É realmente necessário usar antiparasitários todos os anos?


Muitas pessoas acreditam que é importante tomar remédios contra vermes ao menos uma vez ao ano. No entanto, esse tratamento periódico não é indicado para a população em geral, apenas em algumas comunidades onde há maior prevalência de infecções parasitárias.




Nestes locais específicos é que se adota como estratégia o tratamento profilático, ao invés da rotineira pesquisa de parasitas nas fezes seguida de tratamento dos casos positivos, em ambulatório.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o tratamento periódico de pessoas expostas a um maior risco de parasitoses que estejam vivendo em áreas de maior prevalência. Este grupo de risco inclui crianças de 1 a 14 anos de idade e trabalhadores com riscos ocupacionais, tais como mineradores e alguns trabalhadores do campo.




Segundo a OMS, pessoas em áreas com prevalência de parasitoses acima de 20% devem receber tratamento anualmente. Para o caso de a prevalência superar os 50%, então o tratamento deve ocorrer a cada 6 meses.

Se houver dúvida, a orientação é simples: não tire conclusões por conta própria! O caminho correto é sempre procurar orientação profissional, ao invés de optar pela automedicação.

Fonte: minhavida.com.br

Ibuprofeno é associado a envelhecimento dos testículos e infertilidade


A revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que o anti-inflamatório ibuprofeno afeta seriamente os testículos. Aparentemente, o fármaco altera a fisiologia e reduz a produção hormonal.

Conforme é de conhecimento, os testículos produzem não somente o esperma, mas também secretam testosterona. Assim, o ibuprofeno pode produzir ação anti-androgênica e afetar os testísulos dos bebês em gestação.

Os cientistas foram além deste resultado, desejando saber se o anti-inflamatório também afeta homens jovens. Para isso, recrutaram 31 voluntários com idade entre 18 e 35 anos, dos quais 14 recebram doses diárioas de ibuprofeno e os demais, placebo.




Os homens que tomaram ibuprofeno durante 2 semanas aparesentaram redução na taxa de hormônio luteinizante, o que pode representar o primeiro sinal de infertilidade. Como o período de utilização do fármaco durante o estudo foi curto, a queda hormonal foi reversível.

Os pesquisadores alertam, entretanto, que o uso indiscrimando pode ser responsável pelo envelhecimento precoce dos testículos e infertilidade.

Fonte: CNN

Primeiro medicamento com potencial para curar Diabetes Tipo 1 está em desenvolvimento


Pesquisadores desenvolveram uma droga que impede o sistema imune de atacar as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, hormônio envolvido no aproveitamento da glicose pelas células.

Sem a insulina, os pacientes atingem níveis elevados de açúcar no sangue (glicemia), condição tóxica para o organismo e que pode ocasionar, entre outros males, cegueira e até amputação de membros inferiores.




Trata-se de uma pesquisa experimental, realizada por enquanto em animais. A chegada desse tratamento aos pacientes ainda poderá levar alguns anos e vale dizer que existe o risco de que os mesmos efeitos não sejam observados em humanos.

A droga usada pelos cientistas utiliza a BL001, uma substância que combate a inflamação em órgãos digestivos e protege as células de morte precoce. Em cobaias, a droga foi capaz de impedir a hiperglicemia e regenerar as células beta do pâncreas, aumentando, assim, a secreção de insulina.




Isso significa que, ao invés de injetar insulina constantemente, pacientes que utilizarem a droga poderiam secretar o hormônio de forma natural, já que a substância impede a morte de células que o produzem.

A pesquisa pontua que a maioria das tentativas com tratamentos do tipo não sustentaram a produção de insulina ao longo do tempo. Agora, entretanto, os cientistas conseguiram "reverter" o diabetes tipo 1 em ratos. Este é um fato inédito na ciência e, portanto, bastante animador.

Fonte: Saúde Curiosa

Atenção Farmacêutica Domiciliar: Pode ser feita?


Alguns profissionais ficam em dúvida se a atenção farmacêutica domiciliar pode ser realizada. Então vejamos o que é encontrado na RDC 44/09, a qual dispõe sobre as condições mínimas para o cumprimento das Boas Práticas Farmacêuticas .

