Metilfenidato - aumento do uso indiscriminado


O metilfenidato é utilizado por alguns indivíduos para fins não médicos e de forma indevida, visando aumentar o estado de alerta. Entretanto, o abuso de medicamentos de venda com receita médica, em particular aqueles que contem substâncias controladas, é motivo de preocupação em vários países. Várias substâncias, principalmente as precursoras, estão sendo obtidas ilicitamente da extração do princípio ativo do medicamento acabado.

Os relatos de abuso de metilfenidato se tornam cada vez mais comuns com a popularização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Devido às suas propriedades psicoestimulantes, o fármaco tem sido usado para aumento do rendimento intelectual em diversas áreas de estudo. Um levantamento feito por 40 entidades de saúde e de educação do país mostra que, no intervalo de um ano, o Sistema Único de São Paulo aumentou em 54,9% a compra e a distribuição gratuita de metilfenidato, a chamada "droga da obediência".

Não foi só a rede pública paulista que registrou aumento da distribuição do fármaco entre 2010 e 2011, conforme mapeou o Fórum sobre Medicalização da Sociedade e da Educação. Na rede de farmácias particulares o mesmo fenômeno é atestado. Em levantamento feito pelo Sindusfarma, que reúne as drogarias do País, foi apontado o crescimento de 50% nas vendas no período de quatro anos. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 os números passaram para 1.853.930.

A grande preocupação quanto ao metilfenidato consiste no uso inadequado, não relacionado ao uso aprovado para o TDAH, apesar de que o medicamento não é indicado para todos os casos. Sua vinculação ao diagnóstico de TDAH tem sido fator predominante de justificativa para tal crescimento.

Fonte: fai.com.br




Propranolol na Gravidez e Amamentação


O propranolol, assim como outros betabloqueadores, se enquadra na categoria de medicamentos que o FDA chama de Categoria C. Isso significa que estudos em animais demonstraram efeitos adversos no feto, porém não há estudos controlados em fetos de seres humanos; e que o uso na gravidez deve ser determinado pela relação risco-benefício. Exemplos de possíveis riscos de efeitos adversos no recém-nacido: problemas pulmonares, cardíacos e prematuridade.

Considerando o uso de betabloqueadores no tratamento preventivo da enxaqueca, a relação risco/benefício deve ser estudada muito cuidadosamente. Mudanças-chave no estilo de vida aliadas a tratamentos não farmacológicos, tais como acupuntura ou massoterapia, podem ser opções eficazes de tratamento preventivo a serem experimentadas.

A maioria dos betabloqueadores passa, em maior ou menor grau, para o leite materno. Entre este grupo de fármacos, o risco é menor com o propranolol. A Academia Americana de Pediatria considera o uso do propranolol como sendo “geralmente compatível com a amamentação”. Isso, contudo, não exclui a necessidade de avaliação caso a caso.

Fonte: enxaqueca.com.br


AINEs e Eventos Cerebrovasculares


Nos ensaios clínicos, o uso dos AINEs inibidores seletivos da COX-2 associaram-se ao risco aumentado de eventos cardiovasculares e morte. A maioria das análises dos ensaios mostrou como desfecho clínico os eventos cardiovasculares e cerebrovasculares combinados.

A meta-análise não mostrou diferença na incidência de eventos cerebrovasculares com os AINEs. Foram avaliados 7.636 indivíduos com idade média de 70,2 anos, dos quais 61,3% eram mulheres, sem manifestação de isquemia cerebral prévia, para incidência de acidente vascular cerebral (AVC). Em 70.063 pessoas estudadas, 807 indivíduos desenvolveram AVC (460 isquêmicos, 74 hemorrágicos e 273 não especificados).

Os usuários habituais de AINEs não seletivos e de inibidores seletivos da COX-2 tiveram maior risco de AVC. O hazard ratio (proporção de risco) para AVC isquêmico foi de 1,68 para agentes não seletivos, e de 4,54 para os seletivos da COX-2. Considerados separadamente, o uso corrente de naproxeno (não seletivo) associou-se a HR 2,63 e de etoricoxibe (seletivo para COX-2) a maior risco de AVC - HR 3,38.

