Afrezza® - Insulina administrada por via inalatória


Batizada de Afrezza®, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. A utilização será feita pelo paciente com diabetes por meio de um inalador – nele, é encaixado um cartucho para que o pó seja aspirado. A substância é levada ao pulmão e absorvida pela corrente sanguínea, para reduzir os níveis de glicemia.

De acordo com o Dr. Freddy Eliaschewitz, assessor científico da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a insulina inalável tem um perfil de ação único e muito mais rápido do que a insulina administrada de forma subcutânea. “Mesmo a mais rápida das insulinas começará a agir, até ser absorvida pela pele, dentro de meia hora ou quarenta minutos, e seu efeito terá duração de 4 ou 5 horas. A insulina inalável é absorvida rapidamente pela corrente sanguínea e começa a agir em 10 minutos, com pico de ação em 15 minutos, e um efeito que dura de 2 a 3 horas”, comenta.

Contraindicações: pacientes com problemas pulmonares, pacientes com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes, não podem utilizar a insulina. De acordo com Eliaschewitz, a absorção pelo pulmão nesses pacientes pode não ser a adequada e a utilização da insulina pode deflagrar crises de asma. O uso também não é recomendado a menores de 18 anos, já que o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

A aprovação do medicamento no país foi realizada em junho pela Anvisa e as informações de comercialização são aguardadas.

Fonte: diabetes.org.br


Descontinuação definitiva de Harmonet®


O grupo Wyeth/Pfizer informa, por meio de comunicado disponibilizado em seu site, que em 28 de novembro de 2019 protocolou junto à Anvisa a descontinuação definitiva de Harmonet® (gestodeno, etinilestradiol).

A empresa tomou esta decisão levando em consideração a existência de outras opções terapêuticas disponíveis no mercado. Pacientes em uso do medicamento são orientados a procurar seu médico para avaliação da conduta a ser seguida.

Fonte: pfizer.com.br


Cebola e alho reduzem risco de câncer de mama em 67%


Gauri Desai, liderando um grupo de pesquisadores das universidades de Buffalo (EUA) e de Porto Rico, documentaram o efeito da cebola e do alho estudando o sofrito, um refogado com origem na culinária mediterrânea e que é mania nacional em Porto Rico.

O sofrito é uma espécie de molho feito com cebola e tomate, fritos em azeite e aromatizado com alho e outras ervas aromáticas.

As mulheres que comiam sofrito mais de uma vez por dia e que, além disso, ingeriam cebola e alho em outros pratos, apresentaram um risco de câncer de mama reduzido em 67%, conforme atestado em um estudo de base populacional.

"A cebola e o alho são ricos em compostos organossulfários," disse Desai, acrescentando que foi a ingestão total de cebola e alho, e não o sofrito sozinho, que foi associado à redução no risco de câncer de mama.

Em particular, o alho contém compostos como S-alilcisteína, sulfeto de dialil e dissulfeto de dialil, enquanto as cebolas contêm sulfóxidos de alc(en)il cisteína.

"Esses compostos apresentam propriedades anticarcinogênicas em humanos, bem como em estudos experimentais em animais," disse Lina Mu, coordenadora do estudo.

Fonte: diariodasaude.com.br


Pesquisadoras brasileiras criam sorvete que alivia efeitos da quimioterapia


Pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criaram um sorvete que alivia sintomas da quimioterapia em pacientes com câncer. Ao mesmo tempo, o sorvete funciona como um complemento alimentar, nutrindo esses pacientes que, muitas vezes, não sentem fome e não conseguem se alimentar devido aos efeitos colaterais do tratamento.

O sorvete que vem nos sabores limão, chocolate e morango, também tem em sua composição, além das frutas, azeite de oliva desodorizado, açúcar orgânico, fibra solúvel e proteína. Todos sem lactose e com baixo teor de gordura.,

O produto é resultado do Trabalho de Conclusão de Residência, da nutricionista Paloma Mannes que é especialista em Saúde com Ênfase em Alta Complexidade, juntamente com seu grupo de pesquisa e com apoio da preceptora e orientadora. A fórmula ideal para o produto demorou cerca de seis meses para ser desenvolvida junto com a Ypy sorvetes.

A Equipe ainda deseja ampliar a distribuição dos sorvetes e ajudar mais pessoas que lutam contra o câncer, além de pacientes idosos ou com problemas buco maxilares.

Fonte: go.hurb.com


Para que serve o aciclovir?


O aciclovir é indicado para o tratamento de herpes labial e herpes genital, ambas infecções de pele causadas por vírus.  O medicamento age contra o vírus Herpes simplex (VHS) e contra o vírus Varicela-Zoster (VVZ), bloqueando os mecanismos de multiplicação viral.

O aciclovir age contra diferentes tipos virais, dentre os quais: - herpes Simplex 1, causador do herpes labial; - vírus Herpes Simplex 2, causador do herpes genital; - vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose; - herpesvírus 6 e 7, causadores da roséola (exantema súbito); vírus da Varicela-zoster, causador de catapora (varicela) e herpes zoster; citomegalovírus, causador de citomegalovirose.

