Ranitidina x Fenitoína


Ranitidina é um fármaco utilizado na redução da secreção ácida gástrica, exercendo seu efeito através do antagonismo de receptores histamínicos H2.

Fenitoína é um anticonvulsivante que previne a hiperexcitabilidade neuronal ao reduzir o influxo de sódio na membrana.

INTERAÇÃO: O paciente em tratamento com fenitoína que passa a receber ranitidina pode apresentar elevação nas concentrações plasmáticas do anticonvulsivante, potencializando seus efeitos. O ajuste na dose para manutenção do tratamento talvez seja necessário diante de sintomas sugestivos de reações adversas da fenitoína no sistema nervoso central. Tais reações podem ocorrer na forma de nistagmo, ataxia, vertigem, confusão mental, dificuldade de dicção, entre outros.

Apesar de a cimetidina ser mais conhecida por inibição de CYP3A4 entre os anti-histamínicos H2, a bula de ranitidina também informa o risco.


Tramadol x Fluoxetina


Tramadol é um analgésico opióide de ação central que atua de forma semelhante às endorfinas, ligando suas moléculas aos receptores das células nervosas e levando à diminuição da dor.

Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias.

INTERAÇÃO: Esta associação de medicamentos pode produzir, ainda que em casos isolados, um quadro de síndrome serotoninérgica. Alguns dos sintomas sugestivos são: confusão, agitação, alterações na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, febre e alucinações. Também há risco de esta condição se desenvolver quando o tramadol for administrado juntamente com outros ISRS, não apenas a fluoxetina.

Consta ainda em bula a informação de que o tramadol pode reduzir o limiar para crises convulsivas quando associado aos ISRS. Os relatos de convulsão são classificados como raros.


Alopurinol x Amoxicilina


Alopurinol é um fármaco utilizado no tratamento a longo prazo da gota. Tem como mecanismo de ação a inibição da xantina-oxidase, enzima que corresponde à biossíntese do ácido úrico.

Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age através da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

INTERAÇÃO: As bulas de ambos os medicamentos informam que o uso desta associação pode aumentar a probabilidade de ocorrerem reações alérgicas cutâneas, havendo o mesmo risco para a utilização de alopurinol com ampicilina. A recomendação é a de se administrar, sempre que possível, uma alternativa que substitua estes antimicrobianos nos pacientes que seguem tratamento com alopurinol e precisarem cuidar de uma infecção.


O salto nas vendas de clonazepam durante a pandemia


Receitado a pacientes com síndrome do pânico, depressão, ansiedade e insônia, o clonazepam tem sido mais lembrado na hora da prescrição durante estes dias estressantes de pandemia. As vendas comprovam essa impressão.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), a comercialização do medicamento aumentou 22% em março e abril deste ano comparado ao mesmo bimestre do ano passado, saltando de 4,6 milhões para 5,6 milhões de caixas.

Os meses de janeiro e fevereiro vinham na mesma linha dos resultados de 2019, até que houve um boom a partir de março. Um estudo feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) com 1460 pessoas em 23 estados mostrou que os casos de depressão aumentaram 90%, estresse agudo 40% e crises de ansiedade 71% durante a pandemia.

As informações foram coletadas em dois períodos: entre 20 e 25 de março, e entre 15 e 20 de abril.

Fonte: veja.abril.com.br


Hospital da USP usará robô em ala de pacientes com covid-19


Um equipamento, inicialmente idealizado para levar medicamentos entre as alas do Hospital Universitário da USP, está sendo readequado para atender aos protocolos rígidos trazidos pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, como o mínimo contato entre os pacientes.

O Robô Transportador Hospitalar permitirá o transporte de remédios, exames e documentos, a uma velocidade entre 4 e 5 km/h, nas áreas do hospital universitário dedicadas ao atendimento dos pacientes com covid-19.

O robô opera através de um aplicativo instalado no celular dos funcionários do hospital: o funcionário solicitará o serviço ao equipamento e o robô cumprirá as ordens. Com autonomia para funcionar até 8 horas ininterruptas, o robô fica parado em uma estação de recarga da bateria quando não é solicitado.

"Além de diminuir o contato entre as pessoas, os funcionários que antes eram designados para essas tarefas poderão realizar atividades mais nobres," conta o professor José Roberto Cardoso, responsável pela construção e testes do robô.