Os hazard ratios para diclofenaco (1,60), ibuprofeno (1,47) e celecoxibe (3,79) foram maiores que 1,00, porém não alcançaram significância estatística. Concluíram os autores que, na população geral, o risco de AVC foi maior com o uso corrente de AINEs seletivos, porém não limitado a estes, pois ocorre também com os AINEs não seletivos.

Fonte: prograd.uff.br


Atuação dos IECA na Aterosclerose


A angiotensina II (AII) promove disfunção endotelial por meio de uma variedade de ações que influenciam os diversos estágios de seu desenvolvimento. A AII estimula a expressão de moléculas de adesão, o recrutamento de leucócitos e de macrófagos por meio da ativação de substâncias quimiotáticas – as quimiocinas, que regulam não só a migração, mas também o crescimento e a ativação dessas células.

A AII, via receptor AT1, estimula a produção de citocinas pró- inflamatórias, como a IL-6. Na aterosclerose, a IL-6 atua promovendo proliferação do músculo liso vascular e estimulando enzimas que degradam a matriz celular, como metaloproteinases, as quais estão relacionadas com a ruptura da placa aterosclerótica e com a migração de células musculares.

A AII também estimula a deposição de matriz extracelular, ativando a fibronectina e o colágeno, componentes envolvidos na reorganização da matriz extracelular. Vários estudos clínicos têm confirmado a eficácia do tratamento anti-hipertensivo com o bloqueio farmacológico do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), tanto com o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) como de antagonistas de receptores AT1.

Usualmente, os efeitos benéficos dos IECA são atribuídos à redução dos níveis de AII. No entanto, o mecanismo das ações cardiovasculares dessa classe de fármacos parece ser bem mais complexo do que anteriormente se acreditava. Estudos sugerem que o ramipril pode retardar a progressão da aterosclerose e, com isso, reduzir a incidência de eventos cardiovasculares. Resta a dúvida quanto ao efeito ser de todo o grupo farmacológico ou específico.

Fonte: unieuro.edu.br




Efeitos de ARAs na função plaquetária


Vários estudos demonstraram que certos ARAs (losartana, valsartana e irbesartana) conseguem inibir a agregação plaquetária e antagonizar a vasoconstrição induzida pelo tromboxano A2 independentemente do receptor AT1.

Essa ação não é compartilhada por todos os ARAs. Em uma preparação utilizando artérias coronarianas de cães suspensas em câmaras de perfusão, a losartana e seu metabólito inibiram a contração induzida por um análogo do tromboxano A2.

Essa inibição foi específica para a losartana porque não afetou a contração induzida com um agonista AT1. É provável que o metabólito da losartana, estruturalmente similar à indometacina, seja o responsável pela ação antiagregante plaquetária.

A valsartana também demonstrou capacidade de inibir agregação plaquetária. Essa inibição foi independente do receptor AT1 e ainda mais intensa para o seu metabólito.

Fonte: departamentos.cardiol.br




Inflamação - Alterações Vasculares


Para a melhor compreensão e distribuição didática dos assuntos envolvidos no processo, a inflamação geralmente é estudada de forma compartimentada. Assim, os diversos aspectos: vasculares, celulares, mediadores, reguladores, exsudativos e proliferativos, apesar de interrelacionados no desenvolvimento do processo inflamatório, costumam ser apresentados em separado nas aulas e livros-texto.

As alterações que ocorrem nos vasos sangüíneos da microcirculação nas primeiras horas após uma injúria envolvem, em graus variados, três tipos de processos, a saber: modificação no calibre dos vasos e no fluxo sangüíneo; aumento da permeabilidade vascular; exsudação de plasma e de células para o meio extravascular. Uma vez desenvolvida a reação inicial à injúria, a extensão da lesão local dependerá da intensidade, natureza e duração do estímulo lesivo.

Assim, se este for de curta duração, ou rapidamente anulado pelos mecanismos de defesa do organismo, as alterações inflamatórias sofrerão rápida resolução ou deixarão uma quantidade variável de tecido cicatricial na área lesada. Entretanto, muitos estímulos nocivos são de duração mais longa e a injúria tissular poderá continuar além do período necessário para o desenvolvimento completo dos estágios iniciais do processo inflamatório; neste caso as alterações subseqüentes na área afetada dependerão da natureza do agente lesivo. Dessa forma, a inflamação é dividida nos padrões agudo e crônico, segundo a idade, duração ou tempo de evolução do processo.

