Imunoglobulina G


A imunoglobulina G, ou IgG, é um anticorpo pertencente à categoria das gamaglobulinas. Presentes essencialmente no soro e no líquido intersticial, as imunoglobulinas G representam perto de 80% dos anticorpos que circulam no corpo humano.

Fornece proteção contra vírus, bactérias e toxinas e é a única imunoglobulina que atravessa a placenta. A IgG é particularmente importante na resposta secundária do sistema imunológico. Quando o sistema imunológico é exposto a um antígeno pela primeira vez, inicia-se a resposta primária com elevação de IgM e, logo em seguida, de IgG.

A IgG retém a memória do antígeno, de forma que nas próximas vezes em que o sistema imunológico tomar contato com este antígeno, a resposta será imediata.




Valores aumentados nos seguintes casos: Mieloma; Doenças infecciosas; Doença hepática; Linfomas; Esclerose múltipla; Neurosífilis; Doença parasitária; Febre reumática; Artrite reumatóide; Sarcoidose; Síndrome de Sjögren; Desnutrição grave; Lúpus eritematoso sistêmico; Uso de medicamentos: carbamazepina, clorpromazina, fenitoína, ácido valpróico e outros.

Valores diminuídos nos seguintes casos: Agamaglobulinemia; AIDS; Infecções bacterianas; Deficiência imunológica humoral; Leucemia; Aplasia linfoide; Pré-eclampsia.

Fonte: medicamentosesaude.com

Eficácia do formoterol na reversão imediata do broncoespasmo


Os b2-agonistas inalatórios desempenham um papel importante no tratamento da asma, devido ao seu excelente efeito broncodilatador. Os b2-agonistas de curta ação, salbutamol e fenoterol, são habitualmente empregados na reversão das crises agudas de broncoespasmo. Já os broncodilatadores formoterol e salmeterol têm um efeito broncodilatador prolongado, sendo classificados como b2-agonistas de longa ação.

Um estudo demonstrou que o formoterol liberado através de inalador de pó seco apresenta um rápido início de ação broncodilatadora, comparável à do fenoterol spray. O grau de broncodilatação alcançado por pacientes submetidos a broncoespasmo induzido por metacolina foi praticamente idêntico comparando-se a administração de formoterol por inalador de pó seco com a de fenoterol por nebulímetro pressurizado.

Na literatura internacional encontram-se poucos trabalhos comparando o efeito do formoterol na reversão imediata do broncoespasmo em relação aos b2-agonistas de curta ação. O presente estudo é um dos poucos a utilizar o fenoterol em comparação ao formoterol, além de apresentar uma amostragem de pacientes maior em relação aos estudos anteriores.




Dentre os b2-agonistas de longa ação, o formoterol é o que apresenta início de ação mais rápido. Os resultados obtidos neste estudo estão de acordo com as conclusões encontradas na literatura.

Alguns autores, em estudo randomizado com dezesseis pacientes asmáticos, compararam a velocidade e o grau de broncodilatação obtidos com o uso de 12ug e 24ug de formoterol liberado por inalador de pó seco com 400ug de salbutamol liberado por nebulímetro pressurizado após broncoespasmo induzido por metacolina, e não encontraram diferença significativa entre os grupos

O efeito broncodilatador imediato do formoterol também está associado à escolha do dispositivo inalatório empregado para sua administração. O inalador para pó seco apresenta deposição pulmonar superior à do spray, o que está associado a maior eficácia do produto.

A facilidade na administração do formoterol, através de um inalador de pó seco (aerolizer), permite sua utilização tanto por crianças quanto por idosos que possuam dificuldades nas manobras exigidas para o uso do nebulímetro pressurizado, o que resulta em maior aderência ao tratamento.

Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia

94% da população pode estar infectada pelo vírus causador de Herpes-Zoster


A herpes-zoster, também conhecida como cobreiro, é uma doença infecciosa que aparece quando o vírus varicela-zoster, o mesmo causador da catapora, é reativado no organismo. A condição é caracterizada por bolhas cheias de líquido na pele que podem surgir em diversas partes do corpo, unilateralmente, ou seja, em apenas uma faixa de um dos lados do corpo.

Em uma entrevista para a reportagem da rede BBC, Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, afirma que a população brasileira é muito exposta ao varicela-zóster e que 94% está infectada com o vírus, mesmo sem saber.

Geralmente adquirido na infância - momento em que a maioria dos brasileiros manifesta as feridas clássicas e a coceira da catapora -, ele pode ficar anos dormente no organismo e "acordar" a qualquer fase da vida. Quando desperta, o vírus faz surgir dolorosas bolhas pelo corpo.




"O vírus fica alojado em gânglios nas regiões do tórax ou do abdômen e um dia, por causa da queda da imunidade ou porque a pessoa está mais velha, ele aparece como herpes-zoster", explica a médica.

De modo geral, a lesão cutânea gerada pela doença regride sozinha, mesmo sem tratamento, entre 7 e 10 dias, mas o tratamento completo é importante para evitar complicações.

Quem sofre de baixa imunidade grave pode precisar fazer uso de antivirais aplicados diretamente nos vasos, mas na maioria dos casos o tratamento é feito com associação de medicamentos tópicos e orais.

Fonte: vix.com

Greve faz com que hospitais já registrem falta de medicamentos e pode haver risco aos pacientes


Com a greve dos caminhoneiros completando seu quarto dia, alguns dos principais hospitais privados do País já começam a registrar falta de medicamentos e insumos necessários para o atendimento a pacientes.

Nesta quinta-feira (24), três entidades que representam o setor emitiram comunicados alertando para o risco da situação e pedindo aos grevistas que liberem da paralisação caminhões que transportam medicamentos e oxigênio.