O projeto original, chamado de Robô de Entregas, começou a ser realizado em maio de 2019. A ideia era disponibilizar um veículo autônomo no campus da USP para executar atividades administrativas, como o transporte de documentos entre as unidades.

"Foi quando o Departamento de Farmácia do HU veio até nós com a demanda de automatizar o setor," explica Cardoso. "A ideia era que o deslocamento de medicamentos fosse feito por máquinas, agilizando todo o processo. Mas chegou o coronavírus e as prioridades mudaram."

Fonte: diariodasaude.com.br


Sobre o uso do Remdesivir no tratamento da COVID-19


O Remdesivir é um antiviral desenvolvido por Gilead Sciences desenvolvido inicialmente para tratamento do Ebola, mas experimental para tratamento de doenças como MERS e em fase de testes para o novo coronavírus SARS-CoV-2.

Remdesivir está autorizado para o tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave de COVID-19. Ele está autorizado para pacientes adultos ou pediátricos hospitalizados e para os quais o uso de um agente intravenoso seja clinicamente apropriado.

A duração ideal do tratamento ainda está sendo estudada em ensaios clínicos em andamento. Nos EUA, sugere-se duração de 5 a 10 dias, com base na gravidade da doença.

No dia 1º de maio o remdesivir recebeu autorização de uso de emergência da FDA. A autorização permite uso mais amplo, é temporária e não substitui o processo formal de envio, revisão e aprovação de novos medicamentos. Continua sendo um medicamento experimental e ainda não está aprovado pelo FDA.

Os EUA baseiam-se nos dados disponíveis de dois ensaios clínicos globais - o estudo de Fase 3, controlado por placebo, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, em pacientes com sintomas moderados a graves de COVID-19, incluindo aqueles que estavam gravemente enfermos e o estudo mundial da Gilead.

O Estudo de fase 3 que avaliou as durações de 5 e 10 dias da dose de remdesivir em pacientes com doença grave. Vários ensaios clínicos adicionais estão em andamento para gerar mais dados sobre a segurança e a eficácia do remdesivir como tratamento para o COVID-19.

A empresa destaca que existem dados clínicos limitados disponíveis. Assim, podem ocorrer eventos adversos graves e inesperados que não foram relatados anteriormente.

Fonte: pfarma.com.br


Sete perguntas e respostas sobre benzodiazepínicos


1. COMO INCIDE O USO E QUAL É A PREVALÊNCIA DE DEPENDÊNCIA DE BENZODIAZEPÍNICOS?

Em função da taxa expressiva de uso por pelo menos 1 ano na vida de BZDs atingir 1 a 3% da população mundial, recomenda-se investigar sobre o consumo e observar se há indicações para sua continuidade, já que a síndrome de dependência de BZDs pode ocorrer em doses próximas à terapêutica. Estima-se que a prevalência do uso de BZD na população brasileira seja de 5,6% a 21% da população geral, sendo mais freqüente em mulheres e idosos. Já a taxa de dependência estimada é de 0,5%.

2. É POSSÍVEL USAR BENZODIAZEPÍNICOS POR MAIS DE TRÊS MESES E NÃO DESENVOLVER DEPENDÊNCIA?

O uso de benzodiazepinicos deve ser feito sob cuidados medicos e avaliado o custo beneficio de tal prescrição, incluindo dose e tempo de uso. Deve-se evitar seu uso prolongado (mais de três meses), pois isto aumenta a possibilidade de tolerância e dependência, de acordo com predisposição genética, uso de outras medicações e álcool, além de características da personalidade

3. OS BENZODIAZEPÍNICOS TÊM EFICÁCIA PARA O TRATAMENTO DA INSÔNIA CRÔNICA?

Os BZDs costumam perder o efeito sobre o sono ao longo do tempo, sendo ineficazes para o tratamento da insônia crônica, além de levar a alterações da arquitetura do sono. Assim, recomenda-se utilização de técnicas comportamentais e higiene do sono, melhor descritas no seguimento; além de um diagnóstico preciso das causas da insônia.