Entretanto, na prática, o fármaco é empregado no tratamento da catapora, do herpes zoster e de herpes genital e labial. Nos casos das outras viroses pela família Herpesviridae, não se costuma indicar o uso. Isso ocorre por haver antivirais mais apropriados ao combate das infecções ou pelo fato de o tratamento ser considerado desnecessário após avaliação clínica, devido ao curso limitado e benigno da infecção.

Fonte: guiadafarmacia.com.br


Descontinuação de Zetron® 150 mg


A Libbs diponibiliza comunicado em seu site informando que, no dia 06 de setembro, teve início a descontinuação do medicamento Zetron® 150 mg (cloridrato de bupropiona).

A decisão foi tomada em função do lançamento do Zetron XL® 150 mg e 300 mg, produto cuja substância ativa é a mesma do Zetron®, porém com uma nova tecnologia de revestimento e maior tempo de liberação da bupropiona no organismo.

A empresa orienta os pacientes que utilizam Zetron® 150 mg (cloridrato de bupropiona) a conversarem com um médico de confiança para que seja avaliada a melhor conduta diante da continuidade do tratamento.

Zetron® estará disponível nas drogarias até que os estoques sejam finalizados e, aqueles que têm o produto em mãos, poderão utilizá-lo normalmente, respeitando o prazo de validade.

Fonte: libbs.com.br


Comparação entre topiramato e naltrexona na dependência alcoólica


O alcoolismo é uma doença crônica que está entre as principais causas de mortalidade e incapacidade em todo mundo. No Brasil, aproximadamente 11% da população adulta apresenta sintomas de dependência alcoólica, uma parcela expressiva de nossa sociedade. O tratamento do alcoolismo, tradicionalmente focado em intervenções psicossociais, atualmente tem incorporado estratégias farmacológicas, comumente empregadas para tratar os sintomas da abstinência. Dentre eles, poucos medicamentos têm sido capazes de controlar, a longo-prazo, o abuso e a dependência de álcool.

Dois medicamentos têm sido apontados como possíveis promessas ao tratamento do alcoolismo: topiramato e naltrexona. O topiramato é um anticonvulsivante que facilita a ação inibitória do neurotransmissor GABA (nos receptores não-benzodiazepínicos) e reduz a ação excitatória sobre os receptores de glutamato. Por sua vez, a naltrexona atua sobre o sistema opioide, bloqueando os efeitos de recompensa do álcool e evitando recaídas.

Em vista disso, o presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia desses dois medicamentos no tratamento do alcoolismo. Participaram da pesquisa 155 pacientes, do sexo masculino, entre 18 e 60 anos de idade, diagnosticados como alcoolistas (critérios do CID-10; Classificação Internacional de Doenças).

Após uma semana de desintoxicação, os pacientes foram aleatoriamente destinados à composição de três grupos (tratados por um período de 12 semanas): (a) topiramato (300 mg diários) (n=55); (b) naltrexona (50 mg diários) (n=49); (c) placebo (n=54). Os critérios utilizados para medir as diferenças entre os grupos foram: (a) tempo da primeira recaída (número de semanas; até o primeiro consumo superior a 60g de etanol) (b) número de semanas de abstinência completa; (c) número de semanas de uso pesado de álcool (consumo de mais de 90g de etanol) e, finalmente (d) relatos sobre a existência de efeitos colaterais.




O grupo tratado com topiramato apresentou uma proporção significativamente maior de indivíduos abstinentes, comparado ao grupo placebo, após 4 semanas (67,3% vs. 42,6%) e 8 semanas de tratamento (61,5% vs. 31,5%). No entanto, transcorridas as  12 semanas, a diferença deixou de ser estatisticamente significativa (46,2% vs. 27,8%). Entre esses grupos, diferenças também foram observadas para outras medidas: (a) tempo para a primeira recaída (7,8 e 5 semanas, respectivamente); (b) duração do período de abstinência (8,2 e 5,6 semanas, respectivamente) e (c) número de semanas de consumo pesado de álcool (3,4 e 5,9 semanas, respectivamente).

Não foram observadas diferenças significativas entre o grupo naltrexona e placebo, tampouco entre os grupos naltrexona e topiramato, embora os pacientes tratados com topiramato tenham apresentado resultado melhor  em todas as medidas (talvez a diferença entre os grupos naltrexona e topiramato alcançasse significância estatística se a amostra recrutada fosse maior).

Conforme os autores, uma explicação plausível para as diferenças observadas entre o topiramato e naltrexona seja a amplitude de ação do topiramato, que atua sobre a redução da impulsividade, ansiedade e mudanças no humor vigentes na situação de abstinência alcoólica, enquanto que a naltrexona parece ser útil, especificamente, à diminuição da “fissura” por álcool.

Finalmente, embora o emprego de topiramato ainda não tenha sido aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), sua ação farmacológica sugere que seja uma alternativa eficaz para o tratamento do alcoolismo, possibilitando maior adesão do paciente não só ao tratamento farmacológico, mas a outros tipos de intervenção.

Fonte: cisa.org.br


Descontinuação definitiva de Antietanol®


A Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que protocolou, em 14/10/2019, perante à Anvisa, a descontinuação definitiva de fabricação do medicamento Antietanol® (Dissulfiram). Em janeiro houve o comunicado de descontinuação temporária, mas agora o produto está realmente fora do mercado.

A empresa ressalta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento. Além disso, abre o canal de comunicação com o SAC para mais informações.

Fonte: sanofi.com.br


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