Reativação de Apidra® (insulina glulisina)


A empresa Sanofi disponibiliza comunicado em seu site informando que notificou à Anvisa a reativação da fabricação do medicamento Apidra® (insulina glulisina).

De acordo com a Sanofi, o procedimento foi realizado em 25 de abril de 2018 e, desde então, o mercado não está mais desabastecido do referido produto.

Fonte: sanofi.com.br


Excesso de limpeza pode ser causa de leucemia infantil


Cerca de 13 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes ocorreram no Brasil em 2017. Dentre vários tipos, o de maior incidência é a leucemia, correspondendo a 30% dos casos.

O porquê e como seres humanos tão novinhos desenvolvem essa doença gera controvérsias há décadas — possíveis causas ambientais, como radiações ionizantes, ondas eletromagnéticas ou até mesmo produtos químicos nunca apresentaram evidências concretas para serem aceitas.

Um ambiente limpo é importante, mas o “isolamento” infantil, numa tentativa de proteção, é prejudicial: segundo Mel Greaves, autor do estudo e cientista do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, o sistema imunológico se torna mais suscetível ao câncer se não tiver um contato razoável com micróbios no início da vida.




Apesar de ser uma descoberta inusitada, a conclusão do estudo também é animadora: até certo ponto, dá para diminuir as chances de câncer infantil.

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é responsável por 75% dos casos de leucemia infantil, e, felizmente, 90% das crianças que fazem um tratamento adequado se curam. Esse câncer no sangue ocorre quando linfócitos em formação na medula óssea sofrem alterações e se multiplicam de forma desordenada.

Fonte: Super Interessante

Alerta para uso indevido de melatonina


A melatonina é uma substância conhecida principalmente por sua função de regulação do sono e do sistema imunológico. No ano passado, a substância ganhou destaque por ser encontrada em farmácias de manipulação, apesar de não ser considerada oficialmente como medicamento.

Para o professor de fisiologia José Cipolla Neto, o fato de as pessoas consumirem a substância sem prescrição médica é preocupante. “Nos EUA há muitas pessoas fazendo uso indiscriminado, o que é uma tragédia, e nós estamos indo para o mesmo caminho por aqui“.

Entre os riscos causados pela melatonina está o de desenvolvimento de diabetes. Segundo Cipolla Neto, a quantidade de melatonina administrada deve ser moderada durante a noite (período de sono), caso contrário poderá causar resistência insulínica durante a manhã e provocar a doença.




Uma das indicações comuns da melatonina é a de reposição em idosos. O envelhecimento reduz naturalmente a produção da substância e, nesses casos, é recomendada a sua reposição. "Após certa idade, a glândula pineal reduz a produção de melatonina, às vezes até em 20%", afirma o médico.

No entanto, pessoas jovens vêm usando o medicamento cada vez mais cedo, em parte para combater a insônia crescente, exacerbada pela exposição prolongada a equipamentos eletrônicos. "A produção normal de melatonina só existe em condição de noite sem iluminação artificial", explica.

Fonte: Saúde Curiosa

Novo tratamento contra enxaqueca é aprovado nos EUA


Um novo passo para o tratamento de pessoas que sofrem com enxaqueca foi dado este mês, com a aprovação, nos Estados Unidos, do primeiro medicamento destinado a prevenir a forma mais grave dessas dores.

A confirmação é da própria agência regulatória FDA (Food and Drug Administration). Fabricada pela Amgen e pela Novartis, o Aimovig (erenumab-aooe) é aplicado uma vez ao mês por meio de um dispositivo semelhante ao de uma caneta de insulina.

Com indicação apenas para pacientes adultos, o fármaco bloqueia um fragmento de proteína, CGRP, que está relacionada ao gene da calcitonina, uma molécula envolvida nos ataques e na permanência da enxaqueca no paciente.




Para o vice-diretor da Divisão de Produtos de Neurologia do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA, Eric Bastings, o Aimovig é uma nova e promissora opção para reduzir o número de dias com enxaqueca. Por enquanto não há previsão para aprovação de uso no Brasil.

Fonte: Correio Braziliense

Descontinuação de Perlutan®


A Boehringer Ingelheim do Brasil disponibilizou comunicado em seu site informando a descontinuação temporária de importação do medicamento Perlutan® (algestona acetofenida + enantato de estradiol).

A ocorrência está baseada em alterações no processo de fabricação do produto, o que causará desabastecimento no mercado nacional.

