Sífilis resistente a antibióticos


Médicos alertam que a sífilis pode se tornar impossível de tratar com antibióticos devido a uma nova cepa resistente aos medicamentos. “Cepa” refere-se a descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas decorrentes de mutações significativas.




A sífilis já foi a causa de morte de muitas pessoas no passado, mas a grande maioria dos casos de sífilis hoje são curáveis com injeções de penicilina. No entanto, um novo estudo revelou uma agressiva cepa que é mais generalizada do que se pensava anteriormente.

Existem dois tipos comuns de sífilis: Nichols e Street Strain 14 (SS14). Em uma análise de amostras de sífilis, pesquisadores da Universidade de Zurique, Suíça, encontraram que o mais comum é SS14-Ω, um subconjunto de SS14. Preocupantemente, 90% das amostras de SS14-Ω que foram analisadas eram resistentes aos antibióticos.




Embora os cientistas ainda não tenham detectado quaisquer cepas resistentes à penicilina, a descoberta é um sinal preocupante de que a doença está se adaptando à medicina moderna. Os casos da infecção bacteriana crônica aumentaram em 71% na Inglaterra desde 2011, segundo os últimos dados.

Os casos de sífilis também são cada vez mais comuns nos EUA. Infecções subiram 15% entre 2013 e 14 e outros 19% de 2014 a 2015, de acordo com dados do Centro de Controle de Prevenção de Doenças.

Fonte: jornalciencia.com

Farmacêutico na estética não pode, mas farmacêutico gerente pode?


O farmacêutico é aquele profissional que, em sua graduação, estudou assuntos como farmacologia, patologia, imunologia, toxicologia, fisiologia, etc., além de contar com as mais diversas possibilidades de especialização. O farmacêutico capacitou-se, portanto, para aplicar devidamente conhecimentos técnicos adquiridos.

No entanto, o farmacêutico é também o profissional que, na hora de colocar em prática o seu ofício, pouco tem a oportunidade de exercer justamente todos estes conhecimentos técnicos adquiridos no decorrer de sua formação. Por que?




Cada vez mais vemos as redes de drogarias colocando o farmacêutico na posição de um comerciante, atrás de um balcão imprimindo ofertas para o cliente e informando o preço de cada produto durante todo o expediente, verificando no que é possível ou não fazer o desconto.

As mesmas redes, inclusive, incentivam seus farmacêuticos a se tornarem gerentes, quando exercerão quase que exclusivamente atribuições administrativas ao cuidarem da equipe de uma loja e tudo o que diz respeito ao seu funcionamento.

Por outro lado, vemos farmacêuticos com excelente capacitação técnica privados do exercício de seu conhecimento, tal como acaba de ocorrer com a recente nulidade da Resolução 573/2013 do CFF (dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética) por parte da Justiça Federal.




Sabemos que o CFF irá recorrer à decisão e que a coisa não acaba por aí, mas até o momento esta é considerada uma vitória dos médicos e uma derrota dos farmacêuticos. Por que?

Por que cada vez mais existe a impressão de que o farmacêutico é colocado em posições mais operacionais do que técnicas? Ninguém está interessado em impedir que o farmacêutico exerça função gerencial, mas impede-se que este profissional realize procedimentos estéticos, mesmo sendo capacitado e habilitado para tal ofício. Por que?

Quem é profissional de farmácia, como pode ver, ainda precisará usar muitas vezes um "por que?" pelo meio do caminho em sua trajetória, a qual deve ser trilhada considerando continuamente a busca por melhorias salariais e de condições de trabalho. Nunca podemos esquecer que somos profissionais de saúde e que juntos seremos mais fortes.

Por que a loratadina não causa sonolência?


A loratadina é um anti-histamínico incluído no grupo dos agentes de segunda geração desta classe terapêutica. As caraterísticas deste fármaco, e também dos demais anti-histamínicos de segunda geração (ex: fexofenadina) são a elevada potência, longa duração de ação, baixa passagem pela barreira hematoencefálica e alta afinidade aos receptores H1.




Estas são características que fazem da loratadina um fármaco interessante para o tratamento da rinite alérgica por facilitar a adesão ao tratamento, afinal é necessário apenas uma dose diária e, claro, há o próprio fato de não produzir sonolência. Caso este efeito ocorra, será em intensidade muito menor quando comparada à que é produzida por anti-histamínicos de primeira geração (ex: dexclorfeniramina, hidroxizina e prometazina).

O motivo para que não ocorra sonolência está atribuído à baixa passagem do fármaco pela barreira hematoencefálica, produzindo, assim, pouco ou nenhum bloqueio nos receptores centrais de histamina.




Este neurotransmissor (histamina) promove a vigília no sistema nervoso central e, por isso, aqueles fármacos que atravessam a barreira hematoencefálica, produzindo efeitos centrais, causam sonolência; eles reduzem a ação histaminérgica central de promoção do estado de vigília. Não é o caso da loratadina e de outros anti-histamínicos de segunda geração.

Fonte: sbai.org.br

Quando a coisa passa dos limites


Scott Purdy, 23 anos, se descrevia como heterossexual até iniciar um tratamento com pregabalina. A partir daí, segundo ele, surgiram novos interesses e seu relacionamento com a então namorada foi prejudicado.