A Confederação Nacional de Saúde (CNS) informou, em nota, que estabelecimentos de saúde já sofrem "falta de gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros produtos vitais para a manutenção dos serviços, bem como para a segurança dos pacientes".




A entidade diz que "não se opõe a nenhuma manifestação", mas apelou aos manifestantes que liberem os veículos que transportam materiais médicos para que a reivindicação da categoria "não coloque em risco a saúde do cidadão".

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que representa 24 centros de saúde de referência no País, como os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, solicitou às lideranças do movimento grevista que cargas de gases medicinais, como oxigênio, medicamentos e outros insumos "sejam liberados do embargo estabelecido".

Alguns dos hospitais associados já detectam "queda substancial dos estoques e iminente falta de insumos nas instituições de saúde", situação que pode ameaçar o bem-estar e a vida dos pacientes atendidos.

Fonte: noticias.uol.com.br

Farmácia Popular discute inclusão do enfermeiro como prescritor


O Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou ao Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS), nesta quarta-feira (24/5), proposta para a inclusão dos enfermeiros como prescritores do Programa Farmácia Popular.

A Anvisa reconhece a atribuição do enfermeiro sobre a prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde, conforme a Lei 7498/86. A prescrição também está referendada por portarias do Ministério da Saúde, e é uma realidade consolidada na atenção básica.

“A proposta busca resolver um impasse. A legislação permite a prescrição de medicamentos por enfermeiros, mas a prescrição não é aceita na Farmácia Popular, que distribui remédios gratuitamente ou com redução de até 90% no preço de mercado, dificultando o acesso”, explica a enfermeira Carmen Lupi, integrante do GT. As prescrições são aceitas somente farmácias que integram a rede de atenção básica do município.




Carmen Lupi, Cleide Mazuela e Rachel Diniz participaram da reunião com a responsável pelo Farmácia Popular, Cleonice Gama, e equipe técnica do DAF. A reunião acordou a entrega de documentação do Ministério da Saúde, embasando a prescrição do enfermeiro, e pelo desenvolvimento de trabalho conjunto para elencar, dentre os enfermeiros inscritos, aqueles que são lotados na Atenção Básica e que são prescritores.

O curioso é ler que o "Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) apresentou ao Departamento de Assistência FARMACÊUTICA do Ministério da Saúde..." Ponto para o Cofen, mas... alô, CFF??? O farmacêutico é aquele só para ficar atrás do balcão vendo a cara feia do cliente enquanto o sistema trava? Há algo a se melhorar aí...

Fonte: cofen.gov.br

Agora é definitivo: não haverá mais Olcadil®


O medicamento Olcadil® (cloxazolam), em suas diferentes apresentações de dosagem, deixou de ser encontrado nas drogarias e o fato já havia sido noticiado por este blog.

O motivo consistiu na dificuldade para aquisição do princípio ativo, aliás, razão pela qual tampouco se conseguia o medicamento genérico. A Novartis, fabricante do produto, até então não tinha uma posição quanto à possibilidade do reabastecimento no mercado, mas agora uma decisão foi tomada e comunicada.

Em notificado disponibilizado pela empresa, é mencionada a dificuldade para que um novo fornecedor do princípio ativo pudesse atestar a manutenção da qualidade, segurança e eficácia do produto. Deste modo, sem opção para que o registro do medicamento fosse mantido, a empresa decidiu pela descontinuação definitiva.




A Novartis ainda ressalta que não há qualquer relação com a segurança ou a qualidade do medicamento já disponibilizado no mercado. Vale divulgar a informação a afim de que pacientes e médicos que ainda contavam com a possibilidade de conseguir o medicamento agora possam encontrar a melhor alternativa terapêutica.

Fonte: novartis.com.br

Receptores colinérgicos muscarínicos e nicotínicos


Receptores nicotínicos: são canais iônicos controlados por ligantes pelo mecanismo de portões e sua ativação leva a um rápido aumento na permeabilidade celular ao Na+ e K+, despolarização e excitação (abertura rápida do canal iônico). Os receptores nicotínicos são proteínas pentaméricas compostas por, no mínimo, duas subunidades distintas (α e β).

Nos humanos, oito variantes de subunidade α foram observadas e três subunidades β. Cada subunidade contém múltiplos domínios transmembrana e as subunidades individuais circundam um canal interno. Estes receptores são encontrados na periferia e na junção neuromuscular e na sinapse ganglionar, e também no cérebro, local onde a ACh é um neurotransmissor.




Receptores muscarínicos: estes são metabotrópicos e encontram-se associados a uma proteína G. Cinco subtipos de receptores muscarínicos foram detectados por clonagem molecular. Todavia, os receptores definidos farmacologicamente através da ação de antagonistas são três apenas (M1, M2 e M3).

Os receptores M1 são encontrados nos gânglios autônomos, em neurônios do sistema nervoso central e nas células parietais gástricas e aparentemente medeiam os efeitos excitatórios da ACh. Esta excitação é gerada por redução na condutância ao K+ e pela inibição dos canais de cálcio. Os receptores M2 e M3 localizam-se nas glândulas secretoras, músculo liso e no sistema nervoso central. Relacionam-se com os efeitos excitatórios da ACh.

Fonte: InfoEscola

Reativação de Apidra® (insulina glulisina)


A empresa Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que notificou à Anvisa a reativação da fabricação do medicamento Apidra® (insulina glulisina).

De acordo com a Sanofi, o procedimento foi realizado em 25 de abril de 2018 e, desde então, o mercado não está mais desabastecido do referido produto.

Fonte: sanofi.com.br


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