Duração da imunidade com as vacinas contra Covid-19. O que a ciência sabe?

 
O desenvolvimento da imunidade é influenciado por diversos fatores e pode variar de uma pessoa para outra. Além disso, a ausência de um teste específico que indique se uma pessoa está protegida também torna difícil estimar com precisão a duração da imunidade. No entanto, estudos recentes fornecem algumas pistas.

A Pfizer divulgou um comunicado em que afirma, com base nos resultados dos estudos de fase três, que a eficácia de sua vacina é de pelo menos seis meses após a vacinação com a segunda dose. Os resultados apontam que sete dias após a 2ª dose da vacina da Pfizer houve proteção de 95% a 100% contra a Covid-19. Depois de seis meses, a proteção se manteve em 100% em um grupo de pessoas, mas chegou a reduzir para 86% em outras, principalmente na América Latina, incluindo Brasil e Argentina.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford, os níveis de anticorpos induzidos por uma única dose da vacina da AstraZeneca diminuem gradualmente, mas permanecem elevados por pelo menos um ano. A pesquisa não avaliou a duração da proteção após a segunda dose.

A farmacêutica Janssen divulgou que seu imunizante de dose única gera uma forte resposta de anticorpos neutralizantes que não diminuem com o tempo. Os estudos consideram um prazo de oito meses e também avaliam a ação das células do sistema imunológico.

Um dos estudos mais recentes sobre a Coronavac, publicado no New England Journal of Medicine, destaca que a vacina alcançou uma efetividade de cerca de 86% no Chile. Apesar dos dados positivos, a pesquisa não indica a persistência de anticorpos ou da ação de células de defesa ao longo do tempo.

Fonte: CNN Brasil

Descontinuação definitiva de AMARYL®

 

A Sanofi informou, por meio de comunicado em seu site, que protocolou perante à Anvisa a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento AMARYL® (glimepirida), devido a questões comerciais.

A notificação se refere a todas as suas apresentações: 1mg, 2mg, 3mg, 4 mg e 6mg comprimidos.

A empresa salienta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento.

Fonte: sanofi.com.br


Descontinuação definitiva de DePURA®


A Sanofi Medley informou, por meio de comunicado em seu site, que protocolou perante à ANVISA a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento DePURA® - colecalciferol (vitamina D3) comprimidos revestidos.

A notificação abrange as seguintes apresentações:

- DePURA® 1.000 UI – com 30, 60, 90 e 120 comprimidos revestidos; 
- DePURA® 2.000 UI - com 30, 60, 90 e 120 comprimidos revestidos;
- DePURA® 5.000 UI – com 8, 30 e 60 comprimidos revestidos;
- DePURA® 7.000 UI – com 4, 8, 12, 30 e 60 comprimidos revestidos;
- DePURA® 10.000 UI – com 4, 8, 12 e 30 comprimidos revestidos;
- DePURA® 14.000 UI – com 2, 4, 8, 12, 16 e 24 comprimidos revestidos;
- DePURA® 50.000 UI – com 4, 8, 12, 24 e 48 comprimidos revestidos;
- DePURA® 100.000 UI – com 2 e 4 comprimidos revestidos.

A empresa também esclareceu que a comunicação foi realizada antes de se estabelecer a falta do produto, respeitando a legislação local e reforçando o compromisso de transparência com pacientes e profissionais de saúde. Deste modo, o produto ainda poderá ser encontrado nos pontos de vendas por alguns meses, dependendo da disponibilidade por região. 

A decisão não tem relação com a segurança e eficácia do produto, portanto as unidades disponíveis estão aptas para comercialização e uso durante todo o período de validade indicado na embalagem, conforme prescrição médica.

Canal do YouTube: Falando de Saúde


Amoxicilina x Anticoncepcionais

 
Inscreva-se no canal: Falando de Saúde

Novo antibiótico em estudo

 
O número de bactérias resistentes aos antibióticos - também conhecidas como superbactérias - não para de crescer.

E esses patógenos mais perigosos compartilham uma característica comum: Uma membrana dupla que é difícil de penetrar. Mesmo quando os antibióticos são capazes de invadir essa casca, a bactéria simplesmente os bombeia para fora novamente.

A boa notícia é que um fármaco recentemente descoberto, chamado darobactina, consegue contornar essas medidas de proteção e matar quase todas as bactérias mais problemáticas.

O curioso é que a molécula da darobactina é grande demais para penetrar nas células bacterianas. E, mesmo assim, ela mata muitos patógenos resistentes a antibióticos.

Pesquisadores agora finalmente conseguiram elucidar o mecanismo de ação que permite que a darobactina drible as defesas das bactérias: Sua forma imita uma estrutura tridimensional especial normalmente encontrada apenas em proteínas produzidas por bactérias justamente para construir sua membrana externa.

A forma dessas proteínas permite que elas se encaixem perfeitamente na membrana externa da bactéria. E a darobactina é uma cópia fiel dessa estrutura, encaixando-se na bactéria como se fosse uma chave em uma fechadura.

