19 por causa do aumento do risco das doenças crônicas que a obesidade causa. Além disso, indivíduos com obesidade que se isolam e evitam o contato social já estão estigmatizados e experimentam taxas mais altas de depressão.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Covid-19: experiências com plasma convalescente


Já está disponível para consulta a Nota Técnica 19/2020, que orienta pesquisadores e médicos sobre o uso de plasma convalescente como procedimento experimental no combate à Covid-19. O chamado plasma convalescente é a parte líquida do sangue coletada de pacientes que se recuperaram da infecção pelo novo coronavírus. A expectativa é que esse material ajude a combater a infecção viral por meio de seus anticorpos.

Estudos científicos têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras. Ou seja, eles são insuficientes para a comprovação definitiva sobre a eficácia potencial do tratamento, requerendo uma avaliação mais aprofundada na forma de estudos clínicos.

Os estudos clínicos com o plasma convalescente para Covid-19 não precisam ser aprovados pela Anvisa. O produto, aliás, não é passível de registro na Agência, devendo seguir as regras do sistema dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs)/Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Anvisa, por sua vez, orienta que o plasma convalescente seja utilizado em protocolos de pesquisa clínica com os devidos cuidados e controles necessários, sem prejuízo do disposto em legislação específica sobre a autoridade e a conduta médica do profissional prescritor. 

Os pesquisadores ou equipes médicas devem entrar em contato com os serviços de hemoterapia para obtenção de plasma convalescente e seguir, rigorosamente, os critérios técnicos aplicáveis para doação, testes laboratoriais, processamento, armazenamento, transfusão de sangue e manejo de eventos adversos, conforme definido pelas normas da Anvisa e do Ministério da Saúde (MS), além de outras orientações específicas do MS para Covid-19.

Leia o documento da Anvisa na íntegra: Nota Técnica 19/2020

Fonte: Anvisa


Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-CoV-2 in vitro


Um estudo colaborativo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University, em Melbourne, na Austrália, com o Instituto Peter Doherty de Infecção e Imunidade (Doherty Institute), mostrou que a ivermectina possui atividade antiviral, em teste in vitro, contra o vírus causador da COVID-19 (SARS-CoV-2).

Em artigo publicado na revista Antiviral Research eles explicaram "Para testar a atividade antiviral da ivermectina em relação à SARS-CoV-2, infectamos as células e em seguida adicionamos a ivermectina. O sobrenadante e os grânulos de células foram colhidos nos dias 0-3 e analisados ​​quanto à replicação do RNA do novo coronavírus. Às 24 horas, houve uma redução de 93% no RNA viral presente no sobrenadante (indicativo de virions liberados) de amostras tratadas com ivermectina”.

Para os pesquisadores o resultado dos testes levanta a possibilidade de a ivermectina ser um antiviral útil para combater o novo coronavírus e que novos testes devem ser realizados para que seja avaliada a sua eficácia em um ambiente clínico.

O foco dos pesquisadores agora é tentar elucidar o mecanismo de ação da ivermectina na inibição da replicação do RNA do SARS-CoV-2.

O líder do estudo, Dr. Kylie Wagstaff, disse que no teste in vitro a droga mostrou eficácia na redução da carga viral nas primeiras 24 horas."A Ivermectina é amplamente usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz".

O pesquisador alertou, ainda, que os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para garantir a eficácia da droga. O uso da ivermectina no combate ao COVID-19 dependeria dos resultados de mais testes pré-clínicos e, finalmente, de ensaios clínicos.

Muita atenção: este texto não foi redigido para fomentar a automedicação. Notem que ensaios clínicos ainda serão realizados e ninguém deve, neste momento, procurar o medicamento por conta própria. Não se sabe nada sobre eficácia in vivo, não há nada sobre dosagem e nenhuma outra informação disponível além do que foi verificado em laboratório. Em caso de dúvida, consulte sempre um profissional de saúde.

Link para estudo publicado na revista Science Direct: The FDA-approved Drug Ivermectin inhibits the replication of SARS-CoV-2 in vitro

Fonte: pfarma.com.br


Kevzara® (sarilumabe) em estudo clínico global contra covid-19


Um primeiro paciente fora dos Estados Unidos foi tratado como parte do programa clínico global que está avaliando o Kevzara (sarilumabe), em pacientes graves de COVID -19. O programa foi iniciado na Itália, Espanha, Alemanha, França, Canadá, Rússia e Estados Unidos, países que foram gravemente impactados pelo COVID-19. Este é o segundo estudo, Fase 2/3, multicêntrico e duplo-cego, do programa clínico do Kevzara COVID-19.

Sarilumabe é um anticorpo monoclonal humano que inibe a via da interleucina-6 (IL-6) ligando-se e bloqueando o receptor da IL-6. A IL-6 pode desempenhar um papel na evolução da resposta inflamatória hiperativa nos pulmões de pacientes gravemente doentes com COVID-19. O papel da IL-6 é apoiado por dados preliminares de um estudo de braço único na China, usando outro inibidor receptor de IL-6.

Cientistas possuem evidências preliminares de que a IL-6 pode desempenhar um papel fundamental na evolução da resposta imune inflamatória que causa a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) em pacientes do COVID-19 em estado grave.

Em uma série inicial de casos não revisados por pares da China, um grupo de 21 pacientes com COVID-19 tiveram a febre reduzida rapidamente e 75% (15 em 20) reduziram a necessidade de oxigênio suplementar poucos dias após o recebimento de outro anticorpo receptor de IL-6 (tocilizumabe). Com base nesses resultados, a China atualizou suas diretrizes de tratamento do COVID-19 e aprovou o uso desse inibidor de IL-6 para tratar pacientes com doença grave ou crítica.

Fonte: sanofi.com.br


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