Spray nasal para tratar depressão

 
A Anvisa aprovou o primeiro spray inalável contra a depressão. O cloridrato de escetamina é indicado para o tratamento de adultos com depressão resistente, ou seja, pessoas que não responderam a duas terapias anteriores, ou que tenham comportamento ou ideação suicida. 

O Spravato, nome comercial do produto, é considerado o maior avanço da ciência contra a depressão em meio século. “Esse é o primeiro tratamento com um mecanismo de ação realmente inovador aprovado em décadas e oferece uma nova opção para responder às necessidades não atendidas dos pacientes e da comunidade médica”, explica o psiquiatra Pedro do Prado Lima, do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 

Desenvolvido pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, o spray nasal tem ação no cérebro mais rápida que a de qualquer outra medicação no mercado, o que é um fator fundamental para pacientes com intenções suicidas. Os antidepressivos comuns mostram seus primeiros resultados depois de cerca de um mês de tratamento, enquanto a escetamina começa a fazer efeito em poucas horas.

Os antidepressivos existentes atualmente agem nas monoaminas, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Já a escetamina intranasal age nos receptores de glutamato N-metil-D-aspartato (NMDA), que ajudam a restaurar as conexões sinápticas em células cerebrais de pessoas com depressão. A indicação é que ele seja usado em conjunto com um antidepressivo oral.

Para assegurar seu uso correto, a escetamina intranasal será administrada em hospitais e clínicas autorizadas, sempre sob supervisão de um profissional de saúde. O preço ainda não está definido no Brasil.

Fonte: Veja

Estados receberão 864 mil unidades de medicamentos de intubação


O Ministério da Saúde anunciou ontem (29/04) a distribuição de mais 864 mil unidades de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT). A expectativa é de que esses insumos estejam à disposição de estados e municípios em até 48 horas.

Os medicamentos foram adquiridos por meio de pregões e de aquisições feitas junto à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Segundo o ministério, a distribuição às unidades federativas será feita por meio de parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e com o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“A divisão leva em conta o consumo médio mensal e os estoques dos medicamentos – as duas informações essenciais para a consolidação do processo de divisão dos insumos pelo país”, informou, em nota, o ministério. Acrescentou que o país receberá mais 1,1 milhão de unidades de medicamentos do kit intubação, doados por empresas, o que deve ocorrer “nos próximos dias”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Os 10 medicamentos de prescrição mais vendidos em 2020

 
De acordo com o levantamento da Close-Up Retail Market sobre os medicamentos mais vendidos com prescrição no acumulado do ano, com base em dezembro de 2020, Xarelto foi o mais vendido. O número é de 4.229.715 unidades, em um total de 2.960.763.555.

O medicamento é um anticoagulante oral, utilizado para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, ataque cardíaco e de morte por doença do coração ou vasos sanguíneos.

A lista segue com: 

Ozempic, indicado para tratar pacientes adultos com diabetes tipo 2;
Saxenda, indicado para o emagrecimento em pessoas que possuem sobrepeso ou obesidade;
Glifage XR, é um medicamento antidiabético de uso oral utilizado para o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos;
Ivermectina, fármaco usado no tratamento de vários tipos de infestações por parasitas;
Jardiance, medicamento que atua no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 reduzindo a reabsorção do açúcar dos rins para o sangue;
Xigduo XR, indicado como adjuvante à dieta e exercícios para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes melittus tipo 2 quando o tratamento com ambos dapagliflozina e metformina é apropriado;
Addera D3, suplemento de vitamina D que auxilia o seu sistema imunológico;
Puran T4, hormônio sintético usado no tratamento de reposição hormonal quando há déficit de produção de tiroxina pela glândula tireoide;
Dexilant, medicamento que reduz o ácido estomacal, usado para tratar a doença do refluxo gastroesofágico.

Fonte: Guia da Farmácia

Fármaco consegue inibir crescimento do câncer de pele


A equipe do professor Carlo Marchetti, do Centro de Câncer da Universidade do Colorado (EUA), está trabalhando com uma substância conhecida como NLRP3, um complexo intracelular que eles descobriram ter uma participação essencial no processo de inflamação gerado pelo melanoma, levando ao crescimento e progressão desse tipo mais agressivo do câncer de pele. Eles descobriram que, inibindo o NLRP3, é possível reduzir a inflamação e o crescimento do tumor.

Especificamente, o NLRP3 promove a inflamação e induz a maturação e a liberação de interleucina-1-beta, uma citocina que causa inflamação como parte da resposta imunológica normal à infecção. No câncer, entretanto, a inflamação pode fazer com que os tumores cresçam e se espalhem.

Para testar a nova terapia, a equipe usou um inibidor de NLRP3 tomado oralmente, chamado dapansutrila. Esse fármaco mostrou-se eficaz em ensaios clínicos para tratar a gota e doenças cardíacas, e atualmente está sendo testado também contra a covid-19.

Com os bons resultados, a equipe está agora usando a dapansutrila em pacientes com melanoma que são resistentes aos inibidores de pontos de controle - esses pontos de verificação são moléculas que o sistema imunológico ativa ou desativa em seu trabalho contra as células anormais, e algumas células cancerígenas usam esses pontos de controle para evitar serem atacadas.

Fonte: Diário da Saúde

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