No entanto, o fármaco não penetra na bactéria, ele apenas bloqueia o buraco da fechadura pelo lado de fora - como trancar uma porta e quebrar a chave.

Como resultado, a rota de transporte de nutrientes através da casca da bactéria é obstruída e elas morrem, ou seja, a darobactina não atua dentro dos patógenos, mas sim na sua superfície.

Artigo: The antibiotic darobactin mimics a ß-strand to inhibit outer membrane insertase


Clonazepam - o que é, indicações e contraindicações

 
O que é clonazepam?

O clonazepam é um fármaco classificado como benzodiazepínico, possueindo como principais propriedades a inibição leve de funções variadas do sistema nervoso. Deste modo, produz ação anticonvulsivante, sedação, relaxamento muscular e efeito ansiolítico.

Indicações:

Distúrbio Epiléptico: indicado como tratamento de terceira linha isoladamente ou como adjuvante no tratamento das crises epilépticas mioclônicas, acinéticas, ausências típicas (pequeno mal), ausências atípicas (síndrome de Lennox-Gastaut). Em crises epilépticas clônicas (grande mal), parciais simples, parciais complexas e tônico-clônico generalizadas secundárias.

Além disso, também se faz o emprego do fármaco em síndromes psicóticas, tratamento da acatisia, transtornos de ansiedade, como ansiolítico em geral, distúrbio do pânico com ou sem agorafobia, fobia social, tratamento da síndrome das pernas inquietas, transtornos do humor, transtorno afetivo bipolar, mania, depressão maior como coadjuvante de antidepressivos, vertigem e sintomas relacionados à perturbação do equilíbrio.

Contraindicações:

O fármaco não deve ser utilizado em pacientes com história de sensibilidade aos benzodiazepínicos, assim como naqueles com evidência significativa clínica ou bioquímica de doenças hepáticas. Pode ser usado em pacientes com glaucoma de ângulo aberto quando estiverem sob terapia apropriada, porém é contraindicado nos casos em que houver glaucoma agudo de ângulo fechado.


Canal do Youtube: Falando de Saúde

11 milhões de novas doses de vacina

 
O Brasil abre a semana com aproximadamente 11 milhões de novas vacinas contra o coronavírus à disposição. Cerca de 7 milhões chegaram ainda na sexta-feira, produzidas na Fiocruz e no Instituto Butantan. Outro lote, de 4 milhões, aterrissou no país no fim de semana, enviado pelo consórcio global Covax Falicity.

As novas remessas que chegaram possibilitam que o governo federal entre em um ritmo considerado ideal pelos pesquisadores — em seus cálculos, o país precisaria de 1,5 milhão de doses aplicadas por dia para concluir a proteção dos grupos prioritários, formado por 80,5 milhões pessoas, ainda neste semestre.

No entanto, a atual remessa dura apenas dez dias, e é preciso outras igualmente expressivas para que o país permaneça em um ritmo ideal para a campanha de imunização.

Fonte: O Globo


Os 10 MIPs mais vendidos em 2020


De acordo com o levantamento da Close-Up Retail Market sobre dez os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) mais vendidos, com base em dezembro de 2020, Dorflex foi o que alcançou maior número, com 23.951.935 unidades de um total de 1.300.380.963. O medicamento é da linha Consumer Healthcare da Sanofi, utilizado para agir na dor e relaxar a tensão muscular; também para melhorar a enxaqueca.

A lista segue com:

- Novalgina, indicado no tratamento da dor e febre causadas por gripes e resfriados;
- Neosaldina, medicamento para tratar diversos tipos de dor de cabeça, incluindo enxaquecas;
- Sal de fruta Eno, indicado para a queimação, azia ou má digestão;
- Buscopan Composto, com ação antiespasmódica, age sobre as contrações dolorosas e alivia as cólicas e dores;
- Vick-Vaporub, usado para aliviar a tosse, congestão nasal e o mal estar muscular que surge em caso de gripes e resfriado;
- Allegra, um anti-histamínico destinado ao tratamento das manifestações alérgicas, como a rinite alérgica por exemplo;
- Lisador, é indicado para o tratamento de manifestações dolorosas em geral, estados febris, nas dores em geral como cólicas do trato gastrintestinal, cólicas nos rins e fígado, dores de cabeça, dores musculares, articulares e pós-operatórias;
- Systane Ul, lubrificante oftálmico usado para alívio do desconforto ocular, ressecamento, olho vermelho, irritação, ardor, sensação de areia e corpo estranho;
- Tylenol, medicamento indicado para a redução da febre e para o alívio temporário de dores leves a moderadas.

Cursos Online: Clique para conhecer

Spray nasal para tratar depressão

 
A Anvisa aprovou o primeiro spray inalável contra a depressão. O cloridrato de escetamina é indicado para o tratamento de adultos com depressão resistente, ou seja, pessoas que não responderam a duas terapias anteriores, ou que tenham comportamento ou ideação suicida. 