Ele afirma que o medicamento o fez perder completamente a atenção por mulheres, passando a sentir atração por homens. O que Scott experimentou, entretanto, foi apenas uma diminuição da libido (como efeito colateral possível descrito em bula), associada ao medicamento, o qual não poderia torná-lo homossexual, contrariando suas alegações.




Um representante da Pfizer, fabricante do medicamento de referência que contém a substância pregabalina (Lyrica®), se pronunciou sobre o fato: “A eficácia clínica desde medicamento foi demonstrada em um grande número de ensaios clínicos robustos entre milhares de pacientes. Até o momento, a exposição mundial à pregabalina é estimada em 34 milhões de pacientes por ano”.

O Dr. Ranj Singh, em participação em um programa de TV e abordado sobre o caso, foi categórico ao afirmar que o medicamento não fez o paciente mudar sua condição sexual, pode apenas tê-lo ajudado a assumir uma condição pré-existente (ele poderia apresentar este comportamento e precisava se apoiar em algo que o ajudasse a assumi-lo).




É importante que tenhamos consciência quanto ao uso de medicamentos, esclarecendo possíveis dúvidas com o prescritor ou com o farmacêutico. Isso nos permitirá agir adequadamente diante de um tratamento que precisemos realizar sem atribuir ao medicamento alguma condição que seja alheia ao produto, exatamente para não transgredirmos os limites da sensatez.

Não podemos ser irresponsáveis e causar preocupações indevidas em outras pessoas que venham a precisar do mesmo tratamento.

A quem desejar ler a matéria completa, segue link: Homem hétero afirma que se tornou gay após tomar analgésicos

Açúcar refinado pode ser responsável por depressão em mulheres


Um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition observou que o consumo de açúcar refinado pode aumentar o risco de depressão entre as mulheres.

Os dados incluíam informações sobre diagnóstico prévio de depressão, tipos de carboidratos consumidos e índice glicêmico.




Foi descoberta uma relação proporcional entre o consumo de açúcares refinados e desenvolvimento de depressão em mulheres. Em contrapartida, aquelas que mantinham em sua dieta as fibras, grãos integrais, vegetais e frutas corriam menor risco.

A resposta hormonal às alterações glicêmicas produzidas por carboidratos refinados é responsável pela manifestação de sintomas associados à depressão, tais como fadiga e alterações de humor, segundo o estudo.

Fonte: Veja

Justiça proíbe farmacêuticos de atuarem na saúde estética


Nesta sexta-feira (20/4), a Justiça Federal decretou a nulidade da Resolução 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no exercício da saúde estética e da responsabilidade técnica por estabelecimentos que executam atividades afins.

A decisão foi considerada uma vitória dos médicos em defesa da exclusividade das atividades previstas na Lei do Ato Médico. Em contrapartida, representa uma derrota momentânea à classe farmacêutica, com profissionais devidamente habilitados ao exercício das atribuições em questão.




Vamos acompanhar se a situação permanecerá assim ou se o CFF conseguirá recorrer à decisão judicial, a fim de que seus profissionais continuem a contar com este campo de atuação.

A quem quiser conferir o texto da Resolução que reconhece a saúde estética como área de atuação do farmacêutico, segue link com acesso ao documento: Resolução 573/2013

DST pouco conhecida pode agir de forma silenciosa e causar infertilidade


O International Journal of Epidemiology publicou estudo que demonstra infecção por Mycoplasma genitalium por meio de contato sexual. Esta bactéria vive nas células epiteliais do trato genital e é considerado o organismo com menor genoma existente.




A presença da bactéria é tida como uma das principais causas de infecção urinária em homens e vaginose bacteriana em mulheres. O problema associado à falta de tratamento contra a infecção produzida por esta bactéria consiste no risco de infertilidade.

A infecção costuma ser assintomática e, por isso, muitos a desconhecem. No entanto, estima-se que 1% da população do Reino Unido esteja infectada (é muita gente!). Como já era de se esperar, indivíduos com mais de um parceiro sexual, ou que não utilizam preservativo, são os mais sujeitos ao problema. A maior prevalência está na faixa etária dos 25 aos 44 anos.




O principal autor do estudo, Dr. Pam Sonnenberg, reconhece que há necessidade de mais pesquisas para se compreender como tratar adequadamente a infecção. Do mesmo modo, novos estudos permitirão conhecer as consequências em longo prazo, além das que já são conhecidas.

Fonte: dailymail.co.uk

Artrose pode ser causada por alimentação gordurosa


Segundo estudo publicado na revista JCI Insight, a proliferação de bactérias nocivas causada pela alimentação gordurosa pode ser fator-chave no desenvolvimento da osteoartrite.

Também conhecida como artrose, a doença causa inflamação e degeneração das cartilagens do corpo — principalmente no joelho, nas mãos, no quadril e na coluna —, trazendo dores e dificuldade de movimento.




A obesidade é um dos principais fatores de risco, mas outra condição que provocaria o problema seria a presença de algumas bactérias na flora intestinal, segundo pesquisadores americanos.

A relação foi detectada em ratos obesos, que apresentaram maior quantidade de microrganismos nocivos no intestino e desenvolveram a osteoartrite nos joelhos.




A hipótese é de que essas bactérias interferem no sistema imunológico e causam inflamação pelo corpo, incluindo a doença nas articulações. Na segunda etapa do experimento, as cobaias obesas e com osteoartrite receberam um tratamento para regular a microbiota e suas articulações voltaram ao mesmo estado do de roedores magros.

Fonte: Correio Braziliense

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