Desabastecimento temporário de Aldactone®

 
O grupo Pfizer/Wyeth informa, por meio de comunicado em seu site, que o medicamento Aldactone® (espironolactona), em todas as apresentações, passará por um desabastecimento temporário, devido ao atraso no fornecimento do princípio ativo por parte do fabricante.

A previsão de normalização do abastecimento é maio de 2021. Até que isso ocorra, a empresa orienta que os pacientes conversem com seu médico para que a melhor conduta seja verificada.

Fonte: pfizer.com.br

Descontinuação de medicamentos Sanofi Medley

A Sanofi Medley informa, por meio de comunicado em seu site (Agosto/2020), que notificou à Anvisa a descontinuação definitiva de fabricação dos medicamentos abaixo:

Desonol® loção tópica 0,05% 60g (desonida)

cefadroxila 500mG c/8, c/16 e c/ 48 cápsulas 

cefadroxila 500 mG/5mL e 250mG/5mL - pó para suspensão oral - frasco com 100 mL 

loratadina 1 mG/mL xarope – frasco com 100 mL 

loratadina + sulfato de pseudoefedrina 1 mG/mL + 12 mG/mL xarope - frasco com 60 mL 

valsartana 80mG c/30 e c/60, 160mG c/30 e c/60, 320mG c/30 e c/60 comprimidos revestidos

A empresa salienta que há alternativas terapêuticas disponíveis e recomenda aos pacientes que procurem o médico para orientação de tratamento.

Fonte: sanofi.com.br


Cientistas criam receptor celular que impede infecção por Sars-CoV-2


Para invadir o corpo do hospedeiro, o Sars-CoV-2 conecta sua proteína spike (de pico) ao receptor ACE2 da célula humana. Este processo pode ser impedido com a ajuda de anticorpos especializados em neutralizar a proteína — mas nem sempre essa técnica funciona.

Isso porque a proteína spike pode sofrer mutações que impedem os anticorpos de identificá-la e neutralizá-la, facilitando, portanto, a infecção pelo novo coronavírus. Pensando nisso, uma equipe de cientistas de diversas instituições de pesquisa norte-americanas resolveu explorar uma versão "solúvel" do ACE2.

Como o grupo explica em artigo publicado nesta terça-feira (4), na revista Science, a ideia era criar uma versão do ACE2 que pudesse neutralizar diversos tipos diferentes de proteínas spike. Para isso, eles criaram uma biblioteca contendo todas as possíveis variações de espícula e, então, desenvolveram uma versão solúvel do receptor celular, apelidada de sACE2.v2.4.

Segundo os cientistas, os testes realizados com a partícula tiveram resultados interessantes: ela foi capaz de neutralizar tanto o Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, quanto o Sars-CoV-1, vírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars). "É possível que o receptor neutralize diversos [tipos de] coronavírus que usam o ACE2 e ainda não atingiram os seres humanos", afirmam os pesquisadores, em comunicado.

Fonte: revistagalileu.globo.com

RDC 405/2020 - Controle de medicamentos durante pandemia


A Anvisa publicou, no Diário Oficial da União (D.O.U.) do dia 23/07, a RDC 405/2020, que estabelece regras de controle específicas para a prescrição, a dispensação e a escrituração de quatro fármacos: cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina. De acordo com a Agência, essa lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário.

O objetivo da norma é coibir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção humana pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da Covid-19.

A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já possuem indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os fármacos elencados na Resolução são usados no combate e controle de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida); e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina).

Confira o documento oficial aqui: RDC 405/2020

Fonte: guiadafarmacia.com.br

Riscos e benefícios do ácido acetilsalicílico tomado preventivamente


Tomar pequenas doses de aspirina preventivamente reduz o risco de doença cardiovascular, mas aumenta muito mais significativamente o risco de sangramento. Esta é a palavra mais recente da ciência sobre o assunto, de acordo com uma revisão sistemática da literatura médica publicada no British Journal of Clinical Pharmacology.

Nicola Veronese e um time de várias instituições europeias conduziram a revisão porque o equilíbrio geral entre riscos e benefícios de tomar aspirina é um dos assuntos mais controversos da medicina atualmente. A equipe reuniu informações de análises de todos os estudos observacionais relevantes e ensaios clínicos randomizados feitos no passado recente.

O uso de aspirina em baixa dose por pessoas sem doença cardiovascular mostrou-se associado a uma incidência 17% menor de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos não fatais, derrames não fatais ou mortes relacionadas a doenças cardiovasculares.

Por outro lado, o uso preventivo de aspirina em baixa dose também foi associado a um risco 47% maior de sangramento gastrointestinal e um risco 34% maior de sangramento intracraniano.

"Esses riscos e benefícios precisam ser ponderados em análises formais de decisão para orientar o uso de aspirina na prevenção primária," ponderou o professor Lee Smith, da Universidade Anglia Ruskin (Reino Unido).