No "CAPÍTULO VI - DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS", temos as informações pertinentes a este respeito, conforme seguem:

§2º A prestação de serviço de atenção farmacêutica compreende a atenção farmacêutica domiciliar, a aferição de parâmetros fisiológicos e bioquímicos e a administração de medicamentos. (portanto, vimos que o atendimento domiciliar é permitido).




Quais os objetivos da atenção farmacêutica?

Na "Seção I - Atenção Farmacêutica", há estas informações:

Art. 63. A atenção farmacêutica deve ter como objetivos a prevenção, detecção e resolução de problemas relacionados a medicamentos, promover o uso racional dos medicamentos, a fim de melhorar a saúde e qualidade de vida dos usuários.

§1º Para subsidiar informações quanto ao estado de saúde do usuário e situações de risco, assim como permitir o acompanhamento ou a avaliação da eficácia do tratamento prescrito por profissional habilitado, fica permitida a aferição de determinados parâmetros fisiológicos e bioquímicos do usuário, nos termos e condições desta Resolução.

§2º Também fica permitida a administração de medicamentos, nos termos e condições desta Resolução.




Quais são os parâmetros fisiológicos e bioquímicos permitidos?

Na "Subseção II - Da Aferição Dos Parâmetros Fisiológicos e Bioquímicos Permitidos", temos:

§1º Os parâmetros fisiológicos cuja aferição é permitida nos termos desta Resolução são pressão arterial e temperatura corporal.

§2º O parâmetro bioquímico cuja aferição é permitida nos termos desta Resolução é a glicemia capilar.

Há ainda a "Subseção I - Da Atenção Farmacêutica Domiciliar", que diz o seguinte:

Art. 68. A atenção farmacêutica domiciliar consiste no serviço de atenção farmacêutica disponibilizado pelo estabelecimento farmacêutico no domicílio do usuário, nos termos desta Resolução.

Parágrafo único. A prestação de atenção farmacêutica domiciliar por farmácias e drogarias somente é permitida a estabelecimentos devidamente licenciados e autorizados pelos órgãos sanitários  competentes.

H. pylori: como se transmite?


Via oral-oral: a cavidade oral tem sido proposta como reservatório da infecção e reinfecção pela H. pylori, pois a regurgitação do suco gástrico pode contaminar a boca, predispondo a colonização por essa bactéria por tempo não determinado.

Via fecal-oral: apesar da constatação de que a H. pylori pode ser eliminada nas fezes, não se conhece o mecanismo exato de transmissão do agente por essa via, embora se saiba que a nível populacional, a disseminação de doenças infecciosas pela água baseia-se em sua contaminação por fezes.




Transmissão iatrogênica: este tipo de infecção pela H. pylori tem sido documentada; a alta prevalência da infecção entre os endoscopistas, particularmente, aqueles sem o hábito de usar luvas, sugere que a infecção pela bactéria pode ser transmitida por instrumentos contaminados com secreções gástricas, sobretudo quando a lavagem do equipamento é manual.

Fonte: Scielo

Sete erros a serem evitados no tratamento com antibióticos


Não seguir o tempo determinado para o tratamento - se você acreditar que já está curado e largar o tratamento no meio, pode favorecer a proliferação de bactérias resistentes e, assim, complicar a sua saúde.

Não ingerir a dose recomendada - se você acreditar que vai funcionar tomar uma dose abaixo da prescrita por temer os efeitos colaterais, achando que isso vai dar certo, corre o risco de prejudicar o tratamento e, no fim, precisar se medicar por um tempo maior do que o previsto inicialmente.




Não respeitar os horários das doses - o horário para tomar uma nova dose é estudado, de forma a se concluir que é o tempo necessário para manter níveis efetivos do medicamento na circulação sanguínea. Não pense que isso é algo sem sentido e que tanto faz tomar agora ou depois.

Associar outros medicamentos por conta própria - enquanto tomar o antibiótico, evite tomar outros medicamentos simultaneamente sem informar ao médico, pois isso poderá interferir no tratamento, de forma a potencializar os efeitos ou reduzi-los. É provável ainda que esta prática aumente a chance de efeitos colaterais e reações adversas, então não faça nada sem orientação profissional.

Ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento - o álcool poderá reduzir a eficácia do antibiótico, por exemplo, ao acelerar sua metabolização e, assim, deixar o organismo sem o efeito necessário até a próxima dose. Isso irá prejudicar a efetividade do medicamento para erradicar uma infecção.




