Portaria 82/2015 - Da Validade da Receita


Art. 8º. As receitas terão validade de 30 (trinta) dias, contados a partir da data de sua emissão.

§ 1º As receitas de medicamentos para o tratamento de condições crônicas que expressem o termo “uso contínuo” terão validade de 180 (cento e oitenta) dias de tratamento, contados a partir da data de sua emissão.

§ 2º As receitas de medicamentos para o tratamento de condições crônicas prescritas em quantidade igual ou superior a 30 (trinta) dias de tratamento, que expressem ou não o termo “uso contínuo”, serão consideradas válidas pelo período correspondente à quantidade expressa, respeitando-se o máximo de 180 (cento e oitenta) dias de tratamento a partir da data de sua emissão, ou 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias a partir da data de sua emissão no caso de medicamentos anti-hipertensivos.

§ 3º A validade da receita de medicamentos sujeitos a controle especial deverá atender obrigatoriamente à legislação específica.

§ 4º A validade da receita de medicamentos antimicrobianos deverá atender obrigatoriamente à legislação específica.

§ 5º A validade da receita de contraceptivos hormonais será de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias de tratamento, a partir da data de sua emissão, desde que expressa a condição “uso contínuo”. Caso contrário deverá se respeitar a duração do tratamento expressa pelo prescritor não ultrapassando 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.




Desabastecimento de Geodon®


O grupo Wyeth/Pfizer disponibilizou comunicado informando que, em 05 de julho de 2018, notificou à Anvisa a possibilidade de o medicamento Geodon® (ziprasidona) na apresentação de 40 mg passar por desabastecimento temporário.

O motivo consiste em atraso nos processos de produção e importação do produto. Caso o desabastecimento se confirme, a previsão de normalização é para o mês de agosto.

Fonte: pfizer.com.br


Amazon entra no mercado farmacêutico e poderá preocupar líderes varejistas do setor


Há algum tempo a Amazon vinha se preparando para entrar no setor da saúde. Depois de ter se juntado à Berkshire Hathaway e à JPMorgan para criar um negócio que tem o potencial de promover uma reforma no sistema de saúde norte-americano, a empresa liderada por Jeff Bezos adquiriu a PillPack, uma farmacêutica que opera exclusivamente online.

Esta aquisição vem reforçar a posição da Amazon enquanto possível grande concorrente do setor, mostrando que a gigante de e-commerce está pronta para ter um impacto mais direto e comercial no setor da saúde durante os próximos anos.

A entrada da Amazon neste mercado pode representar uma preocupação direta aos grandes varejistas farmacêuticos, os quais provavelmente precisarão observar os passos que este gigante dará para não se deixarem suplantar. Este movimento de uma grande empresa com domínio em e-commerce não deixa de gerar a dúvida quanto à possibilidade de grandes mudanças na área.

Fonte: linktoleaders.com


Medicamentos Descontinuados Novartis


A Novartis emitiu comunicado informando submeter notificação de descontinuação de produtos à Anvisa. A empresa orienta os pacientes a procurarem seus médicos para que alternativas terapêuticas sejam discutidas para sequência de tratamento.

Aqueles que tiverem dúvidas poderão entrar em contato pelo serviço de atendimento ao consumidor, por telefone ou e-mail (encontrados no site da Novartis).

Confira a lista de produtos: Medicamentos Descontinuados

Fonte: novartis.com.br


Vírus nipah pode causar pandemia global


Um recente surto do vírus nipah no sul da Índia renovou o interesse por esse patógeno ainda pouco conhecido, que apresenta uma taxa de mortalidade de até 70% dos infectados e não tem vacina ou cura.

Descoberto há 20 anos, o nipah ainda é um vírus pouco estudado e, por isso, pouco conhecido. Como surgiu em uma das regiões mais pobres do mundo, já nasceu como causador de doenças negligenciadas. Agora, especialistas afirmam que o comportamento do vírus na natureza e entre os humanos tornaram-no o candidato mais forte para uma indesejada próxima epidemia global.

O vírus Nipah - ou NiV - geralmente se espalha de morcegos ou porcos para os humanos e mata quase três quartos dos infectados. No atual surto no sul da Índia, o vírus já matou cerca de 20 pessoas, com dezenas de casos adicionais confirmados. Outros países da região também já registraram casos, embora em menor número.




Parece haver cepas do patógeno capazes de se espalhar de pessoa para pessoa, o que aumenta as chances de uma epidemia se espalhar rapidamente entre as comunidades densamente povoadas do sul da Ásia.