Fonte: diariodasaude.com.br


Desabastecimento temporário de valsartana


A Sanofi informa em seu site que protocolou perante a ANVISA a descontinuação temporária de fabricação do medicamento valsartana 80mg, 160mg e 320mg - comprimidos revestidos.

A empresa ressalta que existem alternativas terapêuticas disponíveis, porém recomenda aos pacientes que procurem o seu médico para orientações sobre o tratamento. Para mais informações, o Serviço de Atendimento ao Consumidor é disponibilizado.

Fonte: sanofi.com.br


Obesidade pode ganhar nova opção de tratamento


Pesquisadores portugueses descobriram uma nova anfetamina capaz de auxiliar na perda de peso sem apresentar os efeitos colaterais indesejáveis de outros tratamentos já existentes. Historicamente, medicamentos semelhantes a anfetaminas  têm sido alguns dos medicamentos antiobesidade mais receitados em todo o mundo, atuando no cérebro para suprimir o apetite.

Contudo, além de criarem dependência, eles ainda podem ter efeitos secundários perigosos, como aumento da frequência cardíaca, hipertensão ou hipertermia.

Agora, a equipe da professora Ana Domingos, do Instituto Gulbenkian de Ciência, modificaram a anfetamina para que ela não entre no cérebro, evitando assim a manifestação dos conhecidos efeitos secundários. O que a equipe descobriu é que os efeitos cardíacos das anfetaminas têm origem no cérebro, e não diretamente no coração.

"Sempre se pensou que os efeitos nocivos da anfetamina no sistema cardiovascular eram resultado de uma estimulação direta dos próprios nervos simpáticos cardíacos, e não de uma ação central no cérebro, onde sabemos que ela atua, por exemplo, para suprimir o apetite, apesar da falta de evidências experimentais que favoreçam um mecanismo em detrimento do outro," comentou Ana.

Para testar sua hipótese de que os efeitos cardíacos das anfetaminas poderiam ter origem cefálica, a equipe desenvolveu um fármaco similar mas que não atravessa a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro. Trata-se de uma anfetamina peguilada, batizada de PEGyAMPH.

Os experimentos em animais comprovaram que a PEGyAMPH não chega ao cérebro, mas retém a capacidade de facilitar a ativação de neurônios simpáticos e aumentar a estimulação simpática dos tecidos adiposos (a gordura), protegendo as cobaias contra a obesidade. E ela faz isso sem gerar efeitos comportamentais, tais como a diminuição do apetite e o aumento da atividade locomotora.

Assim, a PEGyAMPH reduz a obesidade com um efeito comparável ao da anfetamina, mas por um mecanismo distinto - que ainda terá que ser descrito detalhadamente -, em que não apresenta efeitos relacionados com a ação cerebral do fármaco original, mas aumenta o gasto energético corporal. Em outras palavras, a nova droga não apresenta o risco de dependência química.

Os pesquisadores já estão trabalhando no sentido de licenciar esta tecnologia, já patenteada, a parceiros industriais, para que a descoberta chegue às farmácias.

Fonte: diariodasaude.com.br


Covid-19 agride todo o sistema nervoso


Uma revisão de todos os sintomas neurológicos de pacientes com covid-19 publicados na literatura científica revelou que - embora não para todos os pacientes - a doença representa uma ameaça para todo o sistema nervoso.

Cerca de metade dos pacientes hospitalizados por covid-19 apresentam manifestações neurológicas, que incluem, de modo não cumulativo, dor de cabeça, tontura, diminuição do estado de alerta, dificuldade de concentração, distúrbios do olfato e do paladar, convulsões, derrames, fraqueza e dor muscular.

"É importante que o público em geral e os médicos estejam cientes disso, porque uma infecção por SARS-COV-2 pode apresentar sintomas neurológicos inicialmente, antes que ocorram febre, tosse ou problemas respiratórios," disse o Dr. Igor Koralnik, da Universidade Northwestern (EUA).

A revisão descreve as diferentes condições neurológicas que podem ocorrer em pacientes com covid-19 e como diagnosticá-las, bem como possíveis mecanismos patogênicos. "Esse entendimento é fundamental para direcionar o manejo clínico e o tratamento clínico apropriados," afirmou Koralnik.

A literatura científica já documentou casos em que a covid-19 afeta as mais diversas partes do sistema nervoso, incluindo o cérebro, medula espinhal e nervos, bem como os músculos. Como esta doença pode afetar múltiplos órgãos (pulmão, rim, coração), o cérebro também pode sofrer de falta de oxigenação ou distúrbios da coagulação que podem levar a derrames isquêmicos ou hemorrágicos.

Além disso, o vírus pode causar infecção direta no cérebro e nas meninges. Finalmente, a reação do sistema imunológico à infecção pode causar inflamação, que pode danificar o cérebro e os nervos.

Como o conhecimento a longo prazo das manifestações neurológicas da covid-19 é limitado, eles irão acompanhar alguns desses pacientes para determinar se os problemas neurológicos são temporários ou permanentes.

Fonte: diariodasaude.com.br
Artigo: Covid-19 - a global threat to the nervous system.


Os artigos mais populares