Não prestar atenção a sintomas que sugerem reações adversas - se você notar que, ao tomar o medicamento, surgiram erupções na pele, coceiras, inchaço ou dificuldade respiratória, não ignore os sintomas! Trata-se de uma reação alérgica e você precisará de atendimento médico, portanto dirija-se ao local mais próximo.

Ingerir o medicamento com um líquido que acha mais gostoso - a recomendação geral para tomar um medicamento é a de que ele seja ingerido com água, pois líquidos diferentes deste, tais como leite, sucos, café ou refrigerantes, podem produzir interação química com o medicamento e alterar sua eficácia.

Ibuprofeno pode prevenir Alzheimer em alguns casos


Segundo um estudo publicado no 'Journal of Alzheimer's Disease', tomar ibuprofeno diariamente pode prevenir o Alzheimer. O medicamento seria capaz de diminuir a inflamação cerebral causada pelo acúmulo de proteínas beta-amiloide, um sinal precoce da patologia.

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas já se sabe que o acúmulo de placas das proteínas tau e beta-amiloide no cérebro desempenham um papel importante na formação do Alzheimer. De acordo com o estudo, o anti-inflamatório seria capaz de prevenir o desenvolvimento do Alzheimer em pessoas com altos níveis beta-amiloide peptídica 42 (Abeta 42).




Pesquisas anteriores sugerem que depósitos de Abeta 42 no cérebro causam uma inflamação, destruindo os neurônios e podendo levar à demência. Porém, a medida só seria eficaz nos casos de pacientes com maior acúmulo da substância, ou seja, com um risco aumentado de desenvolvimento da doença.

Um teste diagnóstico desenvolvido pela mesma equipe descobriu que pela saliva é possível identificar os altos níveis de Abeta 42 e indicar pessoas com maior risco de desenvolver Alzheimer.

"O que aprendemos com nossa pesquisa é que as pessoas que estão em risco de desenvolver Alzheimer exibem os mesmos níveis elevados de Abeta 42 que as pessoas que já a possuem. Além disso, elas exibem esses níveis elevados durante toda a vida e, teoricamente, poderiam ser testadas a qualquer momento", explica o neurocientista e CEO da Aurin Biotech, Patrick McGeer.

Fonte: Bayer Farmácia


Post Interativo: RDC 44/09 - Como proceder quando houver dúvida na prescrição?


Vamos avaliar os artigos 44 e 45 da Seção V - "Da Dispensação de Medicamentos" - presentes na RDC 44/09, a qual estabelece critérios para cumprimento de Boas Práticas Farmacêuticas.

Art. 44. O farmacêutico deverá avaliar as receitas observando os seguintes itens:

I - legibilidade e ausência de rasuras e emendas;
II - identificação do usuário;
III - identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e quantidade;
IV - modo de usar ou posologia;
V - duração do tratamento;
VI - local e data da emissão; e
VII - assinatura e identificação do prescritor com o número de registro no respectivo conselho profissional.




Parágrafo único. O prescritor deve ser contatado para esclarecer eventuais problemas ou dúvidas detectadas no momento da avaliação da receita.

Algumas redes de drogarias determinam que é uma atribuição do Farmacêutico entrar em contato com o prescritor para esclarecer possíveis dúvidas ao analisar a receita apresentada pelo paciente (geralmente para não perder uma venda).

Há profissionais que fazem isso de bom grado, interpretando como sua responsabilidade, e outros que consideram corresponder ao paciente o papel de entrar em contato com o prescritor para sanar dúvidas quanto à sua receita, para depois retornar à drogaria.

Como a interpreteação de leis não pode ser ignorada, verificamos que este parágrafo único da RDC não menciona a quem compete o papel de contatar o prescritor. É dito apenas que ele deve ser contatado, mas não que o Farmacêutico deve contatá-lo. Há uma conduta correta neste caso ou apenas interpretativa?




Ainda, para que fique claro que ninguém é obrigado a se esforçar para decifrar letras ilegíveis, temos o artigo 45, conforme segue:

Art. 45. Não podem ser dispensados medicamentos cujas receitas estiverem ilegíveis ou que possam induzir a erro ou confusão.

Qual a sua opinião a respeito do assunto abordado? Qual procedimento costuma adotar? Participe!

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