Quem está emitindo este alerta é o epidemiologista Stephen Luby, da Universidade de Stanford (EUA). Ele é um dos poucos especiaistas no mundo todo a estudar o vírus.

Fonte: Diário da Saúde

Metformina pode reduzir riscos de câncer


Pesquisadores brasileiros descobriram recentemente que o uso de metformina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes, pode reduzir o risco de câncer de cabeça e de pescoço. Segundo o estudo publicado na revista Oral Oncology, a diminuição foi de 60% entre os participantes com maior risco para a doença, como pessoas que bebiam mais de 40 gramas de álcool por dia (cerca de três latas de cerveja) e consumiam mais de 40 maços de cigarro por ano.

“Estudos anteriores já haviam mostrado uma associação entre diabetes, uso de metformina e uma redução no risco de outros tipos de câncer, como pulmão, cólon e pâncreas. No caso dos tumores de cabeça e pescoço, porém, os dados existentes na literatura científica eram muito contraditórios. Por isso decidimos investigar melhor”, contou Victor Wünsch Filho, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), durante o congresso Next Frontiers to Cure Cancer, organizado pelo A.C. Camargo Cancer Center.




Para a análise do caso-controle, os cientistas investigaram inicialmente 1.021 portadores de câncer de cabeça e pescoço, que foram divididos em cinco grupos: cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e orofaringe/hipofaringe não especificado. Já o grupo de controle analisou 1.063 voluntários que não tinham a doença.

Esses participantes foram selecionados entre pessoas que estavam no hospital para visitar pacientes internados ou que buscaram atendimento para tratar problemas sem relação com o câncer, como, por exemplo, fraturas, doenças de pele, trato urinário ou questões oftalmológicas.

Fonte: Veja

Antimicrobiano + Vitamina C: resultados positivos contra câncer


Um grupo de pesquisadores da Universidade de Salford (Inglaterra) descobriu que a mistura de vitamina C (ácido ascórbico) com doxiciclina tem boa eficácia no combate a tumores. Além de matar as células cancerígenas, o composto também pode impedir que elas reapareçam.

Durante três meses os cientistas testaram a mistura em culturas de células-tronco cancerígenas. A técnica se mostrou 100 vezes mais eficiente do que outra substância testada no tratamento de câncer, a 2-Desoxi-D-Glicose (2-DG).

O coquetel cítrico ataca as fontes de energia das células com câncer. Uma vez que os tumores podem alternar entre diferentes formas de buscar energia, o objetivo da medicação é matar essa versatilidade, fazendo com que o câncer só consiga utilizar glicose.




A mistura, por si só, já causa a morte de um bom número das células tumorais. Para acabar com as restantes, os cientistas utilizam a vitamina C isolada posteriormente, buscando paralisar o funcionamento das mitocôndrias das células que permaneceram vivas.

Segundo os pesquisadores, os resultados são promissores para ensaios clínicos visando funcionar como um complemento às terapias mais convencionais para prevenir a recorrência tumoral, assim como a progressão da doença e metástase.

Fonte: infowebbie.com/scienceupdate

Da Administração de Medicamentos nas Farmácias e Drogarias


Art. 74. Fica permitida a administração de medicamentos nas farmácias e drogarias no contexto do acompanhamento farmacoterapêutico.

Parágrafo único. É vedada a administração de medicamentos de uso exclusivo hospitalar.

Art. 75. Os medicamentos para os quais é exigida a prescrição médica devem ser administrados mediante apresentação de receita e após sua avaliação pelo farmacêutico.

§1º O farmacêutico deve entrar em contato com o profissional prescritor para esclarecer eventuais problemas ou dúvidas que tenha detectado no momento da avaliação da receita.




§2º A data de validade do medicamento deve ser verificada antes da administração.

Art. 76. Os medicamentos adquiridos no estabelecimento, a serem utilizados na prestação de serviços de que trata esta seção, cujas embalagens permitam múltiplas doses, devem ser entregues ao usuário após a administração, no caso de sobra.

§1º O usuário deve ser orientado quanto às condições de armazenamento necessárias à preservação da qualidade do produto.

§2º É vedado o armazenamento em farmácias e drogarias de medicamentos cuja embalagem primária tenha sido violada.

Art. 77. Para a administração de medicamentos deverão ser utilizados materiais, aparelhos e acessórios que possuam registro, notificação, cadastro ou que sejam legalmente dispensados de tais requisitos junto à Anvisa.


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