Flunarizina x Carbamazepina


Flunarizina é um derivado da piperazina que atua efetuando o bloqueio seletivo dos canais lentos de cálcio. Está indicada no tratamento de vertigens, doenças cerebrovasculares crônicas, doenças vasculares periféricas e profilaxia da enxaqueca.

Carbamazepina é um anticonvulsivante utilizado no tratamento dos quadros de epilepsia, possuindo também outras indicações terapêuticas. Inibe a descarga neuronal repetitiva e reduz a propagação sináptica dos impulsos excitatórios.

INTERAÇÃO: A bula informa a possibilidade de aumento dos níveis séricos de carbamazepina quando associada à flunarizina, favorecendo a ocorrência de efeitos tóxicos associados ao anticonvulsivante. Além disso, a carbamazepina pode acelerar o metabolismo da flunarizina por indução enzimática e gerar a necessidade de ajuste posológico.

O monitoramento do paciente irá auxiliar a verificar a viabilidade dos fármacos associados em terapia, uma vez que ambos sofrem alterações na metabolização.

Hidrólise de Carboidratos


Os carboidratos podem ser classificados em quatro grupos, levando-se consideração a possibilidade de hidrólise. São eles:

1- Monossacarídeos: estes carboidratos não são hidrolizados em unidades menores e são açúcares simples. Podem receber subdivisão utilizando-se dois critérios: o número de carbonos (triose, tetrose, pentose, hexose) e o grupo funcional (aldose ou cetose), conforme apresentem aldeído ou cetona.

2- Dissacarídeos: são açúcares que, ao sofrerem hidrólise, irão fornecer duas moléculas de monossacarídeos, as quais poderão ser iguais ou diferentes uma da outra. Exemplos destes carboidratos são a sacarose e a maltose.

3- Oligossacarídeos: fornecem número de três a seis moléculas de monossacarídeos quando ocorre o processo de hidrólise. A dextrina de amido é um exemplo.

4- Polissacarídeos: estes açúcares são aqueles que irão liberar número superior a seis unidades de monossacarídeos ao sofrerem hidrólise. Como exemplo podemos citar o amido e glicogênio.

Ciclobenzaprina x Escopolamina


Ciclobenzaprina é um fármaco utilizado no tratamento de espasmos musculares associados a condições musculoesqueléticas agudas. Suprime o espasmo do músculo de origem local sem interferir em sua função, reduzindo a atividade motora tônica.

Escopolamina é um fármaco anticolinérgico que exerce atividade espasmolítica sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, geniturinário e vias biliares.

INTERAÇÃO: Se houver associação de ciclobenzaprina com algum medicamento que possua atividade anticolinérgica, tal como é o caso da escopolamina, é possível que o efeito do segundo fármaco seja potencializado e ocasione íleo paralítico, condição também conhecida por íleo adinâmico.

Nesta condição os movimentos peristálticos que impulsionam o bolo alimentar até o intestino grosso cessam temporariamente. O efeito clínico produzido pelo íleo paralítico é semelhante ao de uma obstrução intestinal mecânica. 

Insuficiência Renal Aguda (IRA)


A deterioração da função renal de forma rápida, com acúmulo de resíduos nitrogenados, define a condição de insuficiência renal aguda (IRA). A principal função afetada é a filtração glomerular e, além dos resíduos nitrogenados, há também outras anormalidades metabólicas que podem ser analisadas em laboratório.

A frequência de casos gira em torno de 4% a 5% nos pacientes internados e as causas para a ocorrência de IRA podem ser diversas. Algumas delas são: hipoperfusão renal, necrose tubular aguda, nefrite intersticial, obstrução por litíase e patologias vasculares renais.

Diante da suspeita de IRA, a determinação de níveis de ureia e creatinina são importantes, mas deve-se considerar que é possível ocorrer aumento da creatinina sem que exista alteração na filtração glomerular. Isso inclui o uso de alguns fármacos, tais como cimetidina, sulfametoxazol ou metildopa, além de condições como a hiperglicemia ou hemólise.

A conduta para o tratamento inclui a restrição hídrica, controle dos níveis de potássio ou magnésio, redução na ingestão de carboidratos, restrição proteica, controle dos desequilíbrios hidroeletrolíticos existentes e prevenção de complicações, tais como hemorragia digestiva ou infecções.

Montelucaste x Fenobarbital


Montelucaste é um inibidor das funções fisiológicas dos leucotrienos cisteínicos, que são produtos do ácido araquidônico e potentes eicosanoides inflamatórios liberados de células como os mastócitos e eosinófilos.

Fenobarbital é um barbitúrico com ação anticonvulsivante e sedativa que exerce seu efeito através da ativação dos receptores GABA, facilitando a abertura dos canais de cloreto.

INTERAÇÃO: A bula informa que, ao se administrar fenobarbital concomitantemente ao montelucaste, a concentração plasmática do segundo foi reduzida em aproximadamente 40%. Apesar deste dado avaliado em estudo, não há orientação para o ajuste posológico no tratamento com montelucaste.

O monitoramento da resposta terapêutica apresentada pelo paciente é importante a fim de que se possa obter parâmetros quanto à eficácia do tratamento diante da associação dos fármacos apresentados.