4. COMO AGIR EM CASO DE SINAIS E SINTOMAS DO ABUSO OU INTOXICAÇÃO AGUDA DOS BENZODIAZEPÍNICOS?

Em caso de sinais de intoxicação, o paciente deve ser encaminhado para serviço de emergência para avaliação criteriosa da condição respiratória e possibilidade de reversão com flumazenil.

5. QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES MAIS GRAVES?

São complicações do uso de BZD a tolerância, a dependência e a síndrome de abstinência. A dependência dos benzodiazepínicos pode ser considerada uma das complicações mais graves e deve ser levada em conta pelo médico assistente. A dependência deve ser tratada.

6. QUAIS SÃO AS REPERCUSSÕES DO USO NA GRAVIDEZ E NO RECÉM-NASCIDO?

Ainda não ha estudos que comprovem de fato o risco do uso de benzodiazepinicos durante a gestação. O médico deve avaliar o risco e o beneficio de tal prescrição e procurar alternativas, se necessário.

7. QUAL MÉTODO DE TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA É MAIS EFICAZ: A REDUÇÃO GRADUAL OU A SUBSTITUIÇÃO POR UM BZD DE MEIA VIDA LONGA?

Para a maioria dos pacientes, a redução gradual é o melhor método de retirada, num processo que pode durar até seis meses. Em casos selecionados, de abuso de grande quantidade de comprimidos ou de drogas de meia-vida curta, pode ser recomendável a substituição por BZD de meia-vida longa.

Fonte: diretrizes.amb.org.br


Einstein cria teste genético para detectar coronavírus em larga escala


O Hospital Albert Einstein divulgou nesta quinta-feira, 21, a criação de um novo tipo de teste para detectar a Covid-19 em larga escala. Trata-se de uma análise feita a partir do RNA do vírus, com alta potência de precisão — 100% de acerto em casos positivos — e possibilidade de processamento até dezesseis vezes maior do que o RT-PCR, um tipo de análise molecular amplamente utilizada em todo o mundo para detectar o novo coronavírus.

Para chegar nesta solução, especialistas da instituição trabalharam cerca de dois meses no  sequenciamento genético do vírus e no desenvolvimento de um programa de análise. Com essas ferramentas, tornou-se possível processar as amostras colhidas nos pacientes em um equipamento normalmente utilizado para detectar, entre outros estudos, mutações celulares que podem tornar-se quadros de câncer.

“A máquina do RT-PCR processa 96 testes ao mesmo tempo, já essa máquina tem capacidade de receber 1.536 amostras simultaneamente”, explica o presidente Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner. Por conta do aumento expressivo na quantidade de testes avaliados ao mesmo tempo e por usar máquinas e insumos que não estão em falta no mercado, acredita-se que o preço pago por cada uma das análises seja menor do que o praticado para o RT-PCR , cotado na média de 250 reais na instituição.

A inteligência artificial é a tecnologia por trás da capacidade de processar mais testes ao mesmo tempo. “É uma ferramenta que permite informatizar o processo de avaliação do grande volume de dados produzidos na análise das amostras”, explica Murilo Cervato, gerente de inovação e ciência de dados no Einstein e CEO da Varstation, responsável pela ferramenta de dados. A inovação deve entrar em funcionamento no hospital no início de junho.

Fonte: veja.abril.com.br


Covid-19 deve ser tratada como doença trombótica, propõem médicos brasileiros


A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem atualizado quase diariamente os sintomas apresentados pelos pacientes da covid-19, que são mais amplos do que se imaginava a princípio.

E foi olhando justamente alguns dos sintomas mais graves dos pacientes que a equipe da professora Elnara Negri, da Faculdade de Medicina da USP está propondo uma nova abordagem para os casos mais complicados da covid-19.

A hipótese defendida pela equipe é que os sintomas mais graves da covid-19 - entre eles insuficiência respiratória e fibrose pulmonar - podem estar sendo gerados por distúrbios de coagulação sanguínea, similares às da trombose, bastante comuns em pacientes acamados por outras enfermidades ou após procedimentos cirúrgicos.

As observações feitas pela equipe do "caráter trombótico" da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ganharam destaque internacional, com reportagens publicadas nos sites da Science e da Nature, duas das mais importantes publicações científicas internacionais.