O Spravato, nome comercial do produto, é considerado o maior avanço da ciência contra a depressão em meio século. “Esse é o primeiro tratamento com um mecanismo de ação realmente inovador aprovado em décadas e oferece uma nova opção para responder às necessidades não atendidas dos pacientes e da comunidade médica”, explica o psiquiatra Pedro do Prado Lima, do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 

Desenvolvido pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, o spray nasal tem ação no cérebro mais rápida que a de qualquer outra medicação no mercado, o que é um fator fundamental para pacientes com intenções suicidas. Os antidepressivos comuns mostram seus primeiros resultados depois de cerca de um mês de tratamento, enquanto a escetamina começa a fazer efeito em poucas horas.

Os antidepressivos existentes atualmente agem nas monoaminas, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Já a escetamina intranasal age nos receptores de glutamato N-metil-D-aspartato (NMDA), que ajudam a restaurar as conexões sinápticas em células cerebrais de pessoas com depressão. A indicação é que ele seja usado em conjunto com um antidepressivo oral.

Para assegurar seu uso correto, a escetamina intranasal será administrada em hospitais e clínicas autorizadas, sempre sob supervisão de um profissional de saúde. O preço ainda não está definido no Brasil.

Fonte: Veja

Estados receberão 864 mil unidades de medicamentos de intubação


O Ministério da Saúde anunciou ontem (29/04) a distribuição de mais 864 mil unidades de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT). A expectativa é de que esses insumos estejam à disposição de estados e municípios em até 48 horas.

Os medicamentos foram adquiridos por meio de pregões e de aquisições feitas junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Segundo o ministério, a distribuição às unidades federativas será feita por meio de parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“A divisão leva em conta o consumo médio mensal e os estoques dos medicamentos – as duas informações essenciais para a consolidação do processo de divisão dos insumos pelo país”, informou, em nota, o ministério. Acrescentou que o país receberá mais 1,1 milhão de unidades de medicamentos do kit intubação, doados por empresas, o que deve ocorrer “nos próximos dias”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Os 10 medicamentos de prescrição mais vendidos em 2020

 
De acordo com o levantamento da Close-Up Retail Market sobre os medicamentos mais vendidos com prescrição no acumulado do ano, com base em dezembro de 2020, Xarelto foi o mais vendido. O número é de 4.229.715 unidades, em um total de 2.960.763.555.

O medicamento é um anticoagulante oral, utilizado para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, ataque cardíaco e de morte por doença do coração ou vasos sanguíneos.

A lista segue com: 

Ozempic, indicado para tratar pacientes adultos com diabetes tipo 2;
Saxenda, indicado para o emagrecimento em pessoas que possuem sobrepeso ou obesidade;
Glifage XR, é um medicamento antidiabético de uso oral utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos;
Ivermectina, fármaco usado no tratamento de vários tipos de infestações por parasitas;
Jardiance, medicamento que atua no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 reduzindo a reabsorção do açúcar dos rins para o sangue;
Xigduo XR, indicado como adjuvante à dieta e exercícios para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes melittus tipo 2 quando o tratamento com ambos dapagliflozina e metformina é apropriado;
Addera D3, suplemento de vitamina D que auxilia o seu sistema imunológico;
Puran T4, hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina pela glândula tireoide;
Dexilant, medicamento que reduz o ácido estomacal, usado para tratar a doença do refluxo gastroesofágico.

Fonte: Guia da Farmácia

Fármaco consegue inibir crescimento do câncer de pele


A equipe do professor Carlo Marchetti, do Centro de Câncer da Universidade do Colorado (EUA), está trabalhando com uma substância conhecida como NLRP3, um complexo intracelular que eles descobriram ter uma participação essencial no processo de inflamação gerado pelo melanoma, levando ao crescimento e progressão desse tipo mais agressivo do câncer de pele. Eles descobriram que, inibindo o NLRP3, é possível reduzir a inflamação e o crescimento do tumor.

Especificamente, o NLRP3 promove a inflamação e induz a maturação e a liberação de interleucina-1-beta, uma citocina que causa inflamação como parte da resposta imunológica normal à infecção. No câncer, entretanto, a inflamação pode fazer com que os tumores cresçam e se espalhem.

Para testar a nova terapia, a equipe usou um inibidor de NLRP3 tomado oralmente, chamado dapansutrila. Esse fármaco mostrou-se eficaz em ensaios clínicos para tratar a gota e doenças cardíacas, e atualmente está sendo testado também contra a covid-19.

Com os bons resultados, a equipe está agora usando a dapansutrila em pacientes com melanoma que são resistentes aos inibidores de pontos de controle - esses pontos de verificação são moléculas que o sistema imunológico ativa ou desativa em seu trabalho contra as células anormais, e algumas células cancerígenas usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas.

Fonte: Diário da Saúde

Os artigos mais populares