A empresa esclarece que alternativas terapêuticas devem ser discutidas com o prescritor, portanto é importante que as pacientes procurem seus médicos antes de adotarem outro procedimento.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


Síndrome do Segredo - condição desenvolvida por quem sofre abuso sexual


Vítimas de abusos sexuais que não conseguem falar sobre o que passaram fazem parte de uma enorme quantidade de pacientes em consultórios psicológicos e psiquiátricos. E um grupo desses profissionais de saúde dá até um nome para essa condição: Síndrome do Segredo ou Síndrome do Silêncio.

O silêncio dessas vítimas é fruto de um fenômeno complexo. Não existe um motivo único pelo qual elas não falem. Quando o abuso acontece por parte de um conhecido ou de uma pessoa próxima da vítima, a síndrome é mais comum, dizem os especialistas.

"A vítima tem medo de que as consequências para o pai, o irmão ou o marido sejam ruins. Outro medo bastante recorrente é o de que, se decidir contar, ninguém vai acreditar nela", explica Cátula Pelisoli, psicóloga e doutora em psicologia.




Outros fatores compõem o quadro perverso do silêncio. Em muitos casos, existem ameaças por parte do abusador, vergonha da vítima pelo que aconteceu ou dependência financeira e emocional de quem perpretou a violência.

Mas o não falar também gera prejuízos emocionais, pois a vítima, segundo os especialistas, "não elabora o que viveu". "Quanto mais tempo passa, mais danos esse trauma traz para o desenvolvimento de quem foi abusado", diz Cátula Pelisoli. Depressão, síndrome do pânico, traumas sexuais e somatização do sofrimento transformado em doenças são alguns desses prejuízos.

Fonte: universa.uol.com.br

Ação que pretende proibir emagrecedores segue sem surtir o efeito pretendido


A Lei mais recente (13.454/2017) que permite a produção, venda e consumo dos emagrecedores,  atendeu a demanda de médicos especialistas e de pacientes que sofrem com a obesidade. Estes pacientes, com a proibição dos medicamentos a partir de 2011, viram o espectro terapêutico para a doença ficar limitado a dietas, exercícios e recursos cirúrgicos.

Em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da referida Lei, para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País.




No entanto, até o presente momento, a Ação proferida não surtiu o efeito desejado. A produção e comércio de emagrecedores segue ocorrendo normalmente, despertando opiniões antagônicas. Prescritores e pacientes que procuram o tratamento agradecem, enquanto aqueles que são contrários ao uso desta classe de fármacos, por conta de seus riscos à saúde, seguem contrariados.

Nimesulida e Hepatotoxicidade


A hepatotoxicidade, ainda que raramente relatada como efeito adverso atribuído aos AINEs, pode se manifestar de forma severa, fazendo com que alguns fármacos dessa categoria fossem retirados do mercado. Alguns autores têm relatado casos clínicos em que a hepatotoxicidade associada ao uso de nimesulida ocorreu em diferentes países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou aproximadamente 320 casos de desordens hepatobiliares associadas ao uso de nimesulida. A Agência Europeia para Avaliação de Medicamentos (EMEA) atualmente recomenda um período limitado para o uso da nimesulida (15 dias) e com dose máxima de 100mg/dia, sugerindo ainda evitar o uso em crianças. No Brasil ainda não há relatos de toxicidade hepática associada a este fármaco.

O mecanismo da hepatotoxicidade provocada por nimesulida ainda é desconhecido, podendo condicionar lesão hepatocelular e/ou colestática, mas provavelmente de origem idiossincrásica, ou seja, mais metabólica do que imunoalérgica, levando à produção de metabólitos reativos.




O aumento da concentração do fármaco no compartimento hepatobiliar e a formação de metabólitos reativos que produzem estresse oxidativo, assim como lesão mitocondrial, são considerados.

Fatores genéticos (ou adquiridos) podem aumentar as vias que levam à toxicidade hepática ou dificultar os caminhos de proteção e desintoxicação. Anormalidades específicas e alteração na expressão de genes também são incluídos. Polimorfismo genético de isoforma do citocromo P450 tem sido associado às complicações hepáticas causadas pela nimesulida.

O principal fator de risco é a idade do paciente, uma vez que o uso frequente de AINEs para tratar doenças musculoesqueléticas eleva o risco de lesões no fígado nestes pacientes. Há também mais referências para a hepatotoxicidade em mulheres ou quando há hepatopatia pré-existente.

Fonte: rbfarma.org.br

Os artigos mais populares