A Dra Elnara Negri detectou o comportamento inesperado da enfermidade logo nos primeiros dias da pandemia. "Foi por volta do dia 25 de março. Tratávamos uma paciente cuja função respiratória piorava rapidamente e, quando ela foi entubada, percebi que seu pulmão era fácil de ventilar. Não estava enrijecido, como seria esperado em alguém com síndrome do desconforto respiratório agudo. Logo depois notei que essa pessoa apresentava isquemia em um dos dedos do pé," contou ela.




O sintoma, que tem sido chamado de "dedos do pé da covid", é causado pela obstrução de pequenos vasos que irrigam os dedos dos pés. Elnara já havia observado fenômeno semelhante, muitos anos atrás, em pacientes submetidos a aparelhos de circulação extracorpórea durante cirurgia cardíaca: "O equipamento que se usava antigamente bombeava oxigênio no sangue e induzia a formação de coágulos no interior dos vasos. Eu já tinha visto aquele quadro e sabia como tratar."

A médica prescreveu heparina, um dos medicamentos anticoagulantes mais usados no mundo, e em menos de 18 horas o nível de oxigenação da paciente melhorou. "Após esse dia, tratamos cerca de 80 pacientes com covid-19 e, até agora, ninguém morreu. Atualmente, quatro estão na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e os demais ou estão na enfermaria ou já foram para casa," contou.

Enquanto a maioria dos estudos indica que casos graves de covid-19 necessitam, em média, de 28 dias de ventilação mecânica para recuperação, os pacientes tratados com heparina geralmente melhoram entre o 10º e o 14º dia de tratamento intensivo.

A equipe da Dra Elnara redigiu então o primeiro artigo da literatura científica descrevendo "evidências patológicas de fenômenos trombóticos pulmonares em covid-19 grave". O trabalho, revisado por pares e aceito para publicação no Journal of Thrombosis and Haemostasis, tem potencial para revolucionar o tratamento da doença.

Fonte: diariodasaude.com.br
Artigo: Pathological evidence of pulmonary thrombotic phenomena in severe covid-19
Publicação: Journal of Thrombosis and Haemostasis


Pandemia aumenta venda de ansiolíticos e vitaminas


De acordo com levantamento realizado consultoria IQVIA, houve aumento de 180% nas vendas de vitamina C e de 35,6% da vitamina D nos três primeiros meses do ano no Brasil. Já os medicamentos contra insônia cresceram 40% no Espírito Santo e os ansiolíticos tiveram alta de 15% nas drogarias do Rio de Janeiro somente em maio.

Em tempos de pandemia e conflito de informações, sem contar as fake news, o consumo de determinados medicamentos, direta ou indiretamente, associados à pandemia cresceu de forma exponencial. O caso da vitamina C é emblemático. Divulgado pelo país afora nas redes sociais como forma de se prevenir contra o novo coronavírus, a vitamina C se tornou, indevidamente, uma panaceia preventiva contra a Covid-19. Da mesma forma, durante a pandemia, circularam informações sem respaldo científico sobre a capacidade da vitamina D como alternativa de prevenção.

Segundo pesquisa realizada pelo jornal A Tribuna, de Vitória (ES) em várias redes de farmácia do Espírito Santo, o aumento da procura por medicamentos contra insônia se concentra principalmente em substâncias naturais, como os fitoterápicos. Isso porque, com o isolamento e a restrição de consultas com médicos por conta da pandemia, algumas pessoas não têm conseguido receituário médico, que é exigido para os medicamentos alopáticos.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do País, revela que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à Covid-19.

O estudo mostra ainda que 67,8% dos médicos receberam pacientes que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes, após o início da pandemia e do isolamento social.

Fonte: ictq.com.br


Desabastecimento temporário de escitalopram 20mg


A Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que protocolou junto à Anvisa, no final de abril, a descontinuação temporária de fabricação do medicamento oxalato de escitalopram 20mg - comprimidos revestidos, devido à restrição de fornecimento do princípio ativo.

As apresentações de oxalato de escitalopram 10mg e 15mg continuarão a ser comercializadas normalmente, ainda de acordo com o mesmo comunicado.

A normalização da comercialização da apresentação de 20mg está prevista para ocorrer até o final de maio.

