Tireoide


Os hormônios tireoidianos maiores são a levotiroxina (T4) e a tri-iodotironina (T3). As quantidades de levotiroxina liberadas na circulação por uma glândula tireoide funcionante são reguladas pela quantidade de tireotropina (TSH) secretada pela parte anterior da glândula hipófise.

A síntese de TSH é, por sua vez, regulada tanto pelos níveis de levotiroxina e tri-iodotironina circulantes como pelo hormônio de liberação da tireotropina, secretado pelo hipotálamo.

O reconhecimento desse sistema complexo de resposta (feedback) é muito importante para o diagnóstico e o tratamento da disfunção tireoidiana.

Exemplos de tratamentos disponíveis são a levotiroxina para o caso de reposição no hipotireoidismo e a propiltiouracila, que inibe a síntese de hormônios e é indicada para o tratamento do hipertireodismo.

Biodisponibilidade e Bioequivalência


O termo biodisponibilidade é utilizado para mostrar a fração do fármaco que alcança a circulação sistêmica. Indica a velocidade e a extensão da absorção do componente ativo em forma de dosagem a partir de sua curva de concentração/tempo na circulação sistêmica. 

A biodisponibilidade é determinada comparando os níveis plasmáticos do fármaco após sua administração por determinada via com os níveis deste após a administração endovenosa. Colocando em gráfico as concentrações plasmáticas do fármaco versus tempo, é possível determinar a área sob a curva (ASC).

A bioequivalência consiste na demonstração da equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de componente ativo e biodisponibilidade comparável quando estudados sob um mesmo protocolo experimental.

Os produtos farmacêuticos bioequivalentes apresentam velocidade e extensão de absorção similares quando administrados em doses molares idênticas, únicas ou múltiplas, em condições experimentais semelhantes.

Anti-hipertensivos - IECA


São fármacos que inibem a conversão de angiotensina I para angiotensina II, a qual produz vasoconstrição e estimula a produção de aldosterona, mineralocorticoide que aumenta a retenção hídrica. Deste modo, os IECA promovem vasodilatação e natriurese (maior excreção de água), tratando a hipertensão. Citaremos os seguintes fármacos: captopril, enalapril, lisinopril e ramipril.

O captopril foi o primeiro representante deste grupo a ser introduzido na terapia anti-hipertensiva. Recomenda-se sua administração com 1h de intervalo das refeições, devido à possibilidade de redução na absorção. O fármaco atravessa a barreira placentária e é excretado no leite materno, sendo, portanto, contraindicado na gravidez e na lactação. A posologia varia a critério médico e as doses podem ser administradas 2 ou 3 vezes ao dia. Os efeitos adversos mais comuns são tosse seca, erupção de pele e fraqueza, com possibilidade de hipercalemia no uso contínuo.

O enalapril corresponde ao segundo IECA disponibilizado no mercado. A presença de alimentos altera de forma pouco significativa a absorção, após a qual ocorre hidrólise enzimática para a liberação de enalaprilat, inibidor ativo da ECA. O fármaco pode atravessar a barreira placentária e requer atenção ao ajuste de dose em diabéticos e idosos. A dose diária recomendada varia entre 10 e 40mg e alguns efeitos adversos esperados são: tontura, cefaleia, fadiga, astenia, erupções cutâneas e tosse.

O lisinopril, além de anti-hipertensivo, apresenta utilidade no tratamento do infarto agudo do miocárdio e da insuficiência cardíaca congestiva, devido à sua atividade vasodilatadora. A presença de alimento não altera a absorção do fármaco, cuja posologia inicial recomendada é de 10mg diários, podendo ser modificada a critério médico. As reações adversas identificadas como comuns são semelhantes às dos fármacos anteriormente citados.

O ramipril, assim como o enalapril, também é um pró-fármaco que sofre hidrólise e libera inibidor ativo identificado como ramiprilat. A presença de alimentos não interfere na biodisponibilidade do ramiprilat, a exemplo de outros IECA. A dose inicial recomendada é a de 2,5mg, podendo ser ajustada posteriormente. Este fármaco também apresenta dados que indicam sua passagem pela barreira placentária e os efeitos adversos são semelhantes aos dos demais representantes do grupo.

AINES - Oxicans


O piroxicam, por sua meia vida longa, permite a administração em dose única diária. Sua indicação se aplica ao tratamento de dores pós-cirúrgicas ou pós-traumáticas, osteoartrite e distúrbios musculoesqueléticos. Entre os efeitos colaterais deste fármaco podemos citar cefaleia, vertigem, sonolência, diarreia e alterações no apetite. A dose usual é de 20mg ao dia.

O meloxicam é indicado no tratamento da osteoartrite e da artrite reumatoide, utilizado em doses diárias de 7,5mg e 15mg, respectivamente. No caso da artrite reumatoide é possível reduzir a dose pela metade, conforme resposta apresentada pelo paciente. Este fármaco possui maior atividade inibitória de COX-2 quando comparado ao piroxicam e também ao diclofenaco, indometacina, naproxeno e ibuprofeno. Deve-se evitar o uso em pacientes menores de 15 anos, com histórico de asma, insuficiência renal ou hepática e na gestação.

O tenoxicam possui propriedades semelhantes às do piroxicam e a dose diária recomendada, do mesmo modo, é de 20mg. Quanto aos cuidados que se deve tomar no emprego deste fármaco em terapia, podem ser levados em consideração os mesmos que foram descritos para o meloxicam.

Vitamina A (Retinol)


- Sua função mais conhecida é associada ao mecanismo da visão;

- Participa da formação da púrpura retiniana, um receptor de luz de baixa intensidade;

- Está presente na integridade dos epitélios, favorecendo a síntese de mucopolisscarídeos e secreção de muco;

- A carência pode ocasionar cegueira noturna, devido à dificuldade de regeneração da púrpura retiniana;

- Atrofia de células epiteliais com evolução para queratinização e modificação no metabolismo de esteroides também são associados à carência.