Ranitidina x Fenitoína


Ranitidina é um fármaco utilizado na redução da secreção ácida gástrica, exercendo seu efeito através do antagonismo de receptores histamínicos H2.

Fenitoína é um anticonvulsivante que previne a hiperexcitabilidade neuronal ao reduzir o influxo de sódio na membrana.

INTERAÇÃO: O paciente em tratamento com fenitoína que passa a receber ranitidina pode apresentar elevação nas concentrações plasmáticas do anticonvulsivante, potencializando seus efeitos. O ajuste na dose para manutenção do tratamento talvez seja necessário diante de sintomas sugestivos de reações adversas da fenitoína no sistema nervoso central. Tais reações podem ocorrer na forma de nistagmo, ataxia, vertigem, confusão mental, dificuldade de dicção, entre outros.
Além das reações citadas, podem ocorrer ainda outras, que são relativas a diferentes sistemas e descritas em bula. Qualquer alteração observada no quadro do paciente deve ser notificada ao médico.

Claritromicina x Sinvastatina


Claritromicina é um antimicrobiano presente no grupo dos macrolídeos, que atua inibindo a síntese proteica bacteriana através de ligação às subunidades ribossômicas 50S dos agentes patogênicos.

Sinvastatina é um fármaco pertencente ao grupo das estatinas, utilizado no tratamento de dislipidemias. Seu mecanismo de ação corresponde à inibição da HMG-CoA redutase, enzima reguladora da via de síntese do colesterol.

INTERAÇÃO: Antimicrobianos macrolídeos, tais como claritromicina ou eritromicina, são conhecidos como inibidores da CYP3A4, interferindo no metabolismo de outros fármacos. A inibição enzimática tem como consequência o aumento da concentração plasmática de medicamentos associados, oportunizando a ocorrência de reações adversas. A associação de um macrolídeo com sinvastatina, assim como a outras estatinas, não é recomendada. O paciente pode ser acometido por danos hepáticos e há risco de rabdomiólise.

Obs: Estudos sugerem que a azitromicina não compartilha do mecanismo inibitório da CYP3A4 produzido por outros macrolídeos.

Omeprazol x Metotrexato


Omeprazol é um fármaco inibidor da bomba de prótons (H+K+ATPase), utilizado no tratamento de patologias que exigem a redução da secreção gástrica.

Metotrexato é um antineoplásico que atua como antagonista do ácido fólico. Possui ação citotóxica e imunossupressora.

INTERAÇÃO: Inibidores da bomba de prótons, tomando como exemplo o omeprazol, aumentam os níveis séricos do metotrexato. A consequência desta interação é a maior exposição do paciente aos efeitos colaterais do antineoplásico, devido à sua elevada toxicidade potencial.
A bula do metotrexato relata uma série de reações adversas importantes, de forma que o cuidado não pode ser negligenciado. Alternativas mais seguras na composição do tratamento devem ser pesquisadas, ou, diante da impossibilidade de substituição, monitoramento do paciente e ajuste de dose são medidas recomendadas.

Glimepirida x Clorpromazina


Glimepirida é um hipoglicemiante oral pertencente ao grupo das sulfonilureias. Exerce sua ação principalmente sobre as células beta pancreáticas, estimulando a liberação de insulina.

Clorpromazina é um antipsicótico indicado em casos com necessidade de ação neuroléptica e sedativa. Possui ação estabilizadora no sistema nervoso central e periférico.

INTERAÇÃO: A clorpromazina pode interferir nos níveis de glicemia e reduzir a eficácia dos hipoglicemiantes orais, tomando como exemplo a glimepirida. Encontra-se em bula a informação de que doses a partir de 100mg diários de clorpromazina predispõem o paciente à elevação da glicemia, gerando a necessidade de ajuste na dose do hipoglicemiante e monitoramento glicêmico. Tais medidas são importantes para controle do diabetes mellitus tipo 2 (não insulino-dependente).

Metoclopramida x Haloperidol


Metoclopramida é um fármaco utilizado como antiemético e estimulante peristáltico, atuando como antagonista da dopamina.

Haloperidol é um neuroléptico usado em tratamento de psicoses e quadros de esquizofrenia, sendo um potente bloqueador de receptores dopaminérgicos centrais.

INTERAÇÃO: O uso de um dos fármacos citados, isoladamente, já pode ser responsável pelo surgimento de sintomas identificados por transtornos do movimento, classificados como reações extrapiramidais. O uso concomitante, por sua vez, potencializa a chance de submeter o paciente ao desconforto de efeitos colaterais e risco de discinesia tardia.
Sintomas como espasmos musculares, deglutição atípica, tremores, nervosismo, contração mandibular ou movimentos bruscos dos membros superiores ou inferiores devem ser observados para avaliação da conduta terapêutica.

Sildenafila x Nifedipino




Sildenafila é um fármaco utilizado no tratamento da disfunção erétil, atuando como inibidor seletivo da fosfodiesterase-5, facilitando o relaxamento da musculatura lisa produzido pela ação do óxido nítrico nos corpos cavernosos.

Nifedipino é um anti-hipertensivo incluído na classe dos bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, inibindo o processo de contração do músculo liso ao bloquear o influxo celular do íon.

INTERAÇÃO: A hipotensão é um evento adverso observado em estudos e relatado em bula do citrato de sildenafila, classificado, assim como outros efeitos, de natureza transitória e moderada. Contudo, a administração deste fármaco a pacientes que seguem tratamento contínuo com anti-hipertensivos pode exigir maior critério. 
Aqui tratamos especificamente da interação entre a sildenafila e bloqueadores seletivos dos canais de cálcio, ou antagonistas do cálcio. Pertencem a esta classe, além do nifedipino, fármacos como verapamil, anlodipino e diltiazem.
Alguns sintomas que podem ser observados quando se produz esta interação incluem: vertigem, rubor, dor de cabeça, aumento da frequência cardíaca e desmaios. Em qualquer destes casos, é importante que exista o acompanhamento médico.

Captopril x Diclofenaco




Captopril é um anti-hipertensivo que age por inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA).
Diclofenaco (sódico/potássico) é um anti-inflamatório não-esteroide (AINE).

INTERAÇÃO: A administração de diclofenaco em pacientes hipertensos que fazem uso contínuo de captopril pode produzir alterações na pressão arterial, o que ocorre devido à redução da eficácia do anti-hipertensivo. Além disso, há também a possibilidade de esta associação de fármacos causar prejuízos à função renal, especialmente se o tratamento anti-hipertensivo é combinado com um diurético.
O ajuste na dose pode ser necessário a fim de preservar a função renal e manter a PA sob controle. Qualquer sintoma desagradável deve ser relatado ao médico, possibilitando medidas que irão tornar o tratamento mais seguro.