A inflamação aguda é de curta duração, de alguns minutos, horas ou até dois dias, dependendo do estímulo causal. Suas principais características são a exsudação de fluidos e proteínas do plasma e emigração de leucócitos, predominantemente neutrófilos. Qualquer que seja a natureza do agente injuriante, a inflamação aguda é mais ou menos estereotipada ou uniforme.

A inflamação crônica é menos uniforme. De duração mais longa, é associada histologicamente com a presença de linfócitos e macrófagos e com a proliferação de vasos sangüíneos (neoangiogênese) e do tecido conjuntivo (fibroplasia). Muitas das respostas vasculares e celulares são mediadas por fatores químicos derivados da ação do estímulo inflamatório sobre células e plasma. Uma série desses mediadores agindo em conjunto, ou seqüencialmente, influenciam então a evolução da resposta inflamatória.

Fonte: fcav.unesp.br




Resistência Insulínica


A insulina estimula a lipogênese nos adipócitos, a captação de glicose, a síntese do glicogênio no músculo esquelético e a síntese do glicogênio fígado. Além disso, inibe a neoglicogênese hepática e a lipólise nos adipócitos. Estes efeitos são influenciados por fatores metabólicos e inflamatórios que, quando alterados, induzem a resistência insulínica (RI) e predispõem ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

A RI está usualmente associada à deposição de gordura visceral no abdômen. Como a lipólise é proporcional à massa adiposa, a maior massa de gordura visceral expõe o fígado a maiores quantidades de ácidos graxos livres (AGLs). Os AGLs em excesso podem alterar as vias de sinalização da insulina ao favorecerem a fosforilação do IRS-1 em serina. Esta fosforilação inadequada suprime a ativação do substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1), o que favorece o aumento da produção hepática de glicose.

Este mesmo mecanismo também é acionado no músculo esquelético, acarretando redução da captação de glicose. O mecanismo de ativação serina/tirosina parece ser secundário à elevação intracelular de ácidos graxos (AG) de cadeia longa. A fosforilação em serina no IRS-1 inibe a atividade da PI 3-quinase induzida por insulina, resultando em menor atividade da proteína B quinase (AKT) estimulada por insulina.

A menor atividade da AKT reduz a translocação do transportador de glicose 4 (GLUT4) e outros eventos dependentes da AKT, acarretando em redução da captação de glicose induzida pela insulina. Estas alterações, em geral, favorecem a hiperinsulinemia, devido à resposta compensatória das células β-pancreáticas.

Fonte: revista.grupointegrado.br




Clonazepam: o psicotrópico mais consumido no Brasil


Os benzodiazepínicos são medicamentos psicotrópicos que agem no sistema nervoso central exercendo efeitos de sedação, hipnose, redução da ansiedade, relaxamento muscular e anticonvulsivante. Entre 2007 e 2010 houve um aumento significativo no consumo destes medicamentos, com maior prevalência de utilização entre mulheres.

O consumo de benzodiazepínicos é perigoso por envolver alto risco de efeitos adversos que podem trazer graves consequências à segurança dos usuários, tais como: sonolência excessiva, alteração da coordenação motora, amnésia, tontura e zumbidos. Em idosos o risco é ainda maior pela possibilidade de interação medicamentosa, piora do desempenho psicomotor e aumento da ocorrência de fraturas devido aos riscos de quedas.

As chances de envolvimento em acidentes de trânsito são também maiores em usuários de benzodiazepínicos, como demonstram os resultados de um estudo caso-controle produzido em Taiwan com mais de cinco mil indivíduos. Além disso, pacientes que utilizam benzodiazepínicos por períodos superiores a quatro semanas podem desenvolver tolerância, dependência (física e psíquica) e síndrome de abstinência na suspensão da medicação.

Segundo dados do Boletim Farmacológico do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), o clonazepam foi o benzodiazepínico mais consumido entre os anos de 2007 e 2010. Em 2007 foram dispensadas aproximadamente 29 mil caixas e em 2010 o consumo ultrapassou 10 milhões.

Fonte: cemedmg.wordpress.com




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