Fluoxetina x Oxicodona


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) utilizado no tratamento dos casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e outras patologias

Oxicodona é um analgésico opioide indicado no tratamento de dores moderadas a severas, quando é necessário a administração de um fármaco por período prolongado no alívio da dor.

INTERAÇÃO: O metabolismo da oxicodona ocorre de forma parcial pela isoenzima CYP2D6, a mesma que sofre inibição pela fluoxetina e demais ISRS. A bula relata não haver esclarecimento sobre o significado clínico de possíveis modificações na cinética da oxicodona, porém existe a importância quanto à ciência de uma possível interação medicamentosa na definição da conduta.

Losartana x Fluconazol


Losartana é um anti-hipertensivo que age como antagonista dos receptores de angiotensina II.

Fluconazol é um antifúngico triazólico cujo mecanismo de ação corresponde à inibição potente e específica da síntese fúngica de esteroides.

INTERAÇÃO: O uso concomitante destes fármacos pode produzir a redução da eficácia do anti-hipertensivo, devido à inibição de seu metabólito ativo ocasionada pelo antifúngico. O mesmo tipo de interação pode ocorrer se forem utilizados outros antagonistas de receptores de angiotensina II, recomendando-se o monitoramento da PA nos pacientes durante o tratamento.

Indometacina x Espironolactona


Indometacina é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que possui como mecanismo de ação a inibição de ciclo-oxigenase (COX), interferindo na biossíntese dos eicosanoides envolvidos em processos inflamatórios.

Espironolactona é um diurético poupador de potássio que tem como mecanismo de ação o antagonismo da aldosterona, resultando na excreção de sódio e água.

INTERAÇÃO: É possível que ocorra a redução do efeito diurético pretendido com o uso de espironolactona quando houver coadministração com indometacina. Deste modo, é importante observar o paciente com maior cuidado durante o tratamento a fim de garantir a eficácia da proposta terapêutica. Existe a mesma orientação quanto aos diuréticos de alça como a furosemida ou tiazídicos como a hidroclorotiazida.

Meloxicam x Hidroclorotiazida


Meloxicam é um AINE com atividade inibitória preferencial sobre a isoenzima COX-2, produzindo efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.

Hidroclorotiazida é um diurético representante do grupo dos tiazídicos, com atuação no túbulo distal. Reduz a reabsorção ativa de sódio e cloreto, ocasionando também a perda de potássio.

INTERAÇÃO: Em pacientes que apresentam quadro de desidratação, o tratamento com AINEs é associado ao risco de insuficiência renal aguda. É importante verificar-se a condição de hidratação do paciente e, caso necessário, monitorar a sua função renal quando houver o uso de anti-inflamatórios e diuréticos. Além da hidroclorotiazida, tanto a espironolactona quanto a furosemida poderão exigir o mesmo cuidado. 

Nimesulida x Atenolol


Nimesulida é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua por inibição preferencial da isoenzima COX-2, a qual é induzida durante o processo da inflamação. 

Atenolol é um antagonista dos receptores beta-1 adrenérgicos (betabloqueador seletivo) indicado no tratamento da hipertensão arterial, angina e arritmias.

INTERAÇÃO: A administração simultânea de nimesulida e atenolol pode reduzir a eficácia do segundo no que diz respeito à ação anti-hipertensiva. Este tipo de interação é comum quando são utilizados anti-inflamatórios em pacientes que seguem tratamento de hipertensão. A monitoração da PA pode ser útil a fim de verificar se há necessidade de ajustes na posologia.