Fonte: sanofi.com.br


Hormônios femininos podem ter papel protetor contra coronavírus


Não há um claro predomínio de homens ou mulheres nos indivíduos diagnosticados globalmente com COVID-19. No entanto, a maioria dos que são hospitalizados ou vão a óbito, ou seja, que desenvolvem a doença de forma mais grave, é constituída por homens. Segundo a organização Global Health 50/50, mantida pelo University College London (Reino Unido), “na maioria dos países, os dados disponíveis indicam que os homens têm 50% mais chances de morrer após o diagnóstico do que as mulheres”.

Tal afirmação é corroborada por estatísticas atualizadas da cidade de Nova York (Estados Unidos). E por estudo realizado na China, de acordo com o qual: “o sexo masculino é um fator de risco para pior resultado em pacientes com COVID-19, independentemente de idade e suscetibilidade”.

Com base nessa constatação epidemiológica, bem como em dados da literatura, uma grande equipe multidisciplinar de pesquisadores do Estado de São Paulo está investigando o papel dos estrogênios, os hormônios femininos, na proteção fisiológica contra o coronavírus.

O projeto “Avaliação de compostos com potencial terapêutico para SARS-CoV-2: enfoque em compostos com atividade estrogênica, moduladores da autofagia e ECA2”, coordenado por Rodrigo Portes Ureshino, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem o apoio da FAPESP no âmbito do edital Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19.

A equipe já ultrapassou a etapa de revisão da literatura e entrou na fase experimental propriamente dita. “Infectamos linhagens de células com cepas selvagens de coronavírus e vamos testar nesse modelo mais de 40 compostos com atividade estrogênica para observar os resultados”, conta o pesquisador.

Os procedimentos com o SARS-CoV-2 são realizados em um laboratório de nível de biossegurança 3 (NB3) da Unifesp, coordenado pelo professor Mário Janini, colaborador do projeto.

Fonte: pfarma.com.br


Vacina contra coronavírus testada em humanos gera resposta segura


A empresa de biotecnologia e da área farmacêutica Moderna anunciou nesta segunda-feira que testes preliminares de uma possível vacina para o novo coronavírus tiveram resultados positivos. De acordo com a empresa americana, a primeira vacina contra o novo coronavírus testada em pessoas parece ser segura e capaz de estimular uma resposta imunológica contra o vírus. Os resultados são baseados na reação das oito primeiras pessoas que receberam, cada uma, duas doses da vacina, a partir de março.

Essas pessoas, voluntários saudáveis, produziram anticorpos que foram testados em células humanas no laboratório e foram capazes de impedir a replicação do vírus. Esse é o principal requisito para uma vacina eficaz. Os níveis dos chamados anticorpos neutralizantes correspondiam aos encontrados em pacientes que se recuperaram após contrair o vírus na comunidade.

O resultado envolve um número pequeno de pacientes. A empresa anunciou que deve realizar novos testes em julho que podem envolver 600 pessoas. A Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Anvisa no Brasil, já autorizou a segunda fase dos testes. “A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural”, disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado.

Caso os testes da segunda fase sejam bem-sucedidos, Tal Zaks afirma que uma vacina poderá ficar disponível para uso generalizado até o fim deste ano ou no início de 2021, “Estamos fazendo o possível para chegar logo ao maior número possível de doses”, informou.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Tratamento alternativo alivia depressão em 90% dos participantes


Uma nova técnica de estimulação magnética do cérebro aliviou rapidamente os sintomas de depressão grave em 90% dos participantes de um pequeno estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA).

Os pesquisadores estão otimistas de que a segunda etapa, que será feita com um número mais significativo de pacientes, seja igualmente eficaz no tratamento de pessoas cuja condição não melhorou com medicamentos, com terapia de conversação ou mesmo outras formas de estimulação eletromagnética.

O tratamento é chamado SAINT (Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy). É uma forma de estimulação magnética transcraniana já aprovada pelas autoridades de saúde para o tratamento da depressão, embora tenham havido resultados controversos nos estudos feitos em outros países.

Os pesquisadores afirmam que sua terapia "inteligente e acelerada" melhora os protocolos atuais aprovados, aumentando o número de pulsos magnéticos, acelerando o ritmo do tratamento e direcionando os pulsos de acordo com os neurocircuitos de cada indivíduo.

Fonte: diariodasaude.com.br

Artigo: Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy for Treatment-Resistant Depression

Publicação: American Journal of